Neste sábado (04) o prefeito Colbert Martins Filho respondeu críticas do deputado federal Zé Neto (PT) publicadas em uma rede social. Segundo Neto, o prefeito negou recursos que foram enviados pela Câmara Federal e seriam utilizados no combate à pandemia em Feira de Santana.
“Não é verdade, a questão é que eu não vou aplicar esse dinheiro em apenas um centro, pois seria muito pouco para uma cidade do tamanho de Feira. Levianamente o deputado Zé Neto tenta causar confusão para fazer política eleitoral, trazendo informações que mostram desconhecimento total da realidade da saúde pública de Feira de Santana”, disse Colbert.
“Este é o momento de unir esforços para salvar vidas e minimizar os impactos causados pela epidemia. É assim que tenho me colocado, na linha de frente desde o início. Em nenhum momento me esquivei de estar nesta luta. Não bastasse estarmos enfrentando esse inimigo perigosíssimo que é o coronavírus, temos ainda que lidar com a propagação da mentira e da fake news”.
Colbert Filho finalizou o vídeo afirmando que está enfrentando a Covid-19 com responsabilidade e planejamento: “Todos os recursos são bem-vindos e serão usados de forma correta para diminuir o impacto da pandemia em nossa cidade. Estamos enfrentando a pandemia com muita responsabilidade”, finalizou.
O Hospital de Campanha, em Feira de Santana, completou um mês de funcionamento na última sexta-feira (3) e para homenagear os profissionais que trabalham no local, especialmente os de saúde, a confeitaria Mônica Vinhas realizou uma ação de entrega de tortas na tarde de quinta (2).
A ação, que já havia sido realizada no Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA) e no Hospital Dom Pedro de Alcântara (HDPA), tem o objetivo de prestigiar os profissionais, especialmente os que estão na linha de frente no combate a covid-19. Desta vez, mais de 20 profissionais foram presenteados.
“Estamos dando continuidade a essa ação e cada torta que entregamos é como se fosse um abraço de muito obrigada a esses profissionais que se dedicam a salvar vidas e cuidar das pessoas”, afirmou a empresária Mônica Vinhas.
A blogueira e design de interiores feirense Lidy Siqueira gravou uma sequência de stories no Instagram justificando o motivo pelo qual ela iria realizar uma festa em meio a pandemia de Covid-19. Ela antecipa possíveis críticas devido ao novo Coronavírus e dispara ”a vida é minha, o risco é meu”, afirma.
Na tarde de ontem ( 04) Feira de Santana atingiu o limite de vagas disponíveis para pacientes graves com o Coronavírus. Todos os leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) reservados para o tratamento da doença na maior cidade do interior baiano estão ocupados.
Mesmo com essas informações, a influencer disse que iria chamar seus convidados que ama para comemorar esse momento reunidos.
”Você não foi convidado para a minha festa, então fique em casa, fiquem tranquilos, você não vai pegar covid. E eu vou comemorar com os meus, com que eu amo, com quem está comigo, porque a festa é minha”, contou em seus stories.
O prefeito Colbert Martins Filho, em entrevista ao Jornal do Meio Dia, nesta última sexta-feira (03) informou que está avaliando a semana. De acordo com ele, é a com maior nível de incidência de casos. “Na próxima segunda teremos uma resposta do que faremos em relação ao comércio. Feira está com nível muito baixo de isolamento, cerca de 45%, independente de termos funcionastes ou não, estamos nesta situação, o número de avanços deve-se também ao número de testes maiores, disse.
Os dez bairros que registram mais casos de exames positivos para Covid-19 em Feira de Santana concentram 37,92% de todos os casos no município. O balanço do número de casos por localidades foi divulgado pela Vigilância Epidemiológica, da Secretaria Municipal de Saúde, na noite desta sexta-feira, 03.
São 1.568 casos nos dez bairros que encabeçam a relação. O primeiro é o SIM com 281 casos; Tomba com 238; Jardim Cruzeiro com 157; Magabeira 155; Papagaio 141; Campo Limpo 140; Santa Mônica 118; Parque Ipê 117; Gabriela 112 e Brasilia 109.
A Prefeitura tem intensificado ações visando reduzir o aumento da contaminação nestas localidades que apresentam maior número de casos. A lista foi elaborada pela Vigilância Epidemiológica, da Secretaria Municipal de Saúde, conforme informações passadas pelos próprios pacientes, inclusive em relação a denominação das localidades.
A Prefeitura de Feira de Santana através da Secretaria de Saúde recebeu mais uma doação da JBS por meio do programa “Fazer o Bem Faz Bem – Alimentando o Mundo com Solidariedade”. Desta vez foram dez camas hospitalares entregues na manhã desta sexta-feira, 3. A doação será destinada para uso do Hospital de Campanha do município.
Patrícia Falcão, chefe de gabinete da Secretaria de Saúde, esteve representando a secretária Denise Lima Mascarenhas e o prefeito Colbert Martins Filho, agradeceu a doação. “Ficamos muito felizes e gratos com a iniciativa que irá auxiliar muito na assistência ao paciente neste momento de pandemia”, pontuou.
Além de Feira, mais 200 municípios estão sendo beneficiados pelo programa no Brasil. Segundo Jonathan Ribeiro, supervisor de recursos humanos, foram mais de 400 milhões de reais investidos para aquisição de equipamentos de saúde, proteção individual e prevenção ao coronavírus para doação.
“Nos orgulhamos muito em poder colaborar e de alguma forma fazer parte disso. A JBS vem beneficiando muitas cidades dos país e Feira de Santana foi uma delas”, afirma Jonathan Ribeiro.
Recentemente a Prefeitura recebeu por meio da instituição 48 mil equipamentos de proteção individual (EPIS) – máscaras cirúrgicas, luvas descartáveis, aventais, toucas, viseiras faciais e macacões impermeáveis, além de 15 mil litros de álcool em gel, para auxiliar no combate ao coronavírus.
O vereador Ronaldo Caribé (MDB), visitou o distrito de Jaguara nesta quinta-feira (2) a fim de verificar as melhorias a serem feitas na estrada da localidade.
No vídeo postado em suas redes sociais, gravado na garupa de uma moto, o edil reafirmou o compromisso com seu povo para resolver a situação.
Em seu vídeo, Ron observa que tanto os moradores quanto os motoristas que passam pelo local sofrem com irregularidade da via.
“Por aqui já foi feito o patrolamento, mas ainda assim reivindicarei ao governo municipal a implantação de cascalho na estrada. Entendo as dificuldades do meu povo que transitam pelo local e sofrem com irregularidades da via, e por isso estarei cobrando também essa questão. O trabalho não para!”, disse Ron do Povo.
No trimestre da pandemia, pouco mais de quatro mil postos de trabalho com carteira assinada foram fechados em Feira de Santana. O município se destaca pela força do comércio e o dinamismo no setor de serviço.
Ambos setores geram milhares de empregos. E, por consequência, são eles que mais demitem nos momentos de crise. E agora não está sendo diferente. Foram exatas 4.099 demissões.
No ano passado, Feira de Santana gerou superávit neste setor, com saldo positivo de mais de 1,7 vagas de emprego formais geradas.
De acordo com o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), órgão do Ministério do Trabalho e Emprego, a diferença entre demissões e contratações em maio foi negativa em 1,3 mil.
Nos últimos trinta dias foram realizadas 1.133 admissões contra 2.443 desligamentos. As demissões estão relacionadas à pandemia. Entre maio e junho há as tradicionais contratações temporárias, que não existiram neste ano.
Sendo que em abril o número de desempregados na cidade foi aumentado em 2.380 trabalhadores. Outras 463 pessoas que tinham carteira assinada foram dispensadas em março, menor número nos últimos três meses.
Os índices apresentados nos últimos três dias em relação ao isolamento social em Feira de Santana não chegaram no mínimo admitido pelo Ministério da Saúde, que é de 50%. Os números que demonstram baixa adesão da população entre os dias 29 de junho e 1º de julho.
Na segunda-feira, 29, se apresentou o menor índice, com 44,3% de isolamento social. No dia seguinte houve um pequeno aumento, chegando a 45,2%. Na quarta-feira, foi de 45,3%.
Os gráficos mostram que o município só consegue chegar ao mínimo admitido nos finais de semana. No último domingo, 28, por exemplo, o índice foi de 50,7%. Isso também por conta do trabalho da Força Tarefa instalada pela Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) que evita aglomerações pela cidade.
O índice considerado satisfatório pelo Ministério da Saúde é de 70%. O município ainda não conseguiu alcançar a taxa considerada satisfatória, mesmo como todas as recomendações do Governo Municipal e as ações de fechamento do comércio e força tarefa de combate a aglomerações.
O monitoramento tem sido feito nas grandes cidades brasileiras desde a adoção da campanha pelo isolamento social (fique em casa!) para evitar aglomerações durante o período de pandemia do coronavírus no país.
A tecnologia é executada a partir de dados fornecidos pelas grandes operadoras de telefonia celular no país (Claro, TIM, Oi e Vivo). O serviço verifica a movimentação das pessoas e aglomerações através dos seus smartphones.