Primeiro dia terá painéis com Aldri Anunciação, Isabel Fillardis e Maíra Azevedo
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Nesta sexta-feira (dia 21), o Pelourinho será tomado por rodas de conversa, intervenções artísticas, ciência, empreendedorismo, capoeira e shows na abertura do II Festival Movaê – Empreendedorismo Negro, Inovação e Economia Criativa, que ocupa simultaneamente as praças Pedro Archanjo, Tereza Batista e Quincas Berro D’Água. A programação começa às 14h, com um grande Cortejo Cultural do bloco Os Negões, comandado por Paulinho e Luma Nascimento. O grupo se concentra no Terreiro de Jesus e percorre um roteiro emblemático pelas ruas do Centro Histórico — passando pela Cantina da Lua, Museu Eugênio, Largo Quincas Berro D’Água, Casa Vale, salão de Negra Jhô e Largo Tereza Batista — até chegar ao Largo Pedro Archanjo, onde marca oficialmente o início das atividades do festival, convidando o público a participar.
O Festival, que é promovido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi), reunirá formação, arte, negócios e geração de renda em um único ambiente, evidenciando a diversidade da produção negra baiana e tem parceria com as secretarias estaduais de Ciência, Tecnologia, Inovação (Secti), de Cultura (Secult) e de Trabalho, Emprego e Esporte (Setre), além do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação. O evento conta com o patrocínio da Secretaria de Turismo (Setur) e da Agência de Fomento do Estado da Bahia (Desenbahia). Tem ainda o apoio do Amô pelo Pelô, Teatro Escola e Banco do Brasil. A produção é da Central Black, Xequerê Produções e Rebu Produções.
A partir das 14h40, o Largo Pedro Archanjo recebe a intervenção cultural do Sarau da Onça, com performance de Sandro Sussuarana, seguido às 15h10 do Painel “Audiovisual Negro”, que discute fomento, difusão e expansão do cinema negro no país. O debate reúne representantes da Associação dos Profissionaisdo Audio Visual, Marcos Alexandre; Casa do Cinema Negro Baiano. Dani Sousa; Sujeito Filmes, Vilma Martins; Bahia Filmes, Aldri Anunciação; Ministério do Trabalhoe Emprego, Magno Lavigne; Finep, Julieta Palmeira; Secretaria do Trabalho, Emprego e Renda (Setre), Wenceslau Junior. E ainda do Ministério de Ciência Tecnologia e Inovação, Dayvid Souza, e de Centro Cultural Banco Brasil. Julio Paranaguá, sob mediação de Ângelo Flávio. O Banco do Brasil e o Banco do Nordeste também estarão representados.
Às 17h30, o protagonismo feminino toma a cena com o Painel “Empreendedorismo Criativo – Abrimos caminhos; inventamos rotas, empreendemos outros tantos projetos”, com Tia Má (Maíra Azevedo), Rejane Maia, Val Conceição e Isabel Fillardis, mediadas por Val Benvindo. Na sequência, às 18h30, as quatro convidadas recebem uma homenagem especial. A noite segue com humor afrocentrado no stand-up de Magali Moraes, às 18h50, e encerra com o show do grupo Samba Ohana, às 19h30, que convida ao palco o ícone do samba baiano Nelson Rufino.
Enquanto isso, na Praça Tereza Batista, a programação destaca inovação, pesquisa e tecnologia. Das 16h15 às 17h15, estudantes da rede pública apresentam projetos científicos no Pitch dos Clubes de Ciência da Secretaria de Ciência Tecnologia e Inovação do Estado (Secti), com trabalhos voltados à resolução de problemas reais da sociedade, uma oportunidade para mostrar jovens negros produzindo ciência de alta complexidade. Das 17h30 às 18h30, o Painel de Startups – Empreendedorismo Negro reúne nomes como Celina de Almeida (Lei da Marias), Samuel Jesus (PEM do Brasil), Caio Nascimento (Acelera ESG), Tiago Santana (Hey People) e João Oliveira (Educhat+), com mediação de Sócrates Santana, que também detalha iniciativas da SECTI voltadas ao setor.
Já na Praça Quincas Berro D’Água, a tarde começa com ancestralidade em movimento: das 16h10 às 16h50, a oficina Capoeira em Movimento + Mangangá aborda a capoeira como tecnologia social de educação, saúde e empreendedorismo. Às 17h30, o foco vira economia e negócios negros com o Painel “Liderança e Black Money”, que reúne Nina Silva (Movimento Black Money), o economista Mario Nelson, a perita contábil Jaqueline Oliveira e Zaza Sousa (Atitude Saúde), mediado por Rosângela Gonçalves (Sebrae). Fechando a noite, às 19h, a praça exibe o filme “Zumbi dos Palmares – Uma Voz para o Mundo”, do cineasta Carlos Pronzato, trazendo para o Pelourinho uma produção histórica conectada às lutas e memórias da diáspora africana.
Serviço O quê: II Festival Movaê – Empreendedorismo Negro, Inovação e Economia Criativa Quando: 21, 22 e 23 de novembro de 2025 Onde: Pelourinho – Salvador (Praças Pedro Archanjo, Quincas Berro D’Água e Tereza Batista) Realização: Governo do Estado da Bahia / Sepromi Inserção: Novembro Negro 2025 – Bahia Antirracista
Decisão do órgão que regula internet chinesa ordenou que apps Blued e o Finka sejam retirados das lojas da Apple e Google no país
O governo da China ordenou a remoção de dois dos aplicativos de relacionamento LGBTQIA+ mais populares do país, o Blued e o Finka, das lojas App Store, da Apple, e Google Play Store (Android).
Segundo a Apple, a medida foi determinada pela Administração do Ciberespaço da China, órgão que regula a internet no país. O casamento entre pessoas do mesmo sexo é ilegal na China. Ativistas afirmam que a repressão à comunidade LGBTQIA+ aumentou nos últimos anos, com censura frequente a eventos e publicações durante o governo de Xi Jinping.
Usuários chineses perceberam no fim de semana que as versões completas dos aplicativos haviam desaparecido. Ambos pertencem ao BlueCity Group, empresa sediada em Hong Kong. Uma versão limitada do Blued ainda estava disponível na App Store chinesa nesta terça-feira (11). Alguns usuários dizem que o Blued e o Finka ainda podem ser utilizados se já estiverem baixados nos celulares.
A Apple confirmou nesta terça-feira a remoção. “Após uma ordem da Administração do Ciberespaço da China, removemos esses dois aplicativos apenas da loja chinesa”, disse um porta-voz da Apple à AFP. “Respeitamos as leis dos países em que operamos”, acrescentou.
A partir do dia 13 de novembro o Museu Casa do Sertão da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) vai ser cenário para o projeto Cenas Urbanas, que apresenta a primeira exposição itinerante com o tema “A Cultura do Vaqueiro no Portal do Sertão”. Possibilitar uma imersão no universo simbólico de uma das figuras mais emblemáticas da cultura nordestina é o objetivo principal do projeto.
A exposição reúne imagens que registram o cotidiano, os gestos e as expressões de quem mantém viva a tradição vaqueira. “Precisamos valorizar mais aquilo que nos pertence. Não devemos nos esquecer de que o vaqueiro foi e é o grande símbolo do sertanejo guerreiro. Acredito que o público vá se identificar com as imagens selecionadas para a exposição”, diz Gutemberg Suzarte, fotógrafo.
Em Feira de Santana — cidade que nasceu das antigas feiras de gado e do encontro entre o sertão e o litoral –, o vaqueiro é mais do que um personagem histórico: é um elemento estruturante da economia e da identidade cultural. “O tema escolhido para a primeira edição do Cenas Urbanas remete à origem da urbe sertaneja no século XVIII e à forma como essa influência permanece na atualidade. As fotografias representam aspectos da tradição, cultura e estilo de vida do sertanejo, um patrimônio imaterial do Estado da Bahia reconhecido desde 2011. Figura importante no desenvolvimento de Feira de Santana”, explica Danielle Rodrigues, produtora executiva.
Como parte da programação, será realizado no dia 13 de novembro, das 9h às 17h30, o workshop “A psicogeografia como extensão poética do espaço fotográfico”. Os participantes receberão certificado de 8 horas e a atividade vai acontecer no Museu Casa do Sertão. —
Treinamento capacita líderes para tomada de decisão eficaz e gestão de conflitos
Evoto
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Em um mundo onde líderes precisam equilibrar empatia e firmeza, a maneira de se comunicar pode definir o rumo de uma equipe, de um projeto ou de uma decisão importante. Pensando nisso, a Imersão Crucial, antes feita apenas em empresas, chega a Feira de Santana como uma proposta para aprimorar o diálogo em momentos decisivos, tanto nos negócios quanto na vida pessoal.
A iniciativa, realizada em parceria com o Boulevard Residence, tem como objetivo fortalecer a forma como líderes se comunicam, gerenciam conflitos e tomam decisões. Baseada no conceito de Comunicação Crucial, a habilidade de expressar-se com clareza e propósito em situações de tensão, o evento oferece um ambiente de aprendizado prático e reflexivo.
O palestrante, Lucas Nascimento, analista do discurso e Professor Adjunto de Linguística na Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e pós-doutorado pela USP, destaca a urgência do tema:
“Em tempos de alta complexidade, saber conduzir um diálogo crucial não é apenas um diferencial, é uma questão de sobrevivência profissional. Nossa imersão é desenhada para tirar o líder do campo da teoria, do silêncio e da explosão, e colocá-lo na prática do diálogo eficaz, equilibrando a empatia com a necessidade de resultados firmes.”
O encontro reúne cases reais, vivências práticas e momentos de networking. A programação inclui ainda almoço no Outback SteakHouse, coffee break, além de livro e material de estudo para os participantes. O evento acontece no dia 29 de novembro, no auditório do Shopping Boulevard, em Feira de Santana, com vagas limitadas para 30 participantes, o que garante a exclusividade e a atenção necessária para o aprendizado.
SERVIÇO:
📍 Imersão Crucial – Comunicação e Liderança Responsiva 🗓️ 29 de novembro | Auditório 01 do Multiplace, Shopping Boulevard – Feira de Santana 🔗 Inscrições limitadas: https://mlucasnascimento.hotmart.host/imersaocrucial 📧 Assessoria de Comunicação: pilgercomunicacao@gmail.com 📞 Contato: (75) 98305-1771
Para participar do laboratório, as inscrições podem ser realizadas através de formulário disponível no perfil @coatocletivo no Instagram.
Foto: Lucas Soto
O município de Cachoeira recebe, entre os dias 13 e 17 de outubro, uma programação especial do projeto “Território Expandido: Arte Local e Global”, realizado pelo Coato Coletivo. A agenda reúne ações de formação, difusão e experimentação artística, incluindo o Lab.Ex – Laboratório de Experimentação Cênica, a exibição de filme, a Mostra Lab.Ex e a circulação do espetáculo “Arquivo 64/15 – Porões da Ditadura”, movimentando espaços culturais e educativos da cidade.
O Lab.Ex – Laboratório de Experimentação Cênica acontece nos dias 13, 14 e 15 de outubro, das 14h às 17h, na Estação Ferroviária. O laboratório propõe que os participantes explorem o conceito de Corpo-Arquivo, utilizando ferramentas acessíveis como celulares, projeções e sons ao vivo para transformar memórias em dramaturgia e o corpo em território de criação.
Foto: Lucas Sato
Para participar do laboratório, as inscrições já estão abertas e podem ser realizadas através de formulário disponível no perfil @coatocletivo no Instagram. A vivência é conduzida por Danilo Lima, Mirela Gonzalez, Marcus Lobo, Bernardo Oliveira e Natielly Santos, integrantes do Coato, que compartilham práticas desenvolvidas pelo coletivo nos últimos 10 anos – pesquisa em performance, teatro e tecnologias da cena.
Foto: Lucas Sato
No dia 16 de outubro, o Auditório Leite & Alves (Cahl/UFRB), às 15h, recebe a exibição do documentário “Retratos de identificação”, com direção de Anita Leandro, audiovisual que traz dois combatentes que lutaram contra a ditadura militar no Brasil e se deparam, pela primeira vez, com fotografias de suas respectivas prisões, tiradas pela polícia. Às 19h, o Auditório é palco da Mostra Lab.Ex, momento em que os participantes do laboratório apresentam micro-performances autorais.
Encerrando a passagem do projeto por Cachoeira, o espetáculo “Arquivo 64/15 – Porões da Ditadura” será apresentado no dia 17 de outubro, em duas sessões no Auditório Leite & Alves (Cahl/UFRB): às 10h, com mediação de escola pública, e às 19h30, aberta ao público em geral. A peça revisita memórias do regime militar (1964-1985) e conecta-as às tensões políticas contemporâneas, reafirmando a relevância da arte como espaço de memória, reflexão e debate social.
Em circulação pela Bahia, o projeto Território Expandido já passou por Lençóis e Barreiras e passará ainda por Salvador janeiro de 2026, reafirmando o compromisso do Coato com uma arte descentralizada, crítica e plural, capaz de aproximar comunidades e reativar vínculos afetivos entre diferentes territórios da Bahia. Fundado em 2013 na Escola de Teatro da UFBA, o Coato consolidou uma poética baseada na criação compartilhada, na hibridização de linguagens e no tensionamento entre arte e política.