Esquadrão tinha a chance de terminar a 36ª rodada do Brasileirão fora do Z4, mas levou gol no apagar das luzes
Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia
O Bahia não conseguiu segurar o São Paulo na noite desta quarta-feira (29), na Arena Fonte Nova, e deixou escapar a chance de se afastar do rebaixamento do Brasileirão. Após sofrer um gol aos 52 minutos do segundo tempo, o Esquadrão entrou de vez na zona da degola no duelo válido pela 36ª rodada.
O tento do triunfo do time visitante foi assinalado por Caio Paulista. Foi a primeira vitória da equipe como visitante no campeonato. Assim, o Tricolor Paulista chega a 50 pontos, em 9º lugar. Os comandos de Rogério Ceni, por sua vez, somam 41 pontos e ocupam a 17ª posição.
O resultado ajudou o rival Santos e também o Vasco na briga contra o descenso.
O São Paulo voltará a campo no sábado (2), às 21h, contra o Atlético-MG, no Mineirão. O Bahia também vai à capital mineira, onde enfrentará o América-MG. A partida será no domingo, às 16h, no Independência.
Especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) visitaram à sede da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSPBA), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), nesta quarta-feira (29), para conhecer políticas e práticas que direcionam a atuação dos agentes de segurança no estado.
Durante a reunião, no Centro de Operações e Inteligência, foram abordadas ainda questões relacionadas aos aspectos de formação, correição e de acesso às informações. “Esperamos ver em primeira mão as experiências vividas pelas pessoas afrodescendentes do Brasil, e oferecer recomendações ao governo no combate ao racismo sistêmico” explicou Juan Mendez, membro da ONU.
“As ações da Secretaria estão pautadas pelo respeito aos direitos humanos, portanto, são preocupações constantes a formação de nossos profissionais e fortalecimento dos organismos de ouvidoria e corregedoria”, explicou Ana Cecília Bandeira, diretora-geral da Polícia Técnica e representante do Secretário durante a reunião.
Os representantes da ONU ficarão no Brasil até 8 de dezembro e visitarão outros estados. Ao final deste período será elaborado um relatório com os dados resultantes das escutas, projetos, desafios e recomendações.
Participaram do encontro representantes das Polícias Técnica, Militar e Civil, Superintendência de Prevenção à Violência, Corregedoria e Ouvidoria-Geral da SSP e representantes das Secretarias de Promoção da Igualdade Racial e Justiça e Direitos Humanos.
Um bonde com 10 traficantes armados, que segundo informações iniciais se preparava para atacar uma facção rival, foi interceptado na noite de quarta-feira (29), por equipes do 6° Pelotão da 27ª CIPM e da Cipe Litoral Norte (LN), na cidade de Cruz das Almas.
As equipes receberam informações da movimentação de homens armados na localidade de Embira e ampliaram o patrulhamento. O grupo foi encontrado e na tentativa de prisão houve confronto. Cinco integrantes do bando acabaram feridos, foram socorridos, mas não resistiram. O restante do bonde fugiu por uma região de mata.
Com o quinteto foram apreendidos três pistolas calibres 9mm e 40, dois revólveres calibres 38 e 32, carregadores, munições, R$ 6,5 mil em espécie, 586 pinos de cocaína, 110 pedras de crack, 56 porções de maconha, capa de colete balístico, uma balança e cadernos com anotações do comércio de drogas.
Com o momento de discussão e apresentação de Emendas ao Orçamento do Estado da Bahia, exercício 2024, o deputado estadual Binho Galinha (PRD) tem se preocupado com a disponibilização de suas Emendas Impositivas para entidades sociais que atendem as pessoas carentes em Feira de Santana e interior da Bahia. Primeiro foi o HDPA, que deve receber R$ 1,5 milhão. No mesmo propósito, Binho Galinha fez emendas também para a APAE, R$ 140 mil, e o Lar do Irmão Velho, R$ 100 mil. “Fui eleito com o compromisso de ajudar aqueles que mais precisam, que estão desprotegidos dos órgãos públicos e que são os mais necessitados. Por isso estou encaminhando minhas emendas impositivas para o HDPA, Apae e Lar do Irmão Velho”, justificou Binho Galinha.
Uma facção envolvida com tráfico de drogas e de armas, além de homicídios é alvo da Operação Temporal, deflagrada por forças federais e estaduais de Segurança Pública, nesta quarta-feira (29). Ordens judiciais são cumpridas na capital baiana e na Região Metropolitana de Salvador (RMS).
Equipes das Polícias Civil (DHPP e Core), Militar (Bope, Choque BPatamo, Cipe Polo Industrial e Rondesp Atlântico) e Federal (COT, Caop E GPI), além da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/BA) participam da operação.
A Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da Assembleia Legislativa da Bahia promoveu, na manhã desta terça-feira (28), uma audiência pública com intuito de debater a violência contra motoristas e mototaxistas de aplicativo na Bahia.
Além de tratar da violência contra os motoristas e mototaxistas de aplicativos, os parlamentares também dialogaram sobre algumas demandas apresentadas pelos motoristas, a exemplo de falta de reconhecimento profissional, além da precarização das condições de trabalho e a ausência de benefícios trabalhistas.
Segundo o deputado Pablo Roberto, presidente da Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública, esse movimento em prol da categoria não encerra na audiência. “Vamos continuar lutando por essa causa, defendendo essa pauta. Não podemos normalizar os três latrocínios a motoristas de aplicativos e os mais de 270 assaltos de janeiro a agosto deste ano. Essa infeliz realidade requer uma atenção especial por parte do parlamento”, disse o deputado.
Douglas Carvalho, motorista de aplicativo, presente na audiência desta manhã, comentou a importância dessa discussão. “Agradecer ao deputado Pablo Roberto pela coragem de abraçar esse tema, trazendo esse debate, e de enfrentar grandes empresas como a Uber, em prol da nossa classe de trabalhadores. Um debate extremamente importante e necessário, e que não vai parar por aqui, já que temos o comprometimento dos deputados da Comissão com a causa”, afirmou Douglas.
Entre as pautas para melhoria nas condições de segurança, os motoristas alegam que precisam saber sobre o destino final de suas corridas. “Não dá mais pra gente não saber pra onde estamos indo, isso contribui com todas as situações que culminam até em morte”, concluiu o motorista.
Além do deputado Pablo Roberto, comporam a mesa da audiência pública a deputada Neusa Cadore; o delegado da Polícia Civil, Tiago Rodrigues; o coronel da Polícia Militar, Lucas Palma; a representante do aplicativo Indriver, Sabrina Quintino; o presidente da Cooperativa Mista de Motoristas e Mototaxistas por Aplicativo (COOPMMAP-BA), Vick Passos; o representante do Aeroporto Luís Eduardo Magalhães, Gerlan Alves; o presidente do Sindicato dos Motoristas de Transporte Privado, Zilmar Gomes; além de representantes de associações, sindicatos e cooperativas dos motoristas e mototaxistas de aplicativos.
Equipamentos custaram ao todo R$ 27 milhões e reforçarão ação voltada ao período do verão
Fotos: Alberto Maraux
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) afirmou nesta terça-feira (28) que as ações policiais intensificadas desde setembro continuam em curso em Salvador e em cidades do interior da Bahia.
A declaração foi dada durante lançamento da Operação Verão 2023/2024, em cerimônia no Farol da Barra, um dos principais pontos turísticos da capital. No evento, o governador fez a entrega de R$ 27 milhões em equipamentos para as forças de segurança do estado.
“Nós, em momento algum, nos últimos meses, paramos de fazer operações. As polícias Militar e Civil, em parceria com a Polícia Federal e Polícia Rodoviária, fazendo apreensões de drogas, de armas, de criminosos. Essa é a função nossa”, disse o governador em entrevista à imprensa.
Uma segunda entrega de equipamentos será feita ainda nesta manhã, no Pelourinho.
Ao todo, o governo adquiriu 125 viaturas (carros, motos e bases móveis) e quatro botes rígidos de salvamento.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública, as viaturas de duas e quatro rodas serão empregadas nos pontos turísticos, no patrulhamento em regiões com hotéis e pousadas, nas principais vias e também no entorno dos grandes eventos.
As embarcações ajudarão na fiscalização preventiva nas praias, em regiões com rios e também lagos.
“Essa é uma operação para o estado da Bahia. É um chamamento, um fortalecimento para que as pessoas do próprio estado possam ter a confiança e a dignidade de curtir as suas férias com seus familiares. Mas também aqueles que virão fazer turismo, participar da festa de largo, no interior e na capital, virão para o Carnaval”, disse Jerônimo.
O prefeito de Anguera, Mauro Vieira, esteve na tarde desta segunda (27) na sede do PSD, onde formalizou a sua filiação ao partido, com o apoio dos senadores Angelo Coronel e Otto Alencar, se desvinculando do PL. Mauro agradeceu ao presidente do PL, João Roma.
“Agradeço a compreensão e carinho do Presidente Regional do Partido Liberal, João Roma. Agora, como presidente local do partido e candidato pelo 55, vamos juntos construir um futuro promissor. Obrigado aos parceiros por investirem em Anguera, elevando a qualidade de vida da nossa cidade”, afirmou Mauro em suas redes sociais.
Para lidar com os efeitos do fenômeno El Niño, que causa redução do volume de chuvas na Bahia, a Embasa está investindo na diversificação de mananciais para garantir a continuidade do abastecimento durante a estiagem. As ações incluem a perfuração de novos poços em diversos municípios e o monitoramento intensivo dos rios onde atualmente a empresa capta água, além de melhorias e interligações entre sistemas.
“Estamos tomando as medidas possíveis para enfrentar a estiagem causada pelo El Niño, que coloca em risco a disponibilidade de água em parte dos nossos mananciais”, explica o presidente da Embasa, Leonardo Góes. “Fizemos um levantamento dos sistemas mais vulneráveis e estamos iniciando medidas de curto, médio e longo prazo para garantir a continuidade do fornecimento de água para a população nessa situação atípica”, detalha Leonardo.
É o caso de Lagoa Real, onde a barragem de São Pedro e a barragem do Córrego secaram por falta de chuva. A Embasa manteve o abastecimento com cinco poços, que não produziam água suficiente para a demanda da cidade. Felizmente, a solução definitiva para a regularização do fornecimento está a caminho, pois a empresa acaba de concluir a terceira etapa da adutora do Algodão. Após os últimos testes na adutora, a água do rio São Francisco chegará a Lagoa Real, normalizando o abastecimento no município.
Já em Piripá, no sudoeste do estado, a falta de chuvas deixou a barragem do rio Bonito em nível crítico e um dos poços reduziu a produção de água. Para normalizar o fornecimento, a Embasa está trabalhando para aumentar a produção da estação de tratamento do município vizinho de Condeúba, e direcionar todo o excedente para Piripá. Em paralelo, a empresa está perfurando mais oito poços. A longo prazo, a empresa irá implantar uma captação de água na barragem de Anagé, com uma nova adutora fazendo a integração dos sistemas.
Em Lajedinho, a captação no rio Utinga secou no final de outubro e o abastecimento está ocorrendo com água captada no rio Bonito. Para completar o volume necessário para atender a demanda, além de perfurar um novo poço, a Embasa solicitou ao Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) a fiscalização para disciplinar o uso de bombas de captação de água no curso do rio Utinga, já que a prioridade do uso da água, em contexto de escassez hídrica, conforme a legislação, é o abastecimento humano.
Importância do reservatório – Para manter o abastecimento diante de interrupções no fornecimento, que podem ocorrer nesse contexto de estiagem, é fundamental contar com reservatório em casa. “Com um reservatório de tamanho adequado ao consumo dos moradores, é possível contar com uma reserva de água para os momentos mais críticos ou para quando há alguma manutenção na rede distribuidora”, orienta o diretor de Operação da Embasa no interior, Gildeone Almeida.
No caso da Região Metropolitana de Salvador, os mananciais não apresentam risco imediato, mas o aumento do consumo em decorrência do calor pode causar um retorno mais lento do sistema em casos de interrupção. Por isso, também é importante contar com uma caixa d’água. “Em um sistema grande e complexo como o de Salvador, o aumento do consumo pode reduzir a pressão da rede, dificultando a chegada da água nos locais mais altos. Com o reservatório, é possível guardar a água que chega nos momentos de menor consumo na rede”, explica Manuella Andrade, diretora de Operação da Embasa na RMS.
Em mais uma ação da Inspeção do Trabalho, dessa vez, realizada no Extremo Oeste da Bahia, Auditores-Fiscais do Trabalho (AFTs) confirmaram as condições degradantes e agressões físicas sofridas por um trabalhador de uma fazenda localizada no município de Cocos e resgataram outros cinco trabalhadores em condições análogas à de escravo no município de Correntina.
De acordo com o Sindicato dos Auditores Fiscais do Trabalho do Estado da Bahia (SAFITEBA), a operação de Combate ao Trabalho em Condições Análogas às de Escravo foi deflagrada no dia 06 de novembro, após a Gerência Regional do Trabalho e Emprego de Barreiras (GRTE/BARREIRAS) tomar conhecimento de que um trabalhador teria sido despido, algemado e espancado por seguranças da fazenda em que trabalhava, em Cocos. A equipe de fiscalização ouviu trabalhadores e encarregados, inspecionou as instalações e constatou que o funcionário foi agredido com cassetete, algemado e trancado sozinho em uma sala, conseguindo sair após arrombar a porta.
De acordo com o AFT Daniel Santana, o tratamento degradante e agressivo dos seguranças contra o trabalhador configura condições de trabalho análogo ao de escravo e, com essa apuração dos fatos, é possível garantir os direitos legais ao cidadão. “O fato de um trabalhador ser agredido com golpes de cassetete, ser algemado e trancado remete claramente ao vergonhoso passado do Brasil escravista e mostra o anacronismo atual no país, no qual condutas como estas ainda são realizadas”, alertou o AFT Daniel Santana.
Escravizados em Correntina
Dando sequência às ações de fiscalização, que prosseguiram até o dia 10 de novembro, os AFTs fiscalizaram outras propriedades denunciadas e identificaram trabalho análogo ao de escravo em uma fazenda situada no município de Correntina, onde foram localizados 5 homens em condições degradantes e com jornada exaustiva de trabalhando, sendo um deles um adolescente de 15 anos. Eles trabalhavam dez horas por dia, de segunda a sábado, e cinco horas aos domingos, sem descanso semanal remunerado. Apenas um dos trabalhadores possuía registro formal de emprego e nenhum deles recebia os Equipamentos Individuais de Segurança (EPIs) adequados à atividade rural.
Em seus depoimentos, os trabalhadores revelaram que não eram fornecidas alimentações suficientes e não tinham o acesso a água potável garantido pelo empregador. J.C.S.C. afirmou que, muitas vezes, o café da manhã consistia apenas em café preto puro, e quando o empregador trazia pão, era duro e mofado. Já L.Q.S. informou que, várias vezes, precisou complementar a feira com seu próprio dinheiro para terem o que comer e nunca foi ressarcido pelo patrão.
Outra constatação grave durante a inspeção foi a de que o espaço utilizado como alojamento não possuía vedação, permitindo a entrada de bichos – sapos, morcegos e ratos, com a possibilidade, inclusive, do acesso de animais peçonhentos. Um dos trabalhadores dormia em colchão no chão, não havendo, também, armários para a guarda de objetos pessoais.
Segundo a AFT Alessandra Luz Andrade, o tratamento rude do empregador contra seus funcionários reflete práticas escravocratas antigas que não podem mais ser toleradas na nossa sociedade. “A questão das condições precárias de trabalho no meio rural são reflexo do choque geracional entre os empregadores, muitos provenientes do Sul e de idade avançada e a atual legislação protetiva do trabalhador, reconhecida internacionalmente. Assim, com todos os direitos desrespeitados, inclusive com falta de alimentação, fica caracterizada a afronta à dignidade da pessoa humana, o que caracteriza a degradância a que estavam submetidos os trabalhadores resgatados”, explica.
Denúncias
As denúncias de condição degradante de trabalho ou suspeita de trabalho análogo à escravidão podem ser feitas por meio do Sistema Ipê (ipe.sit.trabalho.gov.br).