Foto: Jorge Magalhães

Após não terem suas reinvidicações atendidas pela Prefeitura de Feira de Santana, os professores da rede municipal decretaram greve por tempo indeterminado, na manhã desta quinta-feira (31).

Entre os pedidos, os docentes cobram, principalmente, o reajuste salarial de 33%, autorizado pelo Governo Federal neste ano, pagamento de 60% dos precatórios do Fundef, licença prêmio, alteração de carga horária, entre outros.

Membros da APLB Sindicato, ocuparam o Paço Municipal com cartazes e palavras de ordem contra o prefeito Colbert Martins.

Em nota, o governo municipal lamentou a invasão.

“O Governo Municipal foi surpreendido no final da manhã desta quinta-feira, 31, com uma manifestação político-partidária, com professores ligados à APLB, o presidente da Câmara Municipal, Fernando Torres, vestido com uma camisa do PT e PSD, o vice-presidente da Câmara Municipal, também do PT, Silvio Dias, o vereador Jonathas Monteiro, do PSOL, e outros da oposição.

Diante dos ânimos exaltados dos manifestantes que invadiram o Paço Municipal Maria Quitéria, sede da Prefeitura, a Guarda Municipal agiu dentro do necessário para exclusivamente defender o patrimônio público, até porque o prédio é tombado como patrimônio histórico e cultural.

Eles chegaram a danificar algumas portas, quebrando vidros, invadiram salas da Secretaria de Governo e ainda tentaram agredir funcionários do Executivo Feirense. Outros tiveram que ficar recolhidos nas dependências da Prefeitura temerosos em sofrer um possível ato de violência. Uma funcionária chegou a desmaiar. Ambulâncias do SAMU foram acionadas por servidores do Paço Municipal.

Ainda ontem à noite, o Governo Municipal manteve uma reunião de negociação com os professores, garantido o pagamento do piso salarial Nacional. A invasão à Prefeitura é um total desrespeito ao povo de Feira de Santana e surpreende que autoridades constituídas, como o presidente do Poder Legislativo, esteja na liderança de um ato de vandalismo como este”.

O presidente da Câmara, Fernando Torres, informou que foi agredido por um servidor da prefeitura.

“Uma greve justa dos professores. Eles foram recebidos com empurrões, chutes e murros. Levei um murro do secretário Fanael, professores passaram mal, foram levados pelo SAMU. Foi um pandemônio. Eu vou processar Fanael”, disse.

*Com informações da Secom e do site De Olho na Cidade

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