Para quem enfrenta dificuldades para dormir, há uma técnica militar que tem sido compartilhada em peso nas redes sociais com a promessa de ajudar a adormecer em questão de 1 a 2 minutos.
Originalmente descrita pelo treinador de atletismo Lloyd Bud Winter, em seu livro “Relax and Win: Championship Performance”, para que a técnica seja eficiente, é fundamental que seja praticada regularmente e sem desistência, mesmo que não funcione em um primeiro momento.
Como aplicar a técnica militar para dormir:
Comece relaxando a musculatura do rosto, incluindo a mandíbula e o interior da boca;
Em seguida, solte os ombros, liberando qualquer tensão, e deixe as mãos repousarem estendidas, com os braços paralelos ao corpo;
Foque na respiração, relaxe o peito e as pernas, imaginando que os membros caem devido à gravidade;
Por fim, visualize uma cena tranquila por cerca de 10 segundos, para acalmar a mente;
O processo completo leva cerca de 1 minuto, podendo se desdobrar até 2 minutos, dependendo do tempo necessário para cada etapa.
No Brasil, mais medidas são defendidas
Imagem: Niels Zee/ Unsplash
Para garantir uma boa noite de sono, não basta adotar apenas um hábito, mas sim um conjunto deles, asseguram os especialistas. Esses hábitos, que fazem parte da higiene do sono, ajudam a facilitar o adormecimento e a manutenção do sono durante a noite. É importante que esses cuidados sejam seguidos ao longo de todo o dia, e não apenas nas horas antes de dormir.
Se a gente se lembrar, o sono é um terço da nossa vida, então temos que tomar os cuidados necessários para tornar esse momento o melhor possível. É nessa questão que entram os hábitos para a higiene do sono.” Erika Treptow, pneumologista certificada em medicina do sono
A seguir, veja 14 orientações para fazer a higiene do sono:
Crie uma rotina com horários fixos para acordar e dormir, incluindo fins de semana;
Reduza a luminosidade à noite para ajudar o corpo a produzir melatonina;
Exercícios físicos ajudam, mas devem ser feitos pelo menos 1h30 antes de dormir;
Evite refeições pesadas antes de deitar e respeite o intervalo de duas horas entre a alimentação e o sono;
Use a cama apenas para dormir, fazer sexo ou ler um livro;
Evite cafeína após as 15h;
Realize atividades relaxantes, como banhos quentes ou chás calmantes;
Garanta um ambiente confortável e tranquilo, sem luzes fortes ou barulhos;
Evite o uso de telas e leituras estimulantes antes de dormir e não monitore o relógio durante a noite;
Para manter um ritmo de sono saudável, aproveite a luz natural nas primeiras horas da manhã, ajudando a regular o relógio biológico;
Mantenha a temperatura do ambiente entre 15ºC e 20ºC, com boa ventilação e roupas de cama confortáveis;
Controle a ingestão de líquidos para evitar acordar com sede ou para ir ao banheiro;
Cochilos curtos de 10 a 20 minutos após o almoço trazem benefícios, mas evite se tiver dificuldades para dormir à noite;
Evite o consumo de álcool, que interfere na qualidade do sono, impedindo que você alcance os estágios mais profundos do descanso.
O machismo é um dos fatores que impede o autoconhecimento da mulher Imagem: iStock
Se masturbar é saudável e natural. Porém, e não se masturbar: é sinal de problema? A resposta mais simples é “não”. Mas você já se perguntou o motivo de não curtir?
“Eu nunca tentei me masturbar. Tenho a impressão de que não vai ter graça alguma, pois sou eu fazendo. Já tentei enquanto tomava banho, mas não vejo graça no prazer sozinha”, conta a publicitária Raquel, 28 anos, que prefere não revelar o sobrenome. “Fico com tesão se penso em algumas coisas, mas aí me dá vontade de ver meu namorado e transar. Gostamos muito de experimentar coisas novas e gozo sem problema na transa”, conta.
A projetista Tânia, de 25, conta que nunca sentiu necessidade de se masturbar. “Uma vez, por chamada de vídeo, eu já gozei me masturbando para o meu atual namorado. A gente estava conversando e ele pediu para eu me tocar. Eu fiz e, ao ver ele tendo prazer, fiquei excitada. Gozei, mas não teve graça”, conta ela. “Não é tão gostoso quanto quando ele faz. É como tentar ter cócegas sozinha”.
Assim como Raquel e Tânia, há outras mulheres que nunca se masturbaram ou, se o fizeram, não sentem o mesmo prazer do sexo. As razões são variadas, como achar que a maneira correta de ter prazer é com o parceiro e acreditar que é o outro é quem deve proporcionar essa experiência. Baixa autoestima e insatisfações com o corpo também podem fazer com que muitas de nós evitamos nos tocar.
Se masturbar também é compreender que para ter prazer na relação sexual é preciso certa dose de egoísmo, quer dizer, se colocar em primeiro lugar e controlar os movimentos em benefício próprio. Portanto, o ato é um desafio para quem tende a pensar mais no parceiro, em como ele está se sentindo e de que forma consegue agradá-lo mais. Preferir dar a receber é um obstáculo.
A masturbação sozinha, contudo, tem um papel importante na sexualidade individual e do casal. Ao fazer isso, aprende-se muito sobre o próprio corpo, reações e estímulos sexuais que funcionam. Você consegue se satisfazer sozinha, sem ter que passar pelo ritual de preliminares e envolvimento com o outro – pode gozar, virar para o lado e dormir. De quebra, se torna apta a guiar lindamente o parceiro na hora da transa. A masturbação, portanto, é uma forma de se empoderar sexualmente.
Sempre o machismo
Ainda somos criadas em uma cultura que superestimula a sexualidade masculina e reprime a feminina, com frases para meninas pequenas como ‘tira a mão daí, é feio, é sujo’ ou ‘fecha as pernas’. Crescemos com uma visão negativa das nossas partes íntimas e também da sexualidade. Como consequência, algumas de nós sentem que são pervertidas por se tocar — o que pode bloquear o prazer, já que o cérebro tende a nos proteger do que consideramos negativo.
Se, na hora da masturbação, pensamos em algo que não é erótico e ainda é negativo, fica difícil sentir algo. Sexo e prazer são sensações, afinal.
Se você chegou até aqui, talvez esteja interessada em transformar a sua relação com a masturbação. Por isso, conversamos com especialistas que sugerem algumas abordagens. Vem ver!
Se olhar no espelho
Experimente deitar na cama ou se acomodar em outro lugar confortável, tirar a calcinha e colocar um espelho em frente à vagina. Descubra onde fica cada parte: pequenos lábios, grandes lábios, clitóris, prepúcio, entrada da vagina e ânus. Passe a mão e sinta a espessura e sensibilidade de cada região.
Começar a se tocar
O seu grande aliado será o clitóris, uma protuberância mais sensível devido a mais de 8 mil terminações nervosas. Faça movimentos circulares em torno dele. Ao tocá-lo diretamente vá devagar, se apertar muito pode se incomodar. Experimente toques, intensidades e velocidades diferentes. Você pode usar os dedos para penetrar a vagina ao mesmo tempo que toca o clitóris. E também provar o toque indireto, por cima da calcinha. Pode roçar em um travesseiro ou usar vibradores ou sugadores.
Não precisa tirar toda a roupa
É um momento para você se sentir bem e não vulnerável. Por isso, se ficar mais confortável de roupa, só com a calça abaixada ou vestida com lingerie nova e provocante, mande ver. Também pode ser embaixo da coberta, no escuro ou com uma iluminação baixa. Com o tempo, a tendência é que você se sinta cada vez mais confortável nessa situação, mas não há razão para pressa.
Escolha o ambiente ideal
Se você não mora sozinha, pode ser difícil encontrar total privacidade para se tocar. No entanto, ela é importante, porque é muito difícil relaxar e se desligar do externo quando se está pensando que alguém pode abrir a porta a qualquer momento. Na impossibilidade de fazer isso no quarto, com uma música relaxante de fundo, experimente no banheiro, antes ou depois de tomar banho.
Preparação mental
O pensamento é muito importante no prazer, por isso, se esforce para se concentrar em fantasias eróticas que aumentarão a sua excitação. Tente lembrar de algum momento em que sentiu tesão, de uma transa gostosa, de um conto erótico que leu ou até mesmo de um pornô que assistiu.
Paciência faz parte
Se tocar um pouco e parar, geralmente, não adianta. O desejo e a excitação aumentam conforme você dedica um tempo ao toque, não só alguns segundos ou minutos. E aqui a prática também leva a perfeição. Somente você poderá saber qual é a melhor maneira, o melhor toque e o melhor lugar para estimular. Esse conhecimento, contudo, virá com a prática contínua.
Ajuda do parceiro
Seu par pode ser cúmplice nessa jornada de autoconhecimento, tanto incentivando você a se tocar, como te masturbando na hora da transa para que perceba onde sente prazer. Alguns também gostam de ver a parceira se tocar e pode colocar a própria mão sobre a delas e guiá-las até que se sintam
Fontes: Edson Lago, psicólogo; Marcia Oliveira, fisioterapeuta sexual; e Paula Napolitano, psicóloga clínica e terapeuta sexual
O ronco é um som incômodo que ocorre quando o fluxo de ar através da boca e do nariz é parcialmente obstruído durante o sono. Este fenômeno pode interferir na qualidade do descanso, tanto para quem ronca quanto para quem compartilha a cama. O ruído resulta de vibrações nos tecidos da garganta, que pode ser agravado por diferentes fatores, incluindo a postura, condições de saúde e hábitos de vida.
A presença do ronco pode indicar problemas maiores de saúde, como a apneia do sono, uma condição em que a respiração é interrompida de forma breve e repetitiva durante o sono. Além disso, pode levar a um sono fragmentado, resultando em cansaço e irritação durante o dia. É crucial entender as causas para tomar medidas eficazes em sua redução.
Quais Estratégias Alimentares Podem Ajudar a Reduzir o Ronco?
Créditos: depositphotos.com / AndrewLozovyi
Alterar alguns aspectos da dieta pode ser uma forma eficaz de reduzir o ronco. Alimentos ou bebidas consumidos antes de dormir têm papel significativo no relaxamento dos músculos da garganta. Por exemplo, evitar refeições pesadas ou alimentos gordurosos à noite é recomendado. Estes alimentos podem relaxar os músculos da garganta, aumentando o risco de ronco.
Além disso, a ingestão de bebidas alcoólicas deve ser limitada, especialmente nas horas que antecedem o sono. O álcool tem efeito relaxante sobre os músculos da garganta, potencializando o ronco. Outro aliado na alimentação é o mel, conhecido por suas propriedades anti-inflamatórias e calmantes, que podem auxiliar na redução do ronco.
Como o Mel Pode Auxiliar na Redução do Ronco?
O mel atua como um remédio natural, proporcionando alívio das irritações nas vias respiratórias. Isso se deve às suas propriedades anti-inflamatórias, que ajudam a acalmar os tecidos da garganta, reduzindo as vibrações que causam o ronco. Consumir uma colher de mel antes de dormir pode revestir a garganta, facilitando respirações mais suaves e menos obstruídas.
Integrar o mel à sua rotina noturna pode ser feito de forma simples. Adicioná-lo a uma xícara de chá morno ou tomar uma colher pura antes de dormir são métodos eficazes. Além de acalmar a garganta, essa prática contribui para uma rotina relaxante antes de dormir, embasando assim um sono mais tranquilo.
Outras Práticas para Combater o problema
Embora o mel seja útil, é importante lembrar que o ronco pode ter diversas causas, requerendo uma abordagem abrangente. Para indivíduos com sobrepeso, por exemplo, a perda de peso pode aliviar a pressão sobre as vias aéreas. Evitar fumar também é crucial, uma vez que o tabagismo irrita as membranas nasais e da garganta, contribuindo para o ronco.
Mudanças na posição de dormir podem ser consideradas. Dormir de lado em vez de costas pode evitar que a base da língua e o palato mole colapsem contra a parte posterior da garganta, provocando o ronco. Usar um umidificador para manter o ar do quarto úmido pode também reduzir a irritação nasal. Caso essas mudanças não resultem em melhora, é recomendável procurar ajuda médica para investigar possíveis condições subjacentes, como a apneia do sono.
A sigla LAT significa “living apart together”, ou seja, um casal que está junto, mas que mora em casas separadas
Já ouviu aquele ditado “quem casa, quer casa”? Uma nova forma de relacionamento está crescendo na Europa e tem contrariado esse ditado popular. Trata-se do casal LAT (living apart together), em português, algo como vivendo juntos, mas em casas separadas.
O modelo de relacionamento romântico é liderado por mulheres mais velhas que, de acordo com a revista Brides, priorizam uma liberdade recém-descoberta.
De acordo com a psicóloga especializada em relacionamentos Eudiléia Marcelino, esse formato pode ser uma boa opção de relacionamento para casais que não lidam bem com a rotina ou se sentem sufocados pelo contato excessivo com o outro.
“Uma das principais vantagens é que ele pode facilitar o equilíbrio entre o espaço individual e o espaço conjugal, um dos desafios mais complexos da vida a dois”, comenta a especialista. “Também pode deixar a relação mais leve, pois elimina a necessidade de se adaptar o tempo todo às demandas do outro.”
De acordo com uma pesquisa publicada pelo National Library of Medicine, a maioria das pessoas em uniões LAT pretende viver juntas, mas estão separadas por razões práticas.
“O LAT é mais comum entre jovens, aqueles matriculados no ensino superior, pessoas com atitudes liberais, pessoas altamente educadas e aqueles que já coabitaram ou foram casados. Pessoas mais velhas e divorciadas ou viúvas também são mais propensas a escolher o LAT para manter a independência”, acrescentaram os pesquisadores na conclusão.
Vantagens e desvantagens
Mas nem tudo são flores, certo? A psicóloga Eudiléia Marcelino acrescenta que também há desvantagens. “Muitos casais acabam conflitando mais, pois morar em casas separadas pode aumentar a desconfiança e a insegurança se o casal não tem uma relação sólida”, diz.
“Outra queixa comum é a sensação de desamparo emocional, de não poder contar com o outro, como se a ausência física nos momentos difíceis no dia a dia reforçassem a sensação de abandono. Então, não é um modelo de relação para qualquer casal”, alerta Eudiléia.
O modelo é tido para especialistas como uma maneira de evitar o desgaste da relação e brigas que surgem com a convivência em excesso e com a rotina. Eudiléia, por sua vez, aponta que o modelo não deve ser visto como uma opção para salvar um relacionamento já em crise. “Na verdade, pelo contrário, pode aumentar as fissuras ao invés solucionar questões.”
Simbiossexualidade: conceito engloba pessoas que se sentem atraídas pelo relacionamento em si, e não pelos indivíduos que compõem aquela relação Imagem: iStock
Resumo da notícia
Estudo sobre simbiossexualidade revela atração pela dinâmica e sinergia em relacionamentos.
A pesquisa de Sally W. Johnston mostra que 40% dos entrevistados sentem atração por casais devido à energia compartilhada.
Mulheres bissexuais ou pansexuais destacam-se na simbiossexualidade. Saiba mais sobre esse fenômeno na notícia completa abaixo.
Estudo busca compreender a definição e a motivação por trás de uma nova forma de atração: a simbiossexualidade. Dentro do conceito, os indivíduos sentem atração pela dinâmica e pela sinergia existentes entre os membros de um relacionamento.
Como reconhecer a simbiossexualidade?
Fenômeno corresponde à “atração pela energia, multidimensionalidade e poder compartilhado entre as pessoas nos relacionamentos”. A simbiossexualidade é uma experiência individual de atração sexual e/ou romântica pela “sinergia” ou “terceira força” criada por um casal – também serve para trisais e outros formatos poliamorosos, já que estamos falando de como funciona essa parceria.
Conceito é diferente de sentir atração pelos indivíduos de um casal. Trata-se especificamente da atração pela dinâmica relacional que esse casal criou entre si. Ao invés de sentir atração pelas pessoas em si, na simbiossexualidade a pessoa é atraída pela relação que vê entre um casal.
Alguns temas foram levantados com frequência como motivos de atração. São eles:
a intimidade entre o casal;
a qualidade do relacionamento em quesitos como comunicação e carinho;
a aparência física do casal como unidade;
o potencial lúdico da relação;
e a diversidade de gênero no relacionamento.
De onde veio o termo?
Pesquisa sobre o tema levantou debate sobre a existência dessa forma de atração. Sally W. Johnston, responsável pelo estudo, se baseou nos dados da pesquisa The Pleasure Study de 2023 para se aprofundar no tema e chegar às conclusões publicadas na revista científica Archives of Sexual Behavior em abril deste ano. A especialista entrevistou adicionalmente dezenas de pessoas.
Sally faz parte do Departamento de Sexualidade Humana do Instituto de Estudos Integrais da Califórnia. A especialista tem ainda o cargo de professora adjunta da Universidade de Seattle, onde também se dedica a estudos sobre mulheres, gênero e sexualidade.
Embora inesperada ou desconhecida, a atração simbiossexual pode ser uma experiência potencialmente significativa Sally W. Johnston, responsável pelo estudo sobre o tema
Segundo Sally, sua análise comprova que muitas pessoas se identificam com a simbiossexualidade. Segundo a especialista, quase 40% dos entrevistados na The Pleasure Study relataram sentir atração por pessoas em um relacionamento, especificamente casais.
Pessoas que se identificam com o conceito de simbiossexualidade buscam se relacionar com casais suja sintonia é tão atraente quanto os indivíduos em si Imagem: Cottonbro Studio/Pexels
Quem sente mais?
Simbiossexualidade tem maior prevalência em um grupo específico da população. De acordo com os dados analisados por Sally, mulheres bissexuais ou pansexuais têm maior participação dentro do fenômeno. O termo unicórnio é citado pela especialista como bastante presente nos indivíduos que se identificam com a simbiossexualidade. Usado principalmente em comunidades não monogâmicas, o termo se refere a pessoas interessadas em se envolver com casais heterossexuais.
Definição é diferente de outros termos já conhecidos. A atração pelo relacionamento em si ou pela energia compartilhada entre as pessoas deste relacionamento diferencia a simbiossexualidade das plurissexualidades, como a bissexualidade ou a pansexualidade, que são definidas como atrações por mais de um gênero ou atrações por todos os gêneros.
Conceito ainda é pouco estudado e discutido. “A falta de reconhecimento e validação desta atração, inclusive na comunidade poliamorosa, pode estar impactando negativamente aqueles que vivenciam atração simbiossexual”, diz Sally em seu estudo.Continua após a publicidade
Especialista busca propagar o conhecimento para combater o preconceito contra a simbiossexualidade. De acordo com Sally, pessoas que se enquadram no conceito podem sofrer discriminação até mesmo nos locais onde buscam apoio e informação. “Estas descobertas revelam informações importantes sobre a existência e a natureza da atração simbiossexual que desafiam a invisibilidade, a invalidação, o estigma e a discriminação” sobre o tema.
Discussão sobre o conceito amplia conhecimento sobre novas formas de desejo e de relacionamento entre as pessoas. Para Sally, estudar a simbiossexualidade “ultrapassa os limites dos conceitos de desejo e orientação sexual” até então conhecidos e difundidos em todo o mundo. De acordo com a especialista, a continuidade dos estudos sobre o tema é fundamental para entender como as pessoas encaram o termo e como a definição de simbiossexualidade ressoa em suas vidas.
São necessárias mais pesquisas sobre como as pessoas dão sentido às suas experiências de atração por pessoas em relacionamentos no contexto da sua orientação sexual e das informações socioculturais que receberam sobre sexualidade Sally W. Johnston
Após a ejaculação e entre o sexo vaginal e o anal são alguns dos momentos que a troca do preservativo deve acontecer
Quando o assunto é sexo, não tem como não falar do uso do preservativo. A camisinha é essencial em qualquer relação íntima. Além de evitar uma possível gravidez indesejada, também diminui as chances de contrair alguma Infecção Sexualmente Transmissível (ISTs).
Mesmo assim, é comum, não só no início da vida sexual, que apareçam dúvidas sobre o momento certo de trocar o preservativo. Depois que ejacula? Entre o sexo vaginal e anal? Além disso, há quem se questione se deve trocar o preservativo após relações sexuais mais longas.
Segundo a ginecologista Marela Brito, é essencial trocar a camisinha durante o sexo em determinadas situações para garantir a máxima eficácia na prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e evitar a gravidez indesejada.
“Além disso, se a camisinha for usada por longos períodos, ela pode perder a elasticidade, comprometendo sua integridade.”
“A camisinha deve ser substituída após a ejaculação ou se você mudar de prática sexual, por exemplo, de sexo vaginal para sexo anal. Cada prática sexual pode ter diferentes níveis de fricção e risco de rompimento, então, para garantir a proteção, é fundamental usar uma camisinha nova para cada tipo de relação sexual”, acrescenta.
A camisinha tende a perder suas funcionalidades em longas sessões por conta do atrito prolongado
De olho no relógio
Apesar da necessidade de trocar o preservativo, a médica explica que não existe um tempo exato. No entanto, vale lembrar que a camisinha tende a perder suas funcionalidades em longas sessões por conta do atrito prolongado — e pode romper.
Os riscos de rompimento após longas durações é ainda mais forte em camisinhas ultrafinas feitas de látex.
Após a ejaculação
Marcela aponta que após a ejaculação, o preservativo pode se tornar menos seguro devido ao acúmulo de sêmen e à diminuição da ereção, o que aumenta o risco de vazamentos. “Portanto, o melhor momento para trocar a camisinha é imediatamente após esses eventos, antes de continuar a relação sexual.’
Por isso, a ginecologista acrescenta que não é recomendado continuar usando a mesma camisinha após a ejaculação. “Além disso, o contato prolongado com o sêmen pode comprometer o material da camisinha, tornando-a menos eficaz. É importante retirar a camisinha logo após a ejaculação, descartá-la de forma segura, e, se quiser continuar a relação sexual, colocar uma nova camisinha”, orienta.
Camisinha feminina
As regras também valem para as camisinhas femininas. “Embora sejam projetadas para cobrir uma área maior, oferecendo proteção tanto para a vulva quanto para a parte interna da vagina ou do ânus, elas ainda podem se deslocar ou alterar sua posição durante a relação”, finaliza.
Com a chegada do inverno, cresce o desejo de ter alguém para dividir as cobertas, mas também aumenta a vontade de se aventurar fora do casamento para muitos. Dados revelaram que, durante este período, há um aumento na busca por relacionamentos extraconjugais e infidelidade, com Brasília liderando o ranking da não-monogamia no inverno brasileiro.
O ranking, intitulado “CEP Novo: As cidades do Brasil que contam com mais pessoas desejando fazer uma rota diferente”, analisou inscrições em uma plataforma digital voltada para relacionamentos entre 20 de junho e 22 de setembro de 2023. A análise foi feita com base per capita para determinar as cidades com maior índice de procura por relacionamentos extraconjugais durante o inverno.
Brasília e a Infidelidade
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Brasília está no topo da lista, seguida por Curitiba e Porto Alegre. Goiânia e São Paulo completam o top 5. Essa tendência revela um comportamento sazonal significativo, com um aumento notável de buscas por relações extraconjugais durante os meses mais frios do ano.
O ranking apresentou algumas mudanças significativas em comparação ao inverno anterior. Brasília se manteve no topo dos casos de infidelidade em ambas as listas, mas houve alterações nas posições seguintes. Curitiba e Porto Alegre subiram para o segundo e terceiro lugar, respectivamente. Goiânia, que era vice-líder, caiu para a quarta posição, enquanto São Paulo passou da terceira para a quinta colocação.
Ranking Brasileiro de Infidelidade no Inverno
Brasília
Curitiba
Porto Alegre
Goiânia
São Paulo
A lista também destaca a diversidade regional das cidades que aparecem no ranking. Apesar de São Paulo se consolidar como um dos polos da não-monogamia no Brasil, com cinco cidades presentes na lista, os dados mostram municípios de todas as regiões do país – três do Centro-Oeste, dois do Sul, sete do Sudeste, um do Norte e sete do Nordeste.
Mas por que isso acontece? Especialistas sugerem que o frio dos meses de junho a setembro pode aumentar a busca por companhia e, consequentemente, por novas aventuras amorosas. A necessidade de calor humano e de novas experiências pode ser mais intensificada durante este período, levando à maior incidência de infidelidade.
Fatores Contribuintes para a traições no Inverno:
Solidão: No inverno, as pessoas tendem a se sentir mais solitárias e buscam companhia fora do casamento.
Conforto: A procura pelo calor humano pode motivar relações extraconjugais.
Curiosidade: A monotonia do dia a dia pode levar a busca de novas experiências.
Traições no Contexto Brasileiro
Este fenômeno não é exclusivo ao Brasil, mas a visibilidade dessas estatísticas tem revelado muito sobre o comportamento social em diferentes cidades. Com isso, surgem debates sobre os valores e a moralidade nas relações amorosas, especialmente em um país tão diversificado culturalmente como o Brasil.
Em suma, a infidelidade no inverno é um dado curioso e relevante para entender as dinâmicas amorosas e emocionais no Brasil, especialmente em cidades como Brasília, Curitiba e Porto Alegre, que se destacaram neste ranking. As pessoas que se interessam por este tipo de análise encontrarão nos dados uma reflexão sobre comportamento e relações humanas em diferentes climas e contextos sociais.
A geração Z está enfrentando desafios significativos em relação ao custo de vida elevado. Um novo estudo realizado pelo Bank of America nos Estados Unidos revelou que os jovens nascidos entre 1997 e 2012 estão lutando para conciliar suas despesas com seus rendimentos. O problema é especialmente agudo nas grandes cidades, onde o alto custo de vida exerce grande pressão sobre suas finanças.
De acordo com o relatório, mais da metade dos entrevistados da geração Z declarou que seus rendimentos não são suficientes para viver a vida desejada. Em vez de se mudarem para áreas mais baratas, muitos escolhem depender financeiramente dos pais, principalmente para cobrir despesas fundamentais como aluguel e alimentação.
Geração Z e o alto custo de vida
Conforme o levantamento, quase metade dos jovens entre 18 e 27 anos depende do apoio financeiro familiar para manter o estilo de vida atual. Dentre esses, 54% não pagam nada por seus custos de moradia graças à ajuda dos pais. Essa dependência econômica reflete a dificuldade de equilibrar rendimentos e despesas.
Outro ponto destacado é que, para aqueles que não recebem ajuda dos pais, pelo menos um terço do salário é destinado aos custos de moradia. Ao invés de buscar alternativas como morar em áreas suburbanas, muitos jovens estão repensando e ajustando seu estilo de vida e hábitos de consumo.
Quais são as estratégias da Geração Z para lidar com as finanças?
Os jovens da geração Z que precisam arcar sozinhos com seus custos têm adotado várias estratégias para economizar. Aqui estão algumas das ações mais comuns identificadas pelo estudo:
Reduzir gastos com jantares fora de casa.
Realizar compras em supermercados mais baratos.
Recusar convites para sair com amigos.
Essa mudança de comportamento reflete uma maior consciência sobre a necessidade de controle financeiro. Mais de um terço dos jovens se sente à vontade em admitir que não pode arcar com determinados gastos, enquanto 63% afirmam não sentir pressão dos amigos para gastar mais do que podem.
Por que grandes cidades não valem mais a pena?
Tradicionalmente, os jovens ambiciosos se mudavam para grandes cidades em busca de carreiras promissoras. No entanto, essa tendência está mudando. O alto custo de vida em metrópoles como Nova York tem desanimado muitos, que agora consideram cidades menores como uma melhor opção para alcançar o sucesso financeiro.
Estudos indicam que os custos exorbitantes de cidades grandes, juntamente com a intensa competição por empregos, tornam essas áreas menos atraentes. Como alternativa, cidades menores oferecem um custo de vida mais acessível e melhores oportunidades de emprego.
Cidades menores podem ser a solução
Embora os salários nas grandes cidades sejam tipicamente mais altos, frequentemente esses ganhos não compensam o custo elevado de moradia e outras despesas. Pesquisas mostram que jovens profissionais têm maior probabilidade de encontrar emprego e economizar em cidades menores.
Por exemplo, um jovem da geração Z poderia ganhar mais de US$ 58 mil por ano na área da Baía de São Francisco. No entanto, em cidades menores como Raleigh, com salários um pouco menores, as chances de emprego são bem maiores, tornando essas localidades uma escolha estratégica.
Esse movimento em direção a cidades menores pode representar uma nova forma de adaptação da geração Z às realidades econômicas. É uma reflexão sobre como essa geração está redesenhando suas expectativas e estratégias de sobrevivência financeira para alcançar seus objetivos de longo prazo.
A intuição é uma habilidade valiosa. Ela pode ser descrita como a capacidade de compreender ou saber algo de forma imediata, sem a necessidade de raciocínio consciente. Muitas vezes, é vista como um “sexto sentido” que nos ajuda a tomar decisões rápidas e assertivas, resolver problemas complexos e conectar-nos com nossa sabedoria interior.
A seguir, veja cinco maneiras de desenvolvê-la:
1. Tenha experiências
A força das nossas intuições dependerá da quantidade das nossas experiências. A mente inconsciente percorre seu conhecimento armazenado para encontrar a melhor resposta para os nossos problemas, sem que nós relembremos conscientemente as memórias exatas que alimentam essas sensações.
“Se você for um especialista, conhecerá todas as idiossincrasias que podem fazer com que um candidato seja bom para o cargo, mesmo que seja difícil descrevê-las com palavras”, afirma Vinod Vincent, professor da Universidade Estadual Clayton, na Geórgia (EUA), e autor de estudo sobre assunto.
2. Não pense demais
O poder da tomada de decisões intuitiva pode ser especialmente importante quando estamos processando uma grande quantidade de informações complexas e difíceis de lembrar com precisão. Nesses casos, pode haver benefício em deixar nosso cérebro vaguear por outra atividade não relacionada, enquanto a mente inconsciente remói as informações e toma a decisão por nós.
3. Conheça a si mesmo
Segundo as pesquisas mais recentes, a qualidade da intuição de uma pessoa pode depender da sua inteligência emocional, a IE, geral. Quando aprendemos a aumentar nossa IE, podemos fortalecer nossa tomada de decisões intuitiva.
Os psicólogos determinam a IE utilizando uma série de questões que medem, por exemplo, a capacidade das pessoas de identificar as emoções expressas nos rostos dos demais e prever as mudanças de humor de outra pessoa, conforme as circunstâncias.
4. Analise o que sente
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Para sintonizar sua intuição, você poderá primeiro tentar entrar em contato com suas emoções de forma mais geral, questionando cuidadosamente o que está sentindo e quais as fontes daquele estado de espírito. Com o passar do tempo, você poderá achar mais fácil distinguir quando está recebendo um sinal preciso e genuíno. As suas intuições nunca serão totalmente à prova de falhas, mas a prática pode fazer com que elas se tornem um guia importante.
5. Anteveja suas decisões
O psicólogo norte-americano Gary Klein, autor de vários livros sobre tomada de decisão, como “O Poder da Intuição”, é conhecido por um método de avaliação de risco bastante utilizado em empresas, chamado “post-mortem”.
Ele propõe que, após decidir por um projeto ou uma ação, os envolvidos façam um exercício mental de visualização, como se estivessem diante de uma bola de cristal. O objetivo é prever possíveis riscos que não foram levados em consideração antes, quando se está empolgado com alguma ideia.
Intuição não é o mesmo que impulso
A tal da intuição, ou “feeling”, até pode ter uma explicação sobrenatural para alguns, mas, segundo os psicólogos, ela nada mais é que um conjunto de pensamentos acessados de maneira inconsciente.
É como um caminho não racional para o conhecimento que você acumulou ao longo das suas experiências de vida. “Mas é preciso diferenciar a intuição do comportamento impulsivo”, alerta a psicóloga clínica Nina Taboada, especialista em psicologia cognitivo-comportamental.
Como fazer isso? A psicóloga tem duas dicas:
A primeira é que você precisa estar com a cabeça no momento presente, um estado que é chamado de atenção plena (ou “mindfulness”). Se você tomou a decisão só para se livrar daquilo logo, porque tinha vários outros problemas para resolver, é possível que tenha decidido por impulso.
O segundo e principal conselho dela: “A intuição é serena”. É uma certeza que gera tranquilidade.
Para entender a diferença entre casais felizes e infelizes, os pesquisadores John Gottman e Robert Levenson, dois dos maiores especialistas em relacionamentos do mundo, começaram a fazer estudos longitudinais de casais nos anos 1970.
Eles pediam aos pares que resolvessem um conflito de relacionamento em 15 minutos, gravavam e depois se sentavam e assistiam. Nove anos depois, eles estavam certos. Ambos foram capazes de prever quais casais ficariam juntos e quais se divorciariam com mais de 90% de precisão.
A descoberta deles foi algo simples. A diferença entre casais felizes e infelizes é o equilíbrio entre interações positivas e negativas durante o conflito. Há uma proporção muito específica que faz a relação durar.
Essa “proporção mágica” é de 5 para 1. Isso significa que para cada interação negativa na relação, é necessário haver cinco interações positivas para manter o vínculo forte e satisfatório.
Por trás da proporção 5:1
De acordo com essa teoria, casais felizes frequentemente se envolvem em interações positivas, superando as negativas. Essas interações positivas podem se manifestar por meio de pequenos gestos cotidianos, como dizer palavras de incentivo, ser grato, educado, atencioso ou compartilhar momentos de diversão.
Tais experiências positivas são fundamentais para nutrir um relacionamento saudável. Elas não apenas atenuam os efeitos dos conflitos inevitáveis, mas também demonstram ao parceiro que ele é valorizado e amado. A constância dessas ações positivas cria um ambiente de segurança e apoio mútuo, fortalecendo ainda mais o vínculo entre o casal.
Em contrapartida, casais infelizes frequentemente reduzem suas interações positivas para compensar o aumento da negatividade. Quando a proporção de interações positivas para negativas durante um conflito é de 1 para 1 ou menos, isso sinaliza um relacionamento pouco saudável e pode sinalizar que o casal está próximo de se divorciar.
Resultados no longo prazo
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No longo prazo, a proporção 5:1 pode resultar em muitos benefícios para o relacionamento. Quando aplicada, essa dinâmica fortalece o vínculo emocional e contribui para a satisfação e resiliência do casal. É como um investimento contínuo na relação, garantindo que os pontos positivos se sobressaiam.
Embora não seja possível evitar completamente as interações negativas, a maneira como lidamos com elas faz toda a diferença. Faça um esforço consciente para reduzir sua frequência e, ao mesmo tempo, aumentar os momentos positivos. Aqui estão algumas dicas para enfrentar conflitos de forma construtiva:
Comunique-se abertamente;
Pratique a escuta ativa;
Não se prolongue em discussões;
Encontrem soluções juntos;Continua após a publicidade
Reforce o amor e o apoio mútuo.
No Brasil, especialistas concordam
“Relacionamentos duradouros podem ser maravilhosos. A gente precisa só de manutenção”, diz Marcela Benati, psicóloga, sexóloga e especialista em casais.
Para a especialista, em relacionamentos duradouros é necessário manter o cuidado que muitas vezes acaba se perdendo na rotina. “Quanto mais tempo juntos, mais distantes acabamos ficando, não dá para esperar espontaneidade, tanto na questão da libido quanto na questão do bem-estar, do relacionamento como um todo. A gente precisa ter gravado na agenda um período para namorar”, afirma.
A psicóloga conta que é casada há anos e que todos os sábados, até o meio-dia, são reservados para que ela e o marido façam algum programa especial. “A única regra é ser leve: ficar na cama até mais tarde, ir tomar um café da manhã, a única coisa é que precisa ser leve”, diz.
Benati também explica sobre o que caracteriza relações saudáveis e como diferenciá-las de relações tóxicas ou abusivas. “É necessário ter em mente que todo mundo tem um pouquinho de toxicidade, então é preciso se autovigiar sobre isso. Quando a gente não está bem, a tendência é derramar no outro o que estamos sentindo”, afirma.
Segundo ela, um relacionamento às vezes passa por esse período de mais brigas e estranhamento, mas é problemático quando a vontade do outro sempre prevalece, quando tem chantagem emocional ou gritos.