O evento terá a presença da presidente nacional da legenda, deputada Renata Abreu
Na noite desta quinta-feira (24), o Podemos vai anunciar o apoio do partido à pré-candidatura do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, ao Governo da Bahia.
O Podemos é a quarta legenda a declarar apoio oficial à pré-candidatura de ACM Neto. Já estão nessa base o Cidadania, o Solidariedade e o PP, que faz parte da chapa com o vice-prefeito da Bahia, João Leão, como pré-candidato ao Senado.
O evento será realizado no auditório do Edifício Tomé de Souza, às 19h, e vai contar com a presença da presidente nacional da sigla, deputada federal Renata Abreu. Na ocasião, o ex-prefeito de Salvador estará à disposição para falar com a imprensa.
No ato, estarão presentes lideranças e parlamentares do Podemos, do União Brasil, e dos demais partidos que apoiam o ex-prefeito.
A pesquisa Quaest, contratada pelo Banco Genial, divulgada na manhã desta quarta-feira (23/03), aponta que Zé Ronaldo (União Brasil), que não deverá ser candidato ao Senado, é o segundo colocado no levantamento. A liderança é do senador Otto Alencar, que disputará a reeleição. Já o vice-governador João Leão (PP), que tem o apoio de Zé Ronaldo (União), aparece em terceiro lugar. Veja abaixo os números:
Cenário I Otto Alencar – 21% Zé Ronaldo – 13% João Leão – 12% Márcio Marinho – 7% Raíssa Soares – 6% Marcelo Nilo – 4% Tâmara Azevedo – 3% Branco/Nulo/Não pretende votar – 26% Indecisos – 9%
Cenário II Otto Alencar – 24% Zé Ronaldo – 16% João Leão – 13% Raíssa Soares – 7% Tâmara Azevedo – 4% Branco/Nulo/Não pretende votar – 29% Indecisos – 7%
Cenário III Otto Alencar – 26% Zé Ronaldo – 20% João Leão – 16% Branco/Nulo/Não pretende votar – 30% Indecisos – 8%
A margem de erro da pesquisa é de 2,9 pontos para mais ou para menos. 95% confiabilidade. 1140 pessoas ouvidas entre 16 e 19/03. Registro no TSE BA-06141/2022.
Pesquisa Quaest/Genial divulgada nesta quarta-feira (23) mostra o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) à frente na disputa eleitoral para governador da Bahia, com 66%.
No cenário com mais nomes de pré-candidatos, aparecem a seguir o ministro da Cidadania, João Roma (Republicanos), com 5%; o secretário estadual da Educação, Jerônimo Rodrigues (PT), com 4%; e o professor Kleber Rosa (PSOL), com 2%
A parcela dos que dizem que votarão em branco, nulo ou não pretendem votar representa 14% dos entrevistados. Os indecisos somam 9%.
A margem de erro do levantamento é de 2,9 pontos percentuais para mais ou menos. O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Ou seja, se 100 pesquisas fossem realizadas, ao menos 95 apresentariam os mesmos resultados dentro desta margem.
Foram ouvidas 1.140 pessoas face a face entre os dias 16 e 19 de março. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral com o número BA-06141/2022. Primeiro turno
Intenção de voto estimulada para governador da Bahia:
Cenário I
ACM Neto – 66% João Roma – 5% Jerônimo Rodrigues – 4% Kleber Rosa – 2% Branco/Nulo/Não pretende votar – 14% Indecisos – 9%
ACM Neto – 72% João Roma – 10% Branco/Nulo/Não pretende votar – 12% Indecisos – 6%
Cenário III
João Roma – 24% Jerônimo Rodrigues – 18% Branco/Nulo/Não pretende votar – 44% Indecisos – 14%
Senado
A pesquisa Quaest/Genial também traz as intenções de voto para o Senado e mostra o senador Otto Alencar (PSD), que tenta a reeleição, com 21%, seguido pelo ex-deputado federal Zé Ronaldo (União Brasil), com 13%, e pelo vice-governador João Leão (PP), com 12%.
Ainda no cenário com mais possíveis candidatos, aparecem o deputado federal Márcio Marinho (Republicanos), com 7%; a médica Raíssa Soares (PL), com 6%; o deputado federal Marcelo Nilo (PSB), com 4%; e a socióloga Tâmara Azevedo (PSOL), com 3%.
Os que dizem que votarão em branco, nulo ou não pretendem votar somam 26% dos entrevistados. Os indecisos representam 9%.
Intenção de voto estimulada para senador na Bahia:
O prefeito de Feira de Santana, Colbert Martins (MDB), defendeu nesta terça-feira (22) o nome do ex-prefeito da cidade José Ronaldo (UB) como vice na chapa encabeçada por ACM Neto (UB), que disputará o governo da Bahia nas eleições de outubro.
Em entrevista ao Grupo Lomes de Comunicação, Colbert disse que Ronaldo é um nome “extremamente preparado” e uma pessoa que tem um “conhecimento político grande”. “Tem uma experiência como prefeito de Feira de Santana de mais de 16 anos. É uma nome extremamente experiente e que vai compor bem a chapa com ACM Neto”, avaliou.
Colbert Martins afirmou ainda que já está fazendo campanha para ACM Neto em Feira de Santana. “É o melhor para a Bahia neste momento. Tem meu apoio porque é muito preparado e um líder nato”, completou.
As péssimas condições de trabalho da Polícia Civil baiana foi alvo de crítica do deputado estadual Carlos Geilson (PSDB), nesta terça-feira (22). A categoria paralisou as atividades nas delegacias da Bahia.
Os policiais civis estão reivindicando a remoção dos presos com prisão decretada das unidades policiais, a manutenção das viaturas e também a equiparação salarial dos agentes do nível médio e superior.
“A precarização da Polícia Civil é fruto da política atrasada do Governo do Estado. A falta de compromisso com a segurança do povo baiano é algo que beira o absurdo”, criticou o deputado estadual.
A categoria promete encerrar a paralisação somente após o Governo do Estado se pronunciar sobre a transferência dos presos.
O pré-candidato a governador ACM Neto (União Brasil) afirmou nesta terça-feira (22) que é preciso diálogo entre os governos federal e estadual e o Congresso Nacional para buscar uma solução para conter a alta dos combustíveis no país. Em entrevista à rádio Sociedade, ele disse ainda que a Bahia tem uma das maiores alíquotas do ICMS sobre combustíveis do país.
Na entrevista, Neto também falou sobre o diálogo em torno do posto de vice em sua chapa, afirmou que seu foco é na Bahia, voltou a destacar que irá governar com qualquer presidente que seja eleito, criticou a ofensiva do governo sobre prefeitos do PP e ressaltou que pretende visitar 40 cidades por mês a partir de abril, completando 200 municípios até o início da campanha.
“O que eu vejo no Brasil é a falta de diálogo (em torno do preço dos combustíveis). É o governo federal querendo jogar o problema no colo dos governadores e os governadores querendo jogar no colo do governo federal. E aí fica essa guerra e essa disputa de narrativa, e nós estamos pagando R$ 8 (por litro de gasolina). O caminho é sentar à mesa governadores, governo federal e Congresso e cada um vai ter que dar um pouquinho da sua parcela de renúncia”, disse.
“Se todo mundo abrir mão, estados e governo federal, se cada um der a sua contribuição, a gente consegue conter essa alta absurda no preço dos combustíveis. Agora, não pode ser esse jogo de empurra”, completou, destacando ainda sobre o ICMS da Bahia sobre combustíveis: “Em relação à tributação, basta comparar com outros estados do Brasil que você vai ver que a Bahia tem uma mais elevadas do país”.
Definições de vice Sobre o posto de vice, Neto disse não ter pressa e que a prioridade no momento são as definições em torno da janela partidária. Em tese, o nome de vice pode ser apresentado até o período das convenções, entre o final de julho e início de agosto. Questionado sobre diversos nomes, ele falou sobre o ex-prefeito de Feira de Santana Zé Ronaldo (União Brasil), o prefeito de Mata de São João, João Gualberto (PSDB) e os deputados federais Marcelo Nilo (sem partido), Félix Mendonça Jr. (PDT) e Marcio Marinho (Republicanos).
Questionado sobre a disputa pelo Palácio do Planalto, ACM Neto voltou a frisar que seu foco está na Bahia. “Eu não enxergo nenhum postulante ao Palácio do Planalto como adversário. Sou candidato ao governo da Bahia. Caso seja eleito, vou governar com qualquer presidente que o Brasil venha a escolher”, disse.
ACM Neto criticou a ofensiva do governo sobre prefeitos do PP e disse ter sido procurado por gestores municipais do interior de diversos partidos, inclusive de PT e PSD. “O que o governo do estado está fazendo é isso (perseguição). Está ameaçando os prefeitos”, disse. “Sempre trabalhei deixando a política de lado e preservando as minhas obrigações institucionais”, complementou.
“Nós já temos o apoio declarado de 140 prefeitos da Bahia. Quando é que uma candidatura de oposição teve essa largada? Nunca. Nas maiores cidades, nós temos mais da metade ao nosso lado. É um feito extraordinário”, ressaltou.
Passado o período de definição da janela partidária, Neto informou que pretende intensificar as viagens ao interior e pretende visitar ao menos 40 municípios por mês a partir de abril. A ideia é visitar 200 cidades até o início da campanha. “No início de abril começamos de novo a maratona”, frisou.
O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (DEM), falou em entrevista na tarde desta segunda (21), sobre o compromisso em realizar concursos públicos para policiais e profissionais da segurança pública.
O pré-candidato ao Governo do Estado ACM Neto (União Brasil) voltou a criticar, nesta segunda-feira (21), as gestões petistas na segurança pública e afirmou que mais de 290 municípios da Bahia têm apenas dois policiais, em entrevista ao programa Brasil Urgente, da TV Band Bahia. O número representa quase 70% do total de cidades do Estado.
“Mais de 290 municípios da Bahia têm apenas dois policiais, quando não têm ninguém. Imagine o que é uma cidade com extensão territorial grande apenas com dois policiais se revezando para tomar conta do município todo. É impossível. A gente chega em muitos lugares, quem está botando combustível nas viaturas para ela não parar é o prefeito”, disse.
“Então, vai ser preciso ter investimento. Vamos ter que fazer concurso para contratar novos profissionais, vamos ter que melhorar a remuneração dos policiais, trazer tecnologia, olhar no Brasil que está dando certo e trazer pra Bahia. Porque lugar de bandido vai ser na cadeia”, acrescentou o ex-prefeito de Salvador.
Neto voltou a destacar que o governo petista tem transferido responsabilidade na área, ao citar questões nacionais. Contudo, ele pontuou que outros estados conseguiram reduzir os índices de criminalidade, enquanto a Bahia vai na contramão e tem registrado aumento e se mantém na liderança do ranking de homicídios.
Debate – O pré-candidato ainda confirmou sua participação no primeiro debate para a disputa pelo governo, que será realizado pela Band no dia 7 de agosto. “Aproveitar para confirmar que vamos estar aqui nos estúdios da Band fazendo o primeiro debate para o governo do estado. Se tem uma coisa que empolga, que me deixa entusiasmado é debate, porque é a hora que o eleitor tem para confrontar os candidatos, para conhecer mais as ideias”, disse.
Pesquisas – ACM Neto comentou ainda sobre pesquisas de intenção de votos que estão sem realizadas, mas sem citar nomes de institutos. “Vão aparecer várias pesquisas fakes, que a gente tem que desconfiar para ver quem é que está contratando, onde está sendo feita, se o instituto é sério ou se não é sério, tentando iludir, enganar as pessoas. Mas quem está em casa nos assistindo sabe que na verdade a grande pesquisa a gente busca com o sentimento das pessoas nas ruas. Eu tenho andado por toda a Bahia, e só tenho a agradecer o carinho e a acolhida dos baianos”, afirmou.
O ex-prefeito de Feira de Santana e o pré-candidato a vice-governador, José Ronaldo (DEM), acompanhou os festejos em louvor a São José, no distrito de Maria Quitéria.
Estiveram presentes também o pré-candidato a deputado federal, Zé Chico, o deputado estadual Carlos Geilson e os suplentes de vereador Bahia do Ônibus e Aquiles.
Fotos: Tayse Argôlo/Arquivo CORREIO e Embasa/Divulgação)
Um famoso professor de História, que não quero identificar, me faz um relato anedótico que demonstra, para mim, o quão Salvador e Feira de Santana estão cada vez mais próximas. Citando recorrentes viagens à Princesa do Sertão – são 108 km de distância, via rodovia –, conta que ao desembarcar por lá, sempre aparece alguém para perguntar: ‘você é de que interior?’ “Como se eles fossem capital!”, revolta-se.
Entendo a fala do mestre, mas não há motivo para se incomodar, afinal, Feira é, ao menos de maneira informal, a capital do interior, e com potencial para mais! Aliás, aqui mesmo em Baianidades, já colocamos isso em discussão no texto “Feira de Santana é tão parecida com Paris que deveria ser a capital da Bahia”, tese brilhantemente defendida pelo meu parceiro André Uzêda.
Arrisco até comentar que, pensando nisso de forma mais séria, dificilmente você iria estranhar, hoje em dia, Feira como capital oficial da Bahia. E um dos motivos, embora não esteja escrito, vem sendo dito pelas ruas, entre um bonjour e um au revoir: o sotaque das duas cidades está cada vez mais parecido!
Sempre foi assim? Pode ter certeza que não, e é o que motiva este texto, nascido do meu convívio intenso com feirenses, barbarenses, jacuipenses, dos mais antigos aos noviços. Muita coisa mudou na forma de falar por lá, e acho importante explicar o que está acontecendo.
Deita na BR Mas antes de voltar a esse ponto, precisamos viajar algumas décadas atrás para demonstrar que, durante mais de metade da vida, Feira não trocou tanta ideia com Salvador. Emancipada há 188 anos, a alteza sertaneja manteve pequenas interações culturais, sociais e até econômicas com a Roma Negra, como explica o professor de História [dessa vez não é o professor Jaime Nascimento] Rafael Dantas.
Ainda durante a graduação na Ufba, Dantas desenvolveu um projeto de pesquisa intitulado ‘Entre caminhos e encontros no interior baiano’, no qual destacava que antes da inauguração da BR-324, só ocorrida na década de 1940, essas ligações entre a SSA e FSA eram marcadas pelo uso de carroças, carros de boi. E nesse contexto, há diversos relatos sobre a dificuldade de percorrer o itinerário Feira-Salvador-Feira.
“Essas ligações existiam, de forma rudimentar, com os caminhos de terra. E depois, com as ferrovias, muda todo esse contexto”, pontua Dantas, citando a chegada, na segunda metade do século 19, da Bahia and São Francisco Railway, estrada de ferro que vai ligar Salvador a Alagoinhas e, depois, a cidades mais próximas de Feira, como Serrinha.
Relatos de viajantes da era pré-BR, encontrados por Dantas, demonstram a dificuldade dos feirenses primordiais fazerem compras na capital – trajeto que hoje, num Celtinha, se faz em menos de uma hora.
“Há histórias de fazendeiros, por exemplo, que saíam para comprar móveis em Salvador – que era o referencial de comércio mais sofisticado, padrão europeu -, e narram toda essa odisseia de sair a cavalo das fazendas, ir com carroças até o ponto da estação mais próxima, embarcar em um trem, e vir de trem até Salvador. Passavam a semana aqui, compravam as coisas e voltavam”, menciona o professor, dando a dimensão do “isolamento geográfico” anterior à rodovia.
Acento sertanejo Mas tal situação só era referente a Salvador, afinal, um isolamento geral não permitiria que Feira se tornasse a maior cidade do interior baiano, e o maior entroncamento rodoviário da parte de cima do Brasil.
“Feira de Santana é uma cidade que recebe muita migração interna, tanto de cidades da Bahia, principalmente do sertão (região sisaleira, entre outras), como de outros estados do Nordeste. Essa migração interna foi muito intensa entre as décadas de 50 e 80. E esses migrantes trouxeram consigo sua forma de falar que influenciou muito o falar local”, delimita a professora Norma Almeida, professora de Linguística da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), que pesquisa sobre o assunto.
É ela também quem “denuncia” que o sotaque feirense vem perdendo antigas características, e se aproximando cada vez mais do de Salvador, principalmente entre os mais jovens.
“Hoje já percebemos uma diminuição das diferenças, que pode estar relacionada ao maior contato entre os dois locais (BR-324), aos meios de comunicação”, assinala a professora, que também é doutora em Linguística pela Unicamp.
Mas quais são as características marcantes do sotaque feirense que estão caindo numa espécie de desuso por lá? “Um exemplo que pode ser dado é a pronúncia do ‘t’ e do ‘d’ diante do ‘i’. Em Feira, já tivemos mais grupos usando o que chamamos de pronúncia dental, como se pronuncia no sertão, sem o ‘chiado’. Hoje, esse tipo de pronúncia só se percebe entre alguns feirenses mais velhos e nos migrantes de outras regiões”, diz a professora, indicando a quem quiser se aprofundar no assunto o projeto ‘A língua portuguesa falada no semiárido baiano’, sediado na Uefs, com participação dela própria e das prós Zenaide Carneiro, Silvana Araújo e Eliana Pitombo.
Processo Também há diferenças que não são necessariamente relacionadas ao sotaque, como o uso do tu em detrimento do você.
“Essa é uma marca bem feirense, mas que ocorre também em outras cidades do interior. Há uma tese de doutorado sendo feita sobre esse fenômeno e há estudos de mestrado. Esse uso muito disseminado do tu em Feira pode, é uma hipótese, estar relacionado à grande migração de nordestinos”, comenta a especialista, para a qual estamos no meio de uma série de mudanças, que ainda precisam ser melhor analisadas.
Entre elas, também está o apagamento do ‘r’ em final de sílaba, como falar ceveja ao invés de cerveja, o uso do ‘ni’ ao invés da preposição em, também muito comum por lá, entre outras escolhas particulares de cada cidade. “Outras palavras mais comuns em comunidades rurais podem ser encontradas na periferia de Feira, como o uso de ‘em riba’, ‘arrudear’. Seriam formas de falar da periferia influenciada por um falar mais rural”.
Essa percepção é importante, afinal, Feira continua sendo uma zona de influência econômica para 75 municípios, de acordo com pesquisa do professor Sílvio Bandeira de Melo. “Penso que são zonas de mútuas influências linguísticas”, acrescenta Norma Almeida.
Prova de que trocas sociais e culturais mais intensas têm influência no sotaque pode ser observada no caso de Alagoinhas, cidade com perfil semelhante ao de Feira, mas que tinha uma antiga ligação direta com Salvador, pela linha férrea. Fernanda, minha namorada, é alagoinhense, e mesmo que não tivesse ligação direta comigo, poderia ser tranquilamente escalada para atuar em ‘Ó paí, ó’, e ninguém de Salvador jamais perguntaria (como nunca perguntou) de que interior ela veio.