Medida amplia limite de renda a R$ 13 mil e eleva teto de imóveis até R$ 600 mil

Famílias com renda mensal de até R$ 13 mil passam a acessar o Minha Casa, Minha Vida a partir de quarta-feira, 22, quando a Caixa Econômica Federal inicia a aplicação das novas regras. A ampliação insere a classe média na política habitacional.
As mudanças têm aval do Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS)e regulamentação do Ministério das Cidades.
Nesta semana, o governo Lula anunciou aporte de R$ 20 bilhões no programa habitacional. A medida aumenta para R$ 200 bilhões o orçamento total. A ampliação busca sustentar a meta de financiar 3 milhões de moradias até dezembro.
A gestão petista diz que o reforço financeiro deve acelerar a contratação de novos financiamentos ainda em 2026. Com o resultado, os recursos vão vir do Fundo Social.
Regras reduzem juros e ampliam acesso
Os novos limites elevam o valor dos imóveis. Na faixa 3, o teto sobe para R$ 400 mil. A nova categoria voltada à classe média permite financiamentos de até R$ 600 mil. As faixas 1 e 2 mantêm o limite de até R$ 275 mil, com variações conforme a localidade.
As novas condições abrangem imóveis compactos e unidades de padrão médio, com dois ou três dormitórios.

As alterações também reorganizam o enquadramento das famílias e deslocam parte dos beneficiários para faixas com juros menores.
Famílias com renda próxima de R$ 3 mil deixam a faixa 2 e passam para a faixa 1. A mudança reduz, no mínimo, 0,25 ponto porcentual nas taxas de financiamento e diminui o custo total ao longo do contrato.
A Caixa libera a simulação nas novas condições no site e no aplicativo Habitação Caixa a partir de 22 de abril.
O cálculo considera a renda bruta familiar mensal, que reúne os ganhos de todos os integrantes do financiamento que residem no imóvel, antes de descontos como INSS e Imposto de Renda.
Informações Revista Oeste
