O servidro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que foi exonerado após denúncias de falhas distribuição de conteúdo da campanha do presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL), Alexandre Gomes Machado, procurou a Polícia Federal nesta quarta-feira (26) para prestar um depoimento.
O ex-servidor diz ter sido demitido do TSE após ter relatado a seus superiores no tribunal a ocorrência de irregularidades na veiculação da propaganda de Jair Bolsonaro por rádios, conforme a campanha do presidente denunciou nesta semana.
Segundo Machado, ele foi demitido trinta minutos depois de ter enviado um e-mail para a chefe de gabinete do secretário-geral da Presidência do TSE.
Uma fonte ligada ao comando da campanha petista confidenciou que Lula já perde por pelo menos 3 milhões de votos. O ex-presidente tenta agora junto com Haddad diminuir a direção em São Paulo e brigar em Minas, a agenda de Lula previa ida ao Nordeste que já foi descartada.
Em uma live da rádio Jovem Pan, os números apresentados pelo Instituto IPEC já não escondem a derrota da esquerda no Brasil: “Serão três dias de desespero”, disparou o assessor petista, que já confessa ter jogado a toalha.
Lula já sabe que está perdendo por cerca de 3 milhões de votos e vai tentar diminuir em São Paulo; VEJA VÍDEO pic.twitter.com/Ep6VJjVhYE
O dono e apresentador do Flow Podcast, Igor Coelho, revelou em um vídeo que já circula nas redes que percebeu manipulação nos números para inflar audiência do ex-presidente Lula (PT) durante seu programa.
Ele confirmou que também recebeu imagens de pessoas assistindo à live com até mais de uma dezena de dispositivos conectados.
“Menos da metade disso é espectador único”, disse.
O apresentador também se disse “frustrado” com a atitude da equipe do petista, que começou a querer encerrar a live logo depois de ela atingir 1 milhão de espectadores. Na opinião do host do podcast, o objetivo pareceu ser apenas quebrar o recorde anterior, do presidente Jair Bolsonaro (PL) – numa live que teve mais de cinco horas.
Dias depois da live no Flow, Bolsonaro foi a um outro podcast, de menor relevância, e, aparentemente utilizando-se dos mesmos métodos, voltou a bater o recorde de audiência nesse tipo de programa (reveja).
Em meio à denúncia da campanha de Jair Bolsonaro sobre ter sido prejudicado em inserções nas rádios,o Tribunal Superior Eleitoral decidiu exonerar o servidor Alexandre Gomes Machado, assessor de gabinete da Secretaria Judiciária da Secretaria-Geral da Presidência.
Machado exercia a função de Coordenador do Pool de Emissoras, sendo o responsável pelo recebimento dos arquivos com as peças publicitárias e sua disponibilização no sistema eletrônico do TSE, para que sejam baixadas pelas emissoras de rádio e TV.
Na noite de ontem, a campanha bolsonarista entregou ao TSE petição em que detalha os documentos usados para sustentar a denúncia de que rádios, especialmente no Nordeste, deixaram de veicular mais de 150 mil inserções de propaganda eleitoral do presidente.
Os advogados anexaram o relatório de auditoria de mídia realizada pela empresa Audiency Brasil Tecnologia Ltda. Também fizeram um recorte amostral de oito rádios de municípios da Bahia e de Pernambuco, que deixaram de veicular 730 inserções da campanha de Bolsonaro — beneficiando indiretamente Lula.
A corrida segue acirrada. Em uma disputa voto a voto, os levantamentos, apesar de não terem acertado no primeiro turno, dão um norte do crescimento de Bolsonaro é aproximação no número de votos.
Pesquisa PoderData sobre a disputa para presidente mostra cenário de estabilidade ainda favorável ao candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que registra 53% dos votos válidos. O presidente Jair Bolsonaro (PL) teve 47%. O estudo foi realizado de 23 a 25 de outubro de 2022, com 5.000 entrevistas e margem de erro de 1,5 ponto percentual, para mais ou para menos.
A pesquisa foi realizada pelo PoderData, com recursos do Poder360, por meio de ligações para telefones celulares e fixos. Foram 5.000 entrevistas em 342 municípios nas 27 unidades da Federação de 23 a 25 de outubro de 2022. A margem de erro é de 1,5 ponto percentual para um intervalo de confiança de 95%. O registro no TSE é BR-01159/2022.
Lula está perdendo terreno em quatro das cinco regiões do país. A queda é particularmente visível no Sudeste, que abriga mais de 40% do eleitorado do país, segundo a Quaest. Seu apoio também está oscilando entre os eleitores de classe média, que mais se beneficiaram de uma recente queda nos preços dos combustíveis.
A campanha de Lula está subestimando o impacto de uma recente melhoria na economia, bem como a força do antipetismo, segundo Thomas Traumann, consultor político que atuou como ministro das Comunicações durante a presidência de Dilma Rousseff.
Apesar do apoio de diversos líderes de centro-direita, a campanha de Lula focou demasiadamente na agenda do PT”, disse Traumann em entrevista. “Esse apoio não se traduziu em uma agenda mais ampla.”
A corrida mais acirrada também está aumentando a pressão sobre os assessores de marketing de Lula, que focaram seus esforços de campanha principalmente em impulsionar a rejeição de Bolsonaro e menos em se aproximar dos eleitores de centro, mesmo que a arma seja fake news.
Por outro lado, a campanha de Bolsonaro considera que sua posição nas urnas está melhorando graças aos programas sociais e a uma economia mais forte, enquanto Lula perde por não poder explicar completamente os escândalos de corrupção passados de seu governo, de acordo com um assessor político.
O apoio dos governadores reeleitos de Minas Gerais, Romeu Zema, e do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, assim como o apoio do candidato a governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, será decisivo para o desempenho do presidente na corrida eleitoral, disse o assessor, pedindo para não ser nomeado por discutir a estratégia da campanha.
No dia 2 de setembro, o ex-ministro da Comunicação Fábio Wajgarten já havia alertado em seu Twitter afirmar que muitas rádios entraram em contato com o departamento de mídia do presidente da República e teriam reclamado da falta de envio dos spots da campanha do presidente.
De acordo com Wajgarten, as emissoras relataram que os spots que seriam veiculados à partir das 5 horas do dia 3 de setembro não teria sido enviados.
“O responsável pela distribuição é o @TSEjusbr. Algum problema no sistema de distribuição?“, questionou o ex-ministro em sua rede social.
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, os mapas de mídia das inserções no rádio e os spots correspondentes “não serão enviados pelo TSE, mas poderão ser baixados no site do Tribunal.”
Ação do TRE-MG apreendeu materiais apontados como propagadores de ‘desinformações’ a respeito de Luiz Inácio Lula da Silva
Agentes da Justiça Eleitoral recolheram, do comitê do Partido Liberal (PL), em Belo Horizonte, panfletos cujo conteúdo foi apontado como disseminador de “desinformações” e “fatos inverídicos”. Os santinhos, produzidos para impulsionar a campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) à reeleição, acusam o presidenciável Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de ser favorável ao aborto e a legalizar “práticas imorais com crianças e animais”.
Os materiais foram apreendidos durante operação feita nessa segunda-feira (24/10). A ação ocorreu após determinação da juíza Raquel de Paula Soares, do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG).
Os fiscais foram ao comitê, localizado na Avenida do Contorno, na Região Oeste de BH, por causa de uma denúncia sobre um banner pró-Bolsonaro com tamanho superior ao permitido pela legislação eleitoral. Em meio à apuração do caso, os panfletos acabaram confiscados.
Segundo apurou o Estado de Minas, os panfletos tinham tom de comparação. Enquanto Lula é associado a práticas criminosas, Bolsonaro é vendido como um candidato “a favor da vida” e defensor de “valores cristãos”. Pacotes fechados, contendo diversos exemplares do papel, foram levados pelos fiscais.
Apesar da apreensão, panfletos similares, distribuídos antes da fiscalização do TRE-MG, continuam circulando. Exemplares foram entregues nesta terça-feira (25/10), durante ato pró-Bolsonaro na Praça da Liberdade, na Savassi. Um dos protagonistas do evento é o empresário Luciano Hang, dono de uma rede de lojas de departamento.
“Constata-se nos aludidos artefatos, divulgação de fatos inverídicos, contendo desinformações, dentre eles, de que o candidato adversário, Luiz Inácio Lula da Silva, persegue as igrejas e os cristãos”, lê-se em trecho da decisão da juíza Raquel Soares. “Desse modo, é cabível a intervenção desta justiça especializada para coibir a divulgação de notícias falsas”, completa a magistrada.
Denúncia foi feita por meio de aplicativo
A denúncia a respeito do tamanho da placa pró-Bolsonaro chegou à Justiça Eleitoral por meio do aplicativo Pardal, que serve para a apresentação de queixas sobre supostas irregularidades.
Placas e adesivos podem ter, no máximo, 0,5m². Elementos com tamanho maior são considerados outdoors, tipo de propaganda vetada pela lei eleitoral.
PL não vai recorrer
Segundo representantes da cúpula do PL em Minas Gerais, a placa ultrapassou o tamanho legal por causa das bordas brancas que circundam a foto de Bolsonaro presente no cartaz. O partido não vai recorrer do confisco dos panfletos e da ordem pela retirada da placa.
‘Estamos a cinco dias da eleição. Não há sentido de ficar discutindo isso na Justiça. Mandei tirar os dois centímetros a mais e mandei fazer (uma placa) como a lei determina. Não podemos parar o trabalho, que está sendo feito em um local maravilhoso”, disse, ao EM, o presidente do PL em Minas Gerais, o ex-deputado José Santana.
Segundo Santana, não há tempo para que o recurso seja julgado. “‘Estamos decidindo o futuro do país. Não é uma mera eleição”, defendeu. “O maior crime praticado pelo Supremo são essas decisões fora das prerrogativas que eles têm”, continuou, em menção à anulação das condenações de Lula.
No ano passado, a Suprema Corte concluiu que a Justiça Federal de Curitiba (PR) não tinha competência legal para julgar ações referentes à Operação Lava-Jato. A decisão tornou o ex-presidente elegível.
O Agregador de Pesquisas do UOL é uma ferramenta criada pelo estatístico Neale El-Dash, do site Polling Data, que reúne pesquisas de opinião feitas por 20 empresas diferentes.
Na pesquisa Ipec divulgada nesta segunda, a margem de vantagem de Lula sobre Bolsonaro foi maior. O ex-presidente registrou 54% das intenções de votos válidos, contra 46% do atual mandatário.
Os números apontados pelo Agregador do UOL ainda não consideram os resultados das pesquisas presidenciais dos institutos Ipespe e Paraná Pesquisas, que foram divulgadas nesta terça-feira (25). Lula também apareceu na liderança de ambos os levantamentos.
O ex-presidente registrou 53% dos votos válidos no Ipespe, contra 47% de Bolsonaro; e, no Paraná Pesquisas, tem 50,2% contra 49,8%. Nas duas pesquisas, os candidatos estão empatados tecnicamente na margem de erro.
No primeiro turno das Eleições 2022, a vantagem do petista sobre o candidato à reeleição foi de pouco mais de 6 milhões de votos. Lula teve 48,43% dos votos válidos, com um total de 57.259.504 votos. Bolsonaro conquistou 43,20% dos votos válidos, ou 51.072.345 votos.
Próximas pesquisas para presidente
Três novas pesquisas eleitorais para presidente devem ser divulgadas nesta quarta-feira (26). Os levantamentos foram registrados na Justiça Eleitoral pelos institutos Quaest, PoderData e Futura.
Na quinta-feira (27), será a vez de Datafolha e Atlas divulgarem seus levantamentos sobre o segundo turno entre Lula e Bolsonaro.
No sábado (29), véspera do dia da votação, ao menos seis novas pesquisas presidenciais devem ser divulgadas. Os levantamentos são dos institutos Datafolha, Ipec, Quaest, Atlas, MDA e Paraná Pesquisas.
O ex-deputado federal Roberto Jefferson, preso no domingo pela PF Imagem: Valter Campanato/Agência Brasil
O ex-deputado Roberto Jefferson reforçou as ofensas contra o ministro Alexandre de Moraes, presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), e a ministra Cármen Lúcia, do STF (Supremo Tribunal Federal), durante audiência de custódia realizada ontem (24) no Rio de Janeiro. Ele foi preso dias depois de chamar a magistrada de “bruxa” e compará-la a prostitutas.
Jefferson resistiu à prisão. Ele disparou 50 tiros de fuzil e arremessou três granadas na direção dos agentes que foram cumprir a decisão. A PF afirmou em relatório que o ex-deputado assumiu o risco de matar os policiais, e Jefferson foi indiciado por quatro tentativas de homicídio.
Na audiência de custódia, Jefferson disse que tinha “absoluto desprezo” por Moraes e que pediria desculpas para as prostitutas por compará-las no vídeo divulgado na sexta-feira (21) à ministra Cármen Lúcia.
“Fiz um comentário mais duro contra o voto escandaloso da Min. Cármen Lúcia. Quero pedir desculpas às prostitutas pela má comparação, porque o papel dela foi muito pior, porque ela fez muito pior, com objetivos ideológicos, políticos. As outras fazem por necessidade”, afirmou Jefferson.
Procurado pelo UOL, o STF diz quenão comentará as declarações de Jefferson.
Em relação a Moraes, o ex-deputado disse que o ministro tem um “problema pessoal” com ele. Jefferson também criticou Edson Fachin, que presidiu o TSE antes do magistrado.
“Ele [Moraes] diz que eu faço parte de uma milícia digital, mas eu acho que ele faz parte de uma milícia judicial no STF, por isso nós temos problemas”, disse. “Por 3 (três) vezes, o min. Alexandre me humilhou na frente da minha esposa. Os policiais vão no quarto e na gaveta das roupas íntimas da minha mulher e as jogam no chão e pisam nas roupas como se pisassem na minha virilidade.”
Jefferson atacou ainda a PGR (Procuradoria-Geral da República). Como mostrou o UOL, a equipe de Augusto Aras planejava enviar o ex-deputado para uma instituição psiquiátrica, por considerar que ele aparentava ter indícios de perturbação mental.
“Ele [Moraes] me humilhou e humilhou a minha Ana. A mesma fibra ele tem, como eu tenho, a audácia dos canalhas. Só que nós precisamos nos encontrar pessoalmente para discutir isso, se o Procurador não conseguir me colocar num manicômio, para encobrir os atos ilegais do Xandão. Pensei que a PGR tinha mais dignidade”, afirmou.
O MM. Alexandre montou uma delegacia de polícia e uma Gestapo no seu gabinete. A PGR só protesta por escrito. Só vejo no jornal, mas a Procuradoria só aprova. A ditadura da toga está aí e eu não tenho a quem recorrer. Só a Deus. Tudo que eu peço no STF, cai com o Xandão. Estou sendo massacrado e agora ouço a pérola da PGR para me mandar para o hospital psiquiátrico. Tem gente no judiciário que precisa ir para o manicômio” Roberto Jefferson, em audiência de custódia
Durante a audiência, a PGR rebateu Jefferson e disse que “sempre se manifesta por critério técnico-jurídico”. A Procuradoria disse que só ontem, por volta das 13h, obteve os autos da prisão de Jefferson e que participa desde então de “tratativas com autoridades judiciais e da Polícia Federal para o encaminhamento do custodiado para hospital psiquiátrico e apreensão das armas de fogo”.
O UOL procurou a PGR e aguarda eventual manifestação sobre as declarações do ex-deputado.
PF apreendeu mais de 7 mil munições
A PF encaminhou relatório de apreensões ao STF feitas na casa de Roberto Jefferson. Ao todo, mais de 7.000 cartuchos de munições para diferentes armas foram confiscadas da casa do ex-deputado, além de quatro carregadores de pistola Glock, oito coldres de pistola, dois coletes à prova de balas e uma pistola calibre 9 mm.
Durante a prisão, a PF também confiscou o fuzil usado por Jefferson para atirar contra os policiais. Também foram apreendidos um simulacro de pistola Glock e outro de fuzil, além de equipamentos eletrônicos do ex-deputado e seu passaporte.
Ao final da audiência, Jefferson foi mantido preso e, por volta das 20h de ontem, foi transferido para o presídio Pedrolino Werling de Oliveira (Bangu 8), no Complexo de Gericinó, segundo informações da Seap (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária).