Astro português vê interferência do fundo saudita como entrave esportivo
Foto: Reprodução / Instagram @cristiano
O futuro de Cristiano Ronaldo no futebol saudita está em aberto. O atacante português avalia deixar o Al-Nassr ao fim da temporada, em junho, após demonstrar incômodo com a condução esportiva do clube e a influência do Fundo Público de Investimento da Arábia Saudita, o PIF, nas decisões internas.
A informação foi divulgada pelo jornal Record, de Portugal. Segundo a publicação, o camisa 7 busca novos desafios na reta final da carreira e enxerga como possibilidades uma ida para a Major League Soccer, nos Estados Unidos, ou até mesmo um retorno ao futebol europeu.
O principal ponto de desgaste estaria na forma como o PIF, responsável por controlar as ações dos principais clubes do país desde 2023, conduz as contratações. Cristiano entende que a interferência externa tem dificultado a montagem de um elenco mais competitivo no Al-Nassr.
O cenário se tornou ainda mais desconfortável após rivais diretos se reforçarem com nomes de peso, enquanto o Al-Nassr teve movimentações mais discretas no mercado. Internamente, o português vê essa diferença como um obstáculo esportivo relevante na disputa pelo título nacional.
Outro fator que pesa é a sensação de pouco reconhecimento pelo impacto que sua chegada causou no crescimento da liga saudita em 2023, quando levou visibilidade global ao campeonato e abriu caminho para a chegada de outras estrelas ao país.
Mesmo atuando como embaixador da Copa do Mundo de 2034, que será disputada na Arábia Saudita, Cristiano tem demonstrado sinais de desgaste. Recentemente, a decisão de não atuar em uma partida da liga local foi interpretada como reflexo desse momento de insatisfação.
O contrato do jogador prevê uma cláusula de rescisão estimada em 50 milhões de euros (cerca de R$ 309 milhões), valor que não seria um impeditivo em caso de saída antecipada.
Leão venceu o Remo na estreia por 2 a 0, na última quarta-feira (28)
Foto: Victor Ferreira/EC Vitória
Se o Campeonato Brasileiro tivesse apenas uma rodada, o Vitória estaria na fase de grupo da Libertadores. Brincadeiras à parte, o Leão fechou a primeira jornada no G-4 da tabela de classificação ocupando o quarto lugar com três pontos e saldo de gols de dois.
Na última quarta-feira (28), o Rubro-Negro estreou na competição nacional com vitória sobre o Remo por 2 a 0. O jogo no Barradão foi definido com os gols de Renato Kayzer e Baralhas, ambos no segundo tempo.
O time baiano havia fechado a quarta-feira em segundo lugar atrás da Chapecoense, por causa do número de gols marcados, terceiro critério de desempate. O time catarinense goleou o Santos por 4 a 2. Já nesta quinta (29), o Mirassol abriu a noite batendo o Vasco por 2 a 1, no Maião. Depois, o Botafogo aplicou 4 a 0 sobre o Cruzeiro, no Engenhão, encerrando a primeira rodada.
Situação do Bahia Assim como o Vitória, o Bahia também estreou bem no Brasileirão jogando fora de casa. No mesmo dia, quarta, o Esquadrão de Aço venceu o Corinthians por 2 a 1, de virada, na Vila Belmiro. Após Breno Bidon abrir o placar, Jean Lucas e Willian José estufaram as redes para o time baiano.
Com o desenrolar da rodada, o Tricolor terminou na sétima colocação na tabela de classificação com três pontos.
A segunda rodada será aberta na próxima quarta (4). O Vitória joga logo no primeiro dia, às 21h30, no duro desafio diante do Palmeiras, na Arena Barueri. No dia seguinte, quinta (5), às 19h, o Bahia recebe o Fluminense, na Arena Fonte Nova.
Confira a tabela do Brasileirão após a rodada de abertura:
Rubro-Negro desembolsa valor astronômico para repatriar cria da base;
Foto: Lucas Figueiredo/CBF
O Flamengo acertou a contratação do meio-campo Lucas Paquetá. O atleta retorna ao clube que o revelou após quase dez anos jogando na Europa.
De acordo com o jornal O Globo, o Flamengo vai desembolsar 41,2 milhões de euros (cerca de R$ 260 milhões) ao West Ham (ING) para repatriar Paquetá. O valor é recorde para um clube brasileiro em contratação de jogador.
A expectativa é que o jogador chegue ao Brasil entre quinta e sexta-feira. Caso tenha o nome publicado no BID da CBF até sexta, Paquetá já estará à disposição do técnico Filipe Luís para domingo (1º), quando o Flamengo enfrenta o Corinthians, na decisão da Supercopa do Brasil.
Paquetá foi revelado nas divisões de base do Flamengo e disputou os primeiros jogos no time principal em 2016. Após se destacar, ele se transferiu para o Milan (Itália) em janeiro de 2019. Ele passou pelo Lyon (França) antes de chegar ao West Ham, em 2022.
O Brasil dependia apenas de um empate contra a Argentina para conquistar o tri consecutivo no Campeonato Sul-Centro Americano de handebol, em Assunção (Paraguai). Mas, por diferença de um gol, marcado por Giménez a 13 segundos do término do jogo, a taça ficou com o arquirrival sul-americano. Na noite de sábado (24), a Amarelinha foi superada por 26 a 25 pelos argentinos, na última rodada do torneio de pontos corridos.
A Amarelinha encerrou a campanha em segundo lugar geral, com oito pontos, dois a menos que a Argentina. Foi o segundo título dos hermanos, campeões pela primeira vez na edição inaugural, em 2023.
A competição distribuiu quatro vagas para o Mundial de 2027, na Alemanha. Além de argentinos e brasileiros, também se classificaram chilenos e uruguaios. Na rodada final, o Chile assegurou a medalha de bronze ao derrotar o Paraguai por 36 a 29. Já a última vaga no Mundial ficou com o Uruguai, que bateu o Peru por 36 a 17.
O primeiro clássico Ba-Vi da temporada de 2026 acontece neste domingo (25), às 16h. Vitória e Bahia se enfrentam no Barradão, em jogo válido pela quinta rodada do Campeonato Baiano. Dono da casa, o Leão é o terceiro colocado na tabela de classificação com seis pontos. Com 12, o Esquadrão de Aço é o líder isolado do estadual. Será o 31º encontro dos rivais com torcida única.
No último Ba-Vi do ano passado, o Rubro-Negro levou a melhor sobre o Tricolor ao vencer a partida por 2 a 1, no Barradão, pelo segundo turno do Campeonato Brasileiro. Mas na edição passada do estadual, os dois times ficaram no empate sem gols, em jogo na Fonte Nova, na fase de grupos. Já na final, o Tricolor levou a melhor como mandante na partida de ida e na volta a decisão terminou em 1 a 1, no campo rubro-negro. O Leão chega no primeiro clássico de 2026 com moral resgatada por ter conquistado a primeira vitória no ano com o time principal na goleada sobre a Juazeirense por 4 a 0, na última quarta-feira (21). No compromisso deste domingo, o técnico Jair Ventura utilizou os titulares. No entanto, existe a possibilidade do treinador mesclar a equipe de olho na estreia do Campeonato Brasileiro na semana que vem, contra o Remo, em casa.
Bahia Com 100% de aproveitamento no estadual, o Bahia também chega com moral no Ba-Vi. O Esquadrão de Aço goleou o Barcelona de Ilhéus, vice-líder da competição, por 5 a 1, no meio da semana usando o time titular. Com confortáveis 12 pontos na liderança isolada da tabela, o Tricolor pode se dar o luxo de poupar suas principais peças de olho no duelo com o Corinthians, pela estreia do Brasileirão, na próxima quarta (28). A decisão já havia sido anunciada pelo próprio técnico Rogério Ceni. Com isso, o time deverá ser escalado com jogadores considerados reservas do elenco principal, completado por alguns jovens que vem se destacando.
FICHA TÉCNICA Vitória x Bahia Campeonato Baiano – 5ª rodada Local: Barradão, em Salvador (BA) Data: 25/01/2025 (domingo) Horário: 16h Árbitro: Wagner Francisco Silva Souza (CBF) Assistentes: Luanderson Lima dos Santos (Fifa) e Daniella Coutinho Pinto (Fifa) VAR: Diego Pombo Lopez (Fifa) Transmissão: TVE Bahia, YouTube TVE Bahia, TV Vitória, TV Bahêa e TV Green
Vitória: Gabriel; Mateus Silva, Edu, Camutanga, Riccieli e Ramón; Caíque Gonçalves e Baralhas; Aitor Cantalapiedra, Erick e Renato Kayzer. Técnico: Jair Ventura.
Bahia: Ronaldo; Román Gómez, Kanu, Gabriel Xavier e Iago Borduchi; Acevedo, Erick e Rodrigo Nestor; Michel Araújo (Kauê Furquim), Dell (Cauly) e Ruan Pablo. Técnico: Rogério Ceni.
Assembleia aconteceu na noite desta quinta-feira (22)
Foto: Victor Ferreira / EC Vitória
O presidente Fábio Mota falou do andamento do processo da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) no Vitória. O dirigente marcou presença na reunião do Conselho Deliberativo na noite desta quinta-feira (22).
“Nos reunimos em seguida com captadores de investimentos, e eu acho que nós regamos a semente que estava sendo plantada lá, pelo escritório de Sica. Agora a gente tem que ter paciência para que os frutos plantados lá sejam colhidos e que a gente possa andar no caminho de uma profissionalização, de uma SAF sustentável, de verdade, e que possa mudar a gente de patamar”, afirmou.
Apesar da fala, Mota não deu detalhes. Segundo ele, as tratativas estão sendo feitas por advogados.
“Vou pedir licença para não dar mais detalhes, mas você sabe que esse tipo de assunto agora é tratado entre os advogados”, completou.
No final do ano passado, o escritório CSMV Advogados, de André Sica, havia ficado responsável pela captação de possíveis parceiros do clube baiano. Enquanto isso, Mota também começou a trabalhar internamente para promover as mudanças e adequações do estatuto.
Jogando com os Pivetes de Aço, o Bahia chegou ao segundo triunfo consecutivo no Campeonato Baiano. Na noite desta quarta-feira (14), o Tricolor da capital venceu o Bahia de Feira por 3 a 0, na Arena Cajueiro, pela segunda rodada. Rezende, Dell e Erick estufaram as redes para os visitantes.
Com o resultado, o Esquadrão de Aço segue na liderança da tabela de classificação com seis pontos. Com um, o Tremendão caiu para a nona posição, abrindo a zona de rebaixamento.
O Bahia volta ao gramado no próximo sábado (17), às 16h, para enfrentar o Galícia, na Arena Fonte Nova, jogo de abertura da terceira rodada. No domingo (18), às 18h30, o Bahia de Feira visita o Atlético de Alagoinhas, no Carneirão.
A maior parte deste público é formada pelos corredores anônimos, pessoas que vem de diferentes partes do país e também de outras partes do mundo para se exercitar, se divertir ou até mesmo para cumprir uma promessa. Os motivos são variados, mas uma coisa eles têm em comum: eles encerram o ano com muita motivação e alegria e o difícil objetivo de conseguir completar a prova, enfrentando até mesmo o imenso calor que atinge a capital paulista na manhã desta quarta-feira.
Uma dessas corredoras é Iza Soares, 43 anos, do Rio de Janeiro, que veio participar da corrida vestida de brigadeiro, uma forma de homenagear o trecho mais famoso e difícil da Corrida de São Silvestre: a subida da Avenida Brigadeiro Luiz Antônio.
“Vim fantasiada de brigadeiro porque é o momento mais emblemático da corrida. Só chega na [avenida] Paulista quem passa pela Brigadeiro. E ali, ao contrário do que as pessoas pensam, que é o medo, ali é a verdadeira festa, é a hora de jogar tudo para o alto e curtir”, disse ela à reportagem.
Esta é a segunda vez em que ela participa da corrida.
“A São Silvestre é a nossa tradição e simboliza tudo nesse último dia do ano: tudo que a gente correu, tudo que a gente viveu. E é um momento de celebrar tudo isso. É, sem dúvida, a corrida mais importante do Brasil”, ressaltou Iza. “Isso só vai acontecer de novo daqui a 100 anos. Então é imperdível, não tem como não estar aqui hoje”.
A jovem Laila de Andrade da Silva, 29 anos, também veio fantasiada para a sua primeira participação na São Silvestre. Correndo ao lado de um grupo de amigos, eles vieram para a prova vestidos de personagens da série televisiva Teletubbies. “O pessoal queria alguma coisa diferente. Eu pensei numa coisa que fosse fácil para todo mundo conseguir roupa e foi essa mesmo. Todo mundo topou”, explicou. “Estou com bastante expectativa porque esta é a centésima edição, então eu sei que tem um peso diferente, que é muito importante e eu espero que dê tudo certo e que a gente se divirta acima de tudo. Um trecho que preocupa mais é a [subida da] Brigadeiro porque todo mundo tem medo da mais temida, né? Mas a gente vai vencer com certeza e vai fazer a dancinha no final”, brincou.
As amigas Islaine Souza, 45 anos, e Thais Crespo, de Jacareí, interior paulista, fazem parte dessa estatística. Elas que vão participar pela primeira vez da São Silvestre, integram um grupo de 400 mulheres que costumam correr em Jacareí.
“Nós temos um grupo de mulheres corredoras em Jacareí, que tem cerca de 400 mulheres. Tem muitas delas aqui na corrida [de hoje] e a São Silvestre é um ícone para os corredores. Esse é um dia de celebração. A gente queria muito estar aqui hoje. A gente está na verdade aqui conquistando mais um marco na nossa carreira de corredoras”, brincou Islaine.
Para marcar esse dia, elas vieram fantasiadas de bailarinas. “Bailarinas pisca-pisca. A nossa saia brilha porque a gente quer aparecer na São Silvestre”, ressaltou Islaine. “Nossa ansiedade está a mil porque essa é a nossa primeira São Silvestre. Estamos aqui para celebrar o nosso momento, o nosso ano e tudo que a gente conquistou durante o ano. Isso aqui é uma celebração”, completou Thais.
Para elas, é muito importante ver mulheres correndo. “Para a gente é uma conquista muito grande porque eu acho que correr todo mundo acha legal, todo mundo acha bonito. Mas para nós, mulheres, que temos que cuidar da casa, do filho, do marido, do trabalho e dar conta de tanta coisa e ainda conseguir evoluir na corrida, fazer os treinos todos os dias, conseguir 1 km a mais, essa é uma conquista muito grande”, disse Islaine.
Ao contrário dessas duas amigas, que participam a São Silvestre pela primeira vez, Wantuil do Carmo Osório, 73 anos, chega à sua 25a participação na prova. Morador de Santo André, na Grande São Paulo, ele é uma das 5,5 mil pessoas com mais de 60 anos que integram a São Silvestre neste ano.
“Esse é um hobby. Comecei a correr já faz 25 anos. Corri a primeira, gostei e não parei mais. Aqui é festa, alegria total”, disse ele à reportagem da Agência Brasil. “É muito bacana a evolução [da prova]. A gente acha legal porque estamos motivando outras pessoas. Está sempre aumentando [o número de inscritos], então fico até emocionado”, disse ele.
Após participar de tantas provas, Wantuil não se preocupa com as dificuldades da prova. “Como eu já estou habituado, estou acostumado, então não tenho tanta dificuldade”, falou.
Repetindo o resultado do ano passado, a atleta brasileira Nubia de Oliveira novamente alcançou o pódio da Corrida Internacional de São Silvestre, ficando na terceira colocação. Ela completou a prova com o tempo de 52 minutos e 42 segundos.
Atleta brasileira Núbia de Oliveira, terceiro lugar da categoria feminina da 100ª Corrida Internacional de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
A corrida foi vencida pela atleta da Tanzânia, Sisilia Ginoka Panga, que fez o tempo de 51 minutos e 09 segundos. Esta foi a primeira participação de Sisilia na São Silvestre, que liderou toda a prova, mantendo um ritmo forte e grande distância das demais atletas.
A queniana Cynthia Chemweno chegou na segunda colocação, também repetindo a mesma posição do ano passado. Ela completou a prova fazendo o tempo de 52 minutos e 30 segundos.
A corredora do Quênia Cynthia Chemweno, segundo lugar da categoria feminina da 100ª Corrida Internacional de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
O quarto lugar é da peruana Gladys Tejeda Pucuhuaranga. Já a quinta posição foi conquistada pela queniana Vivian Jeftanui Kiplagati.
Há quase 20 anos, o Brasil não sobe ao topo do pódio da São Silvestre . A última brasileira a vencer a corrida foi Lucélia Peres, em 2006.
Com uma arrancada nos minutos finais, o etíope Muse Gisachew ultrapassou o queniano Jonathan Kipkoech Kamosong e venceu hoje (31) a centésima edição da Corrida Internacional de São Silvestre.
Kamosong vinha liderando a prova com folga, mas foi ultrapassado por Gisachew já próximo da linha de chegada, na Avenida Paulista. Kamosong terminou a corrida com o tempo de 44 minutos e 32 segundos, apenas quatro segundos a mais que o vencedor da prova, que fez o tempo de 44 minutos e 28 segundos.
O brasileiro Fábio de Jesus Correia foi o terceiro colocado, fazendo o tempo de 45 minutos e 06 segundos.
Na quarta posição chegou o queniano William Kibor, com o tempo de 45 minutos e 28 segundos. Já o também queniano Reuben Logonsiwa Poguisho fechou o pódio, na quinta posição, com 45 minutos e 46 segundos.
A última vez que o Brasil conquistou a São Silvestre no masculino foi em 2010, com a vitória de Marilson Gomes dos Santos.