A versão de que Daniel Alves estava embriagado e não se lembra do que aconteceu na boate Sutton em 30 de dezembro de 2022 é a principal aposta da defesa do jogador no julgamento por agressão sexual.

Durante os dois primeiros dias do julgamento, em que 24 testemunhas prestaram depoimento na Audiência de Barcelona, ficou clara a intenção da equipe chefiada por Inés Guardiola. O álcool foi tema central dos depoimentos de três amigos de Alves, incluindo Bruno, que estava com ele na discoteca.

Mas, por que a defesa de Daniel Alves — que até então não mencionava a embriaguez do jogador — insiste em citar o consumo de álcool naquela noite?

A resposta pode estar no artigo 21.2 do Código Penal espanhol, que prevê um atenuante da pena caso haja “grave vício em bebidas alcoólicas, drogas ou outras substâncias que produzam efeitos análogos”. O Código Penal também prevê, em seu artigo 66.1.1, que “caso seja considerado o atenuante, a condenação deve se limitar à metade inferior da pena”.

Na Espanha, a pena para casos de agressão sexual com penetração vai de 4 a 12 anos de prisão. Se os juízes considerarem o álcool como atenuante no caso de Daniel Alves, uma possível condenação poderia ficar, no máximo, em 6 anos.

Além do artigo 21.2, há outro atenuante que pode beneficiar o brasileiro: o pagamento da indenização de reparação por dano causado. Em agosto, os advogados de Daniel Alves pagaram uma indenização de 150 mil euros (R$ 800 mil) à Justiça. Caso ele seja condenado, o valor será repassado à vítima; se houver absolvição, a quantia será devolvida a Alves.

Em janeiro deste ano, o UOL revelou que a família de Neymar ajudou Daniel Alves a pagar a indenização porque o jogador está com as contas bloqueadas e não tinha dinheiro para fazê-lo.

De acordo com especialistas, caso os juízes da Audiência de Barcelona considerem os dois atenuantes pertinentes, a pena de Daniel Alves — em caso de condenação — poderia ver-se reduzida a cerca de 4 ou 5 anos.

A partir daí, o brasileiro poderia beneficiar-se de alguns requisitos como ser réu primário e ter bom comportamento para conseguir um “terceiro grau”, como é chamado o regime semiaberto na Espanha.

O benefício é dado a partir de quando o detento cumpriu um terço da pena, dependendo dos casos. Assim, caso seja condenado a 5 anos de prisão, Alves teria possibilidades de entrar no semiaberto com 20 meses de reclusão, a contar de janeiro de 2023; ou seja, em setembro deste ano.

Vinho, uísque e gin tônica

A tese de que Alves chegou a Sutton completamente embriagado é uma novidade no processo do caso. Para dar mais força à versão, a defesa convocou para depor dois amigos que estiveram com ele horas antes da entrada na discoteca.

Os amigos contaram em juízo que, desde as 14h30 da tarde, o jogador consumiu vinho, uísque e gin tônica. O chef Bruno Brasil, que estava com Daniel Alves na Sutton, afirmou que o amigo bebeu quatro taças de champanhe no interior da boate.

Um dos funcionários da Sutton corroborou a tese de que o brasileiro estava alcoolizado. “Ele não estava como sempre. Tinha bebido ou fumado alguma coisa”, afirmou.

Mulher de Daniel Alves, Joana Sanz seguiu a mesma linha. “Ele chegou a casa muito bêbado, com cheiro de álcool. Ele tropeçou em uns móveis e caiu em cima da cama”, disse a modelo espanhola.

Quinta versão

Daniel Alves prestará depoimento hoje (7), terceiro dia do julgamento do caso. O brasileiro, seguindo a linha da defesa, dirá que estava alcoolizado e que tem poucas lembranças claras daquela noite.

A versão será a quinta dada pelo jogador desde que o caso começou a ser noticiado pela imprensa espanhola. Em janeiro de 2023, antes de se apresentar às autoridades, ele enviou um vídeo a um programa de televisão, dizendo que “não conhecia essa senhora”.

No primeiro depoimento à Justiça, em 20 de janeiro, Alves começou afirmando que os dois entraram no banheiro, mas nada aconteceu. Minutos depois, confrontado com declarações de testemunhas, ele mudou a versão e disse que a mulher fez sexo oral enquanto ele “fazia suas necessidades”.

Em 17 de abril, num segundo depoimento à Justiça, veio a quarta versão, em que o jogador confirmou que houve sexo com penetração, mas de forma consensual.

Informações UOL


Foto: Reprodução

Roger Moreira, filho adotivo do jornalista Cid Moreira, entrou com um novo processo contra o pai acusando-o de ter o estuprado quando era criança. Nos detalhes da ação divulgadoa pelo portal LeoDias, ele relata que os abusos teriam acontecido de outubro de 1990 a novembro de 2000, no endereço situado no bairro Itanhangá no condomínio Green Wood Park, no Rio de Janeiro, quando ele tinha 14 anos.

Roger alega que tudo começou quando ele foi passar um final de semana na casa de Cid com a tia dele, Ulhiana Naumtchyk, com quem o apresentador foi casado durante 20 anos. Ele alega que foi paquerado pelo tio, que o convidou para morar com ele e trabalhar como seu secretário pessoal.

O processo descreve ainda que Cid teria praticado ato libidinoso com Roger com o objetivo de satisfazer a própria lascívia, reiteradas vezes, com frequência de pelo menos quatro vezes por semana, ao longo de 10 anos.

Na ação, a defesa de Roger diz que Cid teria adotado o sobrinho para disfarçar o caso: “De forma a encobrir a prática de abusos contra a vítima, propôs ação de adoção, de forma a apresentar socialmente uma explicação do porque estava sempre em companhia da vítima, especialmente em razão das desconfianças que estavam sendo levantadas”.

Com isso, Roger Moreira solicita à Justiça que Cid Moreira responda pelos crimes praticados, alegando que, mesmo sendo idoso, o jornalista seria perigoso e poderia colocar outros adolescentes em risco, já que conta com a ajuda da atual mulher, que tem 40 anos a menos que ele.

“O estupro de vulnerável continuado, corrupção de menores, sequestro, dentre outros não da prescrição, e mesmo se houvesse é necessário apuração, para que o increpado não venha a praticar novamente colocando em risco adolescentes”, solicita a defesa. 

Entretanto, vale lembrar que, seguindo a legislação brasileira, o crime de estupro também prescreve em um tempo aproximado de 20 anos. 

Até a conclusão desta nota, a defesa de Cid Moreira não se pronunciou sobre as acusações do filho adotivo, Roger Moreira.

O Tempo


Foto: Jordi BORRAS / POOL / AFP

Nesta segunda-feira (5), teve início o julgamento de Daniel Alves, ex-jogador brasileiro acusado de estupro em uma boate de Barcelona. O tribunal espanhol prevê que o julgamento se estenda até quarta-feira (7), incluindo depoimentos do acusado e de 28 testemunhas presentes na boate na noite do suposto incidente, ocorrido em 30 de dezembro de 2022. Estas testemunhas foram convocadas tanto pela defesa quanto pela acusação.

Na primeira sessão, seis testemunhas, além de Alves, prestarão depoimento, enquanto as outras 22 falarão no dia seguinte. A última sessão, em 7 de fevereiro, abordará trâmites periciais para a elaboração de um relatório conclusivo.

Logo no início do julgamento, a defesa solicitou a suspensão do mesmo, argumentando que o juiz não permitiu a realização de um segundo exame na vítima. A advogada de Alves, Inés Guardiola, propôs a realização de novos testes e, caso o julgamento não fosse suspenso, sugeriu que o depoimento do ex-atleta fosse realizado após o testemunho da vítima e das demais testemunhas.

A juíza Isabel Delgado Pérez, responsável pelo caso, ficará encarregada de proferir a sentença, sem que haja um prazo definido para sua divulgação. Até o veredicto, Daniel Alves permanecerá em prisão preventiva conforme a decisão atual da Justiça.

O Ministério Público espanhol solicita nove anos de prisão para o jogador, enquanto a defesa da mulher que denunciou o estupro busca uma sentença mais rigorosa, de 12 anos de prisão. A identidade da jovem espanhola, por determinação judicial, será preservada, e ela não comparecerá ao julgamento.

Tentativa de acordo

Numa corrida contra o relógio, e a apenas uma semana do início do julgamento, a equipe de defesa do brasileiro está buscando um acordo com os advogados da mulher, conforme informações de fontes dos dois lados, reveladas pela rede de TV espanhola Telecinco.

A possível resolução por meio de um acordo resultaria na retirada das acusações e no cancelamento do julgamento. Entretanto, de acordo com a Telecinco, que cita fontes da acusação, as discussões sobre o acordo foram formalmente registradas nos tribunais, mas a divulgação de imagens da jovem pela mãe de Daniel Alves acabou esfriando as negociações.

No final de dezembro de 2023, Lucia Alves, mãe do jogador, compartilhou um vídeo em suas redes sociais apresentando imagens de uma jovem que afirmava ser a espanhola que alega ter sido vítima de estupro pelo brasileiro. Vale ressaltar que a Justiça de Barcelona proibiu a divulgação de informações e imagens da jovem enquanto o processo estiver em andamento.

Como resposta, a jovem anunciou sua intenção de processar a mãe do jogador, conforme relatado pelo jornal espanhol “El Periódico”.

Acusação

Daniel Alves, ex-jogador da seleção brasileira, enfrenta acusações de agressão sexual ocorrida em dezembro de 2022 dentro de uma boate em Barcelona. O ex-atleta refuta as alegações.

Na jurisdição espanhola, casos de estupro são investigados como agressão sexual, e as penalidades podem resultar em sentenças de prisão variando de 4 a 15 anos.

Desde janeiro, quando prestou depoimento à polícia pela segunda vez e apresentou contradições, Daniel Alves está detido preventivamente devido ao risco de fuga. Sem direito a fiança, ele permanecerá no mesmo presídio nos arredores de Barcelona até o desfecho do julgamento.

O brasileiro mudou sua versão pelo menos três vezes.

  • Na primeira vez em que falou sobre o caso, em um programa de TV da Espanha, ele afirmou que não conhecida a denunciante.
  • Em abril, já preso, Alves declarou à juíza responsável pelo caso que manteve relações sexuais consensuais com a jovem sem penetração. O brasileiro argumentou ter mentido em um primeiro momento para ocultar a relação extraconjugal da esposa, a modelo espanhola Joanna Sanz, que posteriormente pediu a separação.
  • Em uma última versão, Alves reconheceu que houve penetração, mas repetiu que a relação foi consensual, o que a jovem nega.

A juíza do caso também determinou que Daniel Alves precisará pagar 150 mil euros (cerca de R$ 798 mil) a jovem para cobrir eventuais danos e prejuízos.

Com informações de G1


Foto: Reprodução / Print de vídeo / Redes sociais

A cantora Ludmilla emocionou a pastora Adriana Pereira ao anunciar, durante o culto na segunda-feira (29), que decidiu adquirir o templo da igreja localizada em um imóvel alugado no Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro. Segundo a parceira da artista, a influenciadora Bruna Gonçalves, Ludmilla já havia equipado a congregação com “som de alta tecnologia”.

– Ontem eu vi mais um sonho do meu amor se realizar. E esse com certeza foi o mais especial. Muitos conhecem a Ludmilla, mas poucos têm a dimensão do que é o coração dela, e principalmente da sua fé e conexão dela com Deus, ao ponto de gerar surpresas como essa. Isso não é nada perto do que Ele faz nela e através dela. A medida como Deus a surpreende, eu vejo que ela também busca fazer ainda mais pela obra dele – destacou a influenciadora.

Veja o vídeo:

https://www.instagram.com/reel/C2vZ7LYROKJ/?utm_source=ig_embed&ig_rid=a85f4499-530a-4280-9279-19057a1ea62c&ig_mid=BBD8D774-2E15-4092-B4FE-B4A5F8B292BF



Com informações Pleno News


Mbappé celebra gol do PSG sobre o Newcastle em jogo da Champions League

A garagem do francês de 25 anos também tem algumas adições mais “simples”: um Volkswagen Multi Van e um Volkswagen Tiguan, avaliados respectivamente em R$ 427 mil e R$ 304 mil.

Mesmo com a extensa coleção, Mbappé por várias vezes confirmou que não sabe dirigir, e que conta com motoristas para fazer seus transportes.

É uma das desvantagens de ter sucesso cedo, perdi coisas simples como ter carteira de motorista. Acho que todo mundo tem. Para muita gente a habilitação é uma obrigação, mas não era para mim. Embora seja sinônimo de autonomia, tive a minha autonomia desde cedo porque tinha motoristas à minha disposição. Nunca foi uma prioridade.”

Informações TBN


Stephane Cardinale – Corbis/Getty Images

Mesmo aos 60 anos, Brad Pitt continua a ser um dos maiores galãs de Hollywood, e, de acordo com o médico britânico Jonny Betteridge, o ator teria passado recentemente por um procedimento estético avaliado em cerca de R$ 600 mil para manter uma aparência mais jovem.

O especialista compartilhou detalhes sobre o suposto procedimento em um vídeo publicado no Instagram. Betteridge afirmou que Brad Pitt teria se submetido a um facelift em 2020. O médico ilustrou suas observações ao exibir uma foto do artista em 2020 e compará-la com imagens dele durante o campeonato de Wimbledon, em julho de 2023.

Além das notáveis mudanças na face do ator, o especialista apontou uma suposta cicatriz em sua orelha. Betteridge comentou: “É a aparência clássica de uma cicatriz de lifting facial (…) Há três anos de diferença entre essas fotos e é óbvio ver as mudanças na face média e inferior. Ele parece muito bem para esta transformação, é um ótimo exemplo de cirurgia bem feita”.

A revelação do procedimento estético de Brad Pitt reacendeu discussões sobre os padrões de beleza em Hollywood e a busca pela juventude na indústria cinematográfica.

Com informações do Metrópoles.


Apresentadora da Record afirma que o empresário protagoniza uma campanha difamatória para prejudicar processo de divórcio

Foto de Alexandre Correa e Ana Hickmann
Ana Hickmann e Alexandre Correa seguem em briga judicial | Foto: Divulgação 

A defesa de Ana Hickmann rebateu acusações de Alexandre Correa depois do empresário acusar a comunicadora de alienação parental do filho do casal e insinuou que a artista teria traído ele. Em nota, a assessoria da apresentadora da Record relembrou que o ex-marido da modelo é réu em um caso de violência doméstica.

“Diante das últimas informações divulgadas por Alexandre Correa, informamos: Alexandre é réu no caso de violência doméstica e adota condutas imorais para tentar prejudicar, descredibilizar e, agora, censurar Ana Hickmann”, dizem os assessores da modelo. 

“Nunca houve alienação parental, tendo o judiciário negado todas as tentativas anteriores do ex-marido. Diante das acusações e violências, Ana protege e poupa o filho de ter acesso aos conteúdos constrangedores aos quais é submetida”, concluiu o comunicado.

Os advogados de Ana Hickmann pontuaram que as medidas para o divórcio foram tomadas imediatamente depois da agressão, ocorrida no início de novembro. “As medidas para o divórcio foram tomadas pela Ana Hickmann imediatamente após a agressão, ocorrida no início de novembro”, explicou a defesa da apresentadora da Record.

“É notória a necessidade de Alexandre em se mostrar como vítima, quando, na verdade, é o agressor. Trata-se de mais uma tentativa de tumultuar os processos e desgastar a imagem da apresentadora, como vem fazendo há meses”, justificaram os advogados.

Ana Hickmann | O casal está em litígio | Foto: Reprodução/Instagram
O casal está em litígio | Foto: Reprodução/Instagram

Alexandre Correa tentou censurar Ana Hickmann na Justiça

A Justiça de São Paulo negou o pedido de Alexandre Correa para que a apresentadora fosse proibida — com multa de R$100 mil — de falar nas redes sociais sobre a denúncia de violência doméstica, processo que corre em segredo de Justiça contra o empresário acusado de agressão. 

A juíza Andrea Leme Luchinia entendeu que não é possível presumir ou antecipar comentários sobre o processo em participação em vídeo ao vivo, em plataforma digital.

A defesa de Alexandre alega corrupção por parte da juíza e solicitou ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) o afastamento da magistrada do processo. “A Ana teve informação de uma decisão judicial antes mesmo dela existir no mundo jurídico. Isso demonstra que a Justiça está corrompida”, afirma Enio Martins Murad, advogado de Alexandre Correa.

Informações Revista Oeste


Imagem: Reprodução/Instagram

Deborah Secco, 44, revelou alguns detalhes de seu casamento aberto com Hugo Moura, 33.

Atriz rebateu críticas por manter uma relação não monogâmica e falar sobre isso abertamente. “Eu não sou vulgar, a minha opinião sobre liberdade feminina ela é ainda um choque para uma sociedade machista, quando eu falo sobre relações abertas, monogamia, sobre liberdade sexual, prazer. Eu olho para o mundo com um olhar que tenta enxergar uma verdade não hipócrita, tento enxergar as pessoas de verdade, as relações de verdade”. As declarações foram em entrevista ao podcast Diaz On, da Carla Diaz.

Secco disse que homens foram educados de forma não monogâmica. “Eu acho difícil mesmo homens monogâmicos a longo prazo, acho difícil pessoas monogâmicas a longo prazo. Acho quase impossível. O homem é criado para não ser monogâmico. A sociedade criou o homem para ser garanhão. Talvez eles até queiram ser [monogâmicos], mas eles foram criados para não ser”.

Deborah ressaltou que abrir relação evitar que ela seja “corna”. “Eu não vou mais ser a corna, a idiota, não quero esse lugar para mim. Eu sou casada com o cara que eu mais amo, meu melhor amigo, pai da minha filha, meu parceiro, o cara que sabe tudo sobre mim, ele convive com meu pior e meu melhor, eu não posso mentir pra esse cara, ele não pode mentir pra mim. Eu tenho que saber tudo dele, ele tem que saber tudo de mim”.

Secco destacou a cumplicidade e a parceria com Hugo. “A gente tem que ser honesto e a gente tem que aceitar que vivemos em uma sociedade que é difícil demais, que pessoas interessantes vão surgir a cada momento, que eu vou cruzar com alguém interessante e que eu vou chegar em casa e a gente vai conversar sobre isso ou não também como escolha. Mas a gente vai saber que vivemos isso. Talvez a gente não converse caso a caso, talvez a gente precise refazer combinados ao longo da vida. A minha relação ela é combinada diariamente. Talvez em um momento em que a gente esteja frágil seja melhor fechar a relação, porque a gente pode se perder. Talvez num momento em que a gente esteja forte pode se divertir e o sexo ser um sexo casual que não interfira no que a gente sente um pelo outro. O que não quero é que ele minta pra mim”.

Deborah Secco e Hugo Moura estão juntos desde 2015. Eles são pais de Maria Flor, 8.

UOL


foto: reprodução 

A apresentadora e atriz Cissa Guimarães receberá R$ 840 mil do governo Lula para apresentar o programa “Sem Censura’, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), por 12 meses. O valor equivale a um salário mensal de R$ 70 mil. A escolha de Cissa Guimarães para comandar a atração, que reestreia na TV Brasil em 26 de fevereiro, ocorreu sem concorrência, via inexigibilidade de licitação.

Procurada pela coluna, a EBC disse que a contratação ocorreu em conformidade com o previsto na Lei das Estatais e no Regulamento Interno de Licitações e Contratos. Na eleição de 2022, Cissa Guimarães foi uma das artistas a gravar um jingle para a campanha do então candidato Lula à Presidência.

No total, a EBC desembolsará R$ 5 milhões para contratar a Fábrica Entretenimento e Participações e pôr no ar o Sem Censura comandado por Cissa Guimarães. Esse valor é referente ao período de 13 meses, incluindo um mês de pré-produção do qual a apresentadora não participou.

Ao assinar com a empresa, o governo determinou que o serviço de apresentação do Sem Censura será “prestado exclusivamente por meio da profissional interveniente na relação contratual, artista e apresentadora Cissa Guimarães”.

Além do valor destinado a Cissa Guimarães, a EBC também definiu como o restante da verba deverá ser usado: R$ 956 mil na rubrica “serviços de conteúdo”; R$ 679 mil na de “serviços de criação; R$ 744 mil para “serviços de apresentação”; R$ 720 mil para “serviços de direção artística”; e R$ 1 milhão para taxas e imposto do projeto.

De acordo com o contrato, o governo repassará à produtora exatos R$ 4.991.570,25 para manter atração no ar até 22 de fevereiro de 2025.

Com longa carreira na TV Globo, na qual fez sucesso em atrações como Vídeo Show, Cissa Guimarães foi demitida em 2021, após 46 anos atuando na emissora.

Em vídeo divulgado pela nas redes da TV Brasil, da EBC e de Cissa, a apresentadora comemorou a nova etapa profissional.

“Gente, sou eu! Eu aqui sentadinha no meu cenário, do novo Sem Censura, que eu estou amando, estou apaixonada. Vocês viram que cenário mais lindo? Olha aqui a minha mesa, aqui são os convidados que virão, os comentaristas.

O estúdio está um espetáculo, vocês vão amar. Eu estou tão feliz, tão empolgada que eu não vou contar mais nada para vocês. Vocês vão ter que ver o programa. Um beijo! Olha a Cissinha totalmente sem censura.”

Posição do governo

Procurada pela coluna, a Empresa Brasil de Comunicação se manifestou sobre o contrato envolvendo o Sem Censura.

“Em relação à Cissa Guimarães, destacamos que sua experiência para o programa Sem Censura da TV Brasil representa uma medida estratégica sólida, alinhada aos objetivos de audiência e relevância do programa, bem como ao cumprimento da missão institucional da EBC, com foco na relevância e no dever de disponibilizar ao cidadão um programa de qualidade.

Trazendo elementos como: carisma e reconhecimento público, experiência e competência técnica, identificação com a missão da EBC de fornecer conteúdo de alta qualidade e relevante, fidelização de audiência e credibilidade e reputação.”

Sobre os gastos com a produtora, a EBC informou:

“A contratação da empresa ‘A Fábrica Entretenimento e Participações’ pela EBC, no valor de R$ 4.991.570,25, ocorreu por meio de inexigibilidade de licitação, conforme previsto na Lei das Estatais e no Regulamento Interno de Licitações e Contratos da EBC.

O enquadramento legal específico relaciona-se a serviços conexos à produção de obras audiovisuais, especificamente Prestação de Serviços de Direção Artística, Serviços de Conteúdo e Serviços de Criação, de forma indissociável aos Serviços de Apresentação da atração pelo período de 13 meses, sendo que o primeiro mês foi destinado ao desenvolvimento e pré-produção, enquanto os demais 12 meses contemplaram as transmissões dos programas ao vivo e gravados. Este prazo totalizou 260 episódios inéditos do programa ‘Sem Censura’, apresentado por Cissa Guimarães.

O orçamento distribuído para os serviços contratados foi de R$ 4.991.570,25, refletindo o custo total do projeto de produção. Essa alocação de recursos abrange diversas etapas, desde o desenvolvimento até a realização dos episódios, assegurando a qualidade e continuidade do programa ao longo do período contratual.

Dessa forma, a contratação foi realizada em conformidade com as normativas legais aplicáveis e considerou as especificidades do projeto de produção do programa ‘Sem Censura’.”

Coluna Paulo Capelli – Metrópoles


Foto: Redes sociais)

Grupo questionava nas redes sociais a conduta do magistrado durante o julgamento do caso Mari Ferrer

O juiz Rudson Marcos, que atua em Florianópolis, está processando mais de 100 pessoas por conta de uma hashtag que fazia referência ao julgamento da influenciadora digital Mariana Ferrer. Responsável pelo caso, ele foi condenado em novembro do ano passado a uma advertência pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por conta da atuação dele em uma audiência a respeito da situação que apurava um suposto caso de estupro sofrido pela jovem. Atrizes, apresentadores, influenciadores e até políticos integram a lista.

As informações foram publicadas em primeira mão pela jornalista Patrícia Campos de Mello da Folha de S. Paulonesta terça-feira (23). Segundo a publicação, mais de 160 pessoas integram a lista. Elas teriam utilizado nas redes sociais a hashtag #estuproculposo ou citado a expressão.

Entre os nomes estão Angélica, Ana Hickmann, Marcos Mion, Astrid Fontenelle, Ivete Sangalo, Camila Pitanga, Mika Lins, Tatá Werneck, Patrícia Pilar, e as deputadas Maria do Rosário (PT-RS) e Luciana Genro (PSOL-RS). Ainda conforme apuração da folha, plataformas como Google, Uol, O Estado de São Paulo e Organizações Globo também aparecem no processo, que é sigiloso.

Confira os famosos citados na ação 

Ao NSC Total, o juiz Rudson Marcos, através da advogada Iolanda Nascimento Garay, informou que o processo tramita em segredo de Justiça e, por isso, não é possível mencionar os detalhes. No entanto, ele afirma que as ações não tem como foco “limitar a liberdade de expressão ou de imprensa”.

“A motivação para ajuizamento das ações vem a ser a inverdade na associação da expressão estupro culposo ao juiz Rudson Marcos, como se ele tivesse pronunciado ou escrito essa expressão no processo que julgou, o que não ocorreu jamais, tendo isso ficado comprovado judicialmente. Acrescento que o juiz sequer fez alguma referência a algo similar. Tal expediente não foi um mero engano, pelo contrário, foi uma fake news alavancada propositalmente para que empresas e usuários de mídias sociais lucrassem com a repercussão equivocada da referida vinculação. Por este motivo torpe, foram sacrificadas a honra, imagem, carreira e moral deste magistrado”, diz a nota.

“Temos que esclarecer que o vídeo da audiência, conforme narrado, está de acordo com a montagem manipulada e não ordem real dos fatos. Inclusive, na audiência real o juiz suspende a audiência por mais de 15 minutos e só retoma com anuência da testemunha. Quanto à motivação das ações indenizatórias, estas visam a responsabilização pela disseminação da mentira atrelada ao juiz Rudson Marcos e não são de forma alguma uma mera intolerância a uma critica ou a uma hashtag, como afirmado. Por fim, quanto ao sigilo dos processos, foi pedido em função da juntada de prova emprestada de peças sigilosas de outros processos criminais”, conclui.

Influenciadora também é processada

O NSC Total também teve acesso a outro processo envolvendo o juiz Rudson Marcos e indenizações por dano moral em decorrência de uma publicação onde o termo “estupro culposo” é usado. A ação é contra uma influenciadora carioca e foi protocolada em outubro do ano passado. Ela tramita no 1º Juizado Especial Cível da Comarca da Capital.

Na justificativa, a advogada Iolanda Nascimento Garay, que representa o magistrado, cita que “a avalanche impiedosa da qual a Ré foi parte causou o decesso do nome, da imagem, da honra, declínio da carreira profissional e profundo e irrecuperável abalo nas estruturas subjetivas, familiares, sociais, aniquilando os direitos da personalidade e a dignidade deste profissional, atingido em pleno exercício do seu dever”.

Além disso, a advogada descreve que a ré teria afirmado que o juiz tentou “mudar a justiça” ao se referir a sentença proferida, “ferindo assim a honra, dignidade e moral do Autor, mesmo sem ter tido acesso ao conjunto probatório de autos que tramitam acobertados pelo manto do segredo judicial”.

“É sabido que a internet tem potencial para propagação das informações nela veiculadas, sendo que o intuito da Ré foi tão somente caluniar o Autor, disseminando informações inverídicas que puderam chegar ao conhecimento de um número indeterminado de pessoas, causando prejuízos inestimáveis”, diz outro trecho da ação.

O NSC Total entrou em contato com a assessoria da influenciadora, que informou que não iria se manifestar sobre o caso.

O caso Mari Ferrer

A influenciadora digital Mariana Ferrer acusa André de Camargo Aranha de tê-la estuprado em dezembro de 2018, num camarim privado, de um beach club em Jurerê Internacional, em Florianópolis. Ela tinha 21 anos na época. O empresário foi acusado pelo crime, mas absolvido em setembro de 2021.

Imagens do dia do crime, recuperadas pela polícia, mostram Mariana na companhia do empresário. Ela suspeita que tenha sido drogada e, por isso, não sabe exatamente o que aconteceu. A perícia encontrou sêmen de Aranha e sangue dela nas roupas recolhidas. O exame toxicológico não constatou álcool ou drogas na influenciadora.

O inquérito policial concluiu que o empresário havia cometido estupro de vulnerável e o Ministério Público denunciou Aranha à Justiça.​ No julgamento em primeira instância, o juiz da 3ª Vara Criminal de Florianópolis, Rudson Marcos, absolveu o réu. Ele afirmou na sentença que “diante disso, não há provas contundentes nos autos a corroborar a versão acusatória, a não ser a palavra da vítima”.

O vídeo dessa audiência gerou revolta. O advogado de defesa, Cláudio Gastão da Rosa Filho, exibiu fotos sensuais feitas por Mariana Ferrer quando era modelo profissional, definindo-as como “ginecológicas”. Ele ainda disse que “jamais teria uma filha” do “nível” de Mariana e, quando ela começou a chorar, ele reagiu: “Não adianta vir com esse teu choro dissimulado, falso e essa lábia de crocodilo”.

Esse episódio motivou um projeto de lei, com o nome de Mariana Ferrer, que trata sobre a punição para quem constranger vítimas e testemunhas de crimes durante audiências e julgamentos.

NSC