Presidente da Câmara afirma que ‘ninguém tem o direito de decidir nada sozinho’

Motta (REPUBLICANOS – PB), Presidente da Câmara dos Deputados, em Reunião de Líderes da Câmara dos Deputados, em Brasília, DF (3/4/2025) | Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

Depois de o Partido Liberal ter protocolado o requerimento de urgência da anistia, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que vai discutir a possível tramitação do projeto na Casa.

Em uma publicação no seu perfil oficial no X, Motta afirmou que “democracia é discutir com o Colégio de Líderes as pautas que devem avançar”. Ele não citou nominalmente o PL da Anistia.

“Em uma democracia, ninguém tem o direito de decidir nada sozinho”, declarou. “É preciso também ter responsabilidade com o cargo que ocupamos, pensando no que cada pauta significa para as instituições e para toda a população brasileira.”

Sóstenes responde Motta, sobre o PL da Anistia

O líder do Partido Liberal na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), respondeu à publicação de Motta. O parlamentar parabenizou o presidente da Câmara.

“A verdadeira democracia se faz pelo processo legislativo — e não por decisões monocráticas de um só”, afirmou. “O presidente da Câmara tem atribuições importantes, mas as grandes decisões sempre passam pelo Colégio de Líderes ou, mais ainda, pela vontade soberana da maioria da Casa.”

Sóstenes destacou que o requerimento de urgência recebeu 264 assinaturas – dessas, 262 foram válidas. Com isso, o líder disse que há respaldo para a tramitação da proposta.

“O presidente da Câmara pode muito”, declarou. “Mas a maioria dos deputados pode mais. Porque a democracia se constrói com respeito à maioria e à vontade do Parlamento.”

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Ex-presidente passou pelo procedimento por complicações em decorrência da facada que levou no atentado de 2018

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Bolsonaro caminha pelo hospital com a ajuda de um andador | Foto: Divulgação/Equipe Bolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro fez um vídeo, na manhã desta terça-feira, 15, em que mostra sua recuperação depois da cirurgia para corrigir uma obstrução intestinal. O procedimento ocorreu no domingo 13, no hospital DF Star, em Brasília.

Na filmagem, realizada às 9h15, Bolsonaro aparece acompanhado de uma equipe de apoio. O presidente de honra do Partido Liberal caminha pelas dependências do hospital, inicialmente, com a ajuda de um andador.

Depois de alguns minutos de caminhada, o ex-chefe do Executivo solta o andador e se apoia nas auxiliares. Ele chega a fazer uma piada durante o exercício – que faz parte das atividades para sua recuperação.

A internação de Bolsonaro

Bolsonaro precisou ser internado na semana passada, depois de sentir dores abdominais durante uma agenda na cidade de Santa Cruz, no Rio Grande do Norte. Ele precisou ser transferido de helicóptero para um hospital em Natal, capital do Estado, onde ficou internado até ser novamente transferido para realizar a intervenção cirúrgica em Brasília.

O ex-presidente foi internado com um quadro de subobstrução intestinal, o qual impede a passagem de alimentos, líquidos, secreções digestivas e gases pelo intestino. Com isso, a equipe médica optou pela cirurgia para corrigir a obstrução, que durou cerca de 12 horas.

Durante coletiva de imprensa na manhã de segunda-feira 14, o médico chefe da equipe cirúrgica, Claudio Birolini, afirmou que a cirurgia foi extremamente complexa e delicada, mas teve um “resultado satisfatório”. 

Segundo Birolini, a cirurgia liberou o intestino de 3,5 centímetros do ex-presidente, o qual foi reposicionado e teve sua parede intestinal reconstruída.

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Bolsonaro segue internado na UTI do Hospital DF Star, em Brasília | Foto: Reprodução/X/@jairbolsonaro

O médico também explicou que esta primeira fase do pós-operatório, que são as primeiras 48 horas, é a mais preocupante. Bolsonaro está recebendo a alimentação nutricional na veia e não há expectativa para que ele se alimente via oral nos próximos dias.

Birolini explicou que Bolsonaro não será uma recuperação rápida, e que nesse primeiro momento, houve um pedido à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro para que as visitas sejam restringidas para que ele possa se recuperar com tranquilidade.

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Marcelo Oliveira integra a equipe que cuida da saúde do ex-presidente

O procedimento de Bolsonaro durou cerca de 12 horas e teve como objetivo tratar uma obstrução intestinal causada em razão da tentativa de assassinato | Foto: Tânia Rego/Agência Brasil
O procedimento de Bolsonaro durou cerca de 12 horas e teve como objetivo tratar uma obstrução intestinal causada em razão da tentativa de assassinato | Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

O ortopedista Marcelo Oliveira, que integra a equipe médica de Jair Bolsonaro, se manifestou sobre a última cirurgia realizada no ex-presidente.

Em entrevista à edição desta segunda-feira, 14, do Jornal da Oeste, Oliveira disse que o procedimento foi o mais delicado que Bolsonaro passou desde setembro de 2018, quando levou uma facada. De acordo com o médico, isso ocorre em razão do tempo e da complexidade do tratamento.

Problemas de Bolsonaro remontam à facada de levou em 2018

A cirurgia durou cerca de 12 horas e teve como objetivo tratar uma obstrução intestinal causada em razão da tentativa de assassinato. Conforme o médico, o problema remonta às primeiras complicações clínicas enfrentadas por Bolsonaro ainda em 2018.

Ao Jornal da Oeste, Oliveira afirmou que, desde aquela época, os médicos já sabiam que o ex-presidente enfrentaria dificuldades a longo prazo.

Processo de recuperação

Ele ainda afirmou que o fato de o ex-presidente sempre ter cuidado da saúde contribuiu para que ele estivesse em “boas condições”. Agora, segundo Oliveira, Bolsonaro terá de passar por um processo de recuperação.

Jair Bolsonaro cirurgia Brasília
Cirurgia de Bolsonaro começou neste domingo, 13, às 8h | Foto: Reprodução/Instagram

Contudo, Leandro Echenique, cardiologista que acompanha Bolsonaro desde 2018, explicou em coletiva que o período de recuperação exigirá atenção redobrada. “Todas as medidas preventivas estão sendo tomadas”, disse. “Ele está na Unidade de Terapia Intensiva nesse momento. Vai ser um pós-operatório complicado e prolongado.”

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Político está internado no Hospital DF Star, em Brasília

Jair Bolsonaro Foto: EFE/Andre Borges

Um boletim médico divulgado na noite deste domingo (13), assinado pela equipe médica que acompanha o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou que o líder conservador está “clinicamente estável, sem dor, e recebendo suporte clínico, nutricional e medidas de prevenção de infecções”. O documento foi emitido após a cirurgia de quase 12 horas pela qual o político precisou passar para liberar aderências intestinais.

– O procedimento durou cerca de 12 horas, transcorreu sem intercorrências e não exigiu transfusão de sangue. A obstrução intestinal foi causada por uma dobra no intestino delgado, que dificultava o trânsito intestinal. Essa condição foi resolvida durante o processo de liberação das aderências – declarou a equipe no boletim.

Bolsonaro permanece internado na UTI, ainda sem previsão de alta. Em uma publicação no Instagram, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro celebrou o fim da cirurgia e agradeceu a Deus pelo procedimento ter transcorrido com sucesso.

– Cirurgia concluída com sucesso! A Deus, toda honra e toda glória! Estou indo agora para a sala de extubação, onde poderei vê-lo. Em breve, os médicos darão uma coletiva com mais informações. Meu coração transborda de gratidão a cada um de vocês que tem orado, enviado mensagens e intercedido pelo meu amor. Obrigada por estarem conosco nesse momento tão delicado – escreveu Michelle.

Logo que passou mal, ainda na última sexta-feira (11), Bolsonaro recebeu um primeiro atendimento no hospital da cidade de Santa Cruz (RN), onde estava em agenda política. De lá, ele foi transferido de helicóptero para o Hospital Rio Grande, na capital potiguar, de onde foi transferido para Brasília.

Segundo o médico Cláudio Birolini, de São Paulo, especialista em cirurgia geral que foi chamado para acompanhar Bolsonaro, o ex-presidente teve um quadro de suboclusão intestinal que, por sinal, foi mais grave do que os anteriores.

– Ele tem tido esses episódios recorrentes, que são comuns em pacientes submetidos a diversas cirurgias. Mas esse caso atual parece mais grave do que os anteriores – disse.

Confira a íntegra do boletim médico:
O ex-presidente da República Jair Bolsonaro foi submetido a uma cirurgia de grande porte para extensa lise de aderências e reconstrução da parede abdominal.

O procedimento durou cerca de 12 horas, transcorreu sem intercorrências e não exigiu transfusão de sangue. A obstrução intestinal foi causada por uma dobra no intestino delgado, que dificultava o trânsito intestinal. Essa condição foi resolvida durante o processo de liberação das aderências.

No momento, o ex-presidente encontra-se internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), clinicamente estável, sem dor, e recebendo suporte clínico, nutricional e medidas de prevenção de infecções.

Equipe médica:

Dr. Cláudio Birolini – Chefe da equipe cirúrgica

Dr. Leandro Echenique – Médico cardiologista

Dr. Ricardo Camarinha – Médico cardiologista

Dr. Guilherme Meyer – Diretor Médico do Hospital DF Star

Dr. Allisson Barcelos Borges – Diretor Geral do Hospital DF Star

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Internado no Rio Grande do Norte, o ex-presidente agradece orações, cita complicação no intestino e afirma que pretende retomar sua agenda pelo país

Jair Bolsonaro internado
Ex-presidente precisou ser internado por dores abdominais | Foto: Reprodução/Redes sociais

O ex-presidente Jair Bolsonaro se manifestou, nesta sexta-feira, 10, depois de ser internado no Hospital Rio Grande, em Natal (RN). Ele cumpria agenda política no interior potiguar quando começou a sentir dores abdominais e precisou ir para o hospital.

“Com a ajuda dos médicos e a proteção de Deus, em breve estarei de volta”, publicou Bolsonaro nas suas redes sociais. “Pronto para retomar minha missão de percorrer as cinco regiões do Brasil.”

O ex-presidente explicou que a causa do mal-estar foi uma complicação no intestino delgado, consequência das cirurgias que precisou realizar depois da facada sofrida em 2018. 

“Graças a Deus, meu quadro está estável e sigo me recuperando, sem febre e com boa evolução clínica”, afirmou. Ele informou que não há necessidade, por enquanto, de uma nova cirurgia.

Bolsonaro participava do lançamento do Projeto Rota 22 quando passou mal. Inicialmente, ele foi ao Hospital Municipal Aluízio Bezerra, em Santa Cruz, no agreste potiguar. Depois de receber medicação e ter o quadro estabilizado, foi transferido de helicóptero para a capital do Estado.

Bolsonaro: “Momentos assim nos lembram da fragilidade da carne“

Bolsonaro agradeceu aos profissionais que o atenderam em Santa Cruz e em Natal, e elogiou a rapidez no transporte feito pela Polícia Militar do Rio Grande do Norte. “Fui prontamente acolhido.”

Acompanhado pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), o ex-presidente visitava municípios e obras iniciadas durante seu governo. Segundo o Partido Liberal (PL), ele chegou ao Rio Grande do Norte na manhã desta sexta-feira para uma série de compromissos.

Em sua mensagem, o ex-presidente também agradeceu pelas orações e demonstrações de apoio. “Momentos assim nos lembram da fragilidade da carne e da fortaleza que vem da fé, da família e daqueles que permanecem ao nosso lado, mesmo à distância.”

O PL divulgou nota dizendo estar “profundamente consternado com o ocorrido”. A legenda declarou confiança na recuperação de Bolsonaro.

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O líder do Partido Liberal na Câmara, Sóstenes Cavalcante, afirma que o projeto deve ‘passar com mais de 300 votos’

ATO COM BOLSONARO NA PAULISTA PEDE ANISTIA
Ato na Avenida Paulista pede anistia para condenados do 8 de janeiro — São Paulo, 6/4/2025 | Foto: Daniel Cymbalista/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Com mais de 260 deputados apoiadores, o Partido Liberal (PL) quer pautar a anistia no plenário da Câmara dos Deputados ainda neste mês de abril. Ao todo, são necessários 257 votos para aprovar a proposta. 

Durante coletiva de imprensa nesta sexta-feira, 11, o líder do PL na Casa, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que “em nenhum momento deixamos de conversar com o presidente Hugo Motta” sobre a tramitação da anistia. 

“Em nenhum momento nós, do PL, fizemos ataques ao presidente Hugo Motta, por entender a dificuldade da matéria para o cargo que ele exerce”, esclareceu. “Reconhecemos que Hugo Motta teve apoio tanto do PL quanto do PT, mas ele sempre foi muito transparente conosco.”

O líder do PL ainda explicou que, quando Motta pediu aos líderes partidários para que não assinassem o requerimento de urgência da proposta, na semana passada, comunicou ao presidente que mudaria a estratégia na Casa.

“Quando Motta disse que ia pedir aos presidentes para não assinarem o PL da Anistia, eu disse que iriam usar o recurso que tinham para fazer a pauta avançar, que seria o apoio dos parlamentares”, disse Sóstenes.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, disse que o 'Brasil precisa dessa pacificação' prevista na anistia | Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que o ‘Brasil precisa dessa pacificação’ prevista na anistia | Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Sóstenes esclareceu que a lista de apoiadores não será divulgada no momento para resguardar integrantes de partidos de esquerda e centro que apoiaram a pauta. Ele disse que “perdemos três assinaturas ontem, ao longo do dia”, por conta da divulgação sem autorização dos nomes.

“Não vão expor nomes de todos os partidos, pois partidos de esquerda assinaram e pediram para não divulgar”, explicou o parlamentar. “Orientação neste momento é não divulgar os nomes, para proteger os que assinaram. Quando a gente tiver uma margem folgada e autorização, vamos divulgar os nomes. Vou manter o compromisso de não expor essa lista.”

O parlamentar analisou que, com mais de 260 apoiadores, será “questão de dias ou semanas para que a gente possa virar essa página na Câmara”. “Vamos trabalhar daqui para a frente para que a gente possa aprovar essa matéria.”

“Tenho convicção de que esse texto, chegando no plenário, vai passar com mais de 300 votos”, analisou. “Para quem está preso preventivamente há mais de dois anos sem transitado em julgado, só por ter ido a uma manifestação, sem ter quebrado nada, um minuto é uma eternidade.”

Apoio dos partidos à anistia

Sóstenes agradeceu ao apoio dos demais líderes e presidentes partidários à pauta, como União Brasil e Republicanos — que deram o maior número de assinaturas. 

“Agradeço ao grande presidente Gilberto Kassab [PSD] e também a Ciro Nogueira [PP] pelo apoio”, declarou. “Baleia Rossi [MDB] e Isnaldo Bulhões [MDB] não se envolveram diretamente, mas também quero agradecer a eles, porque não atrapalharam.”

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Por fim, o líder do PL agradeceu à bancada do partido Novo na Câmara, que, “apesar de serem quatro deputados, nos deram 100% do apoio”. “Partido Novo foi nosso primeiro aliado nessa causa.”

Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro se reuniram em pela anistia na Avenida Paulista, em 6 de abril | Foto: Reuters/Amanda Perobelli

Entrega das assinaturas

Agora, o líder Sóstenes vai entregar o documento com as assinaturas em apoio ao PL da Anistia para o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos).

O objetivo é sensibilizar Motta e, assim, conseguir pautar o requerimento e a votação do projeto. Segundo apurou  Oeste, em encontro com Bolsonaro na quarta-feira 9, o presidente da Casa afirmou que poderia pautar a anistia na Casa, se houver um consenso, um apoio da maioria e “clima” para a votação. 

Para que o requerimento de urgência seja pautado no plenário, é preciso ter a assinatura dos líderes partidários. Na semana passada, Motta pediu a esses parlamentares para que não assinassem o documento e, por isso, a oposição iniciou uma força-tarefa para angariar as assinaturas de apoio da maioria absoluta dos deputados da Casa para negociar a votação com o presidente.

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O desconforto está associado ao atentado sofrido pelo ex-presidente da República em 2018

O ex-presidente da República Jair Bolsonaro | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
O ex-presidente da República Jair Bolsonaro | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Nesta sexta-feira, 11, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sofreu um mal-estar durante uma viagem ao Nordeste e foi hospitalizado em Santa Cruz, no Rio Grande do Norte. 

Ele está sendo transferido de helicóptero para Natal, capital do Estado. O desconforto está associado ao atentado sofrido por Bolsonaro em 2018, quando Adélio Bispo, ex-militante do Psol, tentou assassinar o então candidato à Presidência com uma facada. 

De acordo com o portal UOL, pessoas próximas informaram que Bolsonaro está com a barriga muito inchada e relatou sentir muitas dores ao dar entrada no hospital.

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O parlamentar quer limitar ausências e obrigar prestação de contas públicas em até 10 dias

Kataguiri
O projeto também obriga as autoridades a divulgar todas as informações da viagem em até dez dias depois do retorno | Foto: Reprodução/Câmara dos Deputados 

O deputado federal Kim Kataguiri (União-SP)apresentou nesta quinta-feira, 10, um projeto de lei que mira diretamente os altos escalões dos Três Poderes. A proposta quer endurecer as regras para viagens internacionais feitas por autoridades, exigindo autorização prévia, justificativa clara e devolução de valores em caso de descumprimento.

A medida surge depois de episódios que envolveram gastos elevados com deslocamentos prolongados de membros do governo federal, incluindo ministros, parlamentares e até o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Figuras públicas com funções de Estado — como juízes, ministros, congressistas, procuradores e defensores — precisarão de autorização para deixar o país por mais de 15 dias consecutivos. O mesmo vale para ausências que somem 30 dias intercalados ao longo do ano.

Qualquer extrapolação desse limite vai depender do aval do Congresso Nacional. O deputado afirma que a proposta busca interromper uma rotina de “turismo de luxo” de políticos bancado pelos cofres públicos.

Kataguiri exige transparência nas viagens de autoridades

O projeto também obriga as autoridades a divulgarem todas as informações da viagem em até dez dias depois do retorno. Nesse sentido, elas devem informar no Portal da Transparência os valores pagos em passagens e diárias, os objetivos da missão e os resultados obtidos.

Caso haja omissão, o ressarcimento dos gastos deverá ser feito em até 48 horas. Kim ressalta que “o cidadão precisa saber quem está viajando, por que, com qual finalidade, e quanto está custando”.

“Isso é o mínimo numa democracia que preza pela responsabilidade com o dinheiro público”, disse o parlamentar.

A proposta ainda obriga quem permanecer mais de 60 dias fora do país a participar de uma audiência pública no Senado para prestar contas de sua ausência.

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Margareth Menezes vai responder a deputados se usou o cargo para favorecer contratações públicas de seus shows

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Presidente Lula e Margareth Menezes, ministra da Cultura que terá que explicar indícios de corrupção | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, vai depor em audiência na Câmara dos Deputados. O foco será a apuração de indícios de corrupção na pasta chefiada pela artista. Ela foi convidada para reunião conjunta das Comissões de Fiscalização Financeira e Controle e de Cultura.

A sessão está marcada para a próxima quarta-feira, 16, às 10h. Parlamentares vão questionar a ministra sobre o aparelhamento político do Programa Nacional de Comitês de Cultura e o uso eleitoral da estrutura. Ela terá de explicar se utilizou o cargo para favorecer contratações públicas de seus shows.

Os shows de Margareth e os indícios de corrupção na Cultura 

Durante o recesso, Margareth Menezes realizou apresentações em Salvador e Fortaleza. Os eventos foram pagos pelas prefeituras e custaram R$ 640 mil aos pagadores de impostos, incluindo cachê, produção e logística.

Deputados querem saber se as contratações violaram o princípio da impessoalidade. A oposição também pressiona por esclarecimentos sobre suposto uso de recursos da Cultura para apoiar candidatos aliados nas eleições municipais de 2024. Áudios divulgados pela imprensa citam o envolvimento de membros da cúpula do ministério.

Convocação virou convite 

O deputado Luciano Zucco (PL-RS) apresentou requerimentos de convocação. A Comissão de Cultura transformou o pedido em convite.

Para o primeiro vice-líder da oposição, deputado Sanderson (PL-RS), a presença da ministra é fundamental depois dos escândalos revelados. “O povo brasileiro merece explicações”, disse. Não vamos permitir que a Cultura seja usada como palanque ideológico ou como balcão de negócios.”

Cultura da corrupção

O deputado Rodrigo Valadares (União-SE) espera que Margareth não fuja do compromisso com a Câmara.

“Se não há nada a esconder, a ministra não deve temer por dar explicações do uso do dinheiro público ao povo brasileiro”, disse Valadares. “A cultura é parte essencial do nosso país, mas não pode ser usada como cortina de fumaça para práticas obscuras.”

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Deputado federal Sanderson (PL-RS) afirmou que o presidente quer concentrar as operações que envolvem o crime organizado no Ministério da Justiça

A PEC de Lula foi entregue à Câmara dos Deputados neste semana | Foto: Ricardo Stuckert /PR
A PEC de Lula foi entregue à Câmara dos Deputados neste semana | Foto: Ricardo Stuckert /PR

Deputados da oposição criticaram a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, apresentada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Congresso Nacional.

O texto, entregue à Câmara dos Deputados nesta semana, sugere alterar a organização da segurança pública no país. O setor se tornou alvo de preocupação dos brasileiros, principalmente daqueles que se tornaram vítimas de criminosos que estão soltos.

Para o primeiro vice-líder da oposição, deputado federal Sanderson (PL-RS), a PEC de Lula quer concentrar todo o poder em Brasília. De acordo com o parlamentar, o presidente quer “centralizar as diretrizes e as operações que envolvem o crime organizado no Ministério da Justiça”.

“Algo impossível de ser efetivado”, afirmou Sanderson. “Seja por falta de efetivo policial federal, seja por falta de capilaridade territorial das forças federais, seja por alijar as forças de segurança dos Estados de ações de combate às facções criminosas.”

O deputado ainda afirmou que vai “analisar com bastante atenção a íntegra da proposta para deliberar com responsabilidade sobre o tema”.

Deputado afirma que Lula quer “mexer nas prerrogativas dos Estados”

Para o deputado federal Capitão Alberto Neto (PL-AM), Lula quer usar a proposta para “mexer nas prerrogativas dos Estados na questão da segurança pública em seus territórios”.

“Com a PEC da Segurança, querem tirar a autonomia dos Estados e criar algo para perseguir os policiais”, afirmou Neto. “Será a PEC da insegurança.”

Ao receber a PEC junto de outros parlamentares, o presidente da Câmara, deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que há uma “convergência” entre os líderes e uma “unanimidade na urgência de tratar” o tema da proposta.

Em conversa com jornalistas, Motta ressaltou que o Parlamento “não faltará na resposta que a sociedade cobra”.

O tema da segurança tem sido muito discutido entre os políticos da oposição, principalmente depois de Lula assinar o decreto que limitou o uso das forças de segurança pública no país.

Hugo Motta presidente Câmara defende voto distrital
Deputado federal Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados | Foto: Reprodução/Câmara dos Deputados

A ordem de Lula estabelece que o uso de armas de fogo deve ser o último recurso das forças de segurança. A decisão gerou indignação entre alguns governadores. Cláudio Castro (PL-RJ), Ronaldo Caiado (União Brasil-GO) e Ibaneis Rocha (MDB-DF) criticaram o decreto do petista.

“República de ladrões”

Ao anunciar a PEC da Segurança Pública, Lula afirmou que o objetivo é combater o que chamou de “república de ladrões de celulares”. Segundo o presidente, esses criminosos “não devem intimidar a população”.

O decreto assinado por Lula direciona recursos do Fundo Social do Pré-Sal para a faixa 3 do Minha Casa, Minha Vida | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Lula afirmou que o objetivo da PEC é combater o que chamou de ‘república de ladrões de celulares’ | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A fala do petista, contudo, não condiz com a declaração que ele deu em 2019, quando disse que não podia mais ver jovens “sendo violentados pelos policiais” somente porque “roubaram um celular”.

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