Carlo Ancelotti é o plano A da CBF para assumir a seleção brasileira Imagem: GettyImages
A eliminação do Real Madrid na Champions League abriu o caminho para a CBF definir de vez a situação com Carlo Ancelotti, seu principal alvo para técnico da seleção. A expectativa é de movimentos do presidente, Ednaldo Rodrigues, nas próximas semanas para saber se é possível contrata-lo ou parte-se para um plano B.
As notícias de jornais espanhóis de que Ancelotti e o presidente do Real, Florentino Perez, conversam sobre o elenco para a próxima temporada não são vistas como definitivas na CBF — o italiano ainda falou que tem respaldo do clube e que quer cumprir o contrato até 2024. Desde o início, esses movimentos são vistos pela entidade como passos públicos que não necessariamente refletem a realidade.
Ednaldo já contatou anteriormente, durante o 1º semestre, tanto Ancelotti como Florentino Perez. Nenhum momento recebeu uma sinalização de que a permanência do treinador em Madri era certa.
A percepção na CBF é de que a diretoria do Real não costuma segurar técnico depois de uma temporada sem o Campeonato Espanhol ou a Champions League. O último foi José Mourinho, que não ganhou nenhum dos dois, e ficou no clube.
Agora, Ednaldo vai fazer novos contatos para saber qual será a real situação do treinador italiano. Se ouvir que ele fica mesmo na Europa e que não há chance, desiste e começa a pensar em seu plano B. Como já publicado, Fernando Diniz, Jorge Jesus e Abel Ferreira estão nesta segunda prateleira.
Não há data para reuniões ou para contatos. Certo é que, agora, Ednaldo passa a se mexer porque o tempo de espera foi longo.
O Bahia ficou no empate em 1 a 1 com o Goiás neste sábado (20), na Arena Fonte Nova, e chegou atrês jogos sem vencer no Brasileirão. Os gols da partida foram marcados por Everaldo, pelo lado tricolor, e Bruno Melo, pelo lado esmeraldino.
O Esquadrão de Aço vai a 7 pontos na competição, neste momento a dois do Corinthians, que abre a zona de rebaixamento.
O Bahia voltará a campo no dia 28 de maio, um domingo, para visitar o Internacional no Beira-Rio, às 16h, pela 8ª rodada do Brasileirão.
Depois de interromper o desempenho impecável na Série B, o Vitória buscava a reabilitação para fazer valer a invencibilidade fora de casa neste campeonato. Mas o plano deu errado. O Rubro-Negro perdeu para o Mirassol nesta sexta-feira (19), e acumula a segunda derrota consecutiva na Segundona.
O placar de 2 x 0 contou com gols de Cristian e Fernandinho, em partida da sétima rodada. Com a derrota, o Leão mantém os 15 pontos e vê a liderança ameaçada.
O Vitória chegou em Mirassol com uma lembrança boa, mas não repetiu o feito. As duas equipes só se enfrentaram uma vez na história, na Série C de 2022. E o confronto foi marcante: na ocasião, só o triunfo interessava à equipe baiana, que precisava garantir vaga na segunda fase. O time rubro-negro venceu o Leão da Alta por 2 x 1.
O Vitória volta a entrar em campo na próxima quarta-feira (24), pela oitava rodada da Segundona. O Leão recebe o CRB no Barradão, em confronto marcado para as 19h.
Ronaldo acompanha treino do Cruzeiro na Toca da Raposa Imagem: Gustavo Aleixo/Cruzeiro
Operação de venda de CT do Cruzeiro a Ronaldo por dívidas foi de R$ 209 milhões.
O balanço do Cruzeiro-associação registra operação de venda dos CTs Toca 1 e 2 para Ronaldo, comprador da SAF celeste, na casa de R$ 200 milhões. É o valor aproximado da dívida tributária do clube que terá de ser pago pela empresa. Com isso, houve uma redução do débito líquido do clube.
O Cruzeiro-associação teve uma diminuição de sua dívida líquida no total de R$ 242 milhões em 2021. O montante total caiu para R$ 812 milhões, enquanto superava R$ 1 bilhão ao final de 2022.
A operação da SAF explica variação. Na conclusão do acordo, ficou acertado que o Cruzeiro empresa assumiria a dívida federal. No balanço, o débito está registrado em R$ 211 milhões. Mas o clube coloca como contas a receber R$ 209 milhões referentes ao CT, o que deve ser explicado porque já houve parcelas pagas.
“O Preço dos Imóveis está constituído como o valor total das Parcelas PERSE, deduzido dos descontos concedidos pela PGFN. Em virtude do acordado, a partir da data de assinatura desta Promessa, todas as Parcelas PERSE serão pagas pelo Cruzeiro-SAF, por conta e ordem do Cruzeiro-Associação, o que abaterá o saldo ‘a receber’ pela transação dos imóveis”, diz a nota explicativa do Cruzeiro.
Não é a única obrigação do Cruzeiro-SAF de Ronaldo. O clube ainda terá de pagar as parcelas da Recuperação Judicial do clube, isto é, das dívidas cíveis e trabalhistas. É o que está previsto na Lei das SAF.
No balanço, este montante está registrado como R$ 500 milhões incluídos na RJ. Mas, no processo, a previsão é de que a empresa de Ronaldo pague R$ 682 milhões em dívidas durante 18 anos. Isso obviamente tem relação com os juros sob os débitos.
O balanço do Cruzeiro não permite avaliar como foi o primeiro ano de administração da SAF. As contas do futebol não estão incluídas, já que passaram a ser feitas pela SAF. A empresa de Ronaldo ainda não publicou nenhuma demonstração financeira.
Em outras SAFs de clubes grandes, o Vasco, cujo sócio é 777 Partners, publicou um balanço detalhado mostrando o prejuízo da operação. Já o Botafogo SAF, de John Textor, divulgou um documento só com números básicos e nenhuma informação adicional.
_Ele não tinha condições para ter um jet ski, mas o seu sonho o levou longe_
A Bahia e o Brasil estão sendo reconhecidos mundialmente em esportes aquáticos graças ao piloto de jet ski Bruno Jacob (@jacobjetski), atleta baiano que se destacou no mundo náutico, sendo considerado um dos melhores internacionalmente. Além de ser vice-campeão mundial de jet ski e multipremiado em todo o país, Bruno possui um currículo de grandes conquistas, que inclui os títulos de Campeão Sul-americano, Campeão Brasileiro, Campeão Baiano, Bicampeão Internacional de Freeride, Campeão do Mundial Jet Waves, o recorde mundial de maior salto de jet ski (27,6 metros) e os títulos de Campeão Brasileiro de Freeride e King of Freeride, esse último que culminou por ter conquistado mais títulos ao redor do mundo do que qualquer outro atleta.
O profissional, porém, não tinha condições para ter um jet ski quando o sonho de criança começou. “Meu pai conseguiu um jet usado para eu começar a treinar, competir”, conta, emocionado. Com toda a superação, Jacob passou, desde jovem, a treinar, estudar e trabalhar ao mesmo tempo, visando garantir segurança para o futuro da família. “Sempre foi muito, muito duro, sempre com muita disciplina, sempre com muita batalha”, destaca Bruno, ao lembrar do seu início, tendo a família como apoiadora do seu sonho.
Bruno é agora inspiração para diversos brasileiros, já que a área de jet ski teve uma crescente constante de vendas após a pandemia de Covid-19. O Brasil é atualmente o segundo maior consumidor de jet, atrás somente dos EUA. A empresa Boatlux, por exemplo, que atua desde 2012, viu apenas no ano passado um crescimento de 50%.
Em outro país, ele criou gambiarras para sobreviver e o networking o levou longe:
”Não sabia falar direito outra língua. Estudei, me formei em inglês, comecei com a prática. Hoje sou fluente em inglês e espanhol também”, explica sobre a sua história de superação.
Continuar criando novas metas foi a chave do sucesso e da superação: O ápice da carreira de Bruno ocorreu em 2016, quando ele conquistou um feito impressionante ao conquistar o vice-campeonato mundial de circuito, além de vencer a etapa do Mundial em Salvador, na categoria profissional. Este sucesso foi resultado de anos de dedicação e treinamento intenso, o que o levou a se tornar um dos principais atletas de jet ski do mundo.
‘’Hoje vejo essas mais de 200 conquistas e centenas de troféus, com meus títulos ao redor do planeta, em vários continentes, e sou muito grato. Mas a luta não para. Jamais devemos achar que alcançamos o máximo. Vou buscar o meu lugar no circuito mundial profissional, sem dúvidas estou realmente no melhor momento da minha carreira’’, conclui o atleta.
Valores oferecidos individualmente a 9 jogadores vão de R$ 30 mil a R$ 500 mil. As promessas foram identificadas em 13 partidas que deram origem à denúncia do Ministério Público ao Tribunal de Justiça de Goiás.
MP denunciou sete jogadores por manipulação no futebol, Goiás — Foto: Montagem/g1 Goiás
O grupo acusado de manipular resultados de jogos do futebol brasileiro prometeu um total de pelo menos R$ 1,25 milhão a 9 jogadores em 13 partidas. Segundo o Ministério Público de Goiás, pelo menos R$ 200 mil foram entregues a alguns dos jogadores antes mesmo da realização dos jogos.
Esses casos deram origem à denúncia do Ministério Público (MP) de Goiás ao Tribunal de Justiça de Goiás, que tornou réus sete jogadores e nove apostadores, entre eles o empresário Bruno Lopez, apontado pelo MP como o líder da organização criminosa.
Entre esses casos já denunciados na Justiça, o valor mais alto prometido a um único jogador foi de R$ 500 mil.
Segundo o apurado pelo MP, Fernando Neto, então no Operário, receberia o valor para ser expulso do jogo entre seu time à época e o Sport, pela Série B do Campeonato Brasileiro de 2022. De acordo com a investigação, Neto chegou a receber um adiantamento de R$ 40 mil.
Já o valor mais baixo foi de R$ 30 mil para que o jogador Onitlasi Moraes (Moraes Junior), então no Juventude, recebesse um cartão amarelo na partida contra o Palmeiras, pela série A do Brasileirão, em setembro de 2022. Conforme o MP, R$ 5 mil foram entregues antes. O atleta não foi denunciado, porque admitiu o esquema e firmou acordo com o MP.
Em outros dois casos, a investigação ainda não conseguiu precisar o valor total prometido aos jogadores aliciados: o de Igor Cárius e o de Eduardo Bauermann.
De acordo com a investigação, Cárius, então no Cuiabá, teria recebido um adiantamento de R$ 5 mil para ser punido com cartão amarelo no jogo entre seu time e o Ceará, na série A do Campeonato Brasileiro de 2022.
Já no caso de Bauermann, do Santos, o MP afirma que ele recebeu um adiantamento de R$ 50 mil para receber cartão amarelo na partida entre Santos e Avaí, também pela Série A. O jogador não recebeu o cartão, mas combinou com os apostadores de ser expulso na partida.
Veja os nomes dos acusados e possíveis penas na Justiça e entenda como funcionava o esquema.
Como a operação começou
A Operação Penalidade Máxima já fez buscas e apreensões nos endereços dos envolvidos. As investigações começaram no final de 2022, quando o volante Romário, do Vila Nova-GO, aceitou uma oferta de R$ 150 mil para cometer um pênalti no jogo contra o Sport, pela Série B do Campeonato Brasileiro. Romário recebeu um sinal de R$ 10 mil, e só teria os outros R$ 140 mil após a partida, com o pênalti cometido. À época, o presidente do Vila Nova-GO, Hugo Jorge Bravo, que também é policial militar, investigou o caso e entregou as provas ao MP-GO.
Foram obtidos pelo órgão mensagens de textos, chamadas de vídeos, transcrições de áudios e até comprovantes de pagamentos
Foto: Staff Images Woman/CBF
O Ministério Público de Goiás (MP-GO) reuniu centenas de provas que apontam o envolvimento de jogadores de futebol em esquemas de manipulação de resultados de jogos. Foram levantados pelo órgão mensagens de textos, chamadas de vídeos, transcrições de áudios e até comprovantes de pagamentos.
Entre os investigados estão atletas da Série A do Campeonato Brasileiro. Nomes como Paulo Miranda do Grêmio, Eduardo Bauermann do Santos, Kevin Joel Lomónaco do Red Bull Bragantino, Vitor Mendes do Fluminense, Nino Paraíba do América e Richard (Ceará) do Cruzeiro estão entre os envolvidos no esquema.
Segundo o MP, o grupo criminoso entrava em contato com jogadores com ofertas que variavam de R$ 50 a R$ 100 mil para que os atletas fizessem específicas movimentações nos jogos.
Um dos envolvidos, Fernando Neto, receberia R$ 500 mil caso fosse expulso da partida entre Sport x Operário, pela Série B de 2022, o que não aconteceu. Em uma conversa entre o futebolista com um dos apostadores, Bruno Lopez, Neto alega que tentou “de tudo” para deixar o jogo e que foi questionado pelo árbitro “se queria ser expulso”. Antes da partida, o jogador recebeu R$ 40 mil de adiantamento.
David Luiz fez um dos gols do Flamengo na vitória por 3 a 2 sobre o Bahia. Foi o primeiro dele pelo Rubro-Negro Imagem: Renan Oliveira/Renan Oliveira/AGIF
O Flamengo venceu o Bahia por 3 a 2, na Arena Fonte Nova, em jogo eletrizante, com muitos gols e duas expulsões pelo lado tricolor. Com o resultado, o Rubro-Negro chegou aos nove pontos e se aproximou da parte de cima da tabela. Já os baianos poderão terminar a rodada próximos da zona de rebaixamento.
Biel e Ademir marcaram para o Bahia. Matheus França, Gabigol e David Luiz fizeram os gols do Flamengo.
David Luiz fez seu primeiro gol com a camisa do Flamengo após 76 jogos. Ele chegou ao clube em 2021.
O Flamengo atuou pela primeira vez com sua nova camisa dois, com a predominância da cor branca. Ela foi lançada oficialmente durante a semana.
A torcida do Bahia provocou o Flamengocantando “Real Madrid, pode esperar…”, música cantada antes do Mundial de Clubes pelo vice de futebol rubro-negro, Marcos Braz, e que se tornou chacota após o fracasso dos cariocas na competição.
O Tricolor agora viaja até São Paulo, onde enfrenta o Santos, na quarta-feira (17), na Vila Belmiro, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil.
Já o Flamengo atua na mesma competição um dia antes, no Maracanã, contra o rival Fluminense.
Sampaoli faz 5 substituições no intervalo
Imagem: Renan Oliveira/Renan Oliveira/AGIF
Sampaoli surpreendeu a todos ao fazer as cinco substituições possíveis já no intervalo da partida. O goleiro Matheus Cunha e o zagueiro David Luiz estavam com dores, mas o restante foi por opção técnica e também levando em consideração o decisivo jogo contra o Fluminense, na próxima terça-feira.
O Bahia iniciou a partida buscando as ações e criando mais oportunidades. Faltou, porém, uma organização tática ao Tricolor, que cedeu muitos espaços ao perigoso time do Flamengo, que soube aproveitar bem as chances e os erros defensivos dos donos da casa. Foi desta maneira que o Rubro-Negro chegou aos três gols no primeiro tempo.
Na etapa final, o jogo ficou ainda maisaberto, com chances para os dois lados, mesmo com o Bahia atuando com dois a menos na segunda metade. O Tricolor teve chances de empatar mesmo em desvantagem numérica.
Gols e destaques
Matheus Bahia lesionado – O lateral esquerdo do Bahia precisou ser substituído por Ryan com apenas nove minutos de jogo ao sentir dores musculares.
0 x 1– O Flamengo abriu o placar aos 22 minutos do primeiro tempo quando Arrascaeta cruzou uma bola na área, David Luiz escorou de cabeça e Matheus França escorou com a testa para o fundo da rede.
0 x 2– O Rubro-Negro ampliou após Arrascaeta sofrer pênalti de Vitor Hugo depois de um lindo drible de letra. Na cobrança, Gabigol bateu com sua habitual categoria, com bola de um lado e goleiro de outro.
1 x 2 – O Bahia reagiu rápido e, aos 34, fez linda troca de passes na intermediária e Biel chegou batendo de primeira, colocado, no canto esquerdo do goleiro Matheus Cunha.
1 x 3 – O jogo caminhava para o intervalo quando David Luiz escorou forte de cabeça falta cobrada pela direita e fez seu primeiro gol com a camisa do Flamengo.
2 x 3 – O Bahia mostrou que não estava morto na partida e logo aos cinco minutos do segundo tempo diminuiu com Ademir, que recebeu cruzamento da esquerda, dominou e chutou cruzado.
Rezende expulso – O zagueiro Rezende, do Bahia, foi expulso aos 28 minutos do segundo após receber o segundo cartão amarelo depois de uma entrada em Wesley.
Kanu expulso – Dois minutos depois, em lance polêmico, Kanu também recebeu o segundo cartão amarelo após um lance onde tocou o braço esquerdo em Gabigol durante uma disputa de bola. O zagueiro do Bahia deixou o campo bastante revoltado.
BAHIA 2 X 3 FLAMENGO
Local: Arena Fonte Nova, Salvador (BA) Hora: 16h Competição: Campeonato Brasileiro (6ª rodada) Árbitro: Paulo Cesar Zanovelli da Silva (FIFA-SP) Auxiliares: Bruno Boschilia (FIFA-PR) e Marcyano da Silva Vicente VAR: Wagner Reway (FIFA-PB) Cartões amarelos: Rezende, Vitor Hugo, Ademir, Yago Felipe, Kanu (BAH); Vidal, Fabrício Bruno, Léo Pereira, Arrascaeta, Ayrton Lucas (FLA) Cartões vermelhos: Rezende (BAH); Kanu (BAH) Gols: Matheus França, aos 22 minutos do primeiro tempo (FLA); Gabigol, aos 28 minutos do primeiro tempo (FLA); Biel, aos 34 minutos do primeiro tempo (BAH); David Luiz, aos 48 minutos do primeiro tempo (FLA); Ademir, aos 5 minutos do segundo tempo (BAH)
Bahia: Marcos Felipe, Kanu, Vitor Hugo (Ademir) e Rezende; Jacaré, Yago Felipe (Acevedo), Thaciano, Cauly e Matheus Bahia (Ryan); Arthur Sales (Kayky) e Biel. Técnico: Renato Paiva.
Flamengo: Matheus Cunha (Santos), Fabrício Bruno, David Luiz (Wesley), Léo Pereira e Ayrton Lucas; Thiago Maia (Erick Pulgar), Victor Hugo e Arrascaeta; Matheus França (Vidal), Everton Cebolinha (Bruno Henrique) e Gabigol. Técnico:Jorge Sampaoli.
Clube sorteará camisa assinada por Ferran Soriano entre sócios em dia
Fonte: Divulgação
O Bahia conseguiu, enfim, o feito histórico de alcançar a marca dos 50 mil torcedores associados.
A chegada a este número é celebrada pelo fato de que a primeira campanha havia sido iniciada antes da pandemia, quando o clube chegou perto da marca, mas viu a quantidade de sócios ser reduzida à metade em função da crise econômica e suspensão dos jogos por quatro meses.
Desde 2022, o número voltou a disparar, fazendo com que o clube retomasse sua campanha para chegar a 50.000 sócios-torcedores, incluindo todos os planos do programa Sócio Esquadrão, dos quais a maioria tem acesso garantido aos jogos em casa.
Agora, o foco se volta para um novo objetivo: chegar aos 100 mil sócios torcedores.
Com a marca alcançada pela primeira vez, o Bahia publicou imagens e um vídeo no qual o CEO do Grupo City, Ferran Soriano, celebra a conquista.
“Parabéns. Muitos parabéns para os 50 mil sócios do Bahia, dos quais já me encontro. Bora Bahêa”, disse o executivo.
Camisa assinada por Ferran será sorteada
A camisa exibida na imagem acima, assinada por Ferran Soriano, será sorteada entre 50 sócios em dia que serão definidos – por meio de sorteio – para assistirem o jogo entre Manchester City e Real Madrid, no Museu do Bahia, na próxima quarta-feira.
Max Alves da Silva, do Colorado Rapids, em jogo contra o FC Dallas pela MLS Imagem: Omar Vega/Getty Images
Documentos obtidos pelo UOL indicam que a máfia das apostas cruzou as fronteiras do Brasil. Os suspeitos de operarem o esquema se gabavam de ter acordos com jogadores brasileiros nos Estados Unidos e na Grécia.
O que aconteceu
Em mensagens obtidas pelo Ministério Público, os suspeitos de comandarem o esquema citam acordo com cinco jogadores que atuam no futebol grego, sendo um do time Paok. Eles não dizem o nome desses atletas. Thiago Chambó e Bruno Lopez, ambos aliciadores, foram presos na segunda da fase da operação Penalidade Máxima.
Os apostadores abordaram também dois jogadores brasileiros da MLS, a principal liga dos Estados Unidos. Os atletas citados são Max Alves, do Colorado Rapids, e o lateral Zeca, que na época estava no Houston Dynamo, e hoje joga no Brasil. Ao saber do caso, a MLS informou que afastou Max de suas atividades.
Zeca, hoje no Vitória, confirmou o contato com os aliciadores, mas disse que negou a oferta imediatamente. “Não faço parte de nenhuma manipulação de aposta, não faço parte de nada que vincule meu nome às apostas ou manipulações”, disse o jogador.
As suspeitas chegaram também à Lituânia. O atacante brasileiro Nathan Palafoz, do FK Riteriai, foi citado como um dos envolvidos no esquema, por ter recebido R$ 15 mil pra tomar cartão em um jogo do Avaí no Brasileiro do ano passado. O Riteriai afirmou que a federação da Lituânia investiga o caso.
O que dizem os diálogos encontrados pelo MP
Apostadores dizem que têm contatos com jogadores da GréciaImagem: Reprodução
Em 31 de janeiro de 2023, Thiago Chambó pergunta a Bruno López, outro cabeça da operação, se ele tem contatos na Grécia.
Chambó: Tem contato na Grécia, 1ª divisão? Se não tiver, acha que consegue?
BL: Opa. Tenho um no Paok. Meu brother. Pra que seria?
Chambó: Amarelo. Tô com 5 na Grécia.
Em 8 de outubro de 2022, Bruno Lopez, o BL, aborda o lateral Zeca, do Houston Dynamo, oferecendo R$ 70 mil pra ele tomar um amarelo. Ele diz que não vai jogar.
Operador da máfia das apostas tenta aliciar Zeca, da MLS, do EUAImagem: Reprodução
BL: O mano tá perguntando se quer fechar com nós, pai. Ele tá oferecendo 70 mil, pai. Último jogo irmão. Só tomar cartão amarelo.
Zeca: Irmão, mas esse jogo não vou jogar.
BL: Ah sim, irmão. Tem como indicar um pra mim, não, pai?
Zeca: Esse jogo tô fora, irmão. Vou ver aqui, irmão. E te falo, beleza?
Em 15 de setembro de 2022, BL diz que em um grupo que fechou com Max Alves, do Colorado Rapids. No dia seguinte ele manda o comprovante de depósito de R$ 15 mil como adiantamento.
Operador da máfia das apostas confirma acerto com Max AlvesImagem: Reprodução
BL: Acabei de fechar esse Max, da MLS, rapaziada, ele vem mesclando titular e banco. Mas joga todo jogo. Garantiu 200% que entra e já toma. Resumo [confirmado] Sinal: 15. Amanhã pago ele.
MLS promete punição
A MLS reagiu rapidamente à notícia do envolvimento de um jogador e um ex-jogador da liga no esquema. Em nota oficial, o departamento de comunicação da entidade afirmou que “a integridade do jogo é fundamental para a liga, e que a MLS leva as alegações de contravenção muito a sério”. A liga não citou o nome de Max, mas disse que “o jogador foi afastado das atividades do clube enquanto durarem as investigações.”
Em outubro de 2021, o meio-campista colombiano Felipe Hernández, do Sporting Kansas City, foi suspenso até o fim da temporada por envolvimento com apostas (mas não com o grupo de apostadores brasileiros). O jogador havia apostado em partidas da liga, o que fere o regulamento interno da competição.
Lateral do Vitória diz que negou oferta
Zeca, hoje no Vitória, lateral que foi campeão olímpico com a seleção brasileira em 2016, disse estar tranquilo. “Não faço parte de nenhuma manipulação de aposta, não faço parte de nada que vincule meu nome às apostas ou manipulações, estou bem tranquilo quanto a isso. Eu vi que vazou um print de uma conversa. Realmente, estou aqui para dizer que teve essa conversa, a pessoa me chamou no WhatsApp, eu até achei que era coisa de empresário, clube ou algo interessado, né? Mas me pegou de surpresa com essa mensagem infeliz. Eu, na mensagem, disse que não ia jogar, justamente para desconversar, para não ter esse tipo de erro, esse tipo de conversa, pra acabar ali o papo.”
A reportagem não encontrou representantes de Max Alves. O meia desativou sua conta no Instagram depois que seu nome veio à tona na operação.
Bruno Lopez e Thiago Chambó alegam inocência. Os réus questionam as provas obtidas pelo Ministério Público.