Após recados de insatisfação no Congresso, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se reuniu com senadores para tentar chegar a um acordo sobre as propostas econômicas que interessam ao governo Lula.

O que aconteceu

O ministro mira o equilíbrio fiscal, por isso o governo teve de voltar atrás na medida provisória que retoma a cobrança de imposto na folha. Editada no final de dezembro, a MP que determina o desconto deixaria de valer. Um projeto de lei sobre o assunto tramitaria em regime de urgência. 

Haddad vai levar a ideia para o presidente. A previsão é que Lula dê sua resposta até o final desta semana.

O acordo ainda precisa ser referendado pelo presidente da Câmara, deputado federal Arthur Lira (PP-AL). A reunião com os líderes da Câmara está marcada para depois do Carnaval. 

Mas haveria sinalizações de que ele concorda com a solução. Parlamentares ouvidos pelo UOL disseram que Lira mencionou aceitar tratar da questão da reoneração por meio de um projeto de lei.

Os outros assuntos da medida provisória continuarão valendo. A lista inclui incentivo ao setor de eventos e desoneração para municípios.

O senador Efraim Filho (União-PB) ponderou que ficou acertada somente a forma de tratar da reoneração. Ele disse que a maneira como o imposto na folha voltará ainda não tem consenso. O parlamentar foi relator da proposta no Senado e crítico da medida editada pelo governo.

Congresso insatisfeito

A principal dificuldade de Haddad quanto a reoneração é controlar a insatisfação dos senadores. Eles se queixam do que chamam de desrespeito do Palácio do Planalto e falta de compromisso com os acordos.

Com os deputados, a situação é ainda pior. Um encontro também estava previsto para hoje, mas o evento foi cancelado. O líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), justificou mais cedo que muitos deputados estavam viajando, por isso a reunião seria adiada para depois do Carnaval. Segundo a Folha, houve pressão de Lira.

Alvo de críticas, o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) participou da reunião de hoje com os senadores. Ontem, ele foi alvo do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

Outras queixas dos parlamentares são:

  • Isenção fiscal ao setor de eventos;
  • Vetos presidenciais a emendas de comissões no Congresso.

Climão com Lira

Enquanto procura apoio dos senadores, Haddad assiste ao presidente da Câmara esbravejar. Para ele, Padilha não cumpre acordos e vaza informações. Ontem, ambos participaram de uma cerimônia e Lira disparou indiretas contra o ministro.

Haddad mantém bom diálogo com Lira e pauta econômica deve andar. Ele recebeu sinais de que as medidas fiscais terão apoio do centrão.

Ainda assim, a volta da cobrança de impostos sobre a folha de 17 setores tem causado divergências. Deputados e senadores aprovaram uma lei mantendo a isenção dos impostos. Lula vetou, mas eles derrubaram o veto. Eles dizem que foram desrespeitados pelo Planalto.

Haddad editou uma medida provisória recriando o desconto em folha. O incômodo foi tamanho que os senadores fizeram uma reunião em janeiro, no meio do recesso, para tratar do assunto. Só agora, eles começam a enxergar um acordo sobre como a proposta vai caminhar.

Informações UOL


O Ministério da Saúde iniciou uma compra internacional emergencial da vacina contra varicela, que previne a catapora, por conta do desabastecimento de doses no país. A pasta aguarda a entrega das doses.  

Em março de 2023, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou a suspensão do imunizante devido a uma mudança do método de produção. Em julho, o órgão voltou a liberar a distribuição, mas, segundo a Saúde, a interrupção impactou o cronograma de entrega.  

São Paulo tem recebido menos da metade das doses que necessita por mês, conforme a Secretaria estadual de Saúde. O estado necessita de cerca de 270 mil doses mensais, mas recebeu cerca de 30 mil doses em outubro de 2023 e outras 50 mil em dezembro.  

Em janeiro, o governo do Acre informou que recebeu 1.600 doses do imunizante, apesar de necessitar de 4.000 a 5.000 doses mensais. A vacinação contra a catapora teve que ser interrompida no estado pela falta de estoque. Na programação para fevereiro, a área técnica federal e a secretaria estadual chegaram a um consenso para a distribuição de 1.000 doses.  

Bahia, Roraima, Mato Grosso do Sul, Pernambuco e Rio Grande do Sul também relataram desabastecimento da vacina.  

O Ministério da Saúde afirma que o laboratório fornecedor voltou a fornecer os imunizantes gradativamente. No mês de janeiro, a pasta recebeu uma entrega de 559.400 doses, que distribuiu entre os estados. Ainda não há previsão de quando a entrega será normalizada.  

A vacina contra a catapora é grátis e pode ser recebida em todas as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e AMAs (Assistências Médicas Ambulatoriais)/UBS Integradas.  

A DOENÇA  

A catapora é uma infecção viral febril aguda, altamente contagiosa, caracterizada pelo surgimento de bolhas na pele. Ela se manifesta com maior frequência em crianças e com incidência no fim do inverno e início da primavera.  

Altamente contagiosa, a doença é transmitida de pessoa a pessoa, pelo contato direto, com secreções respiratórias e com as lesões de pele, que costumam coçar bastante.  

Os sintomas da catapora, em geral, começam no décimo dia após o contágio. Os principais sinais e sintomas da doença, além das manchas vermelhas e bolhas no corpo, são mal-estar, cansaço, dor de cabeça, perda de apetite, febre baixa.  

Em crianças, a doença tem característica benigna e é controlada pelo próprio organismo. Mas em adolescentes e adultos, em geral, o quadro clínico pode ser mais grave.

Informações Bahia Notícias


Placas sem autorização para fabricação estavam sendo comercializadas irregularmente

Foto: Divulgação/Detran-BA

O Departamento Estadual de Trânsito (Detran- BA), através da Coordenação de Fiscalização de Credenciamento (CFC), deu continuidade às operações sigilosas e regulares de fiscalização das empresas credenciadas pelo órgão, na cidade de Feira de Santana.

A empresa credenciada, Fábrica de Placas Bahia, que já havia sido denunciada à Ouvidoria Geral do Estado (OGE), foi flagrada cometendo irregularidades. As equipes encontraram evidências e flagraram a comercialização ilegal de placas cinzas e vermelhas, vedadas pelos artigos 30/Inciso IV e artigo 33/ Inciso VI da Portaria 020 de 17/01/2020, publicada pelo órgão.

O artigo 30 da Portaria veda às credenciadas estampar ou proceder qualquer tipo de alteração em placas de identificação veicular com padrões e especificações diferentes autorizadas pela legislação em vigor. Já o artigo 33, ratifica o cumprimento das Portarias em sintonia com determinações do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) e Senatran (Secretaria Nacional de Trânsito) em defesa do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

As placas foram apreendidas após a confirmação da comercialização ilegal na Bahia, Paraíba e Tocantins. Após a fiscalização ficou constatada a comercialização ilegal, o que infringe o Artigo 37 da Portaria e provoca prejuízos ao erário público. A empresa teve as atividades suspensas por três meses, podendo a penalidade ser prorrogada por igual tempo.

Informações Bahia.ba


Na manhã desta sexta-feira (19) foi realizada a instalação do novo pórtico da pista inferior do Complexo Viário Miraldo Gomes, localizado no bairro Cidade Nova. O trânsito na região não foi prejudicado.

Uma equipe da Polícia Rodoviária Federal (PRF) acompanhou a instalação da estrutura metálica que é usada para delimitar a altura dos veículos que trafegam no viaduto e assim evitar acidentes ou colisões.

Em julho do ano passado, o pórtico de sinalização da pista inferior do viaduto foi atingido por um veículo de altura superior à limitação do viaduto.

“Diante do ocorrido, agora nós temos um pórtico reserva. Caso isso volte a acontecer novamente, já temos um pórtico de standby para dar um reforço imediato”, assegura o Diretor de Execução de Obras da Superintendência de Operações e Manutenção (SOMA), Ianco Pinho.

*Secom/PMFS


Verba servirá para Kiev comprar e aprimorar sistemas de detecção de drones

Ucrânia
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, recebe a ministra das Relações Exteriores do Japão, Yoko Kamikawa, em meio ao ataque da Rússia a Kiev – 7/1/2024 | Foto: Serviço Presidencial da Ucrânia/Reuters

Em visita não anunciada à Ucrânia, a ministra das Relações Exteriores do Japão, Yoko Kamikawa, comprometeu-se com em apoiar o país do Leste Europeu. Neste domingo, 7, a representante de Tokyo anunciou o repasse de US$ 37 milhões para o fundo fiduciário da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), para fornecer sistemas de detecção de drones a Kiev.

A declaração ocorre em meio a uma ofensiva russa na região sul da Ucrânia. A cidade de Kherson se tornou alvo de bombardeios vindos de partes da região homônima, ocupadas pela Rússia. As tropas de Moscou estão do outro lado do Rio Dnieper.

O chefe do governo municipal, Roman Mrochko, disse que duas pessoas foram mortas e várias outras ficaram feridas. A Força Aérea da Ucrânia informou ter abatido 21 dos 28 drones lançados pela Rússia durante a noite, que também disparou três mísseis antiaéreos contra Kiev.

Putin conversa com militares que combateram na Ucrânia

Enquanto isso, o presidente russo, Vladimir Putin, reuniu-se com famílias de militares mortos na guerra em atividades religiosas, em sua residência em Novo-Ogaryovo, no oeste de Moscou.

“Muitos dos nossos homens, os nossos bravos e heroicos homens, são guerreiros da Rússia mesmo agora, durante as festas… com armas nas mãos, defendem os interesses do nosso país”, disse Putin aos familiares presentes.

A declaração do presidente da Rússia é uma referência às celebrações do Natal ortodoxo, tipicamente comemorado nos dias 6 e 7 de janeiro.

Revista Oeste, com informações da Associated Press


Os primeiros países a celebrar o Ano Novo ficam na região do Pacífico e da Oceania.

Réveillon 2024: Veja imagens da chegada do ano novo pelo mundo

Réveillon 2024: Veja imagens da chegada do ano novo pelo mundo 

As comemorações do Ano Novo 2024 já começaram pelo mundo. Os primeiros países a celebrar o Ano Novo ficam na região do Pacífico e da Oceania. Depois, comemoram o réveillon os países da Ásia, da África e da Europa. 

Fogos de artifício na Sky Tower em Auckland, Nova Zelândia, para celebrar o Ano Novo na segunda-feira, 1º de janeiro de 2024 — Foto: Hayden Woodward/New Zealand Herald via AP

Fogos de artifício na Sky Tower em Auckland, Nova Zelândia, para celebrar o Ano Novo na segunda-feira, 1º de janeiro de 2024 — Foto: Hayden Woodward/New Zealand Herald via AP 

A Nova Zelândia foi um dos primeiros países a celebrar a entrada de 2024, com uma queima de fogos de artifício em Auckland. 

O show de fogos de artifício aconteceu na Sky Tower de Auckland, que tem 328 metros de altura. Os fogos iluminaram o céu noturno nublado e foi acompanhado por um show de luz laser e animação. 

Celebração do Ano Novo na Nova Zelândia — Foto: Reuters

Celebração do Ano Novo na Nova Zelândia — Foto: Reuters 

Sidney, na Austrália, recebeu 2024 com uma longa queima de fogos diante da Sidney Opera House e da Harbour Bridge. 

Chegada de 2024 na Austrália — Foto: DAVID GRAY / AFP

Chegada de 2024 na Austrália — Foto: DAVID GRAY / AFP 

Chegada de 2024 em Sidney, na Austrália — Foto: Mark Baker/AP

Chegada de 2024 em Sidney, na Austrália — Foto: Mark Baker/AP 

Fogos na festa de Ano Novo em Sidney, Austrália — Foto: Izhar KHAN / AFP

Fogos na festa de Ano Novo em Sidney, Austrália — Foto: Izhar KHAN / AFP 

Fogos na Ponte Harbour, em Sidney, na virada para o ano de 2024 — Foto: Mark Baker/AP

Fogos na Ponte Harbour, em Sidney, na virada para o ano de 2024 — Foto: Mark Baker/AP 

Fogos de artifício explodem no porto de Sydney durante as celebrações da véspera de Ano Novo em Sydney, domingo, 31 de dezembro de 2023. — Foto: Dan Himbrechts/AAP Image via AP

Fogos de artifício explodem no porto de Sydney durante as celebrações da véspera de Ano Novo em Sydney, domingo, 31 de dezembro de 2023. — Foto: Dan Himbrechts/AAP Image via AP 

Fogos de artifício em Sidney, na preparação para a virada do ano, neste domingo (31) — Foto: AP

Fogos de artifício em Sidney, na preparação para a virada do ano, neste domingo (31) — Foto: AP 

No templo budista Zojoji, japoneses tocaram um sino para celebrar a entrada de 2024, minutos depois da meia-noite, em Tóquio. 

Japoneses tocam um sino gigante para celebrar a entrada de 2024, no templo budista Zojoji, minutos depois da meia-noite de segunda-feira, 1º de janeiro de 2024, em Tóquio — Foto: AP Photo/Eugene Hoshiko

Japoneses tocam um sino gigante para celebrar a entrada de 2024, no templo budista Zojoji, minutos depois da meia-noite de segunda-feira, 1º de janeiro de 2024, em Tóquio — Foto: AP Photo/Eugene Hoshiko 

Na Indonésia, pessoas se reuniram para observar uma fonte de água no principal distrito comercial de Jacarta, antes da virada. 

Na Indonésia, pessoas se reúnem para observar uma fonte de água no principal distrito comercial de Jacarta, antes da virada. — Foto: AP Photo/Achmad Ibrahim

Na Indonésia, pessoas se reúnem para observar uma fonte de água no principal distrito comercial de Jacarta, antes da virada. — Foto: AP Photo/Achmad Ibrahim 

Sul coreanos se preparam para a chegada do Ano Novo. 

Casal tira foto diante de painel luminoso em festa em Seul, na Coreia do Sul, neste domingo (31) — Foto: Kim Hong-Ji/Reuters

Casal tira foto diante de painel luminoso em festa em Seul, na Coreia do Sul, neste domingo (31) — Foto: Kim Hong-Ji/Reuters 

As horas que antecedem o Ano Novo no Nepal. 

Homens vestidos como animais dançam em  desfile para marcar o início do novo ano, conhecido como "Tamu Loshar" em Katmandu, Nepal, neste domingo (31) — Foto: Niranjan Shrestha/AP

Homens vestidos como animais dançam em desfile para marcar o início do novo ano, conhecido como “Tamu Loshar” em Katmandu, Nepal, neste domingo (31) — Foto: Niranjan Shrestha/AP

Informações G1


REUTERS/ Gonzalo Fuentes

Dono do X (ex-Twitter), CEO da Tesla e fundador da SpaceX, Elon Musk termina o ano de 2023 como a pessoa mais rica do mundo, segundo o ranking da Bloomberg. A fortuna do bilionário –que havia caído US$ 138 bilhões em 2022, ano da compra do Twitter– agora é avaliada em US$ 232 bilhões (R$ 1 trilhão).

Esse total é US$ 53 bilhões maior que as fortunas do 2º e 3º colocados do ranking. Bernard Arnault, dono do grupo LVMH (Louis Vuitton, Dior) e Jeff Bezos, fundador da Amazon, estão empatados com US$ 179 bilhões. Musk voltou à liderança em junho deste ano, quando ultrapassou Bezos.

Dentre os 15 mais ricos da lista, há apenas uma mulher: Françoise Bettencourt Meyers, herdeira da L’Oréal e a 1ª mulher a alcançar a fortuna de US$ 100 bilhões. Dos 15 melhor colocados, 8 são empresários do setor de tecnologia.

A lista completa dos bilionários, com 500 nomes têm outros 32 que atuam nesse setor. Segundo a Bloomberg, a fortuna desse grupo aumentou 48% (US$ 658 bilhões) em 2023, um ano marcado pelas demissões em massa nas big techs e pelo avanço da inteligência artificial.

Bill Gates, que já foi o mais rico do mundo e tem se dedicado a ações de caridade nos últimos anos, é o 4º da lista. Outro nome ligado à Microsoft, Steve Ballmer, que presidiu a empresa e hoje é dono do Los Angeles Clippers, está em 5º no ranking, com US$ 131 bilhões.

Leia a lista dos 15 primeiros:

  1. Elon Musk, CEO da Tesla e dono do X (antigo Twitter) – US$ 232 bilhões;
  2. Bernard Arnault, dono do grupo LVMH – US$ 179 bilhões;
  3. Jeff Bezos, fundador da Amazon – US$ 179 bilhões;
  4. Bill Gates, fundador da Microsoft – US$ 141 bilhões;
  5. Steve Ballmer, ex-CEO da Microsoft e proprietário do Los Angeles Clippers – US$ 131 bilhões;
  6. Mark Zuckerberg, fundador da Meta – US$ 130 bilhões;
  7. Larry Page, cofundador do Google – US$ 127 bilhões;
  8. Larry Ellison, cofundador da Oracle – US$ 124 bilhões;
  9. Sergey Brin, cofundador do Google – US$ 120 bilhões;
  10. Warren Buffet, investidor e acionista majoritário da Berkshire Hathaway – US$ 120 bilhões;
  11. Carlos Slim, controlador da América Móvil – US$ 104 bilhões;
  12. Francoise Bettencourt Meyers, herdeira da L’Oréal – US$ 100 bilhões;
  13. Mukesh Ambani, presidente e acionista majoritário da Reliance Industries Limited – US$ 97 bilhões;
  14. Amancio Ortega, fundador da Inditex – US$ 88 bilhões;
  15. Gautam Adani, fundador do Adani Group – US$ 83 bilhões.

Poder 360


Shutterstock/Montagem Giovanna Figueredo

O Jornal Hoje bateu um recorde negativo no último sábado (23/12). O programa noticioso da Globo teve o pior desemprenho de 2023 e, segundo dados do Kantar Ibope, ficou atrás da categoria chamada “conteúdo sem referência” (streamings e YouTube).

Segundo dados revelados pelo site Notícias da TV, o Jornal Hoje marcou somente 9,3 pontos na grande São Paulo – a marca é a pior registrada em 2023.

Em comparação, o “conteúdo sem referência” marcou 10,7 pontos.

Informações TBN


Desconhecido até recentemente no Ocidente, hoje quase todo mundo já ouviu falar de kimchi, já experimentou ou até o consome regularmente.

Após séculos de existência, kimchi está finalmente triunfando fora da Coreia — Foto: Getty Images via BBC

Após séculos de existência, kimchi está finalmente triunfando fora da Coreia — Foto: Getty Images via BBC 

Você já experimentou kimchi? 

Se tivéssemos feito estas perguntas há dez anos, é possível que muitos respondessem com um sonoro “não”. 

Mas, na última década, e especialmente desde a pandemia, a especialidade coreana ganhou destaque em supermercados, restaurantes e lares em todo o mundo. 

Contamos o que está por trás da popularidade deste prato tradicional e como ele se tornou um negócio global multimilionário. 

Tigelas de kimchi nunca faltam nas mesas coreanas — Foto: Getty Images via BBC

Tigelas de kimchi nunca faltam nas mesas coreanas — Foto: Getty Images via BBC 

O povo coreano, hoje dividido entre o norte comunista e o sul capitalista, compartilha uma antiga tradição gastronômica em que vegetais, juntamente com o arroz, o peixe e a carne, são ingredientes básicos. 

O inverno rigoroso da Península Coreana, com temperaturas inferiores a -20 °C em algumas regiões, favoreceu a prática da fermentação para preservar o teor nutricional dos vegetais nos meses mais frios do ano. 

Especialmente no outono, as mulheres coreanas costumam fermentar espinafre, rabanete, folhas de gergelim ou pepino em casa. 

Mas há um vegetal que ocupa um lugar especial entre os demais: a acelga, ou couve chinesa, principal ingrediente do kimchi. 

Durante séculos, este produto fermentado foi onipresente nos lares coreanos, que quase sempre o conservam em uma geladeira exclusiva para ele e o servem em quase todas as refeições do dia, seja como acompanhamento ou cozido em sopas, ensopados e salteados. 

Para preparar o kimchi, a acelga é cortada, salgada e misturada com uma pasta de alho, gengibre, cebolinha, pasta de peixe (jeotgal) e pimenta em pó (gochugaru). 

Depois de adicionar rabanetes e outros vegetais opcionais, a mistura é deixada para fermentar em temperatura ambiente e depois na geladeira. 

As folhas da acelga são marinadas com o restante dos ingredientes e depois fermentadas. — Foto: Getty Images via BBC 

Tanto a escolha dos ingredientes como o tempo de fermentação — que pode variar de alguns dias a vários meses — contribuem com diferentes nuances para o sabor ácido e picante característico do kimchi. 

“O sabor muda ao longo da fermentação e tem um gosto diferente dependendo de quem o prepara. Dizem que existem tantos sabores de kimchi quanto mães”, diz Cherin Park, pesquisadora-chefe do World Kimchi Institute, na Coreia do Sul, em entrevista ao podcast BBC Business Daily. 

Como se internacionalizou

O seu aspecto cru, o sabor picante intenso e a sensação de ardor que produz na língua fazem com que o kimchi, inicialmente, não seja a iguaria mais atrativa para os ocidentais que o experimentam pela primeira vez. 

Desde o século 17, milhões de coreanos se estabeleceram em comunidades no exterior, desde a Rússia e a China até os Estados Unidos e a Argentina. 

Embora quase todas essas famílias tenham preservado a tradição de fazer kimchi e consumi-lo diariamente, nos países de acolhimento esse produto fermentado era praticamente desconhecido fora dos círculos coreanos. E no restante do mundo nem existia. 

Mas a situação mudou. 

O mercado global de kimchi foi avaliado em US$ 3,49 bilhões (R$ 17 bi) em 2022 e deverá crescer nos anos seguintes a uma taxa média de 5,2%, ultrapassando US$ 5 bilhões de dólares (R$ 24,5 bi) em 2029. 

Mais e mais pessoas fora da Coreia apreciam o kimchi. — Foto: Getty Images via BBC 

Há cerca de uma década, o kimchi deixou de ser um alimento conhecido e consumido apenas pelos coreanos para se tornar um produto moderno, disponível em supermercados de todo o mundo e promovido por chefs, celebridades e especialistas em alimentação. 

Dois fatores tiveram influência crucial na rápida globalização do kimchi: a ascensão da Coreia do Sul como referência econômica e cultural no mundo, e a tendência crescente dos consumidores em dar prioridade à alimentação saudável, especialmente desde a pandemia de covid. 

Consolidada como potência mundial nos setores eletrônico e automotivo, a quarta maior economia da Ásia virou também referência cultural pela música, com grupos como o BTS, cinema, como o aclamado Parasita, ou séries, como Round 6, entre muitos outros exemplos. 

“A popularidade do kimchi está inevitavelmente ligada à popularidade da Coreia do Sul”, diz o jornalista de origem coreana da BBC David Cann. 

Assim, o consumidor de conteúdo coreano se interessa pela dieta de seus ídolos do K-Pop, pelas receitas mostradas nas novas séries de moda ou pelos pratos que o protagonista de seu filme favorito degusta. 

E, entre os ingredientes que aparecem na tela, raramente falta kimchi. 

Kimchi é conhecido por suas propriedades probióticas. — Foto: Getty Images via BBC 

Há outra coisa que este prato proporciona em abundância graças ao seu processo de fermentação: lactobacilos. 

Estes “são um dos maiores argumentos de venda do kimchi no mercado mundial como alimento probiótico com bactérias benéficas para a saúde intestinal”, afirma Park. 

“Hoje em dia, a comida não é consumida apenas pelo seu sabor, mas pelos seus benefícios para a saúde e, pessoalmente, vejo o salto na popularidade do kimchi nos últimos anos”, acrescenta a pesquisadora. 

É consenso entre os especialistas que o maior impulso veio depois da pandemia de covid-19, que multiplicou o interesse das pessoas por alimentos que ajudam a proteger e melhorar o sistema imunológico. 

Desde 2020, as exportações sul-coreanas de Kimchi cresceram a uma taxa anual superior a 10%, muito mais do que nos anos anteriores, segundo dados do Serviço Aduaneiro de Seul. 

O número crescente de empresários que fazem negócios com kimchi também reflete o boom incomum dos últimos três anos. 

“Durante a pandemia, as pessoas não podiam sair para comer. Muitos em casa começaram a se interessar pela comida coreana, buscando informações online e assistindo vídeos no YouTube. E, claro, não se pode falar de comida coreana sem nos referirmos ao kimchi”, afirma Dan Zhu, diretor-geral da Korea Food, o maior importador de comida coreana na Europa. 

Zhu afirma ter notado um forte impulso nas suas vendas e uma diversificação dos seus clientes no Reino Unido: “anteriormente 90% ou 95% dos consumidores eram coreanos, mas agora entre 50% e 60% são britânicos ou de outras nacionalidades”. 

Minha experiência com o kimchi

Jornalista da BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC

Descobri o kimchi em março de 2009, quando me mudei para Seul, onde trabalhei como locutor e correspondente pelos 7 anos e meio seguintes. 

Chamou-me a atenção que os restaurantes coreanos sempre tinham, junto com o prato principal, uma variedade de acompanhamentos ou banchan, entre os quais quase nunca faltava kimchi, servido frio em uma tigela pequena. 

Nas primeiras vezes que experimentei não gostei: o seu sabor acre e picante não combinava com o meu paladar espanhol. 

Nos anos seguintes, com suor e lágrimas, minha tolerância ao picante aumentou e comecei a apreciar este produto fermentado, não só como acompanhamento, mas também cozido em kimchi jiggae, o guisado coreano mais popular, ou kimchi bokkeumbab, mexido com arroz e ovo frito. 

Kimchi jjigae, que incorpora carne de porco, é um dos pratos mais consumidos diariamente pelos coreanos, tanto em casa como em restaurantes — Foto: Getty Images via BBC 

Percebi que os coreanos estavam certos quando disseram que o kimchi vicia. 

Quase sem perceber, passei de saborear em restaurantes, na casa de outras pessoas e a comprar no supermercado. 

E, como não sabia preparar receitas coreanas, inventei uma nova especialidade com toque mediterrâneo: o macarrão kimchi. 

Durante muito tempo, o fusilli com molho de alho, cebola, kimchi, bacon, mussarela derretida e folhas de gergelim ou kennip foi a estrela das reuniões sociais no meu apartamento em Seul. 

Após deixar a Coreia do Sul em 2016, não me afastei completamente do kimchi, mas demos um tempo. 

Durante anos, só o consumi ocasionalmente em restaurantes coreanos de um país ou de outro. 

Agora que moro em Miami, tive uma recaída total à substância fermentada, talvez pela tendência à alimentação saudável imposta pelos cânones daquela que se diz ser uma das cidades mais superficiais e exigentes dos Estados Unidos. Ou talvez por nostalgia. Ou uma mistura dos dois. 

Embora não existam tantas variedades como na Coreia, o kimchi é fácil de encontrar nos supermercados daqui e nunca falta no meu carrinho de compras. 

Claro que, em linha com os meus hábitos mais saudáveis, troquei a massa de kimchi pela salada de kimchi, e grande parte das saladas que preparo e devoro diariamente incorporam a sua generosa porção de lactobacilos coreanos vermelhos e picantes.

Informações G1/BBC

Choquei suspende publicações
24 de Dezembro de 2023

Instagram/Choquei / Pipoca Moderna

Alvo de revolta nas redes sociais desde sexta-feira, a página de fofocas Choquei, administrada pelo influenciador Raphael Sousa, deixou de atualizar seu conteúdo depois da polêmica envolvendo a morte de Jéssica Vitória Canedo. A jovem de 22 anos cometeu suicídio dias após uma publicação que a apontava falsamente como caso do humorista Whindersson Nunes.

Até o início da noite deste domingo, 24, a única postagem da Choquei foi uma “Nota de Esclarecimento”.

Na nota, o perfil negou “qualquer irregularidade na divulgação das informações” e afirmou que “não há responsabilidade a ser imputada pelos atos praticados”.

“Queremos ressaltar que todas as publicações foram feitas com base em dados disponíveis no momento e em estrito cumprimento das atividades habituais decorrentes do exercício do direito à informação”, acrescentou.

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Após a repercussão da informação falsa, reproduzida também por outros perfis de fofoca, Jéssica publicou uma mensagem em sua conta no Instagram, revelando que estava sofrendo ataques de ódio. A jovem e a mãe pediram explicitamente a exclusão dos posts contendo os prints falsos.

Raphael Sousa, responsável pelo perfil, chegou a fazer uma piada sobre redação do Enem, em resposta à publicação de Jéssica, e depois apagou.

Aliados de Lula, como mostramos, usaram o caso para defender a regulação das plataformas digitais.

Reportagem da revista piauí publicada em novembro de 2022 mostra que a página de fofoca foi incorporada à milícia digital petista. A revista menciona uma série de dados para destacar a relevância do perfil na eleição do ano passado.

O partido de Lula defende que o projeto de lei das Fake News seja uma das prioridades do Legislativo para o ano de 2024. A votação da proposta foi adiada diversas vezes neste ano.

Relatado pelo deputado Orlando Silva (PCdoB), o projeto estabelece que as big techs sejam responsabilizadas civilmente por publicações indevidas de seus usuários. O texto também diz que quando houver patrocínio de desinformação, ou seja, quando um usuário paga a plataforma para que o conteúdo seja entregue a mais pessoas, a empresa será corresponsável pela publicação.

Fonte: O Antagonista.