Equipe médica afirma que o tratamento do ex-presidente exigirá fisioterapia e cuidados contínuos

O ex-presidente Jair Bolsonaro: piora no quadro de saúde, segundo advogados | Foto: Reprodução/Instagram@jairbolsonaro
Em 8 anos, Bolsonaro já fez 14 intervenções cirúrgicas | Foto: Reprodução/Instagram@jairbolsonaro 

O médico ortopedista Alexandre Firmino Paniago afirmou, nesta segunda-feira, 4, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pode levar de seis a nove meses para se recuperar da recente cirurgia no ombro direito. O chefe da equipe medica deu a declaração em coletiva de imprensa em frente ao Hospital DF Star, em Brasília, onde o procedimento ocorreu.

Bolsonaro passou pela cirurgia na sexta-feira 1º. Segundo o médico, a equipe realizou o procedimento por artroscopia, dentro do esperado. Durante a operação, a equipe identificou lesões em dois tendões do ombro.

Além de corrigir essas lesões, os médicos fizeram um procedimento para reposicionar o tendão do bíceps, com o objetivo de melhorar a função e reduzir a dor. A equipe também realizou uma intervenção para aumentar o espaço na articulação do ombro e diminuir o atrito entre os tendões.

Paniago afirmou que a dor costuma ser intensa no pós-operatório, mas a equipe conseguiu controlá-la. Bolsonaro já começou a fisioterapia para o cotovelo e para a mão e deve permanecer com tipoia por cerca de seis semanas, antes de iniciar a reabilitação específica do ombro.

A alta de Bolsonaro

O ex-presidente recebeu alta hospitalar nesta segunda-feira. Ele deixou a unidade acompanhado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e seguiu para casa, em Brasília, onde continuará o tratamento.

Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Bolsonaro a 27 anos de prisão no julgamento da suposta trama golpista. Por decisão do ministro Alexandre de Moraes, o ex-presidente cumpre prisão domiciliar humanitária.

A decisão estabelece prisão domiciliar de forma temporária por razões de saúde, com prazo inicial de 90 dias, e impõe uma série de regras para sua manutenção, como o uso de tornozeleira eletrônica, visitas restritas e monitoramento por agentes da Polícia Federal.

A recuperação do procedimento cirúrgico pode levar mais tempo e, eventualmente, exigir reavaliações sobre a duração das restrições.

Informações Revista Oeste

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