Investigação apura supostos maus-tratos ao animal em quadro do programa Domingo Legal

O Ministério Público de São Paulo abriu, na última terça-feira, 7, investigação contra o apresentador Celso Portiolli e o SBT. Segundo a coluna F5, do jornal Folha de S.Paulo, o órgão apura possível prática de maus-tratos a uma rã durante gravação do programa Domingo Legal, em 22 de março.
A apuração começou com queixa-crime apresentada pelas organizações não governamentais (ONGs) Canto da Terra e Instituto Thaís Vidotto. As entidades afirmam que o animal sofreu violência durante a atração.
O SBT afirmou que não vai comentar o caso. Portiolli não respondeu até o momento.
O que aconteceu no programa do SBT
O episódio ocorreu no quadro Cardápio Surpresa, que apresenta pratos considerados exóticos. A dinâmica inclui receitas com insetos e anfíbios.
Na ocasião, o programa recebia o influenciador digital Lucas Guimarães e a cantora Manu Bahtidão. Durante a gravação, colocaram a rã em cena e ela acabou solta no estúdio. Os participantes reagiram com susto, e o apresentador tentou recuperar o animal no cenário.
A chef responsável afirmou que triturou outras rãs para o preparo de uma sopa servida aos convidados.
O conteúdo repercutiu nas redes sociais nos dias seguintes. ONGs de defesa animal divulgaram notas de repúdio e criticaram a exibição.
O Ministério Público iniciou diligências para verificar os fatos. O apresentador e a emissora devem ser notificados para prestar esclarecimentos.
A ONG Canto da Terra já acionou a TV Globo por causa do documentário Vida de Rodeio, exibido em 2025.
As entidades também divulgaram nota contra vídeo em que a primeira-dama Janja prepara carne de paca para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O caso gerou críticas sobre a origem do animal e reacendeu o debate sobre a legalidade da caça no Brasil, que exige autorização.
Informações Revista Oeste
