Filho do presidente Jair Bolsonaro afirmou que estão tentando incriminá-lo por algo que ele não fez

Após prestar depoimento na Polícia Federal (PF), nesta quinta-feira (7), depois de ser intimado em uma investigação sobre suposto tráfico de influência e lavagem de dinheiro, o filho do presidente Bolsonaro, Jair Renan, negou que tenha cometido qualquer irregularidade. Em entrevista ao SBT, Renan disse se sentir “revoltado” com o que está acontecendo.
– Eu me sinto revoltado com tudo isso que tá acontecendo. Nunca recebi nenhum cargo, nenhum dinheiro, nunca fiz lavagem de dinheiro, e estão tentando me incriminar numa coisa que não fiz – afirmou Jair Renan.
O quarto filho do presidente Jair Bolsonaro contou que foi apenas convidado para a ficar em uma reunião no Ministério do Desenvolvimento Regional porque conhecia as pessoas que estavam na sala. Segundo Renan, não existiu qualquer pedido da parte dele ao governo.
– Não marquei nenhuma reunião com o governo. Nunca pedi nada ao governo, não faço parte do governo federal. Nunca pedi para ir na reunião, nem nada, eu fui convidado. Só me convidaram, eu fui porque conhecia o pessoal lá. Entrei mudo e saí calado – ressaltou.
Questionado sobre um suposto carro doado por um dos empresários, Jair Renan disse que o veículo pertencia ao seu sócio e ex-personal trainer Allan Lucena, com quem, segundo ele, “fazia permuta em troca de aulas na academia”. Ao ser perguntado sobre se Lucena recebeu o automóvel dos empresários, Renan ironizou.
– Não sou marido dele para saber as coisas – completou.
AS ACUSAÇÕES CONTRA RENAN
Na investigação, a Polícia Federal apura se Jair Renan atuou, em novembro de 2020, para que a empresa Gramazini, do ramo de mineração e construção, conseguisse duas reuniões no Ministério do Desenvolvimento Regional para falar sobre um projeto de construção de casas populares.
Outro ponto da acusação feita contra o filho do presidente é que um parceiro comercial de Renan, Allan Lucena, que dividia o escritório com ele, disse que ganhou um carro elétrico da empresa Neon Motors, ligada a Gramazini.
Na época da abertura do inquérito, o Ministério do Desenvolvimento Regional disse que as reuniões na pasta foram marcadas a pedido de Jair Fonseca, um assessor especial do presidente da República.
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