Um homem de 35 anos de idade foi assassinado a tiros, por volta das 18h de domingo (14), em Feira de Santana. Foi o único homicídio registrado no final de semana na cidade.
Segundo a polícia, o crime ocorreu na 2ª Travessa Medeiros Neto, em frente a uma oficina no Sítio Matias, região do bairro Tomba.
A vítima foi identificada como Nivaldo Oliveira Silva. Moradores que acionaram a polícia disseram que ouviram o barulho de cerca de dez tiros.
Não há outras informações sobre o crime até o momento. A delegada Ludmila Vilas Boas e Santos, foi ao local e presidiu o levantamento cadavérico.
Um homem acusado de matar Brendo Raislan Lima Vieira, de 24 anos, após atirar no jovem na Rua José Paulo Freire, Expansão do Conjunto Feira IX, bairro Calumbi em Feira de Santana, foi preso na tarde de ontem (11). Ele foi localizado no bairro Campo Limpo e o mandado de prisão foi expedido pela Vara do Júri.
Segundo a polícia, a ocorrência incialmente foi tratada como tentativa de homicídio, ocorreu no dia 18 de março e o óbito foi subsequente, no dia 30 de março no Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), onde Brendo ficou internado por 13 dias. O fato foi investigado pela Delegacia de Homicídios e foi apurado que a motivação foi ciúmes. Brendo estava se relacionando com a ex-companheira do acusado e o homem alegou durante o interrogatório que a sua opção era “matar ou morrer”.
Ele foi preso e está à disposição da Justiça no Complexo Policial do Sobradinho.
De acordo com a Polícia Civil, após o registro da queixa feita pelo superintendente, o veículo utilizado pelos homens foi incluído no alerta de monitoramento. Com este procedimento, o carro modelo Prisma foi identificado na noite de ontem (9) no estado de Pernambuco com deslocamento para o estado da Bahia.
Foto: Polícia Civil
Somente na manhã desta quarta-feira que o carro foi identificado mais uma vez, já na BR-116 Sul, com destino ao estado do Rio de Janeiro.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizou a abordagem e os investigadores da Polícia Civil realizaram a prisão dos dois homens. Com eles, foi encontrada uma bolsa com a quantia em espécie de R$ 26.100 além de um módulo, que segundo os mesmos, era utilizado para enganar as vítimas.
Foto: Polícia Civil
Os homens que são moradores da cidade de Duque de Caxias, estado do Rio de Janeiro, foram apresentados ao delegado André Ribeiro, titular da DRFR, juntamente com o veículo e o dinheiro apreendido.
Deivison da Conceição Barbosa, acusado de ter matado com golpes de faca no dia 30 de outubro de 2021 na Rua Brigadeiro Eduardo Gomes, Centro, o jovem Lucas Rangel Lima, de 29 anos, foi julgado nesta terça-feira (9) no Fórum Desembargador Filinto Bastos.
O Conselho de Sentença condenou o réu e a juíza Márcia Simões Costa, titular da Vara do Júri de Feira de Santana, aplicou a pena de 16 anos e 6 meses de reclusão em regime fechado.
Para o promotor de justiça, Antônio Luciano, a pena que foi aplicada é justa, adequada e devidamente balizada pela juíza. O réu já responde por outro crime, anterior ao assassinato de Lucas e ele frisou que a pena é uma resposta para censurar esse tipo de comportamento na sociedade.
Foto: Aldo Matos
“Atende aos interesses legais e a prova do processo é cabal. Além das testemunhas, tivemos o vídeo, toda a ação criminosa foi filmada demonstrando a intenção de matar, a frieza e impossibilidade de que a vítima lançasse qualquer recurso em defesa de sua vida. É uma resposta que a sociedade dá, censurando esse tipo de comportamento”, disse.
O defensor público, Danilo Mattos relatou que a defesa já esperava o resultado da pena. Ele afirmou que existiam as provas nos autos, mas não haviam provas contra a qualificadora do homicídio.
“Existiam provas da existência do crime de fato e foi nesse sentido a decisão dos jurados. Veio uma pena um pouco mais elevada do que a gente entende que seria cabível ao caso, mas vamos apresentar o recurso”, comentou.
O crime
Lucas Rangel Lima, de 29 anos, foi morto com golpes de faca. Segundo a polícia, Lucas era um andarilho e o acusado do crime foi preso em flagrante ainda com a arma do crime. A prisão foi feita por policiais civis do Plantão Regional sob comando da delegada Maria Clécia Vasconcelos. De acordo com a polícia, estava escondido na laje de uma casa abandonada, na mesma região onde o crime aconteceu.
Além da faca usada no crime, com ele foram encontradas outras quatro facas, uma tesoura, chave de fenda e outros objetos. O homem confessou o crime e atribuiu supostas ameaças da vítima, como motivação do homicídio.
Com informações do repórter Aldo Matos do Programa nas Ruas e na Polícia.
O Ministério Público estadual deflagrou na manhã de hoje, dia 28, uma operação contra um grupo criminoso responsável pela entrada de materiais ilícitos no Conjunto Penal de Feira de Santana.
A ‘Operação Sísifo’ foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco) e contou com o apoio da Força Correcional da Secretaria de Segurança Pública (SSP), da Polícia Rodoviária Federal (PRF), da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) e da Unidade de Monitoramento de Execução da Pena (Umep) do MP. Seis promotores de Justiça participaram da operação.
Agentes públicos investigados por envolvimento no esquema foram afastados das funções por determinação da Justiça. Eles são investigados por crimes crimes de prevaricação, favorecimento de entrada de celular em presídio e corrupção passiva e ativa, praticados por associação ou organização criminosa.
Foto: Humberto Filho
A operação cumpriu 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 2ª Vara Criminal de Feira de Santana, nos municípios de Feira de Santana, Irecê, Muritiba, Sapeaçu, Cruz das Almas, Santo Antônio de Jesus, Presidente Dutra e Santa Bárbara, com a finalidade de reunir mais provas sobre os fatos.
A investigação teve início após constatação pelo MP da “recorrente apreensão de diversos materiais ilícitos com os presos”, especialmente celulares, entorpecentes e armas perfurocortantes, “o que levantou evidências da participação ativa de detentos e de policiais penais”.
A Polícia Federal prendeu na manhã desta sexta-feira (28), um homem suspeito de envolvimento na morte do empresário Marcos Edilho Pereira Marinho, 39 anos, que foi executado no dia 12 de março em um restaurante, na Avenida Fraga Maia, em Feira de Santana.
Foto: Paulo José Acorda Cidade
Segundo informações do repórter Aldo Matos, do programa Nas Ruas e na Polícia, o suspeito, que estava com prisão temporária decretada pela Justiça, foi levado inicialmente para a delegacia da Polícia Federal (PF), onde foi apresentado ao delegado Fábio Marques.
Ele prestou depoimento e foi encaminhado ao delegado titular da Delegacia de Homicídios (DH), Rodolfo Faro, para adoção das medidas cabíveis.
Segundo o delegado Rodolfo Faro, a Polícia Federal desencadeou uma operação para o cumprimento de mandados de prisão de indivíduos que tinham armas registradas em seus nomes e chegou até o suspeito.
O delegado informou ao Acorda Cidade, que a investigação é da Delegacia de Homicídios e o trabalho segue para o cumprimento de outros mandados para assim chegar até a conclusão do inquérito.
Ele declarou que já há indicativo de motivação, porém ainda não pode ser divulgada para não atrapalhar o trabalho da polícia.
“Ele ficará em prisão temporária de 30 dias que serve para ajudar nas investigações. Com 30 dias, comprovando o envolvimento dele, pode ser representada pela renovação da prisão temporária ou diretamente pela prisão preventiva”, explicou.
Rodolfo Faro afirmou que o suspeito do crime de Marcos Edilho é também empresário, trabalha no ramo de oficina automotiva e mora em Feira de Santana. De acordo com ele, há mais envolvidos no crime, entre mandantes e executores.
O crime
No dia do crime, a vítima foi alvejada por homens armados com pistola e arma calibre 12, enquanto saía do estabelecimento com a esposa.
Após praticarem o crime, os autores, que estavam a bordo de um veículo Toro branco, fugiram em direção à Avenida Maria Quitéria, pela contramão.
Marcos Edilho tinha empresas no ramo de consultoria e costumava compartilhar seu dia a dia nas redes sociais, onde acumulava mais de 1 milhão de seguidores.
Com informações do repórter Aldo Matos do programa Nas Ruas e Na Polícia e do repórter Paulo José do Acorda Cidade.
Em entrevista ao Acorda Cidade, o coordenador Regional de Polícia do Interior (1ª Coorpin), delegado Roberto Leal, informou que o mesmo estava com um mandado de prisão em aberto.
Foto: Ed Santos/Acorda Cidade
“Ontem as equipes já estavam diligenciando em relação a este fato, e tínhamos ciência que um grupo envolvido com o tráfico de drogas ali na região do Caseb teria sido responsável por este crime. Havia uma operação programada inclusive no dia de hoje através da DTE de Feira de Santana, e entre esses alvos da operação, um deles foi apontado como envolvido neste fato. Este indivíduo resistiu à ação dos policiais que estavam realizando o cumprimento de mandado de prisão e busca contra o mesmo e veio a óbito. As investigações agora continuam e durante as diligências também foram constatadas de que um dos indivíduos que foi preso nesta mesma operação, também pode ter participação neste fato. Vamos continuar com as diligências para verificação desta informação e se assim for, vamos aí continuar para não apenas identificar, mas também realizar todas as investigações necessárias, inclusive apontar todos os indivíduos que participaram desse ato criminoso”, afirmou.
De acordo com o delegado, o homem que morreu em confronto com os policiais civis já era apontado como integrante de uma organização criminosa do bairro Caseb.
Com informações do repórter Ed Santos do Acorda Cidade
O capitão da Polícia Militar identificado como Isaac Santos, que foi agredido por um soldado na segunda-feira (24), durante o arrastão do cantor Thiago Aquino, na Micareta de Feira de Santana, publicou uma nota em suas redes sociais repudiando o ocorrido e desabafou sobre a violência sofrida.
Ele informou que durante a situação disse à tropa que também faz parte da Polícia Militar e mesmo assim houve a agressão com o bastão de forma indiscriminada.
Confira o texto:
Não achei que tivesse que explicar nada em rede social após a divulgação de imagens da agressão que sofri, porém não posso deixar que alguns mal intencionados apresentem apenas uma versão distorcida do fato.
Dos meus 15 anos na polícia, 14 anos trabalhei em todos os carnavais e micaretas de Feira de Santana, além de outras festas de largo. Sei da necessidade da ação vigorosa e do uso da força nesses eventos e já usei em quase todos eles. Contudo, todos que trabalham ou trabalharam comigo sabem das orientações de que não devemos usar a força de forma indiscriminada, sobretudo sem uma avaliação do cenário e sem necessidade. Dentre todas as ocorrências desse tipo em que participei, nunca usei o bastão na cabeça de alguém, sobretudo com a situação já controlada.
Em qualquer caso, após a situação contida, não cabe agressão a qualquer pessoa que não esboce ação violenta, pior ainda após ter se identificado como Policial Militar.
Fui agredido pelas costas quando já estava identificado e empurrado pelo colega de farda que me agrediu na cabeça sem qualquer necessidade e de forma gratuita. Nosso respeito mútuo não pode ruir em defesa de um falso corporativismo.
Não podemos confundir corporativismo com aceitação a esse tipo de conduta. Repito: o uso da força é necessário, a ação vigorosa é fundamental, mas nossos familiares e a sociedade de bem não merecem sofrer com conduta ISOLADA e violência desmedida como esta que sofri, poderia ter sido um familiar meu ou de qualquer outro policial ou qualquer folião que estivesse ali para curtir.
Agradeço as muitas ligações e mensagens de apoio a mim e ao Cap PM Biluca, isso por si só, pra gente, já diz muito quem somos.
Aproveito para informar que estou bem, fui atendido, medicado e liberado, mas poderia não estar se o golpe pegasse na minha cabeça em cheio. Mas, graças a Deus, isso não aconteceu. Mantive o imprescindível equilíbrio para identificar quem me agrediu e buscar o caminho legal para a devida responsabilização.
Se a situação não tivesse sido filmada eu teria vergonha de dizer que fui agredido por outro Policial Militar, mesmo depois de me identificar, pois respeito muito minha classe e esse tipo de conduta não condiz com as nossas formações.
Entrei na corporação como soldado e sempre respeitei e tratei com urbanidade todos com quem trabalhei, sejam pares, superiores ou liderados. Me perguntaram por que não revidei quando tive a oportunidade. A resposta é simples: nunca desrespeitei ou agredi qualquer policial militar e não seria esta a primeira vez.
Cap PM Isaac
Ciente: Cap PM Biluca
Sobre as denúncias envolvendo agressões praticadas por policiais militares, o Comando de Policiamento Regional Leste (CPRL), emitiu uma nota lamentando todos os fatos e disponibilizando os canais de registro para as ocorrências. Veja a nota:
NOTA À IMPRENSA
A respeito de conduta referente a policiais militares durante a micareta de Feira de Santana , a corporação informa que o segundo maior evento de rua do estado transcorreu com sucesso , lamenta as denúncias veiculadas na imprensa , e que os fatos isolados estão sendo devidamente apurados e disponibiliza os canais de comunicação institucionais para recepcionar os relatos, a exemplo do 0800 284 0011 (Ouvidoria) e a Corregedoria Geral da corporação e a Corregedoria do Comando de Policiamento da região Leste.