A indústria do cavalo é uma das que mais cresce no agronegócio brasileiro e estima-se que movimenta mais de R$ 30 bilhões por ano, além de empregar cerca de três milhões de pessoas no Brasil. Confira!
O mercado de equinos nos seus diversos segmentos de trabalho têm movimentado cada vez mais a economia e o agronegócio do Brasil. O país tem hoje o quarto maior mercado de equinos do mundo, ficando atrás apenas da China, México e EUA. Responsáveis pelo desenvolvimento dos principais ciclos econômicos do país, desde o Pau-Brasil, passando pelo açúcar e os metais preciosos, esses animais continuam movimentando a economia no século XXI, seja na lida, no lazer ou nas competições. Omercado de equinos tem uma movimentação financeira hoje que supera R$ 30 bilhões.
Segundo pesquisa da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO – Food and Agriculture Organization, por sua sigla em inglês), de 2021, o Brasil possui 5,8 milhões de equinos, ocupando a quarta posição deste ranking, somente atrás dos EUA, México e China, com 10,6, 7,1, e 6,4 milhões, respectivamente.
O mercado de equinos no Brasil é um dos maiores do mundo, tanto em termos de quantidade de animais quanto de contribuição econômica. O país tem uma variedade de raças de equinos, incluindo raças nacionais como Mangalarga Marchador, Campolina, Crioulo e Quarto de Milha, que são usadas tanto para trabalho quanto para esportes e lazer.
A indústria de equinos tem um impacto significativo na economia brasileira. Além da venda e da criação de cavalos, a indústria gera empregos em áreas como treinamento, cuidado com cavalos, turismo equestre, fabricação de equipamentos e suprimentos para cavalos, e construção de instalações equestres.
Segundo estudo que está em andamento e é coordenado pelo engenheiro agrônomo e professor doutor do departamento de economia, administração e sociologia da Escola Superior de Agricultura Luiz Queiroz (ESALQ), da Universidade de São Paulo (USP), Roberto Arruda Souza Lima, omercado de equinos tem uma movimentação financeira hoje que supera R$ 30 bilhões e emprega mais de três milhões de pessoas no Brasil.
Segundo Roberto, cerca de 36% deste PIB da equideocultura está concentrado nos animais usados para o lazer e em competições esportivas.
“O universo que gira em torno da cadeia produtiva e dos negócios da equinocultura vai muito além da compra e venda dos animais. Outros vários segmentos estão relacionados com a criação da raça como fábricas de ração, feno, indústria farmacêutica, ferrageamento, selarias, serviços veterinários, entre diversos outros”, destaca a presidente da ABCCMM, Cristiana Gutierrez.
De acordo com os dados do IBGE, até minha última atualização em setembro de 2021, o Brasil possuía uma população de equinos de aproximadamente 5,8 milhões de cabeças. Este número pode ter variado devido a vários fatores biológicos, ambientais e de mercado.
O grupo Globo retomou o protagonismo na publicidade do governo federal sob Lula (PT) e domina as verbas de anúncios de 2023.
Em pouco mais de seis meses do terceiro mandato do petista, veículos de mídia da Globo receberam ao menos R$ 54,4 milhões em propagandas da Secom (Secretaria de Comunicação Social) da Presidência da República e de ministérios, enquanto a Record foi o destino de R$ 13 milhões. Outros R$ 12 milhões foram desembolsados ao SBT.
Os dados foram extraídos do portal de planejamento de mídia do governo federal, que mostra valores pagos em ações de publicidade já realizadas pela Secom e outros órgãos do governo federal.
O site não apresenta pagamentos feitos em propagandas de bancos públicos e das estatais, como a Petrobras. A destinação final dessas cifras é mantida em sigilo mesmo após pedidos baseados na Lei de Acesso à Informação.
Segundo os dados divulgados pela Secom, a Globo havia recebido valores similares aos principais concorrentes durante a gestão Bolsonaro (2019-2022), com ligeira vantagem para a Record, TV ligada à Igreja Universal do Reino de Deus.
Os veículos da Record receberam em quatro anos cerca de R$ 200 milhões por campanhas publicitárias realizadas sob Bolsonaro, pela Secom e ministérios.
No mesmo período, as emissoras da Globo ganharam R$ 189 milhões, enquanto o SBT recebeu R$ 169,35 milhões. Os valores são nominais, ou seja, sem ajuste pela inflação.
A Record ainda perdeu espaço na publicidade em canais digitais sob Lula. O portal R7, que ganhou ao menos R$ 8,4 milhões da gestão passada, não tem pagamentos registrados até aqui, enquanto o site Globo.com recebeu ao menos R$ 394,5 mil.
Questionada sobre a divisão dos recursos de publicidade, a Secom disse que “os grupos mencionados” têm números diferentes de veículos e que o portal de despesas está “em constante atualização”. A secretaria não respondeu qual critério utiliza para direcionar os recursos de TV.
A Secom afirmou apenas que “não são arrazoados os comparativos feitos pela Folha” e que usa “normativos e estudos técnicos apresentados pelas agências” como critérios. “Tais como: audiência, segmento, cobertura etc.”
Lula e o PT eram antigos críticos da Globo, mas a atual gestão tem estabelecido uma relação mais amistosa com a emissora.
Em nota, a comunicação da Globo disse entender que “as verbas publicitárias públicas seguem critérios técnicos observados pelos órgãos federais”.
A Globo tem sido, ao longo das décadas, a emissora de TV brasileira de maior audiência.
Na última quinta-feira (20), por exemplo, ela marcou 13,8 pontos, em média, na Grande São Paulo, de acordo com informações do site Notícias da TV, do UOL. A Record alcançou 5,7 pontos, o SBT 3,0 pontos e a Band, 2,1 pontos. Cada ponto equivale a 70.953 domicílios na Grande São Paulo.
Praticamente toda a verba direcionada ao grupo Globo teve como destino as emissoras de TVs do grupo.
Os dados da Secom e de ministérios ainda mostram mudança de critérios de publicidade em jornais. Esses órgãos voltaram a anunciar na Folha (R$ 352,9 mil), O Globo (R$ 398,9 mil) e O Estado de S. Paulo (R$ 206,8 mil), três veículos que não haviam sido incluídos em planos de mídia federais de 2020 a 2022.
Os órgãos federais também voltaram a comprar espaços publicitários de canais alinhados à gestão petista. O site Brasil 247 recebeu R$ 59,9 mil. O Diário do Centro do Mundo foi o destino de R$ 46,2 mil em anúncios, enquanto o site O Cafezinho ganhou ao menos R$ 4.900.
O Brasil 247 disse que não há alinhamento político, mas “profissionalismo e independência”, e que foi excluído das publicidades nas gestões Michel Temer (MDB) e Bolsonaro por perseguição à mídia independente.
A Meta, empresa que controla Facebook, Instagram e WhatsApp, foi o quinto grupo que mais recebeu verbas publicitárias nas gestões Bolsonaro e Lula.
O ranking de maiores beneficiados ainda inclui empresas que divulgam as peças publicitárias em metrôs, aeroportos e outdoors digitais, como a Eletromidia e a JCDecaux.
Sob Lula, o TikTok e a Kwai também surgem entre os dez principais destinos de anúncios publicitários federais.
É precária a divulgação sobre as despesas com mídia do governo federal. Como faltam dados sobre os valores pagos por estatais e bancos públicos, não há um balanço conclusivo sobre a distribuição de anúncios.
Os dados do governo mostram que as campanhas publicitárias realizadas pela gestão Bolsonaro totalizaram R$ 2,1 bilhões em anúncios durante quatro anos. Esse recorte considera principalmente ações do Ministério da Saúde e da Secom.
As informações disponíveis sobre campanhas da gestão Lula somam cerca de R$ 120 milhões nesses seis meses.
Dos R$ 54,4 milhões direcionados ao grupo Globo em publicidade federal, cerca de R$ 9 milhões foram para anúncios veiculados durante o Jornal Nacional, o principal telejornal da emissora.
A campanha de maior valor da gestão Lula, com R$ 32,7 milhões desembolsados, trata da promoção de entregas do governo nos 100 dias de gestão Lula.
A Saúde desembolsou ao menos R$ 37,1 milhões para estimular a vacinação contra a Covid-19 e gripe, em mais de uma ação publicitária.
Como há assimetria na checagem da veiculação dos anúncios em cada meio (TVs, rádios, internet, jornais, outdoors etc), é possível que o domínio da Globo sobre a verba de publicidade diminua durante o ano.
Isso porque existem peças que já foram transmitidas em rádios, por exemplo, mas podem estar sob prestação de contas, com valores ainda não desembolsados.
“O portal informa valores parciais e somente as autorizações confirmadas pelos Órgãos. Além disso, está em constante atualização em função do fluxo de informações”, disse a Secom.
No começo da gestão Bolsonaro, a Globo chegou a ficar em terceiro na lista de verbas publicitárias federais, atrás da Record e do SBT.
A Folha mostrou, à época, que Bolsonaro havia alterado critérios de distribuição dos anúncios, reduzindo valores à emissora líder de audiência. O canal foi alvo de diversas críticas do ex-presidente, que chegou a ameaçar não renovar a sua concessão, mas recuou e assinou a renovação dias antes de deixar o governo.
Em 2020, o TCU (Tribunal de Contas da União) concluiu que faltavam critérios técnicos na distribuição das verbas a TVs abertas. Nos anos seguintes, a Globo voltou a liderar o ranking da publicidade federal, ainda que próxima da Record.
Em nota, a Secom disse que “confirmações entre grupos/veículos não ocorrerem de forma simultânea e articulada, os grupos mencionados possuem diferentes volumes de veículos em sua composição, dando uma visão distorcida sobre o investimento público em comunicação”.
Em nota, O Cafezinho disse que o portal atende a critérios técnicos exigidos pelo governo federal para veiculação de propagandas e que, por isso, aceitou proposta da Secom para receber anúncios.
O Brasil 247 disse que os valores recebidos estão “dentro dos padrões de mercado para um portal que tem em média 34 milhões de pageviews mensais e é líder e formador de opinião no seu segmento de análise política e curadoria de informações”.
O Mídia Banco24Horas afirma ser um veículo de mídia digital presente na vida de 153 milhões de brasileiros, com capilaridade e penetração em diferentes regiões e classes sociais que o torna um canal seguro e de alto impacto para transmitir campanhas para a população.
“Os contratos de veiculação seguem diretrizes de compliance e são auditados pelo IVC [Instituto Verificador de Comunicação].”
O SBT e a Eletromidia não se manifestaram, assim como as demais empresas citadas.
Ex-procurador lembrou que petistas criticavam método quando ele era usado na Lava Jato
Deltan Dallagnol Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Ex-chefe da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, o ex-procurador Deltan Dallagnol (Podemos-PR) apontou incoerência envolvendo o uso de delação premiada para investigar o caso do assassinato da vereadora Marielle Franco.
Em postagem no Twitter, Dallagnol lembrou que as denúncias da Lava Jato vêm sendo descredibilizadas por terem delações como provas e que o instrumento de apuração foi duramente criticado por petistas durante toda a operação.
O ex-deputado federal ironizou ao apontar que a investigação do caso Marielle utiliza a delação do ex-policial Élcio Queiroz, réu pelo crime, em suas apurações.
– Delação agora é prova? Até ontem, a PGR (Procuradoria-Geral da República) estava desdenunciando e o STF (Supremo Tribunal Federal) estava desrecebendo denúncias adoidado contra corruptos sob o fundamento de que apenas a delação não é suficiente. Alguma lei deve ter mudado… Ou o que mudou foi a capa dos autos? – satirizou o ex-deputado.
DELAÇÃO DE ÉLCIO QUEIROZ Em delação premiada à Polícia Federal (PF), o ex-policial militar Élcio de Queiroz admitiu a participação dele, do ex-policial reformado Ronnie Lessa e do ex-bombeiro Maxwell Simões na morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, divulgou informações durante uma coletiva, nesta segunda-feira (24).
Na ocasião, Dino informou que o ex-policial Élcio Queiroz receberá benefícios por ter feito uma delação premiada no caso do assassinato da vereadora Marielle Franco, embora vá permanecer preso.
– O instituto da delação premiada pressupõe esse acordo, mas as cláusulas ainda permanecem sob sigilo judicial. Mas posso afirmar que o senhor Élcio continuará preso em regime fechado. Inclusive, onde se encontra – declarou Dino.
O Spotify anunciou nesta segunda-feira (24) que aumentará os preços de suas assinaturas mensais no Brasil e em outros 52 países. O aumento será de até U$ 2, e já está valendo para novos assinantes.
Os assinantes premium existentes serão notificados por e-mail sobre o aumento e terão 1 mês de carência antes que o novo preço entre em vigor. Se eles cancelarem antes do fim desse período, não serão afetados pelo aumento.
No Brasil, os pacotes individuais, Duo e universitários serão afetados. O pacote individual passará de R$ 19,90 para R$ 21,90 por mês, o pacote Duo passará de R$ 24,90 para R$ 27,90 por mês e o pacote universitário passará de R$ 9,90 para R$ 11,90 por mês. O único plano que não será afetado é o plano familiar, que continua custando R$ 34,90 por mês.
O Spotify afirmou que o aumento de preços é necessário para que a empresa continue inovando e possa atender melhor tanto usuários quanto artistas. A empresa disse que o aumento de preços ajudará a financiar novos recursos, como podcasts e conteúdo de áudio original, e também ajudará a pagar os artistas por sua música.
A Rede Municipal de Saúde de Feira de Santana avançou nas prestações de serviços e garantiu assistência para os usuários do SUS. A proposta de gestão implantada pela secretária Cristiane Campos é refletida em números positivos durante o primeiro semestre de 2023.
Neste período, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) ultrapassou a marca de 2,2 milhões de atendimentos e agendou mais de 260 mil consultas e exames. Os resultados obtidos foram através de investimentos feitos em tecnologia, no processo de reestruturação e modernização das unidades.
“Criamos estratégias voltadas para o aumento da cobertura dos serviços de saúde, e apresentamos resultados satisfatórios. Estamos avançando e seguiremos nesse caminho com este modelo de gestão, que possibilitou a ampliação do atendimento”, destacou Cristiane Campos.
As novas metas da gestora estão baseadas na implantação da Telemedicina no município para aprimorar o acolhimento ao público, prezando pela prática de um serviço humanizado, integrado e inovador.
“Vamos aproveitar o recurso tecnológico que já funciona nas unidades de saúde e inserir a Telemedicina como aliada para qualificar e reduzir as filas para consultas com médicos especialistas”, explicou a secretária de Saúde.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, neste domingo (23), para uma infiltração na região do quadril. A assessoria de imprensa da Presidência informou que ele deve passar por uma cirurgia na região neste segundo semestre.
De acordo com a assessoria, é uma “operação programada, nada urgente. Deve marcar a cirurgia, que não tem urgência”.
Segundo apurou a TV Globo com a assessoria do hospital, o presidente fez “apenas uma pequena infiltração pelo incômodo no quadril. Não fez nenhum exame e segue com a agenda prevista de hoje.”
Lula cumpre agenda em São Paulo na tarde deste domingo na cerimônia de posse da nova diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo. Ele participa de um almoço e tem previsão de voltar para Brasília no fim da tarde.
Desde o início do ano, Lula se queixa de dores no quadril. Ao retomar a rotina de exercícios físicos após as eleições, o presidente sentiu dores no corpo e passou a fazer sessões de fisioterapia. Em fevereiro, o presidente fez um exame de ressonância magnética num hospital de Brasília. O exame já estava programado, segundo sua assessoria.
Em maio, durante discurso em Salvador, Lula disse que estava com um “problema na cabeça do fêmur” que o impedia de jogar futebol. Na ocasião, procurada pelo g1, a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto disse que o presidente tem um problema na articulação coxofemural da perna direita e que, por isso, não pode praticar o esporte. A assessoria também disse que o presidente faz tratamento e recebe acompanhamento médico.
Empresa dará férias coletivas aos funcionários da fábrica de Taubaté a partir do dia 31 de julho
Volkswagen decidiu dar férias coletivas de dez dias Foto: EFE/Sebastião Moreira
A Volkswagen anunciou, neste domingo (23), que cancelou a suspensão dos contratos de trabalho de funcionários de um turno da fábrica de Taubaté, em São Paulo, e decidiu conceder férias coletivas de dez dias para a unidade. A montadora disse que a decisão é motivada pelo desempenho positivo do modelo Polo.
A empresa divulgou que as férias coletivas serão aplicadas a partir do dia 31 de julho para os dois turnos de produção da planta de Taubaté. A Volks ressaltou que a medida está prevista no Acordo Coletivo firmado entre o Sindicato e colaboradores da companhia. Em um anúncio anterior, a montadora havia anunciado que suspenderia contratos de um dos turnos de produção, por dois meses, a partir de 1° de agosto.
Em maio, a Volks também havia informado que suspenderia contratos de trabalhadores a partir do mês seguinte. Apesar disso, a empresa voltou atrás e cancelou a medida de flexibilização após o governo federal comunicar o corte de impostos para reduzir o preço dos carros populares.
Já no fim do primeiro semestre, a produção ficou parada por oito dias e foi retomada no último dia 4 de julho. A fábrica de Taubaté conta com cerca de 3,1 mil trabalhadores e produz o Polo Track.
Existem evidências fósseis dessas criaturas que datam de 300 milhões de anos, segundo a BBC. A vida útil da espécie é de até 25 anos. Imagem: Reprodução/Redes Sociais
Milhares de “peixes-pênis” foram achados em uma praia da Argentina, na região de Murtillar. Nas redes sociais, há relatos de aparições do animal na região desde 4 de julho, geralmente em tom de piada por causa do formato.
Apesar de pouco conhecida na América do Sul, a criatura marinha de aparência fálica é encontrada também no leste da Ásia, onde é considerada uma iguaria. Na Coreia do Sul, o petisco é conhecido como “gaebul”, de acordo com o The Guardian.
Vermes, popularmente conhecidos como “peixes-pênis” foram encontrados na região de Murtillar, na cidade de Rio GrandeImagem: Jorge Suares/Reprodução de vídeo e redes sociais
Consumido cru ou cozido
Geralmente, eles são vendidos em mercados de rua e são servidos crus, com um molho feito de óleo de gergelim ou vinagre com gochujang, um condimento coreano. Também há a versão cozida, quando o ingrediente é grelhado no espeto com sal, pimenta e óleo de gergelim.
A revista norte-americana Atlas Obscura definiu o prato como “uma mistura satisfatória de salgado, doce e mastigável”.Já o site especializado de viagens Lonely Planet explicou em um artigo: “Graças à sua capacidade de reter água, é possível que, quando a pessoa o morde, o verme ‘cospe’ um jato de água salgada.”
O ingrediente também é considerado afrodisíaco em países asiáticos. Uma pesquisa publicada em 2016 afirmou que o consumo da espécie poderia ser benéfico para a saúde, já que a presença de peptídeos neles agia contra a disfunção erétil, segundo a CNN.
Mais sobre o “peixe-pênis”:
Embora sejam um tipo de verme, da espécie Urechis unicinctus, eles são chamados de “peixes”. Animal pode ter entre 10 e 30 centímetros.
Existem evidências fósseis dessas criaturas que datam de 300 milhões de anos, segundo a BBC. A vida útil da espécie é de até 25 anos.
Além de “peixe-pênis”, espécie também é conhecida por outro apelido: verme estalajadeiro. O nome faz referência ao estilo de vida do verme, que cava na areia túneis em forma de “U” que podem se estender por vários metros de comprimento.
Além dos humanos, peixes, tubarões até lontras se alimentam da espécie.
Com salários de até R$ 914 mil, metade dos juízes do Brasil ganha mais que os ministros do STF
Foto: Cristiano Mariz/O Globo e Reprodução/TV Justiça.
O vencimentos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) formam o teto constitucional dos servidores públicos. No entanto, nos meses de abril e maio deste ano, metade dos magistrados do país recebeu salários superiores a R$ 41,6 mil brutos. O levantamento é do site “Uol Notícias”, que analisou os contracheques no Painel de Remuneração do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Em maio deste ano, 12,2 mil magistrados de todo o país ganharam mais dinheiro que a cúpula do Judiciário. Em abril, 11,9 mil juízes, desembargadores, ministros e conselheiros — parte deles na ativa, parte já aposentados — tiveram remuneração superior que os ministros do STF.
De acordo com o estudo do site, esses números equivalem à metade dos 24 mil magistrados cujas folhas de pagamento estão disponíveis no sistema do CNJ. Ao todo, eles representam 85% de todos os magistrados do país. O levantamento incluiu informações de contracheques de 74 tribunais — ou seja, 80% das cortes brasileiras.
Supersalário de R$ 900 mil
Quase 4% de todos os contracheques de abril e maio (1.885) superaram R$ 100 mil, diz o site. Em maio, os dez contracheques de maior valor variaram de R$ 180 mil brutos a R$ 914 mil.
O maior salário foi pago pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que afirmou, em nota, ter sido a soma de “indenização de 240 dias de férias, com o respectivo terço constitucional, 210 dias de licença especial e 99 dias de plantão não usufruídos quando em atividade”. Sem essas verbas indenizatórias, o magistrado teria recebido R$ 35.912,48, segundo a Corte.
Em tese, a Constituição Federal estabelece um limite máximo a ser pago por mês para servidores públicos. A reforma da Previdência de 1998 determinou que os vencimentos dos ministros do STF seriam a baliza para isso. Atualmente, o teto é de R$ 41.650,92.
No entanto, muitos juízes do país conseguem “furar” esse teto com ganhos extras desvinculados do limite máximo. Entre as verbas, como destaca o “Uol Notícias”, estão valores de diárias, auxílio-moradia, licenças-prêmio convertidas em dinheiro e adicionais por tempo de serviço recebidos retroativamente. Além disso, valores de férias e do 13º salário, somados aos vencimentos mensais, também podem ultrapassar o teto.
Os tribunais afirmam que as somas excedentes ao teto são legais por serem baseadas em resoluções do CNJ e decisões judiciais (muitas vezes tomadas pelas próprias Cortes). De acordo com o Conselho Nacional de Justiça, alguns valores não se confundem com o subsídio da magistratura.
“O pagamento dos subsídios mensais dos milhares de magistrados brasileiros é feito de acordo com diversas peculiaridades de cada caso, e há de sempre respeitar o teto constitucional (…) Os pagamentos de verbas de outras naturezas, como férias acumuladas, indenizações e valores atrasados, também integram a folha de pagamento por imperativo de transparência, mas não se confundem com o subsídio da magistratura”, afirmou o CNJ, em nota enviada ao site.
Em São Paulo, segundo o “Uol Notícias”, apenas 6% dos magistrados não excederam o teto. Cálculos do site com base nas folhas de pagamento dos tribunais e em dados dos Ministérios de Cidades, Desenvolvimento Social e Saúde apontam que, se todos os salários de juízes ficassem dentro do limite constitucional, haveria uma economia de R$ 11,1 bilhões entre janeiro de 2020 e abril deste ano.
Além disso, seria possível construir 65 mil unidades do “Minha Casa, Minha Vida” e sustentar 1,3 milhão de famílias com o Bolsa Família por um ano.
Um adolescente não binário, um pouco zero à esquerda, assassina o presidente negacionista e chulo de extrema direita que esteve à frente do país nos últimos quatro anos. É essa a premissa de “Veado Assassino”, novo livro de Santiago Nazarian prestes a ser publicado pela Companhia das Letras.
Com roupas pretas, tatuagens nos dois braços e um longo cabelo grisalho, e os olhos contornados pelo negrume de um lápis, Nazarian parece mais cantor emo do que escritor, quem sabe algum cover de Robert Smith, vocalista do The Cure. Recebeu a reportagem na sede da editora que o publica sem segurar sua língua.
Sua nova obra é um diálogo corrido, sem qualquer intervenção de narrador, e pode ser lida numa única sentada —o que cumpre a dupla função de se adequar à curta atenção do leitorado jovem e livrar a barra do autor. Tudo que é dito está na boca dos dois interlocutores, afinal, então nada pode ser atribuído a ele.
O leitor acompanha a história de Renato através de sua interação com um entrevistador desconhecido. Toda a conversa é registrada por aspas intercaladas, sem qualquer identificação de quem está falando, colocando o público numa posição similar a de quem intui o que está acontecendo a partir do que ouve casualmente numa conversa.
A estrutura também joga nas mãos dos leitores a avaliação do protagonista. Seria Renato um herói precoce, que matou a Bruxa Má do Oeste e livrou o Brasil do dragão? Se essa posição é atraente, encontra seu maior desafio no jeitão do protagonista, que por vezes parece um incel —os “celibatários involuntários”, jovens malogrados na vida social que povoam a internet porque têm dificuldade para sobreviver ao mundo.
O personagem, que não é nem hercúleo, nem vilanesco, surge a partir da tentativa de Nazarian de compreender as novas gerações LGBTQIA+ —sigla que, ele pensa, se torna cada vez mais longa e logo deve ser substituída por algo menos espalhafatoso. O escritor se sente livre para realizar certo fogo amigo no livro agora que a extrema direita não preside mais o país.
Após se divorciar de um casamento de meia década com um chef de cozinha, voltou ao Grindr, aplicativo gay de sexo. Nos seus 46 anos, preservou o público por quem sempre se interessou, os vintões andróginos.
Foi aí que começou a sair com pessoas não binárias, algumas das quais passaram a se reconhecer como mulheres trans, diz ele. Além de em sua vida romântica, ele busca voltar a ter jovens no seu leitorado.
“Eu comecei a publicar com 25 anos e tinha um público de adolescentes. Comecei numa época em que jovens escritores estavam em alta, eram os youtubers ou influencers da época”, diz Nazarian. “A internet era praticamente só escrita, então nós éramos a influência da vez.”
“Veado Assassino” é uma tentativa de Nazarian de mostrar que, apesar de estar mais velho e estabelecido, ele não perdeu a ousadia.
“Eu me sinto orgulhoso de ainda poder ser contestador, perigoso de alguma forma. Não quero ser só o tiozão finalista de Jabuti —isso é o que se espera, tenho 46 anos e 20 de carreira”, ele diz. Seu livro “Fé no Inferno” perdeu para “Avesso da Pele”, de Jeferson Tenório, na edição de 2021 do prêmio. “Tenho certo orgulho de conseguir fazer algo ousado, não estar numa zona de conforto.”
Enquanto seu primeiro livro, “Mastigando Humanos”, de 2006, repercutiu bem e chegou a ser adotado em escolas, o escritor não consegue imaginar o mesmo acontecendo hoje. Não pela acidez das obras, que sempre esteve lá, diz ele, mas porque o cerco de proteção sobre os mais jovens aumentou muito nos últimos anos.
Por isso decidiu autopublicar seu último livro voltado ao público juvenil, “O Príncipe Precoce”, após se negar a fazer cortes exigidos por outra editora.
O próprio “Veado Assassino” passou por cortes e leitores sensíveis, profissionais treinados para identificar conteúdos que podem ser nocivos para minorias. Além de proteger leitores, as alterações também buscam resguardar Nazarian, que, afinal, narra o assassinato de Bolsonaro em seu livro —o ex-presidente nunca é identificado explicitamente, e detalhes foram alterados para que a descrição não fosse precisa.
Mas o autor acredita que isso não comprometeu o resultado final. “A literatura ainda é um território do indivíduo onde se pode falar várias coisas que em outros lugares não são ditas.”