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Galgando os passos de Parasita e Round 6, produções asiáticas conquistam o mercado e se destacam em premiações americanas

parasita63

Em 2020, o longa sul-coreano Parasita fez história quando levou a estatueta do Oscar para casa por Melhor Filme. Isso porque, em 91 anos de premiação, nunca um filme estrangeiro havia ganhado a categoria. Já em 2021, o drama sul-coreano Round 6 conquistou o mundo e se tornou a produção mais assistida da história da Netflix. Esses fatos podem ser vistas c0mo um marco que fez produções asiáticas ultrapassaram a fronteira e conquistarem as premiações ocidentais, dominando as televisões, telas de cinema e até o mercado de livros.

Galgando os passos de Parasita e Round 6, doramas, k-dramas, animes e até mesmo filmes e séries produzidos nos EUA, mas com temáticas e personagens asiáticos, tornaram-se o “ganha-pão” de produtoras.

Quando o assunto é k-drama — produções seriadas vindas da Coreia do Sul —, um estudo da Netflix aponta que a visualização do gênero, entre 2019 e 2022, teve um aumento global de seis vezes. O mesmo acontece com os doramas — produções audiovisuais japonesas —, que ganhou até uma aba própria na locadora vermelha com uma diversidade impressionante de produções.

Bong Joon-ho, diretor de Parasita, segurando estatueta do Oscar em premiação - Metrópoles
Bong Joon-ho, diretor de Parasita

E claro que a gigantesca indústria de Hollywood não perderia a chance de entrar na Hallyu ou “onda coreana”, movimento iniciado na Coreia do Sul ainda nos anos 1990, que deu início a um processo de disseminação de produções audiovisuais. A série Treta que o diga!

Criada por Lee Sung e protagonizada por Ali Wong e Steven Yeun, a produção americana levou oito prêmios no Emmy 2023/2024, além da estatueta de melhor atriz e ator de minissérie no Globo de Ouro 2024. Na Netflix, a produção elencou o Top10 em mais de 60 países.

Manu Gerino, criadora de conteúdo no canal Coreanismo, indica que Round 6 foi uma “catapulta” para que mais pessoas consumissem produções asiáticas, apesar de já existir um nicho de fãs do gênero no Brasil.

“Já existia uma comunidade de fãs de dramas asiáticos bem antes de Round 6. Há uns 20 anos já temos acesso a dramas coreanos aqui no Brasil. Se pensarmos em dramas asiáticos, e colocarmos Japão nessa conta, desde os anos 80 vemos produções audiovisuais em série, na própria TV aberta, já que a Manchete exibia muitas. Em 2021, Round 6 veio e foi uma catapulta. Sinto que, sem ele, ainda assim as obras coreanas nos conquistariam, mas levaria um pouco mais de tempo pra aumentar tanto o público”, avalia.

Dalgona Candy, Round 6
Round 6 é o maior sucesso de audiência da Netflix

Onda coreana

“A cultura coreana tem muitas similaridades, mas também muitas diferenças da nossa, e essa diferença causa curiosidade”, pondera Manu.

Deixando o universo dos amados k-dramas, produções japonesas também ganharam espaço em território americano e, consequentemente, no mundo. O aclamado filme O Menino e a Garça garante essa tese: a produção de Hayao Miyazaki, um dos mais prestigiados cineastas do Japão, venceu o Globo de Ouro 2024 por Melhor Animação e concorre ao Oscar 2024 na mesma categoria.

Manu e Carol Pardini, responsável pelo perfil Na Coreia Tem, concordam que produções asiáticas ganharão cada vez mais espaço e destaque, considerando que, no Brasil, o público costuma se identificar com os temas das produções.

“Muitas histórias falam sobre o dia a dia de um povo trabalhador, que buscam crescer na vida, e relações familiares. O brasileiro é assim. Somos um povo trabalhador, familiar, que busca prosperidade. As histórias românticas são leves, diferentes das histórias dos ‘hermanos’, bem passionais, ou as nossas histórias brasileiras, com um teor sexual alto”, aponta Manu.

Já Carol considera: “A Coreia começa a fazer esse soft power de vender a cultura através dos seus costumes, o seu povo e a sua história. Começou com K-pop, veio para o cinema. Aí veio o k-drama, de repente um drama baseado em um livro. Eu acho que os próximos passos são as pessoas mergulharem um pouco mais na literatura e também na gastronomia”.

Falando em literatura, o mercado editorial brasileiro também notou que investir em livros asiáticos rende dinheiro. Somente no último ano, editoras lançaram obras que ganharam as redes sociais, como Não Nasci para Agradar, Amêndoas, Bem-Vindo à Livraria Hyunam-dong, A Guerra da Papoula, Viúva de Ferro e por aí vai.

“A Hallyu aborda livros, quadrinhos, dramas, filmes, k-pop, mas também idioma, culinária, k-beauty… e uma indústria ajuda a vender a outra”, esclarece Manu.

Livro Viúva de Ferro

Viúva de Ferro se passa em Huaxia – uma China distópica, na qual mulheres têm sua energia vital (Qi) drenada para que homens pilotem robôs gigantes na luta pela sobrevivência da humanidade. Misturando comportamentos milenares com problemas sociais atuais, o livro chegou a lista dos mais vendidos .

“A trama, com certeza, se tornou mais universal do que eu poderia imaginar”, confessa Xiran, em entrevista ao Metrópoles. A protagonista é Wu Zetian, uma jovem que decide se rebelar contra o sistema patriarcal. Mesmo com a forte adesão de leitores, a crítica ao machismo de escritores não escapou a críticas.

E como fica o futuro?

Carol e Manu também concordam que a onda coreana não vai morrer por aqui. As influenciadoras garantem que a tendência é que produções e temas asiáticos conquistem cada vez mais o Brasil.

“Esse avanço da Hallyu – a indústria coreana que une arte a entretenimento – ajuda em uma queda da hegemonia estadunidense no audiovisual, e por mais que obras japonesas, coreanas e de diversos outros países da Ásia sejam bem diferentes entre si, é inegável que se ajudam ao irem abrindo espaço uma pra outra”, afirma Manu.

“Eu acho que cada dia mais a gente vai conseguir contemplar mais obras asiáticas, até porque outros streamings estão abrindo espaço. A gente não tinha outras plataformas fora da Netflix que investiam”, conclui.

Informações Metrópoles

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