Carnes e outros alimentos estão entre os produtos mais afetados pela alta dos preços
Alimentos têm sido fortemente impactados pela inflação na Argentina | Foto: Divulgação/Télam
Os dados oficiais da inflação na Argentina em 2023 ainda não foram divulgados, mas os argentinos, acostumados ao tradicional churrasco, sabem que a taxa está alta. De acordo com reportagem da agência Reuters, que ouviu consumidores do país vizinho, a carne e outros produtos alimentícios já saíram do cardápio ou foram drasticamente reduzidos.
A aposentada argentina Susana Barrio, de 79 anos, disse que não convida mais os amigos para o tradicional “asado”. O dinheiro que recebe não é suficiente para manter o antigo hábito. “A alegria que me dava convidar meus amigos para um churrasco, o que é típico aqui, agora é impossível.”
O proprietário de um açougue em Buenos Aires Guillermo Cabral, de 60 anos, disse que é impossível acompanhar a alta dos preços. “Perde-se totalmente a noção dos preços.”
O advogado Alejandro Grossi, de 49 anos, afirmou que está cansado de se acostumar com o aumento dos preços depois de anos de inflação. “Compro menos coisas para mim do que gostaria; você se adapta”, disse. “É como se estivéssemos acostumados a isso, já é algo tão natural aqui: inflação e mudança de preços.”
Já a aposentada Graciela Bravo, de 65 anos, disse que agora conta cuidadosamente quantas batatas compra. “Nada é barato.” Dois quintos da população da Argentina já vivem na pobreza.
Inflação na Argentina está nos maiores níveis desde os anos de 1990
O ex-presidente da Argentina Alberto Fernández e a então vice, Cristina Kirchner | Foto: Reprodução/Twitter
Enquanto o preço dos alimentos — e de todos os produtos — sobe, os salários e as aposentadorias não seguem o mesmo ritmo.
A estimativa de analistas de mercado é que a inflação tenha ultrapassado 200% em 2023, o último ano do esquerdista Alberto Fernández e de sua vice, Cristina Kirchner, na Presidência da Argentina. A projeção é de que em dezembro a inflação tenha atingido 28%, uma das taxas mais altas do mundo.
Os níveis atuais de inflação na Argentina são os mais altos desde o início da década de 1990, quando o país estava saindo de um período de hiperinflação.
Em razão da crise econômica argentina, o novo presidente, Javier Milei, que tomou posse há um mês, baixou uma série de medidas de austeridade para derrubar a inflação, reduzir o déficit fiscal no qual o país foi mergulhado e reconstruir a economia.
Entretanto, o próprio presidente alertou para o fato de que atingir o ponto de equilíbrio levará tempo, e que as coisas podem piorar antes de melhorar.
Mark Zuckerberg inicia criação de boi com a carne mais cara do mundo — Foto: Reprodução / Instagram
A carne wagyu é famosa mundialmente e conhecida por seus preços elevados, chegando a custar, em média, US$ 1.000 por quilo no país asiático.
Mark Zuckerberg, conhecido por sua atuação como fundador do Facebook, revelou recentemente em suas redes sociais que está embarcando em uma nova empreitada: a pecuária. Sua entrada nesse mercado, anunciada nesta terça-feira (9), não é convencional, pois ele está investindo na criação de gado wagyu, conhecido por ser a raça bovina com a carne mais cara do mundo, além de gado da raça angus.
De acordo com Zuckerberg, os bovinos em sua propriedade serão criados de maneira singular, alimentando-se de cerveja e macadâmia, ambos produtos cultivados em seu próprio terreno.
O objetivo declarado por Zuckerberg com este projeto é estabelecer um novo padrão em qualidade de carne bovina. Ele possui um rancho chamado Ko’olau, localizado em Kauai, Havaí, onde pretende implementar um sistema de produção local e verticalmente integrado. Ele destacou a importância da alimentação das vacas, mencionando que cada uma consome entre 5.000 a 10.000 libras de comida por ano, o que exige uma grande área dedicada ao cultivo de macadâmia.
Além do aspecto empresarial, Zuckerberg compartilhou um toque pessoal ao postar uma foto de sua filha plantando macadâmia, mencionando também que suas crianças participarão do cuidado com os animais. Ele expressou entusiasmo com o projeto, descrevendo-o como “o mais delicioso” entre todas as suas iniciativas.
A alimentação será cultivada na própria fazenda, com ajuda das filhas, disse Mark Zuckerberg — Foto: Reprodução / Instagram
Carne mais cara do mundo
A carne wagyu, originária do Japão, é famosa mundialmente e conhecida por seus preços elevados, chegando a custar, em média, US$ 1.000 por quilo no país asiático. No Brasil, onde já se observa um peso significativo no orçamento do consumidor com carnes menos nobres, o preço médio do wagyu é de R$ 600 por quilo, podendo, em alguns casos, ultrapassar R$ 1.000.
A notoriedade e a alta demanda pela carne wagyu são atribuídas ao seu marmoreio característico, que é a gordura intramuscular entremeada na carne, conferindo-lhe uma aparência similar ao mármore. Essa gordura é responsável por proporcionar uma textura extremamente macia à carne.
O gado wagyu também ganhou reconhecimento devido às condições privilegiadas em que era criado, especialmente no Japão. Tradicionalmente, esses animais eram tratados com mimos como consumo de cerveja e sessões de massagem.
Boi wagyu. — Foto: Divulgação
Acreditava-se que a cerveja ajudava na digestão e relaxamento do bovino, enquanto a massagem atuava como uma espécie de drenagem linfática, auxiliando na infiltração de gordura na carne, o que contribui para a formação do marmoreio. No entanto, práticas como estas já não são comuns na maioria das fazendas modernas do Japão, nem nos grandes confinamentos do país.
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Jogadora ucraniana ganha $ 1 milhão na Mega Millions
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O arcebispo Charles Scicluna, de Malta, secretário adjunto no escritório doutrinário do Vaticano e conselheiro do papa Francisco, disse que a Igreja Católica deveria “pensar seriamente” em permitir que padres se casem. Em entrevista publicada no domingo, 7, pelo jornal Times of Malta, ele indicou ser “provavelmente a primeira vez” que opina publicamente e que acredita isso “parecerá herético para algumas pessoas”.
“Se dependesse de mim, eu revisaria a exigência de que os padres sejam celibatários”, defendeu. “A experiência me mostrou que isso é algo em que precisamos pensar seriamente”.
Organizador da cúpula inédita sobre abusos sexuais cometidos por bispos, Scicluna argumentou que padres se casavam no primeiro milênio da história católica, acrescentando que a troca de alianças é permitido nas Igrejas orientais. Ele afirmou, ainda, que a entidade “perdeu muitos grandes sacerdotes que escolheram o casamento”.
O religioso de 64 anos contrapôs que “há lugar” para o celibato na Igreja, mas que era preciso entender que padres também se apaixonam. Em uma sinuca de bico, Scicluna acrescentou que eles precisam escolher “entre ela [a mulher que amam] e o sacerdócio” e que, como consequência, “alguns padres lidam com isso envolvendo-se secretamente em relacionamentos sentimentais”.
Posicionamento de Francisco
Em 2019, o papa Francisco descartou possíveis mudanças na regra que impõe o celibato aos funcionários da Igreja. Mas a medida, que não é uma doutrina formal, pode ser alterada por futuros pontífices. Quatro anos depois, Francisco retomou o assunto em uma entrevista, na qual apontou que a regra “não é eterna, como a ordenação sacerdotal” e, sim, uma “disciplina” que poderia ser revista.
Apesar da fala branda, o papa rejeitou uma proposta que dava um sinal verde para que homens idosos casados fossem ordenados na Amazônia – nas áreas remotas, fiéis têm contato com padres apenas uma vez ao ano. Os defensores da norma alegam que o impedimento ao sexo permite que os padres se dediquem inteiramente à Igreja, de forma a cumprir a obra que escolheram seguir.
O ato pela democracia que marca um ano da tentativa de golpe no dia 8 de janeiro de 2023 reuniu os chefes dos três poderes, autoridades e políticos em sessão solene no Congresso nesta segunda. Ao discursar, o presidente Lula afirmou: “Salvamos a democracia”. O petista criticou Bolsonaro e defendeu a regulamentação das redes sociais para evitar ameaças à democracia.
O presidente francês, Emmanuel Macron, nomeou nesta terça-feira (9) Gabriel Attal como o novo primeiro-ministro do país.
Ele será o primeiro-ministro mais jovem da história da França (34 anos) e o primeiro a ser abertamente gay.
Macron tem lutado para lidar com um parlamento mais turbulento desde que perdeu a maioria absoluta pouco depois de ser reeleito em 2022.
“A dupla Macron-Attal pode trazer uma nova vida (ao governo)”, disse o pesquisador da Harris Interactive, Jean-Daniel Levy. A mudança acontece um dia depois de Macron aceitar a demissão de Élisabeth Borne. Ela assumiu o cargo de primeira-ministra em maio de 2022. A ex-ministra de 62 anos foi a segunda mulher a chefiar o governo francês.
Durante os 20 meses dela como chefe, o governo não teve maioria absoluta no Parlamento. Esse período foi marcado pelas discussões da reforma da Previdência, imposta por decreto, e por um episódio de distúrbios urbanos em meados de 2023.
Fotos de arquivo mostram Élisabeth Borne e Gabriel Attal — Foto: JOEL SAGET / AFP
A medida não acarreta uma grande mudança política, mas sinaliza um desejo de Macron de tentar melhorar as hipóteses do seu partido centrista nas eleições de junho na UE.
As pesquisas de opinião mostram que o campo de Macron está atrás do partido da líder de extrema direita Marine Le Pen por cerca de oito a dez pontos percentuais.
Presidente afirma que reclamações vêm dos preocupados em perder privilégios
Javier Milei mantém o tom inflamado em suas entrevistas | Foto: Reprodução/Instagram/@javiermilei
O presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou neste domingo, 7, que não vai negociar nenhuma modificação tanto no pacote de reforma do Estado quanto no Decreto de Necessidade de Urgência (DNU). Ele tomou posse em 10 de dezembro e enviou o pacote ao Congresso Nacional ao final do mesmo mês.
“Não negociamos nada, só aceitamos sugestões para melhorar”, disse Milei à rádio Mitre. “Aqueles que estão preocupados com os privilégios obviamente não querem [as reformas].”
Em 27 de dezembro, o governo federal argentino enviou ao Congresso a Lei de Bases e Pontos de Partida para a Liberdade dos Argentinos. Mais conhecida como Lei Ônibus, em referência aos vários pontos por que percorre, o documento tem 664 artigos que se distribuem por 183 páginas.
Presidente confirma risco de hiperinflação
Em resposta a outra pergunta, Milei disse que a Argentina corre, sim, risco de entrar em um cenário de hiperinflação, ou seja, quando a taxa excede 50% ao mês. E culpou o Legislativo.
“Por mais que estejamos fazendo um trabalho fenomenal, quando o Congresso começa a fazer coisas estúpidas, isso prejudica”, disse Milei. “Que fique claro que eles são os responsáveis.”
O presidente também declarou, aliás, que não tem “medo nenhum” de que a oposição tente derrubar seu governo. Além disso, voltou a associar seus opositores à corrupção.
Milei diz se garantir no apoio popular
“Existe um forte consenso por parte da população de que o problema está na política, na casta”, argumentou. “Naqueles que perdem os benefícios.”
Por fim, Milei listou a quem o seu pacote desagrada. “Vão reclamar os empresários desonestos, vão reclamar os políticos ladrões, vão reclamar os jornalistas que viviam da pauta, vão reclamar os profissionais cúmplices de toda essa fraude.”
A história de Gypsy Rose Blanchard já virou documentário, série, livro e agora ganha novos capítulos com a liberdade da jovem, condenada por matar a própria mãe em 2015. Gypsy nasceu no estado norte-americano da Louisiana em 1991. Logo após o nascimento, sua mãe, Dee Dee Blanchard, afirmou ao pai da menina e aos familiares que ela tinha uma síndrome cromossômica não-identificada.
A suposta síndrome teria causado várias consequências na saúde da menina, como distrofia muscular, deficiência intelectual, apneia do sono e asma. Anos depois, a mãe alegou também que a menina tinha leucemia. Os diagnósticos, no entanto, foram todos inventados por Dee Dee.
Gypsy passou quase 20 anos de sua vida em uma cadeira de rodas sem que isso fosse necessário, se alimentando por sonda sem precisar, respirando com tanque de oxigênio, tomando medicações e fazendo procedimentos, inclusive cirurgias, para tratar problemas de saúde que não tinha.
Durante 23 anos, Dee Dee conseguiu enganar médicos, planos de saúde, parentes, vizinhos, ONGs, jornalistas, o governo dos EUA e a própria filha criando doenças e sintomas que não existiam. Mais tarde, ela foi apontada como portadora de uma condição mental chamada Transtorno Factício Imposto a Outro (TFIA), ou síndrome de Munchausen por Procuração.
Dee Dee também exercia forte controle sobre a vida da filha, proibindo-a de frequentar a escola, limitando suas amizades, regulando seu uso de internet e intermediando todas as suas conversas e interações com outras pessoas —inclusive médicos. Gypsy não sabia sua própria idade e nunca tinha visto os próprios cabelos, que a mãe raspava.
Fraude
Fraudando documentos e relatórios médicos, Dee Dee ganhou uma casa do governo, recebia benefícios, deu entrevistas a canais de TV e foi até presenteada com uma viagem para a Disney. A dupla era muito querida e ajudada por vizinhos, funcionários de hospitais e comunidades das cidades onde morou.
Vítimas do furacão Katrina, que devastou várias cidades do Sul dos EUA em 2005, Dee Dee e Gypsy ganharam ainda mais simpatia e benefícios. As duas foram morar em Springfield, no estado americano do Missouri. O furacão ainda serviu a Dee Dee como um bom álibi para o sumiço de relatórios médicos.
Conforme entrou na adolescência, Gypsy descobriu que podia andar e começou a desconfiar que não tinha atraso intelectual. Continuava tomando os medicamentos administrados pela mãe e obedecendo sua rígida rotina, mas algo começou a mudar quando arrumou um namorado na internet.
O crime
Escondida da mãe, Gypsy começou a se relacionar virtualmente com Nicholas Godejohn, que morava no estado de Wisconsin. Todas as noites ela esperava a mãe dormir e ficava online para trocar mensagens com Nicholas. Impossibilitada de sair e não vendo outra solução para se livrar dos abusos da mãe, Gypsy planejou matá-la com a ajuda do namorado.
Na madrugada de 9 de junho de 2015, Gypsy abriu a casa para Nicholas e entregou a ele uma faca de cozinha. O rapaz matou Dee Dee com 17 facadas enquanto ela dormia. O casal fugiu para o Wisconsin e foi preso seis dias depois.
Gypsy Rose confessou o crime, foi condenada a dez anos de prisão e ganhou liberdade condicional na semana passada após cumprir 75% da pena. Ela tem 32 anos. Nicholas Godejohn tem 34 anos e cumpre pena de prisão perpétua.
Em 2018, Gypsy afirmou a um canal de TV que se sentia mais livre na cadeia do que quando morava com a mãe. “Agora posso viver como uma mulher normal”, afirmou. Em 2022, ela se casou.
Com 6,8 milhões de seguidores no TikTok, Gypsy é considerada uma heroína por seus fãs. Sua história foi contada no documentário Mamãe Morta e Querida (HBO Max) e na série The Act (Hulu). A jovem ainda se prepara para lançar um livro que escreveu na prisão e estrelar uma nova série documental no canal History.
Surto da doença está localizado principalmente em Buenos Aires
Maior invasão do mosquito ocorreu dentro do último mês | Foto: Flickr/Reprodução
A Argentina registrou 135 mil pessoas infectadas e 68 mortes por dengue em 2023, batendo recorde histórico da doença no país. O surto está localizado principalmente na região na capital, Buenos Aires. As autoridades já estão tomando diversas medidas para conter a propagação do mosquito aedes aegypti, agente transmissorda dengue.
O Ministério da Saúde lançou um plano de contingência nacional. A ação do governo inclui uma campanha de conscientização da população, que recebeu instruções para adotar medidas preventivas, como o uso de repelentes, e eliminar de possíveis criadouros de mosquitos: reservatórios com água parada, vasos de plantas, pneus e garrafas, por exemplo.
De acordo com o governo, a invasão do mosquito se alastrou especialmente no último mês. Os locais de maior preocupação são as áreas públicas, como parques e praças, onde há grande circulação de pessoas, e pontos que podem virar criadouros do aedes aegypti
Novo mosquito invasor
Larva de mosquito | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília
A população argentina enfrenta um outro desafio: combater a proliferação do aedes albifasciatus, “parente” do aedes aegypti. Mais conhecido como “mosquito das enchentes”, o inseto se alastrou depois das recentes inundações pelo país.
O aedes albifasciatus não transmite dengue, mas sua picada é bastante dolorosa e transmite o vírus WEE, responsável pela encefalite equina.
Mamdouh Lolo era líder de operações do grupo terrorista na região; ministro israelense indica que palestinos terão o controle no pós-guerra
Ministro da Defesa de Israel, Youv Gallant, apresentou um plano pós -guerra intitulado “O dia depois”, com propostas para o destino da Faixa de Gaza ‘livre do Hamas’ |Foto: Divulgação/FDI
As Forças de Defesa de Israel (FDI) e o Shin Bet, a agência de segurança interna israelense, anunciaram nesta quinta-feira, 4, que eliminaram Mamdouh Lolo, comandante do alto escalão da Jihad Islâmica Palestina, grupo que apoia o Hamas.
A ação aconteceu durante um ataque aéreo no norte da Faixa de Gaza. Os militares afirmaram que o terrorista atuava como líder de operações na região. Segundo os oficiais israelenses, a operação de guerra teve Lolo como principal alvo justamente por conta de seu papel dentro da organização terrorista.
De acordo com a nota assinada em conjunto pelas FDI e pela Shin Bet, Lolo era o elo de ligação entre os líderes terroristas no exterior. Ele seria o coordenador de ataques contra alvos israelenses.
As FDI divulgaram a foto do terrorista eliminado nas redes sociais |Foto: Divulgação/ FDI
A atuação dos soldados recebeu elogios dos oficiais israelenses pelo que chamaram de “precisão da inteligência e coordenação ao neutralizar um adversário terrorista estratégico”.
Israel anuncia mais 3 reféns, elevando para 136 pessoas em poder do Hamas
O porta-voz das FDI, contra-almirante Daniel Hagari, informou nesta quinta-feira, 4, que três israelenses considerados “desaparecidos” foram confirmados como reféns do Hamas em Gaza, elevando para 136 o número total de pessoas mantidas em cativeiro pelos terroristas.
Ministro da Defesa de Israel, Youv Gallant, anunciou um plano pós-guerra para Gaza
O Ministro da Defesa de Israel, Youv Gallant, traçou um plano pós-guerra para Gaza, depois que eles conseguirem seu principal objetivo: “a derrota do Hamas”. O anúncio, indicando que os palestinos terão o controle sobre o território, foi feito nesta quinta-feira, 4, antes da visita do secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Antony Blinken, à região.
O texto, intitulado “O dia depois”, afirma que, atingindo o objetivo, uma nova fase começaria: “O Hamas não controlará Gaza e não representará uma ameaça à segurança dos cidadãos de Israel”, afirmou.
De acordo com o plano do ministro, Israel manteria o controle geral de segurança em Gaza; e uma força-tarefa multinacional, incluindo Estados Unidos (EUA) e países europeus, ficaria encarregada de reconstruir o território após a ampla destruição causada pela guerra.
O vizinho Egito também teria um papel a desempenhar, porém, não foi especificado qual seria. O documento acrescenta que os palestinos seriam responsáveis pela administração do território.
“Os residentes de Gaza são palestinos, portanto, corpos palestinos estarão no comando, com a condição de que não haja ações hostis ou ameaças contra o Estado de Israel”, disse o ministro sem especificar quem seriam os palestinos no comando.
O ministro Youv Gallant afirmou que a guerra continuará por tempo indeterminado até que todos os reféns sejam libertados pelo Hamas e o grupo extinguido |Foto: Divulgação/Redes sociais/Youv Gallant
O documento de três páginas, com o plano de Gallant foi apresentado à imprensa antes de ser enviado ao gabinete de guerra do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu.
Nas últimas semanas, Netanyahu tem se mostrado dividido com relação ao futuro de Gaza. O Hamas governa a região desde 2007.
Guerra continuará até que todos os reféns sejam resgatados
Ao apresentar o plano, Gallant afirmou que a guerra de Israel no território palestino continuará, “pelo tempo que for necessário”, até garantir o retorno dos reféns capturados pelos terroristas em 7 de outubro e “desmantelar as capacidades militares e governativas do grupo, eliminando quaisquer ameaças militares remanescentes”.
O Vaticano divulgou nesta 5ª feira (04.jan) uma comunicado assinado pelo cardeal prefeito Fernández e pelo secretário monsenhor Matteo esclarecendo que a bênção a casais homossexuais anunciada no mês passado pelo Papa Francisco não significa “absolvição” e nem que a Igreja Católica aprova a união de pessoas do mesmo sexo. Segundo o comunicado, a doutrina sobre o matrimônio não muda, os bispos podem discernir sua aplicação de acordo com o contexto.
“A Declaração contém a proposta de breves e simples bênçãos pastorais, não litúrgicas e nem ritualizadas, de casais ‘irregulares’, sublinhando que se trata de bênçãos sem forma litúrgica, que não aprovam nem justificam a situação em que se encontram essas pessoas.”
“São inadmissíveis ritos e orações que possam criar confusão entre aquilo que é constitutivo do matrimônio, como a união exclusiva, estável e indissolúvel entre um homem e uma mulher, naturalmente aberta à geração de filhos e àquilo que o contradiz. Esta convicção é fundada sobre a perene doutrina católica do matrimônio. Somente neste contexto as relações sexuais encontram o seu sentido natural, adequado e plenamente humano. A doutrina da Igreja sobre este ponto permanece firme”, diz a carta.
“Tal é também o sentido do Responsum da então Congregação para a Doutrina da Fé, onde se afirma que a Igreja não tem o poder de conceder a bênção a uniões entre pessoas do mesmo sexo”.
O Vaticano explica que para distinguir-se claramente das bênçãos litúrgicas ou ritualizadas, as “bênçãos pastorais” devem ser sobretudo muito breves, de 10 a 15 segundos, sem uso do Ritual de Bênçãos.
“Esta forma de bênção não ritualizada, com a simplicidade e a brevidade de sua forma, não pretende justificar algo que não seja moralmente aceitável. Obviamente, não é um matrimônio, nem mesmo uma ‘aprovação’, nem a ratificação de coisa alguma. É unicamente a resposta de um pastor a duas pessoas que pedem a ajuda de Deus. Por isso, neste caso, o pastor não põe condições e não quer conhecer a vida íntima dessas pessoas.”
O comunicado diz ainda que em alguns lugares, talvez será necessária uma catequese que ajude a todos a entender que este tipo de bênção não é uma ratificação da vida que levam aqueles que a imploram. Menos ainda é uma absolvição, enquanto estes gestos estão longe de ser um sacramento ou um rito.
Entenda o caso
Em 2 de outubro de 2023, o Papa Francisco sugeriu, pela primeira vez, a possibilidade de padres darem bênçãos a casais do mesmo sexo. A declaração foi dada em carta em resposta a cinco cardeais conservadores da Ásia, Europa, África, Estados Unidos e América Latina, que voltaram a questionar o pontífice a respeito de uniões homossexuais.
No texto, Francisco afirmou que cada caso deve ser analisado, alegando que os religiosos “não podem ser juízes que apenas negam, rejeitam e excluem”. O pontífice reforçou, no entanto, que o ato não deve ser confundido com cerimônias de casamento , uma vez que a Igreja Católica reconhece apenas matrimônios entre um homem e uma mulher.
“A caridade pastoral deve permear todas as nossas decisões e atitudes. Quando você pede uma bênção, você expressa um pedido de ajuda de Deus, uma oração para poder viver melhor, uma confiança num pai que pode ajudá-lo a viver melhor”, escreveu o papa.
“Ser homossexual não é crime. Sim, mas é pecado. Tudo bem, mas primeiro vamos distinguir entre um pecado e um crime. Também é pecado faltar à caridade uns com os outros”, disse o papa, à época. “Somos todos filhos de Deus, e Deus nos ama como somos e pela força que cada um de nós luta pela nossa dignidade”, completou.
No dia 18 de dezembro, o Vaticano afirmou que padres poderão abençoar casais formados por pessoas do mesmo sexo. A decisão faz parte da declaração Fiducia supplicans, publicada pelo Dicastério e aprovada pelo Papa Francisco.
O documento aprofunda o tema das bênçãos, distinguindo entre as bênçãos rituais e litúrgicas e as bênçãos espontâneas. Segundo a Santa Fé, é precisamente nessa segunda categoria que está contemplada a possibilidade de acolher também aqueles que “não vivem de acordo com as normas da doutrina moral cristã”, sem que eles estejam sujeitos a “uma análise moral exaustiva”.
Pela medida, padres católicos podem administrar bênçãos a casais do mesmo sexo, contudo, sem que a benção tenha qualquer semelhança com uma cerimônia de casamento ou que aconteça durante liturgias regulares da Igreja.
“Precisamente para evitar qualquer forma de confusão ou escândalo, quando a oração de bênção é solicitada por um casal em situação irregular, mesmo que seja expressa fora dos ritos prescritos pelos livros litúrgicos, esta bênção nunca deve ser transmitido em simultâneo com as cerimônias de uma união civil, e nem mesmo em conexão com elas. Nem pode ser realizado com roupas, gestos ou palavras próprias de um casamento. O mesmo se aplica quando a bênção é solicitada por um casal do mesmo sexo”, afirma um trecho do texto.