Candidato a governador afirma que petista tenta esconder os graves indicadores do estado, sobretudo na educação, onde é responsável direto pelos maus resultados
O candidato a governador ACM Neto (União Brasil) disse nesta quarta-feira (19) que o seu adversário, Jerônimo Rodrigues (PT), tenta vender para os eleitores uma realidade da Bahia que não existe, especialmente na educação, onde ele é responsável direto pelo fracasso na área. Em entrevista à rádio Caraíbas de Irecê, Neto disse que, para tirar o estado dos piores índices do Brasil, pretende redesenhar o sistema de ensino, tendo o professor como centro.
“Quando é perguntado por que a educação da Bahia está em penúltimo lugar do país, Jerônimo Rodrigues procura culpados e desculpas, Ele tenta vender para os baianos uma realidade que não existe. Já visitei mais de 300 municípios, conversando com professores e alunos da rede estadual. E o que mais ouço são professores se sentindo desvalorizados e jovens dizendo que não aprenderam e que não estão preparados para disputar uma vaga na universidade ou uma vaga no mercado de trabalho”, disse Neto.
Neto lembrou que, por falta de uma política pública do governo nos últimos 16 anos, a Bahia tem hoje a segunda pior nota do país na Prova Brasil, que mede o aprendizado dos alunos, apesar do tremendo esforço feito pelos profissionais da educação.
“Quero deixar a minha homenagem aos professores, profissionais altamente dedicados, mas que não recebem a valorização e o respeito que deveriam ter por parte do governo do estado. E não tiveram também por parte do próprio Jerônimo Rodrigues que, mesmo sendo professor, não cuidou dos professores da Bahia. Eu pretendo fazer uma transformação na educação do estado tendo a valorização do professor no centro de tudo, entendo que são peças fundamentais para que isso ocorra”, afirmou.
Para a Educação Infantil e para o Ensino Fundamental, Neto afirmou que vai trabalhar ao lado das prefeituras, ajudando a ampliar a oferta de creches e de pré-escolas, auxiliando na qualificação contínua dos professores e dando suporte pedagógico. “Além disso, vamos premiar, repassando mais recursos, aquelas cidades que mais avançarem na qualidade da educação”, disse.
Para o Ensino Médio, Ensino Superior da rede estadual e Ensino Técnico, que estão sob a responsabilidade do governo do estado, a proposta é aplicar conceitos de empregabilidade e de empreendedorismo. “Já durante a sua formação, o aluno terá acesso a tecnologia e a conectividade, ajudando na preparação para o mercado de trabalho, algo que é essencial atualmente”, afirmou.
Neto destacou que a educação é o único caminho para que a Bahia seja um estado mais desenvolvido e com menos pobreza, mas que o desafio do próximo governador é enorme, diante do descaso com essa área por parte do governo. “A gente não pode fechar os olhos para essa realidade, como Jerônimo Rodrigues tenta. Ele faz isso para esconder o fato de ter sido um secretário de educação testado e reprovado, responsável por ter deixado a qualidade da educação da Bahia no penúltimo lugar do Brasil”, afirmou.
O candidato ao Governo da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT) justificou a sua ausência nos debates, neste segundo turno das eleições. “Ele [ACM Neto] fugiu [dos debates] no primeiro turno. Agora, estou correndo atrás dos prefeitos e dos deputados que ele não cuidou bem. Cuidando e acolhendo, com esse arranjo de pessoas que gostam de cuidar de gente”, disse. A declaração foi feita durante entrevista à emissora baiana TV Record, na manhã desta quarta-feira (19).
Na oportunidade, o petista fez questão de reforçar o nome do seu aliado, o ex-presidente Lula, da mesma sigla partidária. “Sou do treze que mudou a Bahia e que vai ser chamado para cuidar do Brasil com Lula presidente”, declarou Jerônimo. O postulante ao Governo do Estado também fez uma referência indireta ao seu adversário o chamando de “príncipe” ou “o centro das atenções”.
Candidato diz que vai atuar para promover, de um lado, políticas de transferência de renda e, do outro, ações para garantir a geração de emprego e renda
O candidato a governador ACM Neto (União Brasil) afirmou, durante entrevista na TV Bahia nesta segunda-feira (17), que o próximo governador da Bahia terá que estender a mão para os mais pobres, já que o estado tem hoje a maior quantidade de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza em todo o Brasil. Disse ainda que para combater a fome são necessárias políticas públicas de transferência de renda e a garantia da geração de postos de trabalho.
“Então, eu acho que é uma combinação das duas coisas. Precisamos de programas de transferência de renda de um lado, e do outro precisamos garantir a geração de emprego na veia do nosso povo. Só assim conseguiremos mudar a realidade vivida pelo nosso povo nos dias atuais”, salientou.
“O próximo governador vai ter que ajudar as pessoas mais pobres. Vai ter que estender a mão para quem precisa mais, para quem está passando fome, para quem não tem emprego, para quem não tem moradia digna. Nós apresentamos, por exemplo, o programa Morar Melhor Bahia, que vai dar R$ 10 mil para reformar a casa das pessoas mais pobres de todo o estado”, ressaltou o candidato a governador.
Outra proposta presente no plano de governo de ACM Neto é o Mães da Bahia, que vai oferecer um auxílio financeiro para mulheres baianas com filhos em idade escolar. “A Bahia é um estado pobre, um estado desigual. Eu, como prefeito de Salvador, fiz programas de transferência de renda que são fundamentais”, destacou durante a entrevista.
Ao mesmo tempo em que vai realizar políticas de assistência social, Neto assegurou que trabalhará para gerar empregos. O candidato lembrou que o estado tem o maior número de desempregados do país e criticou a ausência de ações do atual governo para garantir trabalho à população. Só assim, ponderou o ex-prefeito de Salvador, a população terá condição de participar da cadeia econômica do estado e proporcionar uma vida melhor para toda família.
“A geração de emprego é fundamental, é a política social mais efetiva que nós temos”, ressaltou. “A Bahia ocupa o primeiro lugar em número de desempregados do Brasil, segundo dados do IBGE. Não dá para continuar assim. Agora, para mudar, a gente precisa mudar o governo. Porque estes que estão há 16 anos, por exemplo, viram a Ford fechar a fábrica na Bahia e não fizeram nada. Não reagiram”, apontou o candidato.
Em seu plano de governo, uma das principais propostas é a promoção de um novo ciclo de industrialização no interior do estado. Caso eleito, ACM Neto vai garantir um ambiente econômico com crédito facilitado para que grandes empresas invistam no estado, vai entregar a infraestrutura necessária para fomentar a atuação dessas empresas e promover ações para estimular o aumento de postos de trabalho e a produtividade dos pequenos agricultores.
“Eu quero ser governador para rodar esse Brasil e rodar o mundo atrás de novos investimentos para o nosso estado. Vou buscar novas empresas. Levar um novo processo de industrialização para o interior, dar emprego para o pequeno produtor rural. Para você que vive da agricultura familiar, que precisa de apoio técnico, de financiamento, e precisa de acesso à água e hoje não tem”, salientou.
G100 Em seu mandato como Prefeito de Salvador, ACM Neto destinou cerca de 80% dos recursos da prefeitura para as áreas mais pobres da capital baiana. Atuação que pretende repetir no Governo do Estado. No Plano de Governo, Neto destaca que um olhar especial será dedicado aos 100 municípios baianos com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
“Isso significa realizar ações localizadas capazes de promover impacto transformador sobre as precárias condições atuais, proporcionando um salto quantitativo e qualitativo na melhoria das condições de vida e perspectivas futuras das populações locais”, aponta o documento.
As medidas que serão implantadas nesses 100 municípios buscam entregar uma melhoria significativa na educação, na saúde pública e fortalecer a economia de cada região.
A Bahia aparece novamente entre as últimas posições do país nas áreas de educação e segurança pública, conforme a mais recente edição do Ranking de Competitividade dos Estados. Segundo o levantamento, o estado ficou em 24º lugar na educação e em 23º na segurança pública, entre todos os 26 estados e o Distrito Federal. No índice geral, no entanto, a Bahia ficou na na 17ª posição.
Em sete destes pilares, a Bahia ficou abaixo das 10 primeiras posições no ranking. A pior colocação do estado foi em potencial de mercado, indicador que coloca a Bahia em 25º lugar no Brasil. Após educação e segurança, os dois piores pilares do estado são sustentabilidade social (21ª posição) e sustentabilidade ambiental (17ª).
Entre os estados nordestinos, a Bahia ficou na quinta posição, atrás de Paraíba, Ceará, Alagoas e Pernambuco.
Ranking de Competitividade dos Estados
A ferramenta desenvolvida pelo Centro de Liderança Pública (CLP), ajuda gestores públicos a diagnosticar problemas e elencar prioridades. Além disso, ela conta com 86 indicadores que são divididos entre dez pilares: segurança pública, infraestrutura, sustentabilidade social, solidez fiscal, educação, sustentabilidade ambiental, eficiência da máquina pública, capital humano, potencial de mercado e inovação.
O CLP é uma organização suprapartidária com atuação desde 2008 que trabalha por um Estado Democrático de Direito mais eficiente no uso de seus recursos.
Entrevistado nesta segunda-feira (17), na TV Band Bahia, após Jerônimo Rodrigues (PT) faltar ao debate de candidatos ao governo, ACM Neto (União Brasil) provocou o adversário a quem acusa de fugir por temer ser confrontado sobre “fracasso na vida pública”.
“Poderíamos estar aqui, eu e Jerônimo, frente a frente. E quem nos assiste poderia ter a oportunidade de comparar o preparo de cada um. Infelizmente, quem perde com isso hoje é o eleitor. Mas, no dia 30, quem vai perder com isso é Jerônimo. Porque os baianos vão avaliar muito bem que a postura dele é de quem quer se esconder num momento tão importante”, disse o candidato.
“Jerônimo quer esconder que, enquanto secretário de Desenvolvimento Rural, teve como grande marca a extinção da EBDA, empresa pública que dava apoio ao pequeno agricultor. Sendo ele um agrônomo de formação. Quer esconder que, quando secretário de Educação, deixou o ensino da Bahia em penúltimo lugar no Brasil. Sendo ele professor por profissão. Na pandemia, não deu merenda aos nossos alunos e foi condenado pela Justiça a dar a refeição”, criticou ACM Neto, segundo o qual o petista apoiado pelo governador Rui Costa (PT) não compareceu ao debate por não poder responder “por que o seu grupo não fez em 16 anos no governo e agora tentam enganar as pessoas dizendo que vão fazer nos próximos quatro anos”.
Durante a entrevista, o ex-prefeito de Salvador também lamentou o desemprego no estado e defendeu investir em políticas públicas voltadas para entregadores e motoristas de aplicativo. “Existem cerca de 50 mil pessoas que estão vivendo de aplicativos no estado da Bahia. É óbvio que isentar o IPVA significa fazer sobrar algum dinheiro a mais no fim do mês para essas famílias. Por isso, trouxemos para o nosso plano de governo a proposta de isenção do IPVA para motoristas de aplicativo, tanto de moto como de carro, e estendemos também para os motoristas que prestam o serviço de transporte escolar”, explicou o candidato, prometendo ainda que o benefício será estendido também para os taxistas.
Ao comentar a segurança na Bahia, em comparação com o Brasil, ACM Neto atribuiu o aumento no número de homicídios às administrações petistas. “Isso é fruto de uma política que perdeu a guerra para os criminosos. A prática daqueles que nos governam há 16 anos é dizer ‘não é comigo, não’, dizer que a violência é um problema nacional, sempre procurando culpados e desculpas. O candidato Jerônimo, que está disputando comigo a eleição, representa a mesma coisa que se repete há 16 anos. E tem a coragem de, nesse momento, pedir mais quatro anos ao povo baiano. Não dá, gente, me poupe”, afirmou.
Para combater a criminalidade, o candidato propôs a realização imediata de concursos para a Polícia Militar e para a Polícia Civil, além de melhorar as condições de trabalho dos agentes com novos equipamentos e valorização profissional, investir na tecnologia para a previsão dos crimes e reforçar a segurança nos presídios.
“Se eu for eleito governador, não vou aceitar esse tipo de postura que a gente vê hoje. Eu vou me envolver diretamente no problema e vou buscar a solução para a criminalidade que hoje leva medo, terror e sofrimento ao povo da Bahia. O que me revolta é que aqueles que nos governam tentam passar ao cidadão o sentimento de que a insegurança é algo normal. Não é. Querem que a gente se acostume a, por exemplo, não poder sair na rua com um celular. Então o que a gente precisa é reagir ao crime, reagir à violência. Contem comigo se for eleito governador”, concluiu.
A decisão dos vereadores de oposição de Santo Amaro de abandonar a sessão e não votar o projeto de lei que autorizava a implantação do Restaurante Popular não agradou em nada a população santamarense, em especial, as mais carentes. A votação estava prevista para tarde desta segunda-feira (17), mas foi suspensa após oito vereadores deixarem o plenário.
O projeto de lei de autoria do Governo Municipal prevê a criação do programa Restaurante Popular. O equipamento tem a finalidade de oferecer refeições prontas e saudáveis às famílias mais carentes. Inicialmente, 500 pessoas devem ser beneficiadas com esta iniciativa.
O abandono da sessão por oito vereadores de oposição causou reação negativa e imediata da população nas redes sociais. Uma “avalanche” de críticas à postura da oposição tomou conta de vários perfis. “Lembrem bem a carinha desses sem vergonhas”, criticou o perfil @thay_nevees. Já @ana_claudia68 deu “graças a Deus” por não ter votado em nenhum desses. @janaina.oliveira2334 escreveu: “Bando de judas traindo o povo”, enquanto @yris_maria classificou como “isso é uma vergonha”.
LISTA DE VEREADORES
Rapidamente, vários perfis postaram os nomes dos vereadores que abandonaram a sessão na Câmara, provocando a suspensão da votação da criação do Restaurante Popular de Santo Amaro.
Em um dos perfis, denominado @anonimos_santoamaro, um post com a legenda “Vereadores que são contra o Restaurante Popular”, revelou os nomes e as fotos de todos os oito vereadores que deixaram a sessão.
De acordo com o post, abandonaram a sessão os vereadores: Gleiber, Agnaldo, Feão, Nelson, Xuxu, Fabinho Malhado, Pety e a vereadora Juliana. Nenhum deles foi localizado para comentar o caso.
A presidência da Câmara de Vereadores deve voltar a pautar o projeto para nova apreciação e votação. A nota data ainda não foi definida.
Na reta final do segundo turno das eleições para governador da Bahia, o ex-prefeito José Ronaldo de Carvalho (União Brasil) dá uma demonstração de força e prestígio no grupo político passando a acumular, além da coordenação estadual da campanha de ACM Neto (União Brasil), também diretamente as ações em Feira de Santana, sua cidade de origem e segundo maior colégio eleitoral baiano.
A estratégia fortalece a campanha de Neto no segundo turno, mobilizando todas as lideranças políticas sob a coordenação de José Ronaldo.
Nesta sexta-feira (14), a campanha de ACM Neto foi alvo de mais um fake news, com a divulgação se cards nas redes sociais espalhando notícia falsa de que José Ronaldo teria deixado a coordenação da campanha, fato imediatamente desmentido pelo ex-prefeito de Feira de Santana durante entrevista a várias emissoras de rádio.
José Ronaldo explicou que neste segundo turno algumas ações foram reforçadas, dentre as quais a sua maior presença em Feira de Santana para coordenar também diretamente a campanha eleitoral. Assim, passou a dignidade o tempo com a coordenação estadual da campanha, cumprindo uma agenda ainda mais apertada. Inclusive continua participando de reuniões de mobilização com prefeitos baianos, como fez também nesta sexta-feira (14).
O ex-prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União), garantiu a permanência na coordenação da campanha ao governo de ACM Neto (União). Ao Bahia Notícias, Ronaldo apontou que está de “corpo e alma” na campanha no segundo turno, porém “trabalhando muito em Feira de Santana”.
“Disse que estava de corpo e alma, mas estou trabalhando muito em Feira de Santana. E que também estamos trabalhando de forma regional. Estou 100%, de corpo e alma. É uma campanha que tem muitos colaboradores e ajudam. Não citei nomes para não omitir o nome de alguém”, sinalizou.
Após o primeiro turno, Zé minimizou o balanço da eleição para governador em Feira de Santana, sobretudo à participação do MDB, partido do prefeito Colbert Martins Filho, opositor do PT (ver aqui), mas que neste ano está na coligação de Jerônimo Rodrigues (PT).
Candidato ainda afirmou que, se for eleito, vai coordenar ações entre diversas instituições relacionadas à área da segurança pública
O candidato ACM Neto (União Brasil) afirmou que, se for eleito governador, vai convocar todas as instituições públicas para coordenar ações de combate ao crime organizado e reduzir os índices de violência na Bahia. Durante sabatina realizada pela TV Aratu nesta quinta-feira (13) no lugar do debate, que não aconteceu devido à ausência de Jerônimo Rodrigues (PT), Neto criticou o grupo petista que governa o estado há 16 anos e que sempre transfere a responsabilidade no tema da segurança pública.
Enquanto isso, o estado lidera o ranking de homicídios do país e tem mais que o dobro de mortes violentas do que estados mais populosos, como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Neto destacou que é papel do governador reunir prefeituras, Ministério Público, Poder Judiciário e Defensoria num esforço contra a violência. No entanto, essa iniciativa não ocorre no governo liderado pelo PT.
“Se eu tiver a oportunidade de ser governador, vou chamar para mim a responsabilidade. A grande novidade será o envolvimento do governador. É papel do governador coordenar uma grande ação, colocando na mesma mesa o Poder Judiciário, o Ministério Público e a Defensoria, porque não adianta a polícia prender e a Justiça logo depois soltar. O governador deve coordenar isso, ele deve ter o mapa estadual da violência nas mãos”, disse.
O candidato lembrou que nesta semana foram divulgados os dados do DataSus, e a Bahia aparece pelo quarto ano consecutivo em primeiro lugar no número de homicídios do Brasil, com quase o dobro de Pernambuco, segundo colocado. O país registrou a maior queda no número de homicídios dos últimos 30 anos, mas a Bahia foi na contramão dessa tendência.
“O que a gente não pode é achar normal o que está acontecendo. Às vezes, as pessoas, de tanto acompanhar os episódios de violência, começam a acreditar que aquilo é assim mesmo, que faz parte da vida. Mas não é. Não vamos perder a nossa capacidade de indignação, por favor. Porque não estamos falando de número, não estamos falando de um índice, não estamos falando nem mesmo de eleições. Nós estamos falando da vida das pessoas”, comentou.
Ele lembrou também que é dever do governador dialogar com o presidente eleito pelos brasileiros. “Passou a eleição, governador e presidente têm que sentar juntos, esquecer a disputa, desarmar o palanque. Eu garanto: aquele presidente que for escolhido pelos brasileiros terá em mim um governador do diálogo, que vai saber procurar o Governo Federal para trabalharmos em conjunto contra um problema como o da violência”, disse.
“Tenham certeza que não vou ser um governador que vai transferir ao outro aquilo que é dever do governador. Porque quem vai estar aqui comandado a Polícia Militar e a Polícia Civil, cuidando dos presídios, não será o presidente. Ele vai ter que olhar para o Brasil todo. Quem vai estar aqui é o governador. E eu estarei aqui para fazer isso, pela Bahia e pelos baianos”, completou.
Neto destacou que, nos últimos 16 anos, enquanto outros estados conseguiram reduzir os índices de violência, a Bahia viu o seu governador procurar culpados e desculpas, tratando a segurança como um problema nacional. O candidato afirmou que também é papel do governador convocar para este esforço as prefeituras de todo o estado.
“Precisamos trabalhar compartilhando informações com a Guarda Municipal das cidades. As prefeituras têm um trabalho de ação social, de prevenção, que é importantíssimo. Em Salvador, fizemos um programa que é reconhecido pela população, o Iluminando Nosso Bairro. Hoje, a cidade está 100% iluminada em LED. A gente precisa levar essa iluminação para o interior, para a zona rural”, disse.