Copa Intercontinental será nesta quarta-feira (17), às 14h no horário de Brasília
Foto: Serhat Akin/FIFA
Flamengo e PSG se enfrentam nesta quarta-feira (17), às 14h no horário de Brasília, no estádio Ahmad bin Ali, pela final da Copa Intercontinental. Campeão da Libertadores, o Mengo tenta o segundo título. Já o time francês, que conquistou a última edição da Champions League, busca sua primeira taça.
O Mengo sonha com o bicampeonato mundial. A primeira conquista foi em 1981 quando o time, que tinha Zico no comando em campo, venceu o Liverpool por 3 a 0. A equipe carioca voltou a disputar o torneio em 2019, sob o comando do técnico Jorge Jesus, mas foi derrotada no reencontro com os ingleses por 1 a 0. Para enfrentar o PSG, o Rubro-Negro precisou passar por outras duas partidas anteriores. Na estreia, bateu o Cruz Azul, do México, por 2 a 1, e depois o Pyramids, do Egito, por 2 a 0.
PSG O PSG desembarcou no Catar no último domingo (14), um dia após vencer o Metz por 3 a 2, pelo Campeonato Francês. O time da França entrou no torneio já na final, diferentemente do Flamengo que precisou disputar duas partidas para chegar à decisão. Tradicionalmente, os europeus não costumam levar os mundiais muito a sério. No entanto, o técnico Luis Enrique destacou a importância da partida pela conquista inédita que seria para o clube.
Arbitragem A Fifa, que promove a Copa Intercontinental, designou o árbitro Ismail Elfath para apitar a partida. Ele será auxiliado pelos assistentes Corey Parker e Kyle Atkins. Enquanto Allen Chapman ficou encarregado do VAR. O quarteto é todo dos Estados Unidos.
Na telinha A final PSG x Flamengo será transmitida ao vivo pela TV Globo, sportv e ge tv.
FICHA TÉCNICA PSG x Flamengo Copa Intercontinental – Final Local: Ahmad bin Ali, em Doha (CAT) Data: 17/12/2025 (quarta-feira) Horário: 14h no horário de Brasília Árbitro: Ismail Elfath (EUA) Assistentes: Corey Parker e Kyle Atkins (ambos dos EUA) VAR: Allen Chapman (EUA) Transmissão: TV Globo, sportv e ge tv PSG: Chevalier; Zaïre-Emery, Marquinhos, Pacho e Nuno Mendes; Vitinha, João Neves e Fabián Ruíz; Kvaratskhelia, Dembélé e Doué (Barcola). Técnico:Luis Enrique.
Flamengo: Rossi; Varela, Léo Ortiz, Léo Pereira e Alex Sandro; Pulgar, Jorginho e Arrascaeta; Carrascal, Bruno Henrique (Pedro) e Samuel Lino (Everton Cebolinha). Técnico: Filipe Luís.
Primeira fase acontece entre os dias 11 de janeiro a 22 de fevereiro
Foto: Letícia Martins/EC Bahia
A Federação Bahiana de Futebol (FBF) divulgou a tabela detalhada dos jogos da primeira fase do Campeonato Baiano 2026. O Bahia conheceu as datas e os horários dos seus compromissos na etapa inicial do estadual.
A estreia do Esquadrão de Aço será contra o Jequié no dia 11 de janeiro, um domingo, às 16h, na Arena Fonte Nova. Três dias depois, o Tricolor visita o Bahia de Feira, às 19h15, na Arena Cajueiro. Já o clássico Ba-Vi ficou para o dia 25 do mesmo mês, às 16h, no Barradão, pela quinta rodada.
O Esquadrão de Aço vai lutar para conquistar o 51º título baiano da sua história. A última vez que levantou o caneco foi em 2025 quando levou a melhor sobre o Vitória vencendo a final pelo placar agregado de 3 a 1. O time do técnico Rogério Ceni bateu o rival por 2 a 0, no primeiro jogo da decisão, na Fonte Nova. Depois, arrancou o empate em 1 a 1 no Barradão, com o gol de Kayky aos 62 minutos do segundo tempo.
Além do Baianão, a agenda do Bahia em 2026 ainda tem as disputas da Libertadores, começando pela fase preliminar, da Copa do Brasil, e do Campeonato Brasileiro, este programado para começar no dia 28 de janeiro.
Confira a tabela do Bahia no Baianão:
1ª rodada Bahia x Jequié, 11 de janeiro (domingo), às 16h, na Arena Fonte Nova
2ª rodada Bahia de Feira x Bahia, 14 de janeiro (quarta-feira), às 19h15, na Arena Cajueiro
3ª rodada Bahia x Galícia, 17 de janeiro (sábado), às 16h, na Arena Fonte Nova
4ª rodada Bahia x Barcelona de Ilhéus, 20 de janeiro (terça-feira), às 19h15, na Arena Fonte Nova
5ª rodada Vitória x Bahia, 25 de janeiro (domingo), às 16h, no Barradão
6ª rodada Bahia x Porto, 31 de janeiro (sábado), às 16h, na Arena Fonte Nova
7ª rodada Juazeirense x Bahia, 8 de fevereiro (domingo), às 16h, a definir
8ª rodada Bahia x Jacuipense, 14 de fevereiro (sábado), às 16h, na Arena Fonte Nova
9ª rodada Atlético de Alagoinhas x Bahia, 22 de fevereiro (domingo), às 16h, a definir
Atletas poderão mudar de equipe após até 12 partidas no Brasileirão a partir de 2026
Foto: Reprodução / CBF
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) oficializou uma mudança relevante no regulamento de transferências do Brasileirão. A partir da temporada de 2026, jogadores poderão defender um clube da Série A por até 12 partidas e, ainda assim, se transferirem para outra equipe da mesma divisão.
Até a edição atual do Campeonato Brasileiro, o limite era bem mais restritivo: quem ultrapassasse seis jogos ficava automaticamente impedido de atuar por outro clube da Série A no mesmo campeonato. Com a nova regra, a restrição só passa a valer a partir do 13º jogo.
A alteração está diretamente ligada à reformulação do calendário nacional. Com o Brasileirão previsto para começar já no fim de janeiro e se estender até dezembro, a CBF entendeu que o modelo anterior engessava o mercado muito cedo, especialmente nos primeiros meses da competição.
Impacto no planejamento dos clubes
Na prática, a mudança dá mais fôlego às diretorias para ajustes de elenco ao longo do primeiro trimestre da temporada. Em anos anteriores, um jogador que atuasse com frequência já atingia o limite de seis jogos logo nas primeiras rodadas, o que dificultava negociações pontuais ou correções de rota.
Clubes como Bahia e Vitória, por exemplo, passam a ter mais margem para lidar com imprevistos, como lesões, oscilações técnicas ou oportunidades de mercado, sem a necessidade de decisões apressadas logo no início do campeonato.
Segundo a CBF, a flexibilização busca tornar o sistema mais compatível com a duração da Série A em 2026 e oferecer maior equilíbrio ao mercado de transferências, sem comprometer a integridade esportiva da competição.
Sorteio colocou Egito e Irã na “Partida do Orgulho” em Seattle e abriu impasse na Fifa
Foto: Reprodução / Instagram @gianni_infantino
A Copa do Mundo de 2026 ainda nem começou, mas já carrega sua primeira grande controvérsia. Uma decisão tomada meses antes do sorteio dos grupos colocou a Fifa no centro de um impasse que envolve Egito, Irã, a cidade de Seattle e ações de visibilidade LGBTQIA+.
Como surgiu o problema?
Muito antes de saber quais seleções jogariam em Seattle, o comitê local definiu que uma das partidas sediadas na cidade seria a chamada “Pride Match”, um jogo dedicado a celebrar o orgulho LGBTQIA+.
A iniciativa previa elementos simbólicos no estádio e ações de apoio à comunidade. O que ninguém dentro da Fifa imaginava é que o sorteio colocaria Egito e Irã, dois países onde a homossexualidade é ilegal, justamente nessa partida.
A probabilidade de esse confronto cair especificamente no jogo temático era baixíssima: 0,7%, equivalente a 1 chance em 144.
Reação imediata das federações
Após o anúncio das seleções envolvidas, as federações de Egito e Irã se manifestaram rapidamente, rejeitando qualquer associação a atos de celebração LGBTQIA+ durante a partida.
Ambas indicaram desconforto e demonstraram resistência a participar do jogo caso o tema fosse mantido.
A postura abriu um dilema diplomático para a Fifa, que agora precisa decidir como conciliar: a autonomia da cidade-sede em promover ações de diversidade, as culturas e leis dos países participantes e o próprio regulamento da Copa, que nunca previu um cenário semelhante.
O que a Fifa pode fazer
Três caminhos estão sobre a mesa:
Manter a Pride Match, apoiando a decisão de Seattle — o que pode gerar boicote ou retaliação dos países envolvidos.
Cancelar o evento comemorativo, o que seria visto como um recuo político e poderia provocar críticas de grupos de direitos humanos.
Refazer o emparelhamento da partida, algo inédito na história das Copas e que abriria precedente para futuras pressões políticas.
Até agora, nenhum posicionamento oficial foi anunciado pela entidade máxima do futebol mundial.
Um dos jogos mais aguardados da Copa
Marcado para 27 de junho, um sábado, o confronto ganhou holofotes antes mesmo de a bola rolar.
A reunião entre uma celebração do orgulho LGBTQIA+ e dois países que criminalizam relações homoafetivas transformou o duelo em símbolo de debate global sobre direitos humanos, representatividade e choque cultural.
Seattle mantém seu plano de realizar ações de visibilidade, e o jogo promete ser um dos mais comentados da Copa de 2026, não apenas pelo futebol, mas pelo peso social e político que carrega.
Mudança entra em vigor em 2026 e fortalece peso do torneio nacional no calendário
Foto: Reprodução / CBF
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) oficializou uma das mudanças mais significativas dos últimos anos no sistema de classificação para a Conmebol Libertadores. A partir de 2026, a Copa do Brasil terá duas vagas garantidas na competição continental: além do campeão, o vice-campeão também assegurará participação, algo inédito desde a criação do torneio.
Para acomodar a alteração, uma vaga anteriormente destinada ao Campeonato Brasileiro será removida, reduzindo o número de classificados pelo desempenho na Série A.
A medida integra o pacote de reformulações da CBF, que busca elevar o status e o impacto esportivo e financeiro da Copa do Brasil.
Vice-campeão também irá à Libertadores
Com a mudança, a entidade ainda avalia em qual etapa o vice entrará, se diretamente na fase de grupos ou na fase preliminar.
Outro ponto em discussão é o procedimento em cenários de acúmulo de vagas, caso campeão e vice já estejam garantidos na Libertadores via Brasileirão.
A decisão vinha sendo debatida internamente há meses e agora se torna peça central da nova estratégia da CBF para o calendário nacional.
Calendário da Copa do Brasil será mais robusto
A partir do próximo ano, o torneio passa por uma reformulação profunda:
1– As cinco primeiras fases serão disputadas em jogo único 2– Clubes da Série A só estreiam na quinta fase 3– Oitavas, quartas e semifinais permanecem em ida e volta 4– Final em jogo único, marcada para 6 de dezembro de 2026 5– A competição passa a ter 126 clubes em 2026 e 128 a partir de 2027 6– O novo formato prevê 14 datas e 155 partidas por edição, aproximando o modelo ao da FA Cup, na Inglaterra
A CBF justifica que o torneio ganhará mais alcance nacional e valor técnico, reforçando seu peso esportivo e comercial.
Com a nova configuração, o Brasileirão deixa de ser o único grande filtro para a elite continental. Mesmo assim, a Série A continuará responsável pela maior parte das vagas brasileiras, ainda que com número reduzido.
Semifinais da Copa do Brasil seguem em disputa
Enquanto o novo formato é preparado para o próximo ciclo, a edição atual entra em sua reta decisiva. Corinthians, Cruzeiro, Fluminense e Vasco brigam por um lugar na final.
O Corinthians abriu vantagem ao vencer o Cruzeiro por 1 a 0 em Belo Horizonte nesta quarta-feira (10).
A outra semifinal, entre Fluminense e Vasco, ocorre nesta quinta-feira (11), no Maracanã, em duelo que fecha o primeiro capítulo da disputa.
Como a mudança impacta diretamente o Bahia
Para o Esquadrão de Aço, a alteração da CBF modifica de forma relevante o planejamento esportivo dos próximos anos.
A vaga retirada do Brasileirão aumenta a pressão por campanhas consistentes e reduz o espaço de erro em competições de pontos corridos.
Por outro lado, o crescimento da Copa do Brasil como via de acesso reforça a necessidade de tratar o torneio como prioridade estratégica.
O retrospecto recente ajuda a entender o cenário. Em 2025, o Bahia terminou o Brasileirão em 7º lugar, posição que, dentro do modelo atual, já o levaria à fase preliminar da Libertadores.
Em 2024, no entanto, o Tricolor encerrou a competição em 8º lugar, campanha que não daria vaga ao torneio continental.
Com menos vagas no Brasileirão e mais na Copa do Brasil, o Esquadrão precisará equilibrar forças nas duas frentes para manter presença contínua no cenário internacional.
João Victor Cubas foi liberado nesta segunda (8) e poderá responder ao processo em liberdade
Fotos: Reprodução/Redes sociais
O jogador de futebol João Victor Cubas Alves foi solto após audiência de custódia nesta segunda-feira (8), depois da prisão por suspeita de estupro no sábado (6). O homem de 25 anos foi detido no centro de Salvador durante a Operação Escudo das Marias.
A decisão judicial diz que Cubas poderá responder ao processo em liberdade, mas para isso deverá cumprir todas as medidas cautelares. Ficou estabelecido o pagamento de fiança relativo a sete salários mínimos, além de outras obrigações que serão acompanhadas pela Justiça.
Cubas atua como zagueiro e faz parte do elenco do Galícia, time que disputará a primeira divisão do Campeonato Baiano em 2026. Ele tem passagens por outros clubes do futebol nacional, incluindo o Santos, onde integrou a equipe sub-23 em 2020, além de ter jogado pelo São Carlos e pelo XV de Jaú. O Galícia o havia anunciado como reforço em novembro, para a disputa do Baianão.
Em nota, a diretoria do Galícia afirmou que repudia toda e qualquer forma de violência e disse estar colaborando integralmente com a investigação.
Veja a nota do clube na íntegra:
De acordo com a Polícia Civil (PC), o jogador e a vítima se conheceram por meio de um aplicativo de relacionamento. Eles se encontraram em um bar na região do Campo Grande, onde passaram a noite. Após o encontro, ambos se dirigiram a um hotel nas proximidades, local onde a vítima relatou ter sido estuprada.
O zagueiro foi autuado em flagrante e encaminhado à delegacia. A vítima solicitou formalmente uma medida protetiva contra Cubas.
Treinador afirma que Seleção tem condições de superar Marrocos, Haiti e Escócia
O técnico italiano Carlo Ancelotti, atual treinador da Seleção Brasileira, demonstrou otimismo ao projetar o desempenho do Brasil na fase de grupos da Copa do Mundo de 2026 e afirmou que a seleção tem condições de vencer os três primeiros confrontos, com de Marrocos, Haiti e Escócia. A declaração foi feita nesta sexta-feira (5), durante entrevista coletiva após o sorteio dos grupos do Mundial, que ocorrerá nos Estados Unidos, Canadá e México.
“O primeiro jogo do Brasil pode ser contra Marrocos, Haiti ou Escócia, temos que vencer. É respeitar o adversário e estudar bem o rival. Podemos vencer os três jogos. Nossa ideia é muito clara, temos que ser competitivos durante toda a Copa do Mundo”, disse o treinador, ao comentar a possibilidade de estrear contra a seleção africana.
Ao ser perguntado sobre um eventual cruzamento com equipes tradicionais no mata-mata, como Holanda, Alemanha ou França, Ancelotti destacou que o caminho rumo à final exige enfrentar adversários fortes: “O objetivo do Brasil é disputar a final e, para isso, tem que encarar equipes muito fortes. Isso pode acontecer nas quartas de final, na semifinal. Mas, na minha opinião, isso não muda muito”.
O comandante da Seleção também comentou os próximos amistosos, contra Croácia e França, confirmados pela CBF e marcados para os Estados Unidos. Para ele, as partidas serão determinantes para medir o estágio da equipe meses antes do Mundial. “Acredito que será um bom teste. Enfrentaremos equipes de nível mundial de diferentes características. A França tem qualidade individual extraordinária, enquanto a Croácia tem uma equipe muito experiente. Queremos saber onde estamos”, afirmou.
Tricolor chega à última rodada do Brasileirão com o objetivo de alcançar a vaga direta na Libertadores
Foto: Rafael Rodrigues / EC Bahia
O Bahia aproveitou a sua última partida na Arena Fonte Nova em 2025 para superar o Sport por 2 a 0, na noite desta quarta-feira (3), garantindo três pontos fundamentais na reta final do Campeonato Brasileiro. Rodrigo Nestor e Luciano Juba foram os autores dos gols.
O resultado recoloca o Esquadrão na 6ª colocação, agora com 60 pontos, posição que o clube ocupa de forma momentânea enquanto aguarda o duelo entre Botafogo e Cruzeiro, na quinta-feira (4). O time carioca, com 59 pontos, pode ultrapassar o Bahia caso vença.
O principal objetivo do Tricolor de Aço nesta temporada é assegurar uma vaga direta na Conmebol Libertadores de 2026.
Em busca de um lugar na fase de grupos do torneio continental, o Bahia precisa fazer a sua parte vencendo o Fluminense na última rodada. O confronto decisivo ocorre no próximo domingo (7), às 16h, no Maracanã. O Flu é atualmente o 5º colocado, com 61 pontos.
O Sport, lanterna do campeonato e já rebaixado, apenas cumpre tabela e se prepara para voltar a disputar a Série B. O Leão encerra a temporada contra o Grêmio, também no domingo, na Ilha do Retiro.
O jogo
O Bahia entrou em campo disposto a assumir o controle e rapidamente transformou o cenário em pressão constante sobre o Sport. A equipe de Rogério Ceni encaixou a marcação alta desde os primeiros movimentos, recuperando bolas no campo ofensivo e acumulando volume próximo à área adversária.
Erick Pulga, com seu cabelo platinado, foi o primeiro a incendiar o jogo. Aos 18 minutos, ele recebeu na intermediária, bateu colocado e a bola explodiu na trave.
Com paciência e boa circulação, o Esquadrão manteve o Sport acuado. Everton Ribeirocomandava o meio, encontrando espaços entre as linhas e abrindo caminhos para que o setor ofensivo finalizasse.
A melhor oportunidade surgiu aos 34 minutos, quando o “Fantástico” Pulguinha infiltrou pela esquerda e cruzou na medida para Willian José. O atacante seria lançado na cara do gol, mas Caíque França fez leitura perfeita do lance e interceptou.
O domínio do Tricolor de Aço se transformou em gol aos 39. Após jogada construída pelo lado direito, Ademir encontrou Rodrigo Nestor na entrada da área. O camisa 11 soltou um foguete de canhota, sem chances para Caíque França, e abriu o placar na Fonte Nova.
Nos acréscimos, o Bahia ainda teve a chance de ampliar. Após troca envolvente de passes, Ademir foi derrubado dentro da área e o árbitro marcou pênalti.
Willian José assumiu a cobrança, mas bateu mal, à meia altura, permitindo a defesa do goleiro do Sport. O erro manteve o placar em 1 a 0 ao fim da primeira etapa, mesmo com a superioridade evidente do Esquadrão.
O Bahia manteve o padrão de domínio na volta para a etapa final. As linhas adiantadas seguiram pressionando a saída do clube pernambucano e, logo aos 8 minutos, a superioridade se transformou em um golaço.
Luciano Juba, ex-jogador do Sport, recebeu na intermediária, carregou em direção à entrada da área e soltou uma bomba de canhota, vencendo Caíque França e incendiando a Fonte Nova.
Com a vantagem ampliada, o ritmo do clássico nordestino caiu. O Tricolor passou a controlar o jogo com tranquilidade, trocando passes, ocupando o campo ofensivo e impedindo qualquer tentativa de reação do adversário. A partida ganhou contornos de treino, tamanha a diferença entre as equipes em campo.
Sem sustos na reta final, o 2 a 0 se confirmou no placar. O Bahia encerrou a noite somando três pontos fundamentais diante do já rebaixado Sport e manteve sua caminhada firme rumo aos objetivos na parte de cima da tabela.
FICHA TÉCNICA
Bahia 2×0 Sport Campeonato Brasileiro – 37ª rodada Local: Arena Fonte Nova, em Salvador (BA) Data: Quarta-feira, 3 de dezembro de 2025 Horário: 20h Público: 39.847 pessoas Renda: R$ 1.400.937,00 Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza (SP) Assistentes: Nailton Junior de Sousa Oliveira (CE) e Gizeli Casaril (SC) VAR: Heber Roberto Lopes (SC) Transmissão: Premiere
Gols: Rodrigo Nestor e Luciano Juba [Bahia] Cartões Amarelos: Ramos Mingo [Bahia]; Lucas Lima, Rivera e Luan Cândido [Sport]
Bahia: Ronaldo; Santi Arias, Kanu, Ramos Mingo e Luciano Juba; Acevedo (Caio Alexandre), Everton Ribeiro (Cauly) e Rodrigo Nestor (Erick); Erick Pulga (Tiago), Willian José (Ruan Pablo) e Ademir. Técnico: Rogério Ceni.
Sport: Caíque França; Aderlan (Matheus Alexandre), Rafael Thyere, Igor Cariús (Ramon Menezes) e Luan Cândido; Rivera, Lucas Kal, Adriel (Pedro Augusto) e Lucas Lima (Paciência); Matheusinho (Barletta) e Romarinho. Técnico: Cesar Lucena.
Vitória ainda luta para garantir permanência Crédito: Victor Ferreira/EC Vitória
Com duas rodadas restantes, o Campeonato Brasileiro chega à fase decisiva com o rebaixamento como principal ponto de tensão. Embora apenas duas vagas estejam abertas no Z-4 – já que Sport e Juventude caíram matematicamente – outras dez equipes entram na reta final com algum grau de risco.
Entre os clubes que ainda figuram nos cálculos, Bragantino, Atlético-MG, Vasco, Corinthians e Grêmio aparecem com menos de 1% de probabilidade de queda. Para que qualquer um deles seja atingido, seria necessária uma combinação improvável de resultados. O cenário do Corinthians, por exemplo, exigiria derrotas nas duas partidas restantes e vitórias simultâneas dos concorrentes mais ameaçados, um desfecho que explica seu índice residual de 0,001%.
Os cálculos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) revelam que mesmo times aparentemente distantes do perigo permanecem na lista por causa do que ainda têm pela frente. Uma simples vitória de qualquer um desses clubes de risco mínimo nas rodadas finais seria suficiente para eliminar qualquer ameaça. Caso percam, porém, a pressão pode aumentar no último jogo.
Mais de quatro milhões de simulações são realizadas considerando desempenho, tabela e força relativa dos times.Cinco clubes concentram as maiores probabilidades de queda: Fortaleza, Santos, Internacional, Vitória e Ceará – todos acima de 5% de risco. Confira:
Tricolor segue vivo na disputa pelo G-5 e tenta evitar a fase preliminar em 2026
Foto: Letícia Martins / EC Bahia
O Bahia entra na reta final do Brasileirão diante de um cenário que mistura alívio e pressão. A classificação para a Conmebol Libertadores já está assegurada, mas a luta agora é por algo maior: um lugar direto na fase de grupos, sem o desgaste de uma nova disputa preliminar como aconteceu neste ano.
O Esquadrão aparece hoje em 7º lugar, com 57 pontos, e precisa ultrapassar ao menos dois concorrentes nas duas rodadas restantes para entrar no G-5, posição que, no cenário atual, garante vaga direta. A matemática, porém, depende de diferentes combinações para se confirmar.
O caminho mais simples: vencer as duas e secar o Botafogo
A rota mais objetiva começa com dois triunfos: Sport, nesta quarta-feira (3), na Arena Fonte Nova, e Fluminense, no próximo domingo (7), no Maracanã.
Com seis pontos somados, o Tricolor de Aço obrigaria o Botafogo, atual 5º colocado com 59 pontos, a ganhar seus dois jogos (Cruzeiro fora e Fortaleza em casa).
Há ainda um cenário mais favorável: se Mirassol perder seus dois jogos (Vasco fora e Flamengo em casa) e o Bahia fizer sua parte, o Esquadrão pode terminar até em 4º lugar. Esta situação, porém, é a mais difícil.
Com 61 pontos: possível, mas bem mais complicado
Se o Bahia vencer o Sport e empatar no Maracanã, a conta fica mais apertada. Para alcançar o G-5 com 61 pontos, seria necessário: o Fluminense não vencer o Grêmio nesta terça-feira (2) e o Botafogo somar no máximo dois pontos nas rodadas finais.
É uma combinação mais improvável, mas matematicamente possível.
Derrota na última rodada? O G-5 deixa de ser realidade
Se o Bahia perder para o Fluminense no próximo domingo, o objetivo da vaga direta na Libertadores sem depender da Copa do Brasil deixa de existir.
Nesse caso, mesmo com triunfo sobre o Sport, o Tricolor ficaria sem chances de alcançar a 5ª colocação, já que o Flu possui um ponto a mais do que o Bahia e ocupa o 6º lugar.
Dependendo da Copa do Brasil: o cenário muda completamente
A briga pelo G-5 pode se transformar em briga pelo G-6, caso Cruzeiro ou Fluminense conquistem a Copa do Brasil. Se isso acontecer, o 6º colocado passa a entrar direto na fase de grupos do torneio continental.
Nesse cenário, o Bahia teria duas possibilidades:
1- Se o Cruzeiro vencer a Copa do Brasil:
– O Bahia garante vaga direta acabando em 6º – Para isso, basta vencer o Sport e depender apenas de um tropeço do Fluminense contra o Grêmio – Se o Flu ganhar do Grêmio, o Bahia precisará vencer no Maracanã – Caso o Botafogo some um ponto ou menos nas duas rodadas, o Esquadrão também entra no G-6
2- Se o Fluminense for campeão da Copa do Brasil:
– O Flu precisa terminar o Brasileirão em 5º ou 4º – O Bahia precisaria fechar em 6º – A combinação exata dependerá de pontuações entre Fluminense, Bahia, Botafogo e Mirassol
RESUMO GERAL
Para garantir vaga direta sem depender de ninguém:
– Vencer os dois jogos; – Torcer por tropeço do Botafogo.
Para ter mais opções:
– Torcer por título do Cruzeiro ou do Fluminense na Copa do Brasil.
Para manter viva a chance:
– Não perder para o Sport; – Buscar ao menos quatro pontos na reta final.
O Bahia volta a campo na quarta-feira (3), às 20h, na Arena Fonte Nova, contra o Sport. No domingo (7), fecha o Brasileirão contra o Fluminense no Maracanã, em duelo que pode selar o destino tricolor em 2026.