Maria Júlia Soares Guimarães, formada pelo Colégio Nobre em 2025, foi aprovada na Central Michigan University e embarca no fim de agosto para iniciar a graduação com bolsa de 100%

Uma jovem que entrou no Ensino Médio planejando seguir carreira na aviação está prestes a atravessar o continente para estudar uma área completamente diferente: Astronomia e Astrofísica. Maria Júlia Soares Guimarães, formada pelo Colégio Nobre em 2025, foi aprovada na Central Michigan University, nos Estados Unidos, e iniciará a graduação com bolsa de estudos de 100%, o embarque está previsto para o fim de agosto.
A bolsa recebida por Maria Júlia é a Multicultural Advancement & Loyd M. Cofer Award of Distinction Scholarship (MAC Scholarship), concedida pelo Multicultural Academic Student Services Office (MASS Office) da própria Central Michigan University. Maria Júlia foi contemplada com a terceira categoria da bolsa, a modalidade integral. O benefício cobre tuition, moradia, alimentação, livros e materiais escolares, além de oferecer um valor adicional para que a estudante possa cursar um semestre em uma universidade fora dos Estados Unidos.
A conquista é resultado de uma trajetória construída ao longo do Ensino Médio, marcada pela participação em programas acadêmicos, experiências internacionais e pela descoberta gradual de novos interesses. Em 2024, quando cursava o 2º ano, Maria Júlia conquistou três bolsas integrais para participar de programas em diferentes áreas: St. John’s College – Neurociência e Literatura, Design Thinking at Dartmouth e D.A.M.A. – Programa de Imersão em Aviação, promovido pela AMAB.
Da aviação à Astronomia
Desde criança, Maria Júlia tinha como principal referência profissional o universo da aviação. A admiração pelos aviões e a curiosidade sobre o funcionamento dos aeroportos fizeram com que planejasse cursar bacharelado em Ciências Aeronáuticas e seguir carreira como pilota.
“Meu interesse inicialmente surgiu com a paixão pelo mundo da aviação, sempre admirei muito aviões e me interessei pela dinâmica dos aeroportos e, desde pequena, decidi que queria ser pilota”, conta.
A mudança de perspectiva começou em 2024, quando a estudante participou do minicurso de Física da III Escola de Jovens Talentos do Instituto Internacional de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
A experiência aproximou Maria Júlia de temas relacionados ao universo e despertou um interesse que até então não fazia parte de seus planos acadêmicos. A programação contou com palestras do Prof. Dr. William Phillips, vencedor do Prêmio Nobel de Física de 1997, além de outros professores e pesquisadores.
Durante o curso, a estudante teve contato com temas como buracos negros, matéria escura, quasares, estrelas de nêutrons e o estudo dos astros. “A partir desse curso, comecei a me interessar mais pela área da astronomia e expandir minha busca nos cursos de graduação para essa área”, explica.
A nova possibilidade passou a dividir espaço com o antigo sonho da aviação. “Escolhi Astronomia e Astrofísica pois é uma área que me despertou interesse tanto quanto a área da aviação e porque considerei como segunda opção de curso para além do bacharelado em Ciências Aeronáuticas inicialmente planejado”, afirma.
Uma candidatura diferente dos vestibulares tradicionais
Além do desempenho escolar, o processo de candidatura a universidades norte-americanas considera atividades extracurriculares, redações, cartas de recomendação, proficiência em inglês, SAT e histórico escolar, entre outros aspectos da trajetória do estudante.
Para Maria Júlia, um dos principais desafios foi organizar as diferentes etapas da candidatura. “Meu maior desafio durante o processo foi a organização das várias etapas do processo de aplicação. O ‘application’ para universidades no exterior é um processo diferente da preparação para vestibulares tradicionais no Brasil. É um processo holístico que considera as diversas áreas da vida do estudante”, explica.
A estudante também destaca o apoio recebido do Colégio Nobre durante a preparação. “Também tive o apoio e incentivo de toda a equipe dos professores e da equipe pedagógica do Colégio, que estiveram presentes em cada etapa do meu processo de aplicação”, acrescenta.
Experiências que ajudaram a construir o caminho
A escolha pela Astronomia não aconteceu de forma isolada, antes mesmo de definir a graduação, Maria Júlia buscou experiências em diferentes áreas para conhecer possibilidades acadêmicas e profissionais.
As três bolsas conquistadas em 2024 permitiram que a estudante tivesse contato com Neurociência e Literatura, Design Thinking e Aviação. A experiência na UFRN, por sua vez, ampliou seu interesse pela Física e pela Astronomia. Essa diversidade de experiências também esteve presente na construção da candidatura para as universidades norte-americanas.
Antes da data do embarque, Maria Júlia retornou ao Colégio Nobre para reencontrar professores, colaboradores e integrantes das equipes que acompanharam sua formação. “Sou grata não só aos professores que me ajudaram nesse processo, mas também a toda a equipe pedagógica e equipe de apoio que fizeram parte da minha evolução aqui no Colégio Nobre”, destacou.
Para Maria Júlia, a mudança representa também a oportunidade de construir uma nova relação com diferentes lugares e experiências. “Significa abraçar todas as possibilidades que surgirem e ter mais de um lugar para chamar de casa pelos próximos quatro anos. Nasci em Manaus e minha família materna é de lá, então Manaus sempre foi minha primeira casa, mas morei a maior parte da minha vida em Feira de Santana, minha segunda casa, e agora tenho mais um lugar para me fazer sentir em casa e viver experiências incríveis e transformadoras”, afirma.
A estudante embarca no fim de agosto para iniciar uma nova etapa acadêmica, levando consigo as experiências acumuladas durante o Ensino Médio e o desafio de transformar uma curiosidade despertada por um curso de Física em um novo caminho profissional.
Com informações da assessoria de Comunicação.
