As empresas de saúde Dasa e Hapvida conversam com bancos para fazer ofertas subsequentes de ações (“follow-on”), apurou o Valor.
A família Bueno, controladora de laboratórios de diagnósticas e hospitais, pretende levantar R$ 1 bilhão – o BTGPactual também vai colocar R$ 500 milhões, depois da divulgação dos resultados da companhia, previsto para esta terça-feira, conforme comunicado ao mercado.
Foi a segunda semana seguida de projeção de baixa do IPCA
Com a manutenção da Selic em 13,75%, na semana passada, os analistas de mercado projetaram, pela segunda semana seguida, queda na inflação para 2023, de acordo com o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira, 27, pelo Banco Central.
A projeção é de que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), índice oficial da inflação, feche o ano em 5,93% ante 5,95% na semana passada.
Entretanto, para 2024 e 2025, a projeção é de alta do IPCA. Para 2024, os analistas preveem 4,13% ante 4,11% na semana passada; e para 2025, a projeção agora é de 4%, ante 3,9% na semana anterior. A projeção para 2026 é a mesma da semana passada, de 4%.
Também houve projeção de alta no crescimento da economia em 2023, de 0,9%, ante 0,88% na semana anterior. Para 2024, a projeção desta semana é de queda do crescimento do Produto Interno Bruno (PIB) para 1,4% ante 1,47% na semana anterior. Para 2025, a projeção passou de 1,7% para 1,71%.
Na mesma semana em que o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a taxa de juros em 13,75% ao ano, o mercado também projetou a manutenção da Selic. Pela sexta semana seguida, os analistas preveem que a taxa fechará 2023 em 12,75%. Em relação a 2024 e 2025, o mercado manteve as projeções da semana passada de 10% e 9%, respectivamente.
Quanto ao câmbio, a projeção segue a mesma das últimas oito semanas: o real fechará o ano cotado a 5,25%.
Divulgado toda segunda-feira, o Boletim Focus resume as estatísticas calculadas considerando as expectativas de mercado coletadas até a sexta-feira anterior à sua divulgação. O relatório traz a evolução gráfica e o comportamento semanal das projeções para índices de preços, atividade econômica, câmbio, taxa Selic, entre outros indicadores. As projeções são do mercado, não do BC.
A declaração do Imposto de Renda Pessoa Física para 2023 veio acompanhada de algumas novidades. Uma delas é o aumento no prazo para o envio das declarações que neste ano poderão ser entregues do dia 15 de março até o dia 31 de maio. Além disso, os contribuintes que realizarem a declaração do IRPF até o dia 10 de maio podem receber restituição no final do mês.
Leonardo Oliveira, contador e diretor-executivo da NTW Resende, informa que além dessas duas novidades, o IR 2023 também conta com mudanças sobre as operações da bolsa de valores. “Até o ano passado qualquer operação na bolsa de valores você estava obrigado a realizar a declaração. Esse ano houve uma mudança, ou seja, se você teve operações apenas de venda na bolsa de valores e esses valores não são superiores a 40 mil reais, você não está mais obrigado a realizar a declaração de imposto de renda”, explica.
Leonardo ressalta que é preciso ter atenção, pois algumas operações na bolsa de valores possuem incidência do imposto de renda e essas operações, independentemente do valor, são obrigatórias constarem na declaração do IR.
Quem é obrigado a declarar o Imposto de Renda 2023:
Contribuintes que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2022. O valor é o mesmo da declaração do ano passado.
Contribuintes que ganharam mais de R$ 40 mil isentos, não-tributáveis ou tributados na fonte no ano – como indenização trabalhista ou rendimento de poupança.
Contribuintes que obtiveram em 2022 ganho de capital na venda de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações na Bolsa ou no mercado de capitais cuja soma foi superior a R$ 40 mil ou com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto.
Quem recebeu mais de R$ 142.798,50 em atividade rural ou teve prejuízo rural a ser compensado no ano-calendário de 2022 ou nos próximos anos. Contribuintes que eram donos de bens, inclusive terra nua, no valor de mais de R$ 300 mil.
O contribuinte que passou a morar no Brasil em qualquer mês de 2022 e ficou aqui na condição de residente até 31 de dezembro.
Contribuintes que obtiverem, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos sujeito à incidência do Imposto.
Como fazer a declaração
As declarações do imposto de renda podem ser feitas através do Programa do Imposto de Renda (PGD/2023), mas também podem ser feitas de forma on-line pelo e-CAC e pelo aplicativo Meu Imposto de Renda. O programa está disponível para download em sistemas operacionais como MacOS, Linux, Windows e outros sistemas operacionais.
Lotes de restituição
As restituições serão pagas entre os dias 31 de maio e 30 de setembro. Assim como no ano passado, esse ano serão cinco lotes de pagamento. As datas são:
1º lote: 31 de maio 2º lote: 30 de junho 3º lote: 30 de julho 4º lote: 31 de agosto 5º lote: 30 de setembro
O diretor executivo explica que poderão entrar na lista do primeiro lote de pagamento pessoas que enviarem as declarações até o dia 10 de maio. “Quem optar por fazer a declaração pré-preenchida, optar pela restituição via Pix e enviar a sua declaração até o dia 10 de maio, vai poder entrar na fila de restituição que já ocorre no dia 31 de maio”.
Para mais informações sobre a Declaração do Imposto de Renda 2023, acesse o site da Receita Federal.
Com a volta da cobrança de impostos federais, o preço da gasolina subiu 5,76% pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo -15 (IPCA-15), a prévia da inflação no país. O item foi a maior influência individual no mês e respondeu por 0,26 ponto percentual da taxa de 0,69% do IPCA-15, ou quase 40% (37,6%) da alta do índice. Em fevereiro, a gasolina tinha recuado 0,04% pelo IPCA-15.
A partir de 1º de março, o governo federal retomou a cobrança dos impostos federais para combustíveis, que tinha suspensa em junho de 2022.
O IPCA-15 de março capta, portanto, apenas uma parte dessa reoneração dos impostos, há que a coleta de preços foi feita no período de 11 de fevereiro a 15 de março de 2023.
Os preços de etanol – cujos impostos também foram retomados – tiveram alta de 1,96% em março, após queda de 1,65% um mês antes.
Os demais combustíveis, no entanto, tiveram queda pelo IPCA-15 de março: óleo diesel (-4,86%) e gás veicular (-2,62%).
Outro item com preço em alta foi a energia elétrica, que subiu 2,85% em março. Um mês antes, houve elevação de 0,35%. Individualmente, a energia elétrica respondeu por 0,11 ponto percentual da taxa de 0,69% do IPCA-15 geral do mês, cerca de 15% da alta da inflação.
O movimento reflete a reinclusão das tarifas de uso dos sistemas de transmissão (TUST) e distribuição (TUSD) na base de cálculo do ICMS, que já tinha aparecido no resultado fechado do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de fevereiro.
Inicialmente, essa reinclusão ocorreu em locais específicos, a partir de decisões da Justiça. No início de março, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmaram liminar para a inclusão das tarifas correspondentes ao custo dessas tarifas de uso de energia elétrica na base de cálculo do ICMS.
A liminar foi concedida pelo ministro Luiz Fux, para atender a pedido dos governos estaduais e suspendeu dispositivo da Lei Complementar nº 194, editada em 2022, que exclui essas tarifas da cobrança do ICMS.
A prévia da inflação de março mostrou ainda avanço de preços menos intensos para alimentos. Os preços de alimentação e bebidas subiram 0,20% em março, após incremento de 0,39% em fevereiro.
Segundo o IBGE, dois produtos contribuíram para o resultado com quedas acentuadas de preços: batata-inglesa (-13,14%) e tomate (-6,34%). Outros alimentos com preços menores na coleta de março foram cebola (-12,13%), óleo de soja (-2,47%), contra-filé (-2,04%) e frango em pedaços (-1,94%).
Por outro lado, os preços de ovo de galinha subiram 8% em março.
A alimentação fora do domicílio passou de 0,40% em fevereiro para 0,68% em março. Tanto o lanche (1,02%) quanto a refeição (0,50%) tiveram variações superiores às do mês anterior (quando as altas foram de 0,78% e 0,16%, respectivamente).
Educação
Passado o impacto dos reajustes do início do ano letivo, que ocorrem geralmente em fevereiro, a alta dos preços de educação desacelerou para 0,08% em março, segundo o IPCA-15. Em fevereiro, a alta do grupo tinha sido de 6,41%, segundo o IBGE.
No resultado em 12 meses até março, a alta de preços de educação está em 8,20%. O nível é superior ao de 6,71% em março de 2022.
A desaceleração da alta dos custos com educação em março não significa necessariamente alívio para o bolso do consumidor. É importante lembrar que a inflação mede a variação dos preços.
O que o IPCA-15 divulgado agora mostra é que a alta entre fevereiro e março foi de 0,08%, mas os preços permanecem no patamar elevado que tinha sido atingido após os reajustes de fevereiro.
Sete anos depois de ter sido afastada da Presidência em decorrência de crimes de responsabilidade, Dilma Rousseff voltará a ocupar um cargo público. Dilma foi eleita nesta sexta, 24, para comandar o Novo Banco do Desenvolvimento (NDB), instituição financeira criada em 2014 pelos Brics — o bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
Ela tomará posse no dia 29, durante a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China, e terá salário mensal médio de cerca de R$ 220 mil.
O conselho de governadores do banco, formado pelos ministros da Fazenda dos países fundadores, mais os representantes dos quatro novos integrantes (Bangladesh, Emirados Árabes Unidos, Egito e Uruguai), se reúne por videoconferência e vota a indicação de Dilma em reunião interna. A petista foi sabatinada pelas autoridades estrangeiras ao longo deste mês, depois que o NDB comunicou o início da troca de comando.
Dilma deve ganhar cerca de US$ 500 mil (R$ 2,6 milhões) por ano à frente da instituição, equivalente ao valor pago pelo Banco Mundial. Procurado, o NDB não se manifestou.
O banco ainda oferece benefícios como assistência médica, auxílio-viagem para o país de origem, subsídios para mudança em caso de contratação e desligamento, além de transporte aéreo. Ela substituirá o diplomata e economista Marcos Troyjo, que era da equipe de Paulo Guedes.
Pedaladas
A ex-presidente — que teve o impeachment aprovado pela Câmara e pelo Senado em um processo legal tendo como justificativa crime de responsabilidade pela prática das chamadas “pedaladas fiscais” (atrasos de pagamentos a bancos públicos) e pela edição de decretos de abertura de crédito sem a autorização do Congresso — foi candidata única, escolhida por Lula.
O mandato dela vai até julho de 2025. Os presidentes da instituição costumam ser eleitos por unanimidade.
O banco dos Brics foi criado após reunião de cúpula dos chefes de Estado, realizada em Fortaleza, em 2014, durante o mandato de Dilma como presidente.
Uma das intenções era ampliar fontes de empréstimos e fazer um contraponto ao sistema financeiro e instituições multilaterais como o Fundo Monetário Internacional (FMI). Atualmente, a carteira de investimentos é da ordem de US$ 33 bilhões.
Palestras
Dilma não voltou a ocupar cargos políticos e passou apenas a participar de palestras, debates e discussões acadêmicas e partidárias. Esteve presente na campanha presidencial e também na transição do governo federal.
A ex-presidente foi cassada num contexto político de perda de governabilidade do Executivo. Foi acusada formalmente ter cometido “pedaladas fiscais”, uma manobra para maquiar as contas públicas, reveladas pelo Estadão.
Na esteira da turbulência política, a gestão Dilma no Planalto resultou numa grave crise econômica.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Conforme o ministro da Casa Civil o governo, o povo brasileiro, os empresários, a indústria e todos desejam a redução da taxa de juros
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que a manutenção da taxa Selic em 13,75% ao ano afeta diretamente a parcela mais pobre da população. Rui Costa ainda classificou a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central como “insensibilidade”. E revelou também que não era este o resultado que o governo esperava.
“Essa decisão não é o que o governo esperava. O que o povo brasileiro, os empresários, a indústria e todos desejam é a redução da taxa de juros. Não dá pra compreender essa decisão do Banco Central de manter a taxa de juros em 13,75% , já que este percentual foi adotado quando a inflação chegou no patamar de 10%. Hoje a inflação já caiu a metade, que é 5%. Não tem razão que explique a motivação do Banco Central em adotar essa medida”.
Costa ressalta que a manutenção da taxa de juros alta compromete a qualidade de vida da população brasileira. “Com essa taxa de juros, empresários não conseguem investir e o país não gera empregos. A população perde muito e quanto mais pobre, maior o prejuízo. Esta insensibilidade do Banco Central só aumenta o desemprego e o sofrimento do povo brasileiro. Não dá para compreender”.
O ministro ainda reforçou que o Brasil lidera o ranking de países com maior taxa de juros e afirmou desconhecer a motivação para que o Banco Central adote essa medida. “Não tem país no mundo que pratique juros tão altos como o Brasil. Não tem razão econômica que explique essa decisão”, concluiu.
As declarações do ministro foram dadas após entrevista ao programa Voz do Brasil na noite desta quarta-feira (22).
O Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) decidiu hoje, por unanimidade, manter a taxa básica de juros da economia, Selic, em 13,75% ao ano.
O que aconteceu
Juros a 13,75% ao ano é o mesmo valor que foi fixado nos últimos seis encontros, desde agosto de 2022.
É a maior taxa desde o reajuste estabelecido de dezembro de 2016 até 11 de janeiro de 2017, quando também estava em 13,75%. A última vez em que a Selic teve um valor mais alto do que esse foi no ciclo de 19 de outubro de 2016 até 30 de novembro de 2016, quando o índice foi a 14% ao ano.
BC citou incerteza com o novo arcabouço fiscal como um dos motivos pela manutenção da taxa de juros. O projeto ainda não foi apresentado pelo ministro da Fazenda Fernando Haddad.
Copom disse que a decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para 2023 e 2024. No cenário interno, a avaliação foi de que a inflação ao consumidor e as consequentes medidas inflacionárias estão acima do esperado.
O comitê também justificou a manutenção da taxa pelo ambiente externo deteriorado: “Os episódios envolvendo bancos nos EUA e na Europa elevaram a incerteza e a volatilidade dos mercados e requerem monitoramento”.
Por um lado, a recente reoneração dos combustíveis reduziu a incerteza dos resultados fiscais de curto prazo. Por outro lado, a conjuntura, marcada por alta volatilidade nos mercados financeiros e expectativas de inflação desancoradas em relação às metas em horizontes mais longos, demanda maior atenção na condução da política monetária.” Copom, em nota
Pressões para redução da taxa
Membros do alto escalão do governo Lula têm feito críticas ao valor da Selic e pressionado para que a taxa seja reduzida.
Lula chamou a situação de “absurda” e prometeu “continuar batendo, tentando brigar”.
Sindicatos e uniões de trabalhadores protestaram ontem na frente do BC, em São Paulo
Além de críticas à Selic a 13,75%, manifestantes pediam a saída de Roberto Campos Neto, presidente do BC, e atearam fogo em um Cavalo de Troia de papelão com fotos dele.
Fernando Haddad, ministro da Fazenda, tem recebido centenas de mensagens nas redes sociais pressionando-o para que não crie impostos para grandes plataformas como Shein, Ali Express, Shopee e Wish.
Haddad recebeu deputados e senadores da FPE (Frente Parlamentar Mista do Empreendedorismo) na quarta-feira (15) que pediram ajuda no sentido contrário, para enfrentar o que chamam de “contrabando digital” realizado por essas companhias asiáticas, que estariam aproveitando brechas para vender produtos sem taxação ou subfaturados no Brasil.
Em suas páginas, o ministro tem recebido comentários como “não aceitamos taxação internacional de encomendas”, “teu presidente não é o pai dos pobres? Tá taxando os pobres por quê?” e ” tão querendo acabar com Shein, é? Vocês não iam fazer o pobre feliz de novo?”.
“A taxação que nós queremos é a das grandes fortunas, não das nossas comprinhas de R$ 100”, diz um dos comentários mais curtidos. “Cobre os impostos dos grandes empresários que todos nós sabemos que sonegam, corte as isenções dos ricos, mas não prejudique o trabalhador que não tem condições de comprar uma blusa de R$ 80 numa loja nacional com seu salário de R$ 1.400”.
31.mar.2022 – Greve dos peritos médicos reduz atendimentos nas agências do INSS de Porto Alegre (RS) Imagem: Evandro Leal/Enquadrar/Estadão Conteúdo
O governo federal vai aumentar a taxa de juros do consignado do INSS. O novo percentual ainda não está definido, mas deve ficar entre 1,9% e 2%. A decisão foi tomada na noite desta segunda-feira (20).
O que aconteceu?
Na semana passada o CNPS (Conselho Nacional da Previdência Social) decidiu pela redução da taxa máxima de juros do empréstimo consignado para beneficiários do INSS.
Portanto, a decisão de manter a taxa entre 1.9% e 2% foi considerada um meio-termoentre os pleitos de Lupi e dos bancos.
O conselho deve se reunir até a próxima semana para oficializar a nova taxa.
Próximos passos
Uma nova reunião será realizada até a próxima sexta-feira (24), desta vez junto a representantes dos sistemas financeiro e bancário.
O encontro deverá ocorrer após a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), na quarta (22), que decidirá sobre a taxa básica de juros. O governo tem feito pressão para que o índice, atualmente fixado em 13,75%, caia.
Reação dos bancos
Após a publicação da redução das taxas no DOU (Diário Oficial da União), as instituições financeiras reagiram e suspenderam os contratos do consignado do INSS.
A medida foi tomada tanto por bancos privados como por Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil. A Febraban, que representa os bancos, também fez frente à iniciativa.
As instituições argumentam que o teto reduzido na semana passada definido pelo governo não cobre o custo para manter a operação do consignado do INSS.
Nos bastidores, fontes envolvidas na questão afirmam que o ministro conversava com os bancos desde o início do ano, mas que as partes não teriam acordado o novo percentual.
Além disso, integrantes do governo dizem que Lupi apresentou as novas taxas ao conselho sem o aval da equipe econômica do presidente Lula.
Participaram da reunião no Planalto os secretários executivos da Fazenda, Gabriel Galípolo, e do Ministério Trabalho e Emprego, Francisco Macena, além das presidentes da Caixa, Rita Serrano, e do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros e dos ministros Carlos Lupi e Rui Costa (Casa Civil).
Após dois anos de paradas forçadas por escassez de componentes, principalmente de chips, as fabricantes brasileiras de veículos voltam a interromper a produção, mas, desta vez, também por falta de consumidores. A desaceleração da atividade econômica, inflação alta e juros elevados estão frustrando as expectativas do setor e levando empresas a ajustarem os planos de produção.
A partir de hoje, pelo menos três grandes companhias, General Motors, HyundaieStellantis (dona das marcas Fiat, Jeep, Peugeot e Citroën) vão suspender linhas de produção e dar férias coletivas aos funcionários. O quadro de desaquecimento de vendas pode se prolongar até 2024, na visão de economistas do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco, e novas paradas de fabricas devem ocorrer.
Nesta segunda-feira, 20, a Hyundai concede férias coletivas de três semanas para os trabalhadores dos três turnos da unidade que produz os modelos HB20 e Creta em Piracicaba (SP). Na quarta-feira, 22, a Stellantis dispensa por 20 dias os funcionários do segundo turno da fábrica da Jeep em Goiana (PE) e, uma semana depois, os operários do primeiro e do terceiro turnos, por dez dias, período em que toda a produção dos SUVs Renegade, Compass, Commander e da picape Fiat Toro estará paralisada.Continua após a publicidade
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A General Motors também suspenderá a produção da picape S10 e do SUV Trailblazer na planta de São José dos Campos (SP) de 27 de março a 13 de abril. No fim de fevereiro, a fábrica que produz os modelos das marcas francesas Peugeot e Citroën, também do grupo Stellantis, encerrou o segundo turno de trabalho em Porto Real (RJ) e antecipou a dispensa de 140 funcionários com contratos temporários.
Ainda faltam semicondutores
As montadoras afirmam que o motivo das medidas é aqueda da demanda e a consequente necessidade de adequar os níveis de produção. No caso das duas marcas francesas, o impacto é maior nas exportações. “Ao contrário do último biênio, em que a oferta era a principal fonte de desafios da indústria automobilística, a demanda deve ser o fator-chave para o cenário de 2023-2024″, assinala o Depec, em relatório assinado pelo economistas Renan Bassoli Diniz e Myriã Bast.
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Em 2019, as vendas de veículos no Brasil foram de 2,787 milhões de unidades – patamar já considerado baixo. No ano passado, esse número caiu para 2,104 milhões de unidades, ou 24,5% menos.
O setor já vinha de um desgaste forte, com a falta de semicondutores para a produção que levou a uma perda de 630 mil veículos que deixaram de ser produzidos nos últimos dois anos. O problema é bem menor no momento, embora ainda persista. A Volkswagen vai suspender toda a produção na planta de Taubaté (SP) por dez dias também a partir do dia 27. Entre fim de fevereiro e início deste mês a marca já tinha paralisado as linhas das outras três unidades no País alegando falta de componentes.