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Pesquisadores da Universidade de Oxford quebram barreiras da computação quântica com teletransporte de partículas entre processadores
Cientistas da Universidade de Oxford anunciaram em um artigo publicado em 5 de fevereiro na revista Nature que conseguiram teletransportar partículas entre processadores quânticos distantes um do outro, documentando de forma inédita o teletransporte de partículas quânticas.
As partículas quânticas são menores que o átomo e possuem regras de funcionamento diferente das da matéria em maior escala. Neste mundo infinitamente pequeno, é possível, inclusive, que a luz teletransporte informações, se comportando, quando convém, como um sólido.
Há alguns anos a física e a computação têm trabalhado com supercomputadores quânticos para aproveitar a capacidade das pequenas partículas e fazer o transporte imediato delas, o que pode revolucionar a ciência da informação e transformar a capacidade de processamento de computadores quânticos.
Os computadores funcionam com portas lógicas, componentes que manipulam bits para processar informações e realizar operações. Na computação quântica, essas portas podem realizar operações de processamento complexo de forma quase infinita.
O que os pesquisadores da Universidade de Oxford conseguiram fazer foi teletransportar a informação entre portas de sistemas que estavam fisicamente separados, com ambos operando em conjunto para a solução de problemas como se estivessem integrados em um mesmo espaço.
“Ao adaptar cuidadosamente essas interações, podemos executar portas quânticas lógicas — as operações fundamentais da computação quântica — entre qubits alojados em computadores quânticos separados. Essa inovação nos permite efetivamente ‘conectar’ processadores quânticos distintos em um único computador quântico”, explica o físico Dougal Main, líder do estudo.
O avanço envolve a criação de um sistema de computação quântica distribuída, ou seja, a interconexão de processadores quânticos em diferentes locais. A transmissão ocorre por fótons, de forma quase instantânea e sem perda de dados, possibilitando a criação de algoritmos quânticos de forma inédita.
Nesse processo, partículas em duas portas diferentes compartilham um mesmo estado independente da distância. Assim, a informação de um fóton pode ser transferida instantaneamente para outro fóton emaranhado, sem que o original precise percorrer o espaço.
A pesquisa apresenta uma solução para um dos maiores desafios da computação quântica: a escalabilidade. Tradicionalmente, aumentar a capacidade de um computador quântico exigiria juntar milhões de qubits em um único dispositivo, o que se mostra inviável em termos de tamanho e controle das interações. Agora, é possível conectar pequenos módulos quânticos separados no espaço, abrindo caminho para redes quânticas maiores e mais complexas.
O conceito é análogo ao funcionamento de supercomputadores, que utilizam múltiplos processadores para realizar tarefas complexas. No caso da computação quântica, a conexão entre os módulos é feita por uma rede fotônica, que utiliza a luz para transportar informações. O processo permite que os módulos sejam atualizados ou modificados sem comprometer o funcionamento da rede como um todo.
Esse tipo de teletransporte não apenas supera a limitação de distância, mas também facilita a comunicação e processamento de dados em redes quânticas distribuídas. Na prática, é como anotar todas as informações de uma enciclopédia em uma única folha de papel e conseguir dobrá-la de forma que seja facilmente transportada e bem legível.
No estudo de Oxford, foram usados dois tipos de tecnologias quânticas: as partículas de luz (fótons) tiveram a capacidade única de transmitir informações por longas distâncias, e íons presos e controlados foram usados para armazenar grandes quantidades de dados.
O uso combinado de fótons e íons presos mostra que sistemas híbridos podem ser eficazes na implementação de redes quânticas. O desafio seguinte para os pesquisadores será melhorar a fidelidade dos processos, tornando a transferência de informações ainda mais precisa e robusta, sem interferências externas.
David Lucas, cientista-chefe do UK Quantum Computing and Simulation Hub, comentou sobre as implicações do estudo: “Nosso experimento demonstra que o processamento de informações quânticas distribuídas é viável com a tecnologia atual. No entanto, aumentar a escala dos computadores quânticos continua sendo um desafio técnico significativo”, afirma.
À medida que os cientistas avançam, eles buscam soluções para reduzir as taxas de erro nos processos de teletransporte e ampliar a capacidade das redes quânticas. Embora o sistema de Oxford já tenha atingido taxas de fidelidade de 86% na transferência de portas lógicas, o trabalho continua para que as operações quânticas se tornem ainda mais eficientes e os dados não se percam.
Em um futuro próximo, a computação quântica pode se tornar uma ferramenta essencial para resolver problemas complexos em tempo recorde, desde simulações de moléculas até a otimização de processos industriais. O impacto dessa tecnologia pode ser comparável ao que a internet trouxe para o mundo moderno, transformando indústrias inteiras e criando novas oportunidades de desenvolvimento.
Informações Metrópoles
Neste artigo, Phil Edwards, cientista sênior do Australian Telescope National Facility (CSIRO), conta os bastidores de projeto que utiliza ondas de rádio para buscar sinais de vida em outras galáxias.
Murriyang, o radiotelescópio Parkes do CSIRO abaixo da Via Láctea — Foto: Alex Cherney/CSIRO
Em fevereiro de 1995, uma pequena organização de pesquisa chamada Instituto SETI lançou o que, na época, era a busca mais abrangente por uma resposta para uma questão que intriga a humanidade há séculos: estamos sozinhos no universo?
Neste ano, completa-se o 30º aniversário das primeiras observações astronômicas realizadas para essa busca, nomeada Projeto Phoenix. As observações ocorreram no Observatório Parkes, em território Wiradjuri, no centro-oeste de Nova Gales do Sul, na Austrália – lar de um dos maiores radiotelescópios do mundo.
Mas o Projeto Phoenix teve sorte de sair do papel.
Três anos antes, a NASA havia iniciado um ambicioso programa de busca por inteligência extraterrestre (SETI), com duração prevista de uma década e um orçamento de US$ 100 milhões. No entanto, em 1993, o Congresso dos Estados Unidos cortou todo o financiamento devido ao crescente déficit orçamentário do país. Além disso, céticos no Congresso ridicularizaram a iniciativa como uma busca improvável por “homenzinhos verdes”.
Felizmente, o Instituto SETI conseguiu arrecadar doações privadas suficientes para reativar o projeto – e assim o Projeto Phoenix renasceu das cinzas.
Se existe vida em outro lugar do universo, é natural supor que tenha evoluído ao longo de milhões de anos em um planeta orbitando uma estrela de longa duração, semelhante ao nosso Sol. Por isso, as buscas do SETI geralmente miram as estrelas mais próximas com características parecidas com as do Sol, ouvindo sinais de rádio que podem estar sendo enviados intencionalmente para nós ou que sejam techno-assinaturas (ou techno-marcadores) – emissões de rádio produzidas por tecnologias de uma civilização avançada.
As techno-assinaturas se concentram em uma faixa específica de frequências e são geradas por tecnologias que uma civilização avançada, como a nossa, poderia usar.
Os astrônomos utilizam ondas de rádio porque elas podem atravessar nuvens de gás e poeira da nossa galáxia e viajar grandes distâncias sem exigir um nível excessivo de potência.
Murriyang, o radiotelescópio de 64 metros do Observatório Parkes, operado pela CSIRO, está em funcionamento desde 1961. Ele já contribuiu para diversas descobertas astronômicas e desempenhou um papel fundamental no rastreamento de missões espaciais – especialmente na transmissão das imagens da caminhada na Lua da Apollo 11.
Como o maior radiotelescópio de prato único do Hemisfério Sul, ele era a instalação ideal para buscar sinais em alvos do céu austral.
O plano do Projeto Phoenix era utilizar diversos grandes radiotelescópios ao redor do mundo, mas muitos deles estavam passando por atualizações. Assim, as primeiras observações começaram em Parkes.
No dia 2 de fevereiro de 1995, Murriyang apontou para uma estrela cuidadosamente escolhida, localizada a 49 anos-luz da Terra, na constelação de Fênix. Essa foi a primeira observação oficial do projeto.
O Projeto Phoenix foi liderado por Jill Tarter, uma renomada pesquisadora do SETI que passou muitas noites no observatório supervisionando as observações ao longo das 16 semanas dedicadas à busca. (A personagem de Jodie Foster no filme Contato, de 1998, foi amplamente inspirada nela.)
A equipe do Projeto Phoenix levou para Parkes um trailer repleto de computadores com tecnologia de ponta e telas sensíveis ao toque para processar os dados.
Houve interrupções inesperadas no início: mariposas Bogong, atraídas pela luz das telas, batiam contra os monitores com força suficiente para alterar as configurações.
Ao longo de 16 semanas, a equipe observou 209 estrelas usando Murriyang, analisando frequências entre 1.200 e 3.000 megahertz. Foram procurados sinais contínuos e pulsantes para maximizar as chances de encontrar uma transmissão extraterrestre genuína.
Radiotelescópios conseguem detectar emissões fracas vindas de objetos celestes distantes, mas também são sensíveis a ondas de rádio geradas na Terra – como sinais de celulares, conexões Bluetooth, radares de aeronaves e satélites GPS.
Essas interferências locais podem se parecer com os sinais que o SETI busca. Por isso, diferenciá-las é fundamental.
Para garantir essa distinção, o Projeto Phoenix utilizou um segundo radiotelescópio para verificar, de forma independente, qualquer sinal detectado. A CSIRO disponibilizou seu radiotelescópio Mopra, de 22 metros, localizado a cerca de 200 quilômetros ao norte de Parkes, para acompanhar possíveis candidatos em tempo real.
Durante o período de observação, a equipe detectou um total de 148.949 sinais em Parkes – cerca de 80% foram descartados imediatamente por serem claramente interferências locais. O restante, pouco mais de 18.000 sinais, foi verificado tanto em Parkes quanto em Mopra. Apenas 39 passaram por todos os testes iniciais e pareciam ser candidatos promissores a sinais extraterrestres. Mas, após uma análise mais detalhada, foram identificados como transmissões de satélites.
Como Jill Tarter resumiu em um artigo de 1997:
“Embora nenhuma evidência de um sinal de inteligência extraterrestre tenha sido encontrada, também não restaram sinais misteriosos ou inexplicáveis. A operação na Austrália foi um sucesso logístico e tecnológico.”
Jill Tarter na sala de controle do Parkes — Foto: CSIRO Radio Astronomy/Arquivo
Quando o Projeto Phoenix terminou, em 2004, o gerente do projeto, Peter Backus, concluiu que “vivemos em uma vizinhança tranquila”.
Mas os esforços para buscar vida alienígena continuam, agora com maior sensibilidade, abrangendo uma faixa mais ampla de frequências e mirando mais alvos.
O Breakthrough Listen, outro projeto financiado privadamente, começou em 2015 e voltou a utilizar o telescópio de Parkes, entre outros.
O Breakthrough Listen pretende examinar um milhão das estrelas mais próximas e as 100 galáxias mais próximas.
Em 2019, um sinal inesperado detectado em Parkes durante esse projeto foi analisado minuciosamente antes de ser identificado como mais um sinal gerado localmente.
A próxima geração de radiotelescópios trará um grande salto em sensibilidade, graças a uma maior área de captação, melhor resolução e capacidades avançadas de processamento.
Exemplos dessa nova geração incluem o telescópio SKA-Low, em construção na Austrália Ocidental, e o SKA-Mid, na África do Sul. Eles serão usados para responder a diversas questões astronômicas – incluindo a grande pergunta sobre a existência de vida além da Terra.
Como o pioneiro do SETI, Frank Drake, certa vez disse:
“A coisa mais fascinante e interessante que poderíamos encontrar no universo não é outro tipo de estrela ou galáxia… mas outro tipo de vida.”
Informações G1
Nascida com síndrome rara, paciente que recebeu órgão da irmã passa bem e pode sonhar ser mãe por meio de fertilização
O Hospital das Clínicas de São Paulo anunciou nesta semana que realizou o primeiro transplantede útero bem-sucedido entre pacientes vivas. O procedimento ocorreu no dia 17 de agosto, na capital paulista.
De acordo com o complexo hospitalar, vinculado à Universidade de São Paulo, uma mulher, que havia nascido sem útero em razão de uma síndrome rara, recebeu a parte do aparelho reprodutivo da própria irmã. Ela passa bem.
Conforme especialistas, o procedimento representa um avanço significativo da medicina reprodutiva. A Divisão de Ginecologia e o Serviço de Transplante de Fígado e Órgãos do Aparelho Digestivo do Hospital das Clínicas conduziram o transplante.
Segundo o responsável pelo procedimento cirúrgico, o médico Luiz Augusto Carneiro D’Albuquerque, a intervenção correu bem e sem imprevistos.
“As pacientes encontram-se em ótimo estado geral, mostrando recuperação completa e tendo a receptora apresentado ciclo menstrual pela primeira vez”.
A iniciativa foi uma parceria entre a instituição paulista e uma equipe médica sueca que tem como chefe Mats Brännström. O médico é precursor na realização de transplante uterino no mundo. Sua técnica permitiu, em 2014, o nascimento do primeiro bebê a partir de um útero transplantado.
A paciente que recebeu o útero em São Paulo continuará sendo acompanhada por uma equipe de Ginecologia do Hospital das Clínicas. Ela poderá realizar a primeira fertilização in vitro depois de seis meses completados em relação ao transplante uterino.
O diretor de Ginecologia do hospital, Edmund Baracat, afirma que o transplante é psicologicamente muito importante para mulheres que não possuem útero. Ressalta, contudo, que a indicação é restrita.
O especialista explica que o procedimento é inovador, complexo e de alto custo. “É preciso que a mulher tenha boas condições clínicas e que o casal possa gerar embriões saudáveis. Na fase pré-transplante, foram efetuadas a estimulação ovariana e a coleta dos óvulos da paciente, bem como do sêmen do marido, para a fertilização in vitro”.
Informações Revista Oeste
Formadas, arquivadas e descartadas pelo cérebro, em uma rede de neurônios extremamente complexa, as memórias são essenciais para ações desde a aprendizagem até a capacidade de criar vínculos afetivos.
Para entender como a memória é “guardada” dentro do cérebro, um dos mais complexos órgãos do corpo humano, é necessário pensá-lo como uma rede. Os locais exatos de armazenamento ainda são um mistério para os pesquisadores, mas alguns mecanismos principais são conhecidos da ciência.
Se a memória fosse uma universidade, o hipocampo [estrutura neurológica que participa fortemente nos processos de emoção, aprendizado e memória] seria a reitoria, que é responsável pelo gerenciamento das coisas.” Viviane Louro, neurocientista e professora da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco).
O hipocampo é uma pequena estrutura que gerencia as memórias. Mas as memórias em si ficam armazenadas em diferentes áreas do cérebro, incluindo o córtex (camada externa) e regiões mais profundas (subcórtex), dependendo do tipo de lembrança.
É o hipocampo quem “decide” o que é importante ser memorizado e onde essa informação irá ficar armazenada no cérebro.
“Além disso, a estrutura tem um papel muito importante na recuperação das memórias. Quando nos recordamos de algo, significa que foi o hipocampo que fez com que a informação armazenada voltasse e fosse lembrada, por isso dizemos que ele gerencia as memórias”, explica a professora.
Toda a atividade cerebral é fundamentada por uma figura-chave na arquitetura do cérebro, que é o neurônio.Continua após a publicidade
O que vai definir a capacidade de estocagem de informação é, primeiro, onde estão os neurônios. Depois, é a maneira com que os neurônios estão organizados e a quais outros neurônios estão interligados. Há também fatores genéticos que influenciam nessa arquitetura do cérebro e diferem, de forma individual, uma memória da outra ”Leonardo Cruz, neurologista e professor de clínica médica da Faculdade de Medicina da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).
O desenvolvimento do cérebro de uma pessoa começa na gestação, continua na infância e na adolescência e tem sua maturação biológica aos 22 anos.
Fatores externos influenciam, tais como escolaridade, contato social e estímulos musicais, esportivos e linguísticos. Todos funcionam como os traços que, aos poucos, formam um mapa único — sua memória, desenhada em um cérebro complexamente organizado por todas as suas experiências.
De curto prazo
Duram apenas de três a seis horas. Entre elas, existem os seguintes tipos:Continua após a publicidade
De longa duração
Podem durar dias, anos ou para o resto da vida. Entre elas, existem:
Informações UOL
Na última terça-feira (17), o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu abrir um inquérito para apurar as acusações de assédio contra o ex-ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida. O caso tramita sob sigilo na Corte, e os detalhes específicos das acusações ainda não foram divulgados ao público.
A Polícia Federal (PF) já havia enviado ao STF, na última quinta-feira (12), a apuração preliminar que realizou sobre o caso. A corporação pediu que a Corte avaliasse a competência para a investigação, visando evitar nulidades no processo judicial. A notícia-crime foi aberta pela PF no dia 5 de setembro, logo após a divulgação das acusações contra Almeida.
As acusações de assédio contra Silvio Almeida surgiram ainda quando ele ocupava o cargo de ministro dos Direitos Humanos. As denúncias vieram à tona durante uma noite polêmica e agitada no cenário político. No dia seguinte às acusações, Almeida foi demitido do cargo, intensificando as especulações e debates sobre o caso.
Silvio Almeida nega veementemente as denúncias de assédio feitas contra ele. Em suas declarações, ele afirmou que pretende provar sua inocência durante as investigações. A postura de Almeida tem sido de cooperação com as autoridades, mostrando-se disposto a colaborar de todas as formas possíveis para elucidar os fatos.
O impacto político das acusações de assédio contra Almeida é significativo. Ele é o sexto ministro a deixar o governo Lula em menos de dois anos, um fato que levanta questões sobre a estabilidade e a coesão do atual governo. As mudanças frequentes nos ministérios podem afetar a continuidade das políticas públicas e geram incertezas tanto para a administração quanto para a população.
A saída de Almeida não é um caso isolado. Outros ministros também deixaram seus cargos recentemente, o que reflete um momento de instabilidade no governo. Essa rotatividade pode ser causada por diversos fatores, desde divergências políticas internas até questões pessoais ou relacionadas a investigações judiciais.
A Polícia Federal tem atuado de forma diligente na condução das investigações. Depois de abrir a notícia-crime ainda no início de setembro, a PF tomou várias medidas para colher evidências e testemunhos. A decisão de encaminhar a apuração preliminar ao STF foi uma forma de garantir que todos os procedimentos legais sejam seguidos à risca, evitando futuras nulidades processuais.
Os próximos passos incluem a continuidade das investigações sob o comando do STF. Ainda há muitos detalhes a serem esclarecidos, e a expectativa é que o processo seja conduzido com rigor e transparência, garantindo o direito à defesa de Silvio Almeida e buscando a verdade dos fatos. A decisão final sobre a competência investigativa também será crucial para determinar o andamento e as próximas etapas do inquérito.
Esse caso certamente atrairá a atenção da sociedade e da imprensa, que acompanharão de perto os desdobramentos das investigações e as repercussões no cenário político brasileiro.
Informações TBN
Créditos: phakimata/DepositPhotos
Cientistas da Universidade de Fukui, no Japão, podem ter dado um passo importante na compreensão do autismo. Um estudo recente investigou a relação entre ácidos graxos no sangue do cordão umbilical e a condição do transtorno do espectro autista (TEA). Esta descoberta pode abrir novas portas para diagnósticos e tratamentos.
Nesta pesquisa, os pesquisadores focaram em ácidos graxos poli-insaturados (AGPI) presentes nas amostras de sangue do cordão umbilical de 200 crianças. A partir dessas análises, um composto específico foi destacado, o diHETrE, que parece ter “fortes implicações” na gravidade do TEA.
O estudo revelou que níveis elevados de diHETrE estavam associados a dificuldades em interações sociais, enquanto níveis mais baixos estavam relacionados a comportamentos repetitivos e restritivos em crianças. Essa correlação foi particularmente evidente em meninas, trazendo novas nuances ao estudo do autismo, que tradicionalmente se diz mais prevalente em meninos.
As amostras de sangue do cordão umbilical foram coletadas e preservadas imediatamente após o nascimento. Aos seis anos de idade, os sintomas de TEA dessas crianças foram avaliados com a ajuda de suas mães. Os resultados sugerem que medir os níveis de diHETrE logo após o nascimento pode ser uma ferramenta valiosa para prever o risco de uma criança desenvolver TEA.
Com base nos dados, os pesquisadores sugeriram algumas possibilidades inovadoras:
No entanto, é importante ressaltar que mais pesquisas são necessárias para confirmar essas hipóteses.
O transtorno do espectro autista é um grupo diversificado de condições relacionadas ao desenvolvimento do cérebro. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 1 em cada 100 crianças apresenta essa condição. As habilidades e necessidades das pessoas autistas variam significativamente e podem evoluir ao longo do tempo. Enquanto algumas conseguem viver de forma independente, outras necessitam de cuidados e suporte contínuos.
A descoberta de uma ligação entre o nível de diHETrE no sangue do cordão umbilical e o autismo pode revolucionar a forma como entendemos e abordamos o TEA. Se as hipóteses forem confirmadas por pesquisas futuras, teremos ferramentas melhores para diagnóstico precoce e talvez até estratégias preventivas durante a gravidez.
A equipe de pesquisadores publicou os resultados do estudo na revista científica Psychiatry and Clinical Neurosciences. Contudo, é evidente que ainda estamos no início dessa jornada e muitas perguntas ainda precisam ser respondidas.
Não se pode negar que este estudo abre novas portas para a compreensão do autismo. Vamos aguardar ansiosamente pelos próximos passos nessa pesquisa essencial.
Informações TBN
Alinhamento representa oportunidades para a astronomia. Além de auxiliar a calibrar instrumentos utilizados por astrônomos, a conjunção dos planetas pode impactar também o trabalho de naves espaciais. De acordo com o site norte-americano Astronomy, a missão Voyager 2, da Nasa (Agência Espacial dos EUA), aproveitou um raro alinhamento de quatro planetas no final da década de 1970 para explorar com sucesso o Sistema Solar.
Diferentes fatores são necessários para alinhar os planetas. Cada um deles tem sua própria velocidade de translação e distância em relação ao Sol. Por causa disso, alinhamentos com quatro planetas, como o que poderá ser visto no sábado, são considerados raros.
O fenômeno depende da translação de cada planeta envolvido. De acordo com a NASA, o intervalo depende do tempo em que cada planeta leva para completar uma volta ao Sol —a Terra, por exemplo, precisa de 365 dias para fazer esse movimento.
Procure um local com céu limpo e antes do nascer do sol. A melhor forma de ver os planetas alinhados é virando-se para a direção leste (onde nasce o Sol), sem obstáculos no horizonte. Aplicativos como Sky Tonight e Stellarium, utilizados para a visualização de estrelas, podem auxiliar a acompanhar o alinhamento, identificando os corpos celestes.
Para ter a visão mais nítida, é possível usar equipamentos especiais. Segundo Langhi, a observação do alinhamento de todos os astros juntos pode ser feita a olho nu, “pois eles estão espalhados no céu em um campo de visão bem amplo”. Porém o especialista dá uma dica: “se você tiver um binóculo ou telescópio, basta apontar para cada astro separadamente para visualizá-lo com ampliação”.
Informações UOL
Os entusiastas da astronomia terão a oportunidade de observar um evento celestial neste fim de semana: o primeiro lunistício desde 2006. Durante esse fenômeno, a Lua nasce e se põe nos pontos mais ao norte e ao sul do horizonte, atingindo suas posições mais altas e baixas em um ciclo que dura 18,6 anos.
O lunistício ocorre quando as inclinações da Lua e da Terra atingem seu máximo. Neste fim de semana, ele coincidirá com o solstício de inverno no hemisfério sul e o solstício de verão no hemisfério norte. No dia 21, a Lua nascerá no ponto mais a nordeste do horizonte e se porá na posição mais a noroeste, permanecendo visível por mais tempo no céu.
É importante ressaltar que o fenômeno será visível apenas no Hemisfério Norte e variará de acordo com a localização e as condições do céu. Infelizmente, não será possível avistá-lo no Brasil. Um dos lugares mais apropriados para observar o lunistício será Stonehenge, no interior da Inglaterra.
Milhares de turistas são esperados no local para o solstício de verão e a sobreposição do lunistício. Cientistas investigam a possível conexão entre Stonehenge e a grande paralisação lunar. Alguns pesquisadores estudam a hipótese de que os construtores do monumento estavam cientes desse fenômeno e alinharam a Lua com a estrutura de pedra.
O ângulo de visão da Lua varia de acordo com a latitude do observador, portanto, o lunistício não será visível em todos os lugares neste fim de semana.
Essa paralisação lunar não é um evento de apenas uma noite e poderá ser observada em outros dias até o próximo ano.
Mas por que esse fenômeno acontece?
A trajetória da Lua apresenta uma inclinação diferente em relação ao plano da eclíptica, onde os planetas, planetas-anões e asteroides orbitam.
A Terra possui um eixo inclinado a 23,4 graus em relação a esse plano, o que resulta em uma inclinação da Lua de apenas 5,1 graus em relação à eclíptica.
Essa diferença faz com que os pontos de nascer e pôr da Lua variem em até 57 graus ao longo do ano. Quando a inclinação de ambos os corpos celestes atinge o máximo, ocorre a grande paralisação lunar, e a Lua alcança seus pontos mais extremos ao norte e ao sul do horizonte.
Informações TBN
Foto: Reprodução/O Povo.
Cientistas do Brasil estão na vanguarda de um projeto audacioso: recriar vírus da era neandertal em laboratório. As informações são da Revista Veja.
Assim como Arquimedes, o matemático e filósofo grego que se tornou um marco na ciência, Marcelo Briones, biólogo e professor da Unifesp, teve seu momento de iluminação científica. Sem a dramaticidade de correr nu pelas ruas, mas com a mesma intensidade de descoberta, Briones percebeu a possibilidade de rastrear as mais antigas infecções virais humanas durante uma aula aparentemente comum.
Com uma equipe multidisciplinar, incluindo a bióloga Renata Ferreira e o matemático Fernando Antonelli, Briones propôs um método para detectar vírus em DNA neandertal. Eles analisaram amostras de esqueletos russos, disponibilizadas pelo Instituto Max Planck, e se debruçaram sobre o que chamaram de “lata de lixo” de dados.
O Estudo
A pesquisa pioneira identificou três vírus em ossos neandertais de 50 mil anos: adenovírus, herpesvírus e papilomavírus, conhecidos por causar resfriado comum, herpes labial, verrugas genitais e até câncer. Essa descoberta pode ser a chave para desvendar um dos grandes enigmas paleolíticos: a extinção dos Neandertais.
O caminho até a publicação do estudo foi árduo, marcado por uma série de testes e seis revisões rigorosas. Apesar dos desafios e da percepção de um escrutínio mais intenso em pesquisas brasileiras, os resultados se mantiveram incontestáveis.
Desafios e Perspectivas
Ainda há muito a ser explorado. Uma teoria sugere que infecções virais podem ter comprometido a sobrevivência neandertal. Os dados de Briones apoiam essa hipótese, mas ainda não a confirmam definitivamente. A escassez de amostras neandertais e a degradação do material genético são obstáculos significativos.
Além disso, os vírus identificados não deixam marcas genéticas nos hospedeiros, o que dificulta a detecção ao longo do tempo. Segundo Paulo Eduardo Brandão, virologista da USP, analisar esses dados é comparável a montar um quebra-cabeça com peças de centenas de outros diferentes.
Os Próximos Passos
Os pesquisadores estão otimistas quanto ao futuro. Eles planejam aprofundar o conhecimento sobre a interação desses vírus com os neandertais e até recriá-los em laboratório. “Será como construir uma máquina do tempo”, diz Renata Ferreira, destacando o potencial de compreender não apenas o passado, mas o impacto atual dessas doenças.
A jornada científica está longe de terminar, mas a equipe celebra cada conquista. Briones compara a pesquisa no Brasil a um time local enfrentando um gigante europeu no futebol. E desta vez, o time local saiu vitorioso, marcando um ponto para a ciência nacional.
Informações TBN
Foto: Reprodução.
Recentemente, cientistas têm observado sinais de que os polos magnéticos da Terra estão em processo de inversão. Este fenômeno, conhecido como inversão geomagnética, é um evento natural onde o polo norte magnético se torna o polo sul magnético e vice-versa. Embora isso possa parecer uma catástrofe iminente, é importante entender o que realmente está acontecendo e quais podem ser as consequências.
Os polos magnéticos da Terra não são fixos; eles se movem ao longo do tempo devido às correntes de ferro líquido no núcleo externo do planeta. Este movimento é responsável pelo campo magnético da Terra, que protege o planeta dos raios cósmicos e das partículas carregadas do vento solar.
Historicamente, as inversões dos polos magnéticos ocorrem em intervalos irregulares, em média a cada 200.000 a 300.000 anos. No entanto, a última inversão completa ocorreu há cerca de 780.000 anos, conhecida como a Inversão Brunhes-Matuyama. Alguns cientistas acreditam que estamos atrasados para outra inversão.
Nos últimos séculos, os cientistas têm monitorado a posição do polo norte magnético, que atualmente se desloca cerca de 55 quilômetros por ano em direção à Sibéria. Esse movimento acelerado tem levantado preocupações sobre a iminência de uma inversão completa. Além disso, observações de diminuições na intensidade do campo magnético global sugerem que o campo pode estar se preparando para uma reversão.
Uma inversão geomagnética pode trazer várias consequências, tanto naturais quanto tecnológicas.
1. Navegação e Satélites: Os sistemas de navegação que dependem do campo magnético, como bússolas, precisariam de ajustes. Satélites e outros sistemas de comunicação que dependem do campo magnético para proteção contra a radiação espacial também poderiam ser afetados.
2. Aumento da Radiação: Com a diminuição temporária do campo magnético durante a inversão, a Terra pode ficar mais exposta a radiações solares e cósmicas. Isso poderia aumentar os riscos para astronautas e possivelmente causar falhas em redes elétricas e de comunicação.
3. Impacto na Vida Animal: Muitos animais, incluindo aves migratórias, tartarugas marinhas e algumas espécies de peixes, dependem do campo magnético para navegação. Uma inversão poderia desorientar essas espécies e afetar seus padrões migratórios.
Enquanto a ideia de uma inversão geomagnética pode parecer alarmante, é importante lembrar que este é um processo natural que a Terra já experimentou muitas vezes. Os cientistas continuam a monitorar o campo magnético da Terra e a pesquisar maneiras de mitigar os potenciais impactos. Tecnologias de navegação e comunicação estão sendo adaptadas para funcionar independentemente das mudanças no campo magnético.
Embora uma inversão geomagnética possa trazer desafios, a humanidade tem a capacidade de se adaptar. A ciência e a tecnologia estão em constante evolução para prever e lidar com esses eventos naturais. Portanto, enquanto observamos o fenômeno com interesse e cautela, podemos confiar na resiliência da Terra e na nossa capacidade de enfrentar as mudanças que ela nos apresenta.
Informações TBN